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Comunicação e Sociedade

Print version ISSN 1645-2089On-line version ISSN 2183-3575

Comunicação e Sociedade vol.35  Braga June 2019

http://dx.doi.org/10.17231/comsoc.35(2019).3143 

LEITURAS

Han, B.-C. (2016). O aroma do tempo. Um ensaio filosófico sobre a arte da demora. Lisboa: Relógio d’Água.

 

Han, B.-C. (2016). O aroma do tempo. Um ensaio filosófico sobre a arte da demora. Lisboa: Relógio d’Água.

 

 

//

Vítor de Sousa *
https://orcid.org/0000-0002-6051-0980

*Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Portugal.

vitordesousa@gmail.com

 

 

No ensaio O aroma do tempo. Um ensaio filosófico sobre a arte da demora (2016), publicado originalmente na Alemanha, em 2007, Byung-Chul Han sustenta que a nossa atualidade é dominada não por uma incessante aceleração do tempo mas, ao contrário, por uma crise temporal assente numa dissincronia (uma descontinuidade), que não é mais do que a atomização do próprio tempo sem rumo nem ordem ou conclusão que o impede de durar (demorar) de forma substancial nas nossas vidas. E é composto por momentos indistinguíveis e sequenciais, que faz com que qualquer instante pareça igual a outro, e não exista nem um ritmo, nem um rumo, que confira significado às nossas vidas.

Byung-Chul Han propõe a revalorização do ócio como contemplação da verdade,o que não tem que ver, paradoxalmente, com qualquer afastamento da realidade. É que, segundo o autor, a crise temporal decorre exatamente da eliminação da contemplação, já que a realidade, por ser rápida e instantânea, não consegue que alguém atinja qualquer plenitude, por falta de profundidade e excesso de uma dinâmica efémera. Numa constatação que tem que ver com as conceções de Zygmunt Bauman sobre a “sociedade líquida” , diz que tudo é vivido como efémero, surgindo assim a morte como um instante mais, prematuro e quase sempre sem sentido. Zapa-se o mundo, mostrando que cada um de nós se torna em qualquer coisa de radicalmente passageira. Sofrendo daquilo que tipificou Heidegger: de “desassossego distraído” e de “carência de morada” .

Esta alucinação, que é produto de uma deambulação apenas assente na infinitude, fez com que o filósofo se inquietasse e refletisse sobre a desnarrativação do tempo e da perda da sua direção. Não que o apregoado fim das grandes narrativas (Lyotard, 1986) seja válido, com o consequente e costumeiro apocalipse a reboque. Será, antes, pela via da devolução ao tempo a sua condição de instante, em que o tempo narrativo não conduza a um tempo vegetativo.

E, não obstante Byung-Chul Han afiançar que a crise temporal não tenha já que ver com o processo de aceleração generalizada, que estilhaçou as verdades consideradas estáveis que foram esculpidas na modernidade, o facto é que essa constatação está subjacente nas explicações do filósofo. Para emendar isso, propõe um regresso revitalizante ao modelo da vita contemplativa (conceito associado a autores como Nietzsche, Heidegger, Aristóteles, Santo Agostinho ou Tomás de Aquino, que cita no ensaio de forma sistemática, para além de outros autores de referência) em detrimento de uma relativização da vita ativa, associada à perda do mundo e do tempo. Contra a pressa, a via proposta assenta no olhar contemplativo, menos veloz e, necessariamente, mais reflexivo, já que a vita activa tirou o tempo do ócio ao homo laborians. O autor dedicou um capítulo inteiro à temática da vida contemplativa, discorrendo sobre a transfiguração do trabalho, que se torna na época moderna na sua absolutização e conduz à sua glorificação, sendo um fenómeno de grande complexidade, referindo, por exemplo, que “a relação causal e a reciprocidade entre trabalho, capital, poder, dominação e redenção é extremamente intrincada. A economia da salvação e o poder económico estão entrelaçados” (p. 113).

