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Revista :Estúdio

versão impressa ISSN 1647-6158

Estúdio vol.9 no.24 Lisboa dez. 2018

 

ARTIGOS ORIGINAIS

ORIGINAL ARTICLES

A poética da matéria natural que se transmuta em organicidade: o olhar ecológico da artista Semea Kemil

The natural matter's poetics that transmutes in organicity: an ecological look of artist Semea Kemil

 

Cláudia Matos Pereira*

*Brasil, artista plástica.

AFILIAÇÃO: Universidade de Lisboa; Faculdade de Belas-Artes; Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da Universidade de Lisboa (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058, Lisboa, Portugal.

 

Endereço para correspondência

 

RESUMO:

Este artigo apresenta a reflexão da artista plástica brasileira Semea Kemil. Através da arte, ela traz uma resignificação para a matéria natural, mesclando-a com materiais que ela recicla e reaproveita em suas experimentações e processos. Semea sensibiliza-se com a ideia de identidade da Natureza e atua como uma mediadora simbólica. Seu olhar metafórico se desloca para a matéria descartada pelo homem, que é reconfigurada como uma possibilidade de estabelecer um vínculo ou de repensar a Natureza.

Palavras chave: Arte e ecologia / escultura / matéria natural / imagem e cultura / Semea Kemil.

 

ABSTRACT:

This article presents the reflection of Brazilian plastic artist Semea Kemil. Through art, she brings a re-signification of natural matter, blending it with materials that she recycles and re-uses in her experiments and processes. Semea sensitizes herself to the idea of Nature's identity and acts as a symbolic mediator. Her metaphorical gaze shifts to matter discarded by man, which is reconfigured as the possibility of establishing a bond or rethinking Nature.

Keywords: Art and ecology / sculpture / natural material / image and culture / Semea Kemil.

 

Introdução — o percurso da artista

A artista plástica Semea Kemil nasceu em Ewbanck da Câmara, no Estado de Minas Gerais, Brasil. Graduou-se em Artes pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 1986. Participou de várias exposições individuais e coletivas. Inicialmente, dedicou sua carreira à pintura. O abstrato predominava em suas obras, onde as manchas e pinceladas sugeriam, por vezes, formas e algumas geometrias subliminares. As texturas, carregadas de expressão matérica, já acenavam previamente que o seu percurso artístico iria deslocar-se do bidimensional para a tridimensionalidade. Naquele período, a coleta de pigmentos naturais para utilização conjunta com a tinta acrílica, já era o prenúncio de que ela seria uma pesquisadora das possibilidades plásticas dos materiais.

Influências — povoam seu imaginário: a caligrafia árabe, (decorrente de sua descendência. As curvas e espaços vazados de algumas obras relembram esta caligrafia e também os Muxarabis, cujo teor exótico faz parte da arquitetura popular árabe); a observação cotidiana da artista sobre as atividades de croché de sua mãe (sempre envolvida com linhas, novelos e barbantes); a linha de pensamento, vida e obra do artista Frans Krajcberg que afirmava: "a humanidade pode criar um futuro próspero, justo e seguro, garantindo sua própria sobrevivência". E ainda: "precisamos reexaminar as grandes questões do meio ambiente e formular soluções realistas" (Krajcberg 2011:9). Semea comunga destes ideais para elaboração de seu Conceito, mas segue um caminho próprio. O olhar crítico da artista se debruça sobre as questões da ecologia, preservação do meio ambiente, sustentabilidade e reciclagem de materiais. Ao perceber o território ao seu redor, onde estavam terrenos baldios repletos de lixo, papelões, sacos de cimento vazios, embalagens despejadas indiscriminadamente, sentia-se indignada com este desrespeito e inconsciência. Iniciou a coleta destes materiais para uso posterior.

