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Revista :Estúdio

versão impressa ISSN 1647-6158

Estúdio vol.6 no.11 Lisboa jun. 2015

 

ARTIGOS ORIGINAIS

ORIGINAL ARTICLES

Revolução das Flores: uma introdução ao Grupo do Ano 24 na vanguarda do shōjo manga

Flowers’ Revolution: an introduction to the Year 24 Group in the vanguard of shōjo manga

 

Ana Matilde Diogo de Sousa*

*Artista visual. Licenciada em Artes Plásticas — Pintura na Faculdade na Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL). Mestrado em Pintura (FBAUL).

AFILIAÇÃO: Universidade de Lisboa; Faculdade de Belas-Artes; Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058 Lisboa, Portugal.

 

Endereço para correspondência

 

RESUMO:

O Grupo do Ano 24 é um conjunto histórico de autoras que revolucionaram o shōjo manga (BD japonesa para raparigas) na década de 70. Partindo de quatro obras representativas — “Coração de Tomás”, “Poema do Vento e das Árvores”, “Rosa de Versailles” e “De Eroica Com Amor” —, introduzem-se algumas questões temáticas e visuais que marcaram a sua agenda ética e estética, dominada pela política identitária.

Palavras-chave: banda desenhada / Grupo do Ano 24 / Japão / género / shōjo manga.

 

ABSTRACT:

The Year 24 Group is a historic set of authors who revolutionized shōjo manga (Japanese girls’ comics) in the 70s. By delving into four representative works —”Heart of Thomas,” “Poem of the Wind and the Trees,” “Rose of Versailles” and “From Eroica With Love” —, this paper introduces some thematic and visual cues that marked their ethical and aesthetic agenda, one dominated by identity and gender politics.

Keywords: comics / Year 24 Group / Japan / gender / shōjo manga.

 

Introdução

Nos anos 70 do século XX, uma revolução tomou de assalto o shōjo manga — banda desenhada japonesa para raparigas —, elevando-o da posição marginal que até então ocupara para a vanguarda da cultura popular nipónica. No olho da tempestade, esteve um conjunto nebuloso de autoras na casa dos 20 anos que, juntas, ficaram conhecidas como Nijūyo-nen Gumi, ou Grupo do Ano 24 (GA24). Neste artigo, proponho uma introdução à sua obra revolucionária, mas ainda largamente desconhecida do público ocidental.

De modo a cobrir quer as inovações narrativas e visuais, quer a diversidade interna do GA24, focar-me-ei em quatro obras fundamentais de quatro das suas autoras mais representativas. No primeiro capítulo, abordarei Tōma no shinzō (“Coração de Tomás”, 1974-75), de Moto Hagio, e Kaze to ki no uta (“Poema do Vento e das Árvores”, 1976-84), de Keiko Takemiya. No segundo, Berusaiyu no bara (“Rosa de Versailles”, 1972) de Riyoko Ikeda, e Eroica yori ai o komete (“De Eroica Com Amor”, 1976 — presente) de Yasuko Aoike .

 

1. Amor de rapazes com corações de rapariga

“Coração de Tomás” (CT) e “Poema do Vento e das Árvores” (PVA) são obras “gémeas” que estabeleceram algumas das características mais icónicas e inovadoras do GA24 (Figura 1). Ambas contam histórias trágicas de amor entre rapazes — Eric e Julie na primeira, Gilbert e Serge na segunda —, passados em colégios católicos na Europa (Alemanha e França) em finais do século XIX, abordando temas melindrosos como o suicídio, o abuso sexual, o racismo e a pedofilia (Figura 2). Colegas de quarto em Tóquio, Hagio e Takemiya partilhavam interesses que se revelaram determinantes na criação destas obras: por um lado, a vontade de construir narrativas complexas e psicológicas com temas arrojados, influenciadas por bildungsroman como Damien de Hermann Hesse (Shamoon, 2012: 105); por outro, o fascínio com histórias de amor entre rapazes, fomentado por filmes europeus como Les Amitiés Particulières (Thorn, 2012: 520). Este último culminou na introdução do género shōnen-ai (“amor de rapazes”) na banda desenhada por Hagio e Takemiya — do qual CT e PVA são considerados obras-primas —, bem como da figura sexualmente ambígua do bishōnen, ou “rapaz belo”.