Já Jonathan Crary, no livro 24/7: Late capitalism and the ends of sleep [24/7: Capitalismo tardio e o fim do sono] (2013), explora algumas das consequências que reputa de ruinosas dos processos de expansão non-stop do capitalismo do século XXI. Mas tem uma visão que colide com a de Han, ao sustentar que a apatia humana é intrinsecamente incompatível com o capitalismo non-stop, apontando para outras recusas mais formidáveis e coletivas dos padrões mundiais de destruição do crescimento e da acumulação.

O aroma do tempo rastreia, histórica e sistematicamente, as causas e os sintomas da dissincronia, mas reflete igualmente sobre a possibilidade de uma recuperação. Embora tendo em conta as heterocronias ou as ucronias, o presente estudo, segundo o autor, não se limita à descoberta e à restituição desses lugares, excecionais e insólitos, da duração: “não se trata de chorar a perda da época da narrativa. Não há razão para que o fim da narrativa, o fim da história, traga consigo um vazio temporal” . Ao invés, abrirá a possibilidade de uma vida que não tenha necessidade da teologia nem da teleologia, e que, apesar disso, tenha o seu próprio aroma, “mas requer uma revitalização da vita contemplativa” (p. 10). Byung-Chul Han olha para o paradoxo que assenta na lógica de que tudo é simultâneo, no presente, tudo tem possibilidade, em que o presente se abrevia e perde a duração. Declara, por isso, que “é a fazer zapping [que] nos movemos no mundo” , e diz logo o que pretende, de uma forma objetiva e clara, na “Introdução” da obra: “a presente crise temporal não passa pela aceleração. A época da aceleração ficou já para trás. Aquilo que na atualidade experimentamos como aceleração é somente um dos sintomas da dispersão temporal” . A presente crise remete, assim, para a dissincronia, que conduz a diversas alterações temporais ou à parestesia. Falta ao tempo um ritmo ordenador: “a dissincronia faz com que, por assim dizer, o tempo tropece. O sentimento de que a vida se acelera tem, na realidade, origem na perceção de que o tempo anda aos tropeções sem qualquer rumo” (p. 9). O que quer dizer que a dissincronia não é o resultado de uma aceleração forçada, mas a atomização do tempo a principal responsável pela dissincronia. É também a ela que se deve a sensação de que o tempo passa muito mais rapidamente do que antes. A dispersão temporal não permite a experiência de tipo algum de duração: “não há nada que reja o tempo. A vida não se enquadra numa estrutura ordenada nem se guia por quaisquer coordenadas que engendrem uma duração” . E, assim, cada um de nós próprios se torna qualquer coisa de radicalmente passageira: “a atomização da vida supõe uma atomização da identidade. Cada um passa a ter-se somente a si mesmo, o seu pequeno eu” (pp. 9-10).

Observa o autor que a pobreza do mundo é uma condição discrónica, fazendo com que cada um se encerre no seu pequeno corpo, tentando mantê-lo saudável por todos os meios, pois que, a não ser assim, nada mais lhe resta: “em certo sentido, sofremos uma perda radical de tempo, do ser-com (Mitsein). A saúde do frágil corpo de cada um substitui no mundo e substitui Deus. Nada perdura além da morte. (…) As pessoas envelhecem sem se tornarem maiores” (p. 10). Mas nem por isso a vida atual está menos ligada à absolutização da vida ativa, sendo que esta última conduz a um imperativo do trabalho, que degrada a pessoa em animal laborabs. “A hipercinesia quotidiana despoja a vida humana de qualquer elemento contemplativo, qualquer capacidade de demora. Pressupõe a perda do mundo e do tempo” . As chamadas estratégias de desaceleração não são capazes de pôr fim à crise temporal contemporânea. É, assim, necessária uma revitalização da vida contemplativa: “A crise temporal só será superada no momento em que a vida ativa, em plena crise, acolha de novo no seu interior a vida contemplativa” (pp. 10-11).