Ao viver em Campo Belo, Minas Gerais teve contato com a Natureza e com a argila natural específica da região, muito macia e com ótimo teor de plasticidade. Um fato marcante desviou-a da pintura para a escultura, no ano de 2005. Ao ver um caminhão repleto de cascas de arroz, de um tom dourado, ficou maravilhada com texturas e cores, com a leveza do material e suas possibilidades. Iniciou uma série de trabalhos que incluíam cascas, pinhas, sementes, folhas secas, gravetos, palhas, etc. A matéria orgânica a encantou.

Aprendeu a trabalhar com o Papel Machê, conheceu as técnicas do Paper Clay (papel com argila) mas concebeu 'uma técnica com fórmula e proporções próprias' em que, até a cola empregada à base de bagaço de cana (carboximetilcelulose), é também completamente natural. Inovou em não utilizar a cola industrial, e em não usar a cola à base de farinha de trigo, que exigiria o uso de um bactericida. Seu processo artístico resulta de investigação de materiais e experimentação, com tentativas de renovação em seus procedimentos, pois utiliza esta técnica, há mais de 10 anos. Desenvolveu um tipo especial de Paper Clay, em que há maior quantidade de papel e menos argila, com secagem natural. Ela é rigorosa na metodologia de execução, realizando todas as fases, de uma maneira ecologicamente correta e responsável. As obras que cria são duráveis e não passam por quaisquer processos de cozimento, evitando assim, o consumo de energia.

As primeiras experiências com Paper Clay, juntamente com matérias naturais, resultaram em peças de tonalidades mais claras e neutras, que se fundiam a telas, a painéis em madeira e a armações de ferro, em tonalidades mais fortes com o predomínio das cores: ocre, cinza, preto, marrom e vermelho, sendo sempre bidimensionais. A geometria ainda estava muito presente no conjunto de suas obras. A passagem da pintura para a escultura e a transição para as formas orgânicas, serão apresentadas no item "Esculturas de Parede".

 

1. Processo criativo — o ideário

Semea Kemil tem realizado trabalhos artísticos únicos, com uma linguagem própria. Suas esculturas parecem subir nas paredes e se movimentar. Ela as define como "Esculturas de parede". Em entrevista, a artista declara que dialoga com fragmentos da Natureza, materiais naturais e recicláveis, retirados do lixo e revela: "procuro transcender o mero registro da realidade, não necessariamente definida ou reconhecível, avaliando a ação predatória do homem contra o meio ambiente" (Kemil, comunicação pessoal, 2017).

Barbara Denis-Moreal (2010:9) afirma que cada vez que um trabalho artístico, por sua simples presença em um espaço de exposição, se coloca diante de nós, nos obriga a pensar de uma forma diferente sobre nossa relação com a Natureza. Para Semea Kemil, a Natureza é um compromisso com a consciência. Segundo Michael Archer (2012:236) "a arte é um encontro contínuo e reflexivo com o mundo em que a obra de arte, longe de ser o ponto final desse processo, age como iniciador e ponto central da subsequente investigação do significado." Para Anne Cauquelin (2005:11-2) "a arte contemporânea exige uma junção, uma elaboração: o aqui-agora da certeza sensível não pode ser captado diretamente." Semea percebe a arte contemporânea como lugar/espaço de encontro sensível diante deste mundo globalizado repleto de sincronicidades. A arte é ação, partilha. O aqui-agora é fugaz. A experiência sensível fica. A percepção desperta. A memória conscientiza.

 

2. A Escultura como Metáfora

Segundo Rosalind Krauss (2001: 301) os artistas Henry Moore e Jean Arp, usavam a escultura para criar uma metáfora, visando estabelecer o significado abstrato de seu trabalho; assim eles "estavam afirmando que o processo de criação da forma, é para o escultor, uma meditação visual sobre a lógica do próprio desenvolvimento orgânico."