 

 

 

 

A homossexualidade masculina e os bishōnen são, ainda hoje, motivos prevalentes no shōjo manga que suscitam perplexidade. Contudo, o shōnen-ai é uma torção, mais do que uma ruptura, na tradição da cultura shōjo da primeira metade do século XX, caracterizada pela “classe S” ou “relações S” (Shamoon, 2012: 105-111). A relação S define um tipo de “amizade apaixonada” entre raparigas, assente no discurso do amor espiritual (re n’a i ) típico da literatura da Era Meiji, canalizado para relações homossociais arrebatadas mas sexualmente inocentes (Shamoon, 2012: 11, 29). O mundo privado e protegido das relações S permitia às adolescentes expressarem os seus desejos em moldes impossíveis nas relações heterossexuais, envoltas em tabu e controladas pelos homens (Shamoon, 2012: 11). O romance Otome no minato (“O Porto das Raparigas”, 1937-38) e a banda desenhada Sakura namiki (“As Filas de Cerejeiras”, 1957) são exemplos emblemáticos de classe S, narrando triângulos amorosos entre estudantes de colégios para raparigas (Shamoon, 2012: 38-45, 93) (Figura 3). É já na década de 70, com o GA24, que as “amizades apaixonadas” entre rapazes se tornam mais populares na cultura shōjo (Shamoon, 2012: 104).

 

 

Indissociável do shōnen-ai é o emergir do bishōnen no shōjo manga, um termo utilizado para designar rapazes adolescentes com traços andróginos ou “femininos”, esbeltos e depilados, com olhos grandes e expressivos e, frequentemente, cabelo comprido (Tvtropes, s.d.). Porque a percentagem de feminilidade varia entre bishōnen, o factor decisivo é a sua beleza compósita, combinando componentes masculinos e femininos de uma forma que sublinha “a artificialidade da própria noção de género ao justapor estereótipos sexuais que representam a androgenia através de múltiplas variações” (Antononoka, 2011: 3). No contexto do shōnen-ai, a ambiguidade sexual dos bishōnen — “corpos masculinos com corações de raparigas” (Antononoka, 2011: 2) — permitiu a autoras como Hagio e Takemiya explorarem questões ligadas à sexualidade e ansiedades femininas de uma forma renovada, que a convencional classe S não lhes possibilitava (Shamoon, 2007: 7) (Figura 4).

 

 

Em termos formais, Hagio e Takemiya desenvolveram a visualidade háptica característica do GA24 a partir das convenções estilísticas da cultura shōjo, combinando uma qualidade caligráfica e serpenteante do traço com efeitos atmosféricos, símbolos e metáforas visuais. Neste reportório — que inclui elementos figurativos, como flores, e abstractos e atmosféricos, como brilhos cruciformes, bolhas e efeitos pontilhistas e traço interrompido —, os ornamentos não têm um significado fixo e inequívoco. Pelo contrário, surgem afixados a emoções ou sentimentos complexos, não necessariamente verbalizáveis, assumindo valências emocionais localizadas através de um seu uso “acústico” e estrutural: provocando, através da complexidade e densidade da ornamentação, variações na distribuição das imagens que afectam a percepção do tempo e tom diegético; e produzindo sentido face à posição que ocupam na topografia da página (Figura 5). Como um “sismógrafo” emocional, esta estratégia adequa-se ao género do bildungsroman enquanto narrativa focada na evolução psicológica e moral dos protagonistas. (Sousa & Tomé, 2013)

 

 

Esta visualidade háptica manifesta-se, igualmente, na ruptura com a grelha em que a página se abre a espaços nómadas de deambulação sensorial. Por oposição à ortogonalidade das vinhetas, o espaço háptico privilegia a multiplicidade e o encadeamento (mais do que entrecruzamento) de elementos heterogéneos. Em CT e PVA, este espaço é conseguido através da simultaneidade e contiguidade de personagens, recorrendo a desdobramentos do espaço-tempo e cenas e figuras “abertas” ou fragmentadas, fundidas entre si numa dinâmica de multicamadas em que presente, memórias e tempo mítico se sobrepõem (Figura 6). Estes espaços podem circunscrever-se a uma ou duas vinhetas ou abarcar toda a página, ressurgindo com maior e menor intensidade e atingindo o seu potencial dramático na articulação recíproca e constante com a regularidade das vinhetas ortogonais, jogada na economia geral das obras. O háptico, enquanto qualidade plástica, torna-se assim sinónimo de situações particularmente investidas de afecto (momentos de conflito emocional ou autodescoberta), ligadas diacronicamente ao longo da narrativa (Figura 7). (Sousa & Tomé, 2013)

 

 

 

 

 

2. De Versailles a James Bond

Se CT e PVA introduziram inovações narrativas e visuais que marcaram definitivamente o shōjo manga, é importante reforçar que estas características se exteriorizam de modos diversos dentro do GA24. Outros clássicos do género, como “Rosa de Versailles” e “De Eroica Com Amor” (DECA) ilustram como Riyoko Ikeda e Yasuko Aoike (respectivamente) oferecem soluções diferentes para preocupações éticas e estéticas semelhantes.

No drama histórico “Rosa de Versailles” (RV), a relação S assume, paradoxalmente, uma manifestação heterossexual. Sucesso estrondoso desde o início da seriação em 1972, RV conta a história de Oscar Jarjayes, uma jovem mulher educada como um rapaz pelo pai, que se veste e comporta como um homem. Líder natural e espadachim exímia, Oscar torna-se comandante da Guarda Imperial de Maria Antonieta, mas acaba por renunciar ao seu estatuto aristocrático para abraçar os ideais da Revolução Francesa, morrendo durante a Tomada da Bastilha (Figura 8). RV introduziu uma dimensão política sem precedentes no shōjo manga — Ikeda pertencia ao Partido Comunista Japonês e, como o resto do GA24, crescera durante o pico da contestação estudantil nos anos 60 —, explorando ideais igualitários que se estendem ao conteúdo romântico da história (Shamoon, 2012: 121,123). Incapaz de fixar-se num papel apenas masculino ou apenas feminino, incluindo no contexto de uma relação S com a estereotipicamente feminina Rosalie Lamorlière, Oscar desafia a dinâmica binária presente nas representações tradicionais tanto do romance heterossexual, como da classe S (Shamoon, 2007: 10-11) (Figura 9).

 

 

 

 

Oscar acaba por apaixonar-se, sim, pelo amigo de infância André Grandier, que não só se torna progressivamente mais semelhante à heroína em termos físicos, como é emasculado pela sua posição social baixa (um serviçal na casa dos Jarjayes), cegueira resultante de um ferimento em batalha — colocando-o numa posição de dependência e castração simbólica —, e dores emocionais devido ao amor que julga não correspondido por Oscar (Shamoon, 2007: 11-12). Segundo Shamoon, “enquanto mulher masculina e homem emasculado, Oscar e André parecem-se física e simbolicamente, indicando que a história ainda opera dentro da estética da igualdade que permeia tanto as revistas para raparigas do pré-guerra como o shōnen-ai no shōjo manga do pós-guerra” (Shamoon, 2012: 127). Existem precedentes na cultura shōjo para esta ambiguidade, ou “neutralidade” (Shamoon, 2012: 131), sexual: as mulheres que representavam papéis masculinos no teatro musical Takarazuka no pré-guerra, ou a protagonista Sapphire de Tezuka Osamu, uma princesa com dois corações, um de rapaz e outro de rapariga (Figura 10). No entanto, em RV — que apresenta uma das primeiras “cenas na cama” da história do shōjo manga (Shamoon, 2007: 14-15) —, é o mundo adulto do romance heterossexual que é re-imaginado à luz de uma política igualitária ou “homogénero”, que possibilita o amor espiritual (Shamoon, 2012: 136) (Figura 11).

 

 

 

 

Apesar do GA24 ter ficado conhecido pelas histórias “sérias”, este não é o único modo através do qual se expressa. A prová-lo está “De Eroica Com Amor” (DECA), jóia camp que, apesar de largamente negligenciada em termos de atenção crítica, é uma das obras mais influentes do grupo (Thorn, 2004 a e b). Correndo desde 1976, DECA é uma aventura internacional à maneira de James Bond (o título joga com o famoso From Russia, With Love), entrelaçando comédia e acção, em que um agente alemão da NATO, Klaus Eberbach, persegue e é perseguido pelo ladrão de arte Eroica, um lorde inglês gay chamado Dorian Gloria. O efeito cómico resulta tanto das personagens idiossincráticas, como do “choque cultural” entre os protagonistas que o destino força a conviver e, por vezes, colaborar: por um lado, “Klaus de Ferro”, um militar irrascível que valoriza a eficácia nas missões acima de tudo; por outro, Eroica, um homossexual flamejante e esteta hedonista inspirado na estrela de rock Robert Plant (Gravett, 2004: 90). Tal como Oscar e André, Klaus e Eroica são um “casal” igualitário (mesma estatura física e rostos semelhantes), estabelecendo um modelo de bishōnen “masculinizado” — ombros largos, queixos quadrados, porte atlético — que, mais do que os adolescentes acriançados de Hagio e Takemiya, marcou a cultura shōjo nos anos 80 e 90 (e.g. a transição do shōnen-ai para o mais francamente erótico género yaoi) (Figura 12).

 

 

O elemento tantalizante da DECA passa pela relação de amizade-ódio em que, apesar de Klaus rejeitar constantemente os avanços de Eroica (com diferentes graus de nojo e indignação que em nada desencorajam o último), as circunstâncias conduzem a momentos de contacto físico forçado ou à necessidade de protegerem-se mutuamente (Figura 13). Cabendo, grosso modo, na categoria do shōnen-ai, estas interacções são certamente definidoras da narrativa; porém, um dos aspectos mais inovadores da série — publicada, desde o início, na revista de shōjo manga Princess — é a ênfase distinta nas aventuras de espiões e intrigas políticas que conduzem a história. Aoike oferece um reportório caleidoscópio de acções, parafernália e lugares: de submarinos e zepplins a perseguições em tanques e helicópteros, armas desde revólveres a bazucas, a Europa dos Alpes ao Pártenon, paisagens geladas do Alasca e desertos escaldantes do Iraque, e uma lista infindável de cidades desde Londres e Paris a Beirute e Istambul (inclusive uma passagem por Lisboa), onde se medem forças adversárias como a Interpol, o FBI, o KGB e os neonazis, no quadro geral da Guerra Fria. Desafiando as convenções, DECA trouxe a acção “pura e dura” para o território do shōjo manga — privilegiando vinhetas ortogonais mais do que a visualidade háptica típica do GA24 —, balançando com mestria momentos que alcançam do humor slapstick ao thriller hardboiled (Figura 14).

 

 

 

 

 

Conclusão

“Coração de Tomás”, “Poema do Vento e das Árvores”, “Rosa de Versailles” e “De Eroica Com Amor” são quatro obras revolucionárias no contexto da banda desenhada japonesa nos anos 70. Reinventando elementos visuais e narrativos da cultura shōjo do pré e pós-guerra (e.g. relações S, travestismo, visualidade decorativa), autoras como Moto Hagio, Keiko Takemiya, Riyoko Ikeda e Yasuko Aoike trouxeram para as revistas de shōjo manga (dirigidas a raparigas adolescentes) personagens psicológica e emocionalmente complexos, narrativas onde se exploram questões políticas, filosóficas, sexuais e sociais, e géneros tipicamente masculinos como o thriller e a ficção científica. Para tal, foi necessário “deslocarem-se” estrategicamente para territórios livres dos constrangimentos da realidade mais próxima: outro sexo, outros tempos, outros lugares (e.g. shōnen-ai, séculos passados, Europa). O Grupo do Ano 24 partilhou, assim, não só um espaço histórico e cultural comum, como um novo sistema de valores (estéticos e éticos) para o shōjo manga — não monolítico, mas heterogéneo e adaptável à visão de cada autora.

 

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Artigo completo recebido a 13 de Janeiro e aprovado a 24 de janeiro de 2015

 

Endereço para correspondência

 

Correio eletrónico: ana.matilde.sousa@gmail.com

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