Byung-Chul Han é claro na sua escrita que assume, por vezes, contornos de um verdadeiro soundbyte (por exemplo, “é assim que a fazer zapping nos movemos no mundo” , p. 56). As ideias são percecionadas logo à primeira leitura, mesmo que a complexidade do pensamento pudesse indiciar o contrário. O aroma do tempo está dividido em 12 capítulos. Em “Des-tempo” (p. 13), escolhe Nietzsche para abrir as hostilidades, e discorre sobre a aceleração atual que, afirma, tem a sua causa na incapacidade geral de acabar e de concluir “o tempo aperta porque nunca se acaba – nada conclui porque não se rege por gravitação alguma” . A aceleração exprime, portanto, que se romperam os diques temporais e já não há diques que regulem, articulem ou deem ritmo ao fluxo do tempo, que possam detê-lo e guiá-lo (p. 14); em “Tempo sem aroma” (p. 25), aborda a problemática do tempo histórico, que não conhece um presente duradouro, em que as coisas não persistem numa ordem inamovível. O tempo já não remete para trás, mas impele para diante; já não repete, mas alcança, ficando o passado e o futuro ficam descompensados. O tempo histórico é linear, mas manifesta-se de diferentes maneiras nas suas formas de transcorrer ou aparecer: “o homem não é livre. Está submetido a Deus. Não se projeta no futuro. Não projeta o seu tempo. Está antes lançado no fim definitivo do mundo e do tempo. Não é o sujeito da história” (p. 27).

Outro dos capítulos intitula-se “A velocidade da história” , em que o autor refere que a técnica moderna afasta o homem da Terra, já que “os aviões e as naves espaciais arrancam-no da força da gravidade terrestre” e, quanto mais se distancia da Terra, mais pequeno se torna, e quanto mais depressa nela se move, mais se retrai. A Internet e o correio eletrónico fazem com que a geografia e a própria Terra desapareçam” (p. 33); seguindo-se “Da época do marchar à época do zumbido” (p. 43) em que, através de Zygmunt Bauman, se refere ao homem moderno como um peregrino que percorre o mundo como se se tratasse de um deserto, dando forma ao informe, conferindo continuidade ao episódico e fazendo do fragmentário um todo. Para Han, o peregrino moderno, no entanto, pratica uma vida “a caminho” , sendo o seu mundo “determinado” , pelo que a ideia do “peregrino” de Bauman, não corresponde ao homem moderno, uma vez que o peregrinus se sente estrangeiro nesta terra. Dessa forma, escreve que o retraimento do presente não esvazia nem dilui o tempo, assentando o paradoxo no facto de “que tudo é um presente simultâneo, tudo tem a possibilidade, ou deve tê-la, de ser agora” . É assim que “a fazer zapping nos movemos no mundo” (p. 56). Seguem-se os capítulos “Cristal de tempo aromático” (p. 57) e “O tempo dos anjos” (p. 65), em que pega de novo na ideia do fim das grandes narrativas, reputando-o como “fim da época épica, da história como intrigue – que denota os acontecimentos de uma trajetória narrativa e, por meio de uma relação, cria uma significatividade” . O fim da narrativa é, por isso e antes de mais, “uma crise temporal” , que destrói qualquer gravitação temporal que possa reunir o passado e o futuro no presente: “os representantes do pós-modernismo tendem antes a desenhar diferentes estratégias do tempo e do Ser para contrariar a desintegração do tempo, a destemporalização” (pp. 65-66).

Outros capítulos que integram a obra são “Relógio aromático: um breve excurso sobre a China antiga” (p. 71) e “A dança do Mundo” (p. 77), para além de “O cheiro a madeira de carvalho” (p. 87), em que se refere à aceleração generalizada do processo de vida que priva o homem da capacidade contemplativa. Escreve que “a aceleração não é um acontecimento primário, que só a posteriori condiz à perda da vida contemplativa” , pelo que a relação entre a aceleração e a perda da vida contemplativa é muito mais complexa. O livro termina com os capítulos “O tédio profundo” (p. 97) e “Vida contemplativa” (p. 103), já destacado anteriormente e que termina tal como começou, com uma citação de Nietzsche: “à falta de sossego, a nossa civilização desemboca numa nova barbárie. Em nenhuma época foram mais cotados os ativos - quer dizer, os desassossegados” . Pelo que entre as correções necessárias que devem introduzir-se no caráter da humanidade, se deve contar “uma ampla medida de fortalecimento do elemento contemplativo” (p. 135).

O que quer dizer que, “se se expulsar dela todo o elemento tranquilo, a vida acaba numa hiperatividade letal” , e a pessoa “afoga-se no seu assunto particular” . Uma revitalização da vida contemplativa é, assim, necessária, “porque abre um espaço de respiração (Atemraume). Talvez o espírito deva a sua origem a um excedente de tempo, a um otium, a uma respiração pausada” (pp. 135-136).

Desde os anos 60 do século XX que se vive numa era assente no desenvolvimento das Tecnologias da Informação e da Comunicação, decorrente do incremento da velocidade e da alteração do conceito de tempo. A fragmentação subsequente e a integração de novas realidades desembocou na crise de paradigmas (Lyotard, 1986) que trouxe ao de cima, por exemplo, a crise de identidade (Hall, 1992). Toda a lógica da modernidade foi desconstruída, provocando o descentramento daquilo que se julgava estável, colocando em causa a legitimidade e a “bondade” explicativa anterior, caindo, assim, por terra a organização hegeliana de tese, antítese e síntese, uma vez que todos estão, agora, convocados para o presente, sabendo-se da existência de um princípio, mas não de um fim (Martins, 2011). Byung-Chul Han está de acordo com isso, muito embora sublinhe que o final do tempo enquanto duração narrativa não teria de implicar um vazio temporal. Existe, agora, pelo contrário, a possibilidade de uma vida que prescinda da teologia e da teleologia e que apesar disso tenha um aroma próprio. Seria necessário recuperar conceitos de Hannah Arendt plasmados em A condição humana, em que o pensamento foi sempre privilégio reservado a muito poucos: “mas, precisamente por isso, o número desses poucos não se reduziu ainda mais na atualidade” (p. 129), pois a crise temporal só poderá ser ultrapassada quando a vida ativa acolher de novo a vida contemplativa.

O filósofo sul-coreano nascido em Seul, em 1959, e radicado na Alemanha desde os anos 80 do século XX, onde estudou filosofia, literatura e teologia nas Universidades de Munique e Friburgo, tendo-se doutorado em 1994 com uma tese sobre a obra de Heidegger, tem dedicado o seu pensamento aos principais temas e problemas que ocupam as sociedades contemporâneas; às causas dessa evolução, refletindo sobre a possibilidade de a inverter. Em A agonia de Eros (2014b), debruça-se sobre a banalidade do amor e da fantasia relativamente à emergência do impulso narcísico, consumista e pornográfico. As ideias de pressão, desgaste e perturbação no universo do trabalho e da família preenchem A sociedade do cansaço (2014a); a crítica estrutural à democracia, ao sistema capitalista e ao poder totalizador da técnica e das realidades digitais são a temática de Psicopolítica (2014c) e de A sociedade da transparência (2014d). Numa outra obra mais recente, A expulsão do Outro (2016), Han que sublinha a ideia de que o que hoje leva a sociedade a adoecer não é a alienação, a proibição ou a repressão, mas o excesso de informação e o hiperconsumo, sublinhando que a globalização provoca a uniformização e o esbatimento do “outro” , seja ele qual for. Diz ser necessária uma revolução temporal que faça com que um tempo totalmente outro comece: “ao contrário do tempo do eu, que nos isola e nos individualiza, o tempo do outro cria uma comunidade. Por isso, é um tempo bom” (p. 95). Já em Psicopolítica (2014c), o autor se referia à figura do “idiota” , tipificando-o não como aquele com comportamentos duvidosos, mas como o que se afasta para contemplar (o “herege moderno” ) o que acontece, de resto, em O aroma do tempo, dando coesão ao tempo e permitindo o resgate da narrativa como força criadora. O idiotismo opõe-se, assim, “ao poder de dominação neoliberal, à comunicação, e à vigilância totais” (p. 89).

São ideias que o próprio Byung-Chul Han aborda a cada passo, como na entrevista que deu a Carles Geli (El Pais, Brasil), em que afirma ser preciso revolucionar o uso do tempo, uma vez que “a aceleração atual diminui a capacidade de permanecer” . Precisamos, por isso, de um tempo próprio, livre, que o sistema produtivo não nos deixa ter, que signifique ficar parado, sem nada produtivo a fazer, “mas que não deve ser confundido com um tempo de recuperação para continuar trabalhando; o tempo trabalhado é tempo perdido, não é um tempo para nós” (2018, s.p.).

Através do pensamento de Han, que diaboliza o trabalho e, em alternativa, envereda pela via do pensamento contemplativo, através do culto do ócio, resta saber se essa será a via para reformular a dispersão temporal que, ainda que o próprio afiance que a crise temporal não tenha já que ver com o processo de aceleração generalizada, terá tudo a ver com isso.

 

Referências bibliográficas

Crary, J. (2013). 24/7: Late capitalism and the ends of sleep. Londres/Nova Iorque: Verso.         [ Links ]

Geli, C. (2018, 7 de fevereiro). Byung-Chul Han: “Hoje o indivíduo se explora e acredita que isso é realização” . El Pais, Brasil. Retirado de https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/07/cultura/1517989873_086219.html?%3Fid_externo_rsoc=FB_BR_CM

Hall, S. (1992). A identidade cultural na Pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A.         [ Links ]

Han, B.-C. (2014a). A sociedade do cansaço. Lisboa: Relógio d’Água.

Han, B.-C. (2014b). A agonia de Eros. Lisboa: Relógio d’Água.

Han, B.-C. (2014c). Psicopolítica. Lisboa: Relógio d’Água.

Han, B.-C. (2014d). A sociedade da transparência. Lisboa: Relógio d’Água.

Han, B.-C. (2016). A expulsão do Outro. Lisboa: Relógio d’Água.

Lyotard, J.-F. (1986). O Pós-moderno. Rio de Janeiro: José Olympio.         [ Links ]

Martins, M. L. (2011). Crise no castelo da cultura – das estrelas para os ecrãs. Coimbra: Grácio Editor.         [ Links ]

 

 

Nota biográfica

Vítor de Sousa é doutorado em Ciências da Comunicação (Comunicação Intercultural), pela Universidade do Minho, com a tese Da ‘portugalidade’ à lusofonia, é mestre (especialização em Educação para os Média) e licenciado (especialização em Informação e Jornalismo) na mesma área. Entre as suas áreas de investigação constam as questões em torno da identidade, Estudos Culturais, Educação para os Média e teorias de Jornalismo. É investigador do CECS, onde integra o Grupo de Estudos Culturais, membro do projeto “CulturesPast&Present – Memories, cultures and identities: how the past weights on the present-day intercultural relations in Mozambique and Portugal?” (FCT/ Aga Khan) e do Museu Virtual da Lusofonia. É sócio da Sopcom, ECREA e da Associação dos Amigos da Biblioteca Municipal de Penafiel. Venceu o Prémio Científico Mário Quartim Graça 2016, que distinguiu a melhor tese concluída nos últimos três anos na área das Ciências Sociais e Humanas, em Portugal e na América Latina. Foi jornalista (1986-1997) e assessor de imprensa (1997-2005).

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6051-0980

Email: vitordesousa@gmail.com

Morada: CECS-Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, ICS-Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga

 

* Submetido: 18/01/2019

*Aceite: 18/02/2019

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