Ao conhecer o trabalho de Semea Kemil, percebe-se que o seu processo de preparação da matéria reciclável, o ato de rasgar/cortar os diversos tipos de papéis, mergulhar, espremer, misturar, adicionar elementos e pigmentos, incorporar argila, criar, moldar, conceber, sobrepor, concluir, aguardar a secagem — toda esta dinâmica — é reflexão/meditação e pensamento contínuos. É a metáfora da transformação da matéria inerte e degradada, em outra "substância reconstruída" passível de um diálogo com o espectador, para conscientizá-lo.

 

3. "Esculturas de Parede"

Embora as obras de Semea Kemil não sejam imitação da Natureza, nossa percepção, aliada à memória estabelece analogias na interpretação visual.

Franz Krajcberg (2014:266) comenta acerca de seu próprio trabalho: "eu queria romper o quadrado, sair da moldura. Tinha mais de uma razão para isso. A Natureza ignora o quadrado: o movimento gira." Esta fala de Krajcberg poderia ser um diálogo fictício com Semea, ao discutir sobre uma série de obras dela, em que se destaca aqui, o Jardim da vida (Figura 1). Neste caso não há um quadrado, mas sim um retângulo preto que, de certa forma, é o leito de uma forma orgânica em Paper Clay. O seu movimento sinuoso parece desejar se levantar e sair de seus invólucros definidos. Esta forma, de tonalidade cinza, apresenta longitudinalmente uma faixa vermelha, similar a uma espinha dorsal ou eixo de sustentação. Esta obra move-se para sair da bidimensionalidade: este é o momento precursor do salto na obra desta artista.

 

 

O título Jardim da vida, nos remete ao pensamento de Gotfried Leibniz (2016: 58) sobre a matéria viva, a parte e o Todo, quando o autor declara: "cada porção da matéria pode ser concebida como um jardim cheio de plantas e como um Tanque cheio de peixes" e revela que cada ramo, cada membro do animal, ou gota de seus humores "é ainda um tal jardim ou um tal tanque."

Sugere-se aqui a abordagem da Natureza, de Leibniz, como alegoria e horizonte interpretativo das formas criadas pela artista. As obras de Semea iniciam um processo de saída das formas geométricas e de abandono gradual dos suportes em madeira e ferro. Na Série Trópicos (Figura 2), seis formas orgânicas parecem sair para um movimento, libertando-se dos quadrados, como se os fragmentos e vestígios restantes de matéria preta, fossem indícios de quadrados fechados, que as prendiam.

 

 

A Série Gênese (Figura 3) é composta por quatro formas orgânicas a insinuar um livre movimento pela parede. São similares a células ou pequenos corpos autônomos. Suas conformações recordam uma espécie de fungos denominada Hyphalgrowth. Esta obra pode dialogar com a teoria da Monadologia, de Leibniz (2016: 39-41): "a Monada de que vamos falar aqui não é outra coisa senão uma substância simples, que entra nos compostos; simples, quer dizer, sem partes." O autor complementa: "todo o ser criado está sujeito à mudança", mesmo para a Monada criada, a mudança será contínua em cada uma.

 

 

As formas orgânicas de Semea, na Série Estações (Figura 4 e Figura 5) Verão e Primavera, assim como, as obras Raízes I e II (Figura 6 e Figura 7) refletem uma liberdade de composição, sobreposições de matéria, utilização de pigmentos em cores mais vibrantes. Parecem ter vida própria. Sob este prisma, segundo Leibniz (2016:44), cada Monada criada "contém uma certa perfeição, há uma suficiência que as torna fontes de suas ações internas e por assim dizer, Autómatos incorpóreos."

 

 

 

 

 

 

 

 

A obra da Série Horizonte Perdido (Figura 8) expressa a ideia de um organismo autómato em movimento, ou remete à imagem do fragmento orgânico, cujo eixo central assemelha-se a uma espinha dorsal ou cartilagem. A ideia de ação e movimento no espaço tornam-se evidentes na força da série completa, exposta na parede.

 

 

A Série Trilha do Mar (Figura 9 e Figura 10) é composta por trinta peças de quatro tamanhos diversos. Pode-se observar duas obras da série. A quietude, o silêncio das texturas e formas se amainam no branco. O processo da artista consistiu inicialmente em trabalhar a Memória. Ao Paper Clay, foram adicionados metros de barbante branco, num exercício inconsciente da artista em expressar conexões possíveis, com relevos. Estes barbantes entravam em sua casa, nas embalagens, desde a sua infância. Eram guardados em pequenos rolos, deixados pela mãe da artista. Foram encontrados, mais de dez anos após a sua morte. A modelagem inicial foi um ato de homenagem da artista, dedicado à sua mãe, porém os barbantes foram se tornando fios condutores para uma a concepção de pureza, do branco e do ideal que a artista detém, de uma água pura e cristalina. Uma metáfora para o oceano foi concebida de forma imprevisível neste processo. O conjunto, quando exposto, é um convite para uma imersão na dimensão simbólica do espaço submerso do Planeta — os oceanos — e para repensar as agressões exercidas pelo homem, neste universo a que não temos um acesso visual frequente. Aqui o branco prevalece como caráter simbólico. Sobre a cor, Patrícia Franca (2006:197) revela: "uma matéria inerte ou branca é rica ou está impregnada de uma expressão latente que, à menor agitação de sua substância, de sua tessitura, cria condições necessárias à emergência da cor." Para a autora, "a cor é pele das coisas" e mediante esta "metáfora vegetal," a cor pode adquirir "uma aura seminal, um caráter de seiva".

 

 

 

 

Nesta série, a ideia de filamentos, veias, organicidade, morfologia e Memória se fazem presentes. Leibniz (2016:44) evidencia que o termo Monadas já basta para designar as substâncias simples "e que se chame Almas unicamente àquelas cuja percepção é mais distinta e acompanhada de memória."

 

Considerações finais

A obra de Semea Kemil é um exercício de: percepção da (des)estruturação — recolha de materiais — (re)utilização — encubação — (re)formulação — (re) criação — (re)conexão e (re)flexão. Não se trata de uma simulação da Natureza ou de uma prática biomimética, que busca imitar algo da Natureza ou processo natural. É um espaço para interlocução.

Félix Guattari (2001:23-5) evidencia: "a Natureza não pode ser separada da cultura e precisamos aprender a pensar 'transversalmente' as interações entre ecossistemas, mecanosfera e Universos de referência sociais e individuais." As obras da Arte Ecológica, para Fernando Herguedas (2015:209) são as que causam o mínimo de impacto ecológico, com consumo reduzido de recursos energéticos e materiais, podem desvendar questões ecológicas ou nos impactar para a transformação de hábitos e crenças, provocando a reflexão sobre as relações com a Natureza. Semea Kemil partilha destas perspectivas. Há inúmeros artistas que perpassam as trilhas da Arte Ambiental, ao dialogar com a ciência, arte, Natureza e tecnologia (Raquejo & Parreño, 2015). O processo criativo de Semea é gerado no ideário da dimensão ambiental, espelha uma voz profunda que deseja — ser espaço — de conexão e de provocação para o questionamento. Seu conjunto de obras é um alerta, um chamado.

Em sua poética, a matéria inerte é narradora do desejo de superação da vida, através da desconstrução e do desuso, renasce como memória. Torna-se organismo vivo, textura e movimento, é um alerta sobre o que podemos preservar e transformar.

Assim se imprime na narrativa a marca do narrador, como a mão do oleiro na argila do vaso,

— Walter Benjamin (2010).

 

Referências

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Enviado a 04 de janeiro de 2018 e aprovado a 17 de janeiro de 2018

 

Endereço para correspondência

 

Correio eletrónico: claudiamatosp@hotmail.com (Cláudia Matos Pereira)

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