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Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental

versão impressa ISSN 1647-2160

Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental  no.spe1 Porto abr. 2014

 

Investigação em enfermagem de saúde mental e psiquiatria: Uma análise documental

 

Investigación en enfermería de salud mental y psiquiátrica: Una análisis documental

 

Research in mental health and psychiatric nursing: A documentary research

 

Francisco Sampaio*, José Carlos Carvalho**, Odete Araújo***, & Olga Cunha Rocha****

*Mestre em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria; Doutorando em Ciências de Enfermagem no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Universidade do Porto; Enfermeiro no Hospital de Braga – Serviço de Internamento de Psiquiatria, Sete Fontes – São Victor, 4710-243 Braga, Portugal. E-mail: Francisco.Sampaio@hospitaldebraga.pt

**Doutor em Ciências de Enfermagem; Professor Adjunto na Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal. E-mail: zecarlos@esenf.pt

***Mestre em Gerontologia; Docente na Universidade do Minho – Escola Superior de Enfermagem, 4704-553 Braga, Portugal. E-mail: odete.araujo@ese.uminho.pt

****Mestre em Ciências da Educação; Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem do Porto (aposentada), 4200-072 Porto, Portugal. E-mail: omacrocha@gmail.com

 

RESUMO

CONTEXTO: A investigação constitui uma área de ação estratégica definida no Plano Nacional de Saúde Mental 2007-2016. A Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria apresenta-se como uma área de investigação com um campo de ação significativo, considerando a emergência insidiosa de patologias como a depressão ou a demência.

OBJETIVO: Tendo em conta a importância atribuída à investigação em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria, o presente estudo teve como objetivo perceber quais as tendências da investigação em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria, ao longo dos últimos cinco anos, no contexto de Portugal.

METODOLOGIA: Foi conduzida uma análise documental dos títulos e abstracts de artigos científicos publicados entre os anos 2009 e 2013 (inclusive) na Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental. Tanto para analisar o paradigma de investigação utilizado como a área temática abordada foi realizada uma análise de conteúdo lato sensu com categorização a posteriori. Após estar concluída a categorização foi realizada análise quantitativa dos dados, tendo o tratamento dos mesmos sido de âmbito descritivo.

RESULTADOS: Verificou-se um predomínio do paradigma quantitativo de investigação (46%). Quanto às áreas de investigação, verificou-se uma significativa predominância da investigação no âmbito das intervenções psicoterapêuticas (40%), seguida das temáticas “Vivências em Saúde Mental” (15%) e “Saúde Mental e Família/Prestador de Cuidados” (13%).

CONCLUSÕES: Ao longo dos anos tem vindo a verificar-se um incremento do número e da qualidade dos trabalhos de investigação publicados sobre Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria. No entanto, existe a necessidade de tornar a investigação mais articulada e, portanto, com resultados mais significativos para a Enfermagem.

Palavras-Chave: Pesquisa; Enfermagem; Saúde mental; Psiquiatria

 

RESUMEN

CONTEXTO: La investigación es una área de acción estratégica definida en el Plan Nacional de Salud Mental 2007-2016. La Enfermería Psiquiátrica y de Salud Mental es un área de investigación con un campo de acción considerable, considerando la emergencia insidiosa de patologías como la depresión o la demencia.

OBJETIVO: Dada la importancia que se atribuye a la investigación en Enfermería Psiquiátrica y de Salud Mental, el presente estudio tuvo como objetivo comprender cuáles son las tendencias de la investigación en Enfermería Psiquiátrica y de Salud Mental, en de los últimos cinco años, en el contexto de Portugal.

MATERIAL Y MÉTODOS: Se llevó a cabo una investigación documental de los títulos y resúmenes de artículos científicos publicados entre 2009 y 2013 (incluso) en la Revista Portuguesa de Enfermería de Salud Mental. Tanto para analizar lo paradigma de investigación utilizado como el tema dirigido se realizó una análisis de contenido latu sensu con categorización a posteriori. Después de haber sido completada la categorización se realizó un análisis cuantitativa de los datos, teniendo el tratamiento de los mismos sido de alcance descriptivo.

RESULTADOS: Hubo un predominio del paradigma cuantitativo de investigación (46%). Con respecto a las áreas de investigación, se observó un significativo predominio de la investigación sobre intervenciones psicoterapéuticas (40%), seguida por los temas “Experiencias en Salud Mental” (15%) y “Salud Mental y Familia/Cuidador” (13%).

CONCLUSIONES: A lo largo de los años se ha observado un incremento en el número y en la calidad de la investigación publicada sobre Enfermería Psiquiátrica y de Salud Mental. Sin embargo, hay una necesidad de realizar una investigación más articulada y, por lo tanto, con resultados más significativos para la Enfermería.

Descriptores: Investigación; Enfermería; Salud mental; Psiquiatría

 

ABSTRACT

BACKGROUND: Research is a strategic action area, defined as such in National Mental Health Plan 2007-2016. Mental Health and Psychiatric Nursing is a significant research field, considering the insidious emergence of pathologies such as depression or dementia.

AIM: Considering the importance attached to research in Mental Health and Psychiatric Nursing, the present study aimed to understand the prominent research trends in Mental Health and Psychiatric Nursing, over the past five years, in the context of Portugal.

MATERIAL AND METHODS: It was conducted a documental analysis of scientific articles’ titles and abstracts, published between 2009 and 2013 (included) in the Portuguese Journal of Mental Health Nursing. Both for the analyse of research paradigm used as the subject area, was performed a content analysis lato sensu with subsequent categorization. Completed the categorization, a quantitative descriptive analysis of the data was developed.

RESULTS: There was a clear predominance of the quantitative research paradigm (46%). As for the research areas, there was a significant predominance of research themes included in «Psychotherapeutic interventions» (40%), followed by «Experiences in Mental Health" (15%) and "Mental Health and Family/Caregiver" (13%).

CONCLUSIONS: Over the years there has been an increase in the number and quality of research papers published about Mental Health and Psychiatric Nursing. However, there is a recognised need to develop more articulated research and, therefore, with more significant results for nursing.

Keywords: Research; Nursing; Mental health; Psychiatry

 

Introdução

Os cuidados prestados por enfermeiros devem basear-se em evidências científicas. A investigação em Enfermagem constitui um meio poderoso para responder a questões sobre as intervenções dos cuidados de saúde e de encontrar melhores formas de promover a saúde, prevenir a doença e prestar cuidados e serviços de reabilitação à pessoa e família ao longo do ciclo vital e em diferentes contextos.

À semelhança de outras realidades internacionais, a Saúde Mental representa uma área emergente pela complexidade de áreas de intervenção. Certos de que um problema de investigação surge de uma inquietação, o desiderato dos enfermeiros em geral, e em particular dos enfermeiros da área de Saúde Mental e Psiquiátrica, deverá assentar na procura de uma melhor adequação entre o que se investigação e o que se prática. Significa que a prática de cuidados pressupõe um questionamento constante, que poderá ser compreendido através da investigação e, por seu turno, implementada na prática clínica a melhor evidência.

São inquestionáveis os avanços no domínio da investigação em Enfermagem na última década. Uma grande parte através de trabalhos académicos de Mestrado e Doutoramento, e outra através de esforços coletivos dos enfermeiros, que nos diferentes contextos de Saúde Mental, fizeram com que a investigação se tornasse parte do quotidiano na prática de cuidados. Sem este questionamento constante, não será possível pôr em prática a melhor evidência, nem acrescentar conhecimento a uma disciplina e profissão que queremos ver advogada e reconhecida como tal.

A investigação em Enfermagem de Saúde Mental tem a vindo a projetar-se e afirmar-se enquanto dispositivo de produção de conhecimento e desenvolvimento de competências profissionais. Por conseguinte, e alicerçados no paradigma de procura da melhor investigação para uma melhor praxis tivemos como desafio, conhecer o tipo de investigação e as diferentes áreas temáticas neste domínio.

 

Metodologia

De modo a perceber quais as tendências da investigação em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria (ESMP) ao longo dos últimos anos, no contexto português, foi desenhado um trabalho de análise documental dos títulos e abstracts de artigos publicados na Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental (RPESM) entre os anos 2009 e 2013 (inclusive), ou seja, num horizonte temporal de cinco anos.

Para a definição dos artigos a analisar foram delineados os seguintes critérios de inclusão: a) ser um artigo de investigação (incluindo-se neste grupo trabalhos de revisão sistemática – com ou sem meta-análise ou meta-síntese – e integrativa da literatura); b) ser um artigo publicado numa fonte com “peer review”; c) ter como primeiro autor (autor principal) um enfermeiro. Na análise documental realizada foram encontrados 52 artigos que davam resposta aos critérios de inclusão pré-definidos. Assim, e dado o número significativo de artigos a apreciar, optou-se por limitar a análise a apenas dois itens: a) o paradigma de investigação utilizado; b) a área temática abordada.

Tanto para analisar o paradigma de investigação utilizado como a área temática abordada optou-se por realizar uma análise de conteúdo lato sensu com categorização a posteriori, concretizada através de uma leitura detalhada dos títulos e abstracts dos artigos selecionados procurando, a partir daí, identificar as categorias emergentes. Após estar concluída a categorização foi realizada análise quantitativa dos dados, tendo o tratamento dos mesmos sido de âmbito descritivo, realizado com recurso ao software Microsoft Excel 14.0 (Office 2010) para Windows®.

 

Resultados

Dos 52 resumos analisados, e conforme pode verificar-se pela análise do Gráfico 1, os trabalhos de natureza quantitativa são maioritários (46%), seguidos pelos trabalhos de revisão de literatura (33%). Os trabalhos de índole qualitativa são os que apresentam menor expressão (21%).

 

 

Ao nível das áreas temáticas e conforme se pode verificar pelo Quadro 1, salienta-se o interesse em investigar resultados de intervenções de âmbito psicoterapêutico (40%), dirigidas a diferentes grupos-alvo, em diferentes situações clínicas, e em que se incluíram temáticas como: gestão/intervenção no regime terapêutico, consulta de Enfermagem em Saúde Mental, grupos de apoio e Educação para a Saúde.

 

 

Em segundo lugar, situam-se as vivências em saúde mental (15%), onde se incluíram temáticas como, por exemplo, a problemática da morte e do luto e a utilização do humor no contexto de cuidados. A Enfermagem de família é também uma temática de interesse para a investigação por parte dos enfermeiros de Saúde Mental, reconhecendo-se a importância do papel do prestador de cuidados.

Contudo, evidencia-se igualmente a emergência de novas temáticas de investigação, como a Enfermagem Transcultural (4%). Na categoria «outros» incluíram-se temáticas como: Supervisão Clínica em Saúde Mental, teorias de Enfermagem em Saúde Mental e literacia em Saúde Mental.

 

Discussão

A Organização Mundial de Saúde, tendo em conta a problemática da Saúde Mental a nível mundial, recomendava a adoção de medidas urgentes e «apelava ao reforço do papel da investigação enquanto meio, não só para aprofundar o conhecimento sobre esta problemática, mas também para apoiar as definição de prioridades, o planeamento e a avaliação de vários tipos de intervenção» (Sousa, 2006, p. 105). Quando se olha para a investigação em Enfermagem realizada em Portugal, Basto faz uma análise aos temas das teses de Doutoramento em Enfermagem realizados no nosso país e verifica que apenas uma pode ser relacionada com a área da Saúde Mental, sendo um trabalho na área das dependências (Basto, 2008). Ainda assim, importa perceber que a Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica é, de todas as áreas de especialidade de Enfermagem em Portugal, a que tem um menor número de enfermeiros especialistas, e que grande parte dos profissionais de Enfermagem que exercem funções em contexto hospitalar o fazem em serviços médico-cirúrgicos.

Nos últimos anos, quando se tenta analisar a produção científica na área da Saúde Mental e Psiquiatria em Portugal, esta tem sido escassa. No entanto com o aparecimento d’ A Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, cuja missão passa por promover e por divulgar a investigação na área da Enfermagem de Saúde Mental, este aspeto parece ter sido colmatado. A criação da Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, pode ser um instrumento importante para disseminar a evidência científica sobre promoção da saúde, prevenção da doença, tratamento, reabilitação e reintegração de pessoas com doença mental ao longo do seu ciclo de vida.

No Brasil foi efetuada uma revisão das publicações - Cartografia da Publicação Brasileira em Saúde Mental - entre 1980 e 1996. Das temáticas dominantes neste texto, salientam-se a organização de serviços (34,6%) e a análises de experiências (35,5%) com maior destaque e aparecendo a seguir os estudos clínicos (14,1%) e os estudos epidemiológicos (11,3%) (Passos, 2003). Num outro documento, também do Brasil, verificámos que a práticas assistencial (práticas terapêuticas relacionadas com a área da Enfermagem Psiquiátrica) foi o tema mais abordado nos estudos efetuados (Munari, Oliveira, Saeki, & Souza, 2008). Na Irlanda foi efetuado um estudo semelhante, com análise de 75 artigos publicados. Verificou-se que os assuntos refletem os debates e discussões no contexto da Enfermagem, com 40% relativos aos problemas da prática clínica, 31% à educação em Enfermagem, 18% à gestão e 6% aos aspetos metodológicos (Higgins & Farrelly, 2007).

No estudo conduzido por Zauszniewski e Suresky, em que foram analisados 227 estudos publicados nos cinco jornais de Enfermagem Psiquiátrica mais lidos num período de três anos, são referidas como cinco grandes áreas de investigação: a perspetiva global, os enfermeiros psiquiátricos como sujeitos, os estudos sobre os cuidadores familiares, investigação com os doentes ao longo do ciclo de vida, e por último a utilização (verificação/teste) das intervenções de Enfermagem. Destes estudos publicados, 88% foram conduzidos nos Estados Unidos, 63% eram referentes aos destinatários dos serviços de saúde mental, e apenas 11% foram sobre as intervenções de Enfermagem Psiquiátrica (Zauszniewski & Suresky, 2004). Na realidade portuguesa, e pelos números de trabalhos analisados, parece verifica-se algo contrário, em que as intervenções psicoterapêuticas (40%) são a área de maior destaque nas investigações realizadas. Contudo, este dado deve ser ponderado de forma cautelosa, visto que apenas os estudos empíricos constituíram material de análise no presente trabalho, embora o mesmo se verifique no estudo conduzido por Zauszniewski e Suresky (2004).

Em termos de prioridades de investigação, a Ordem dos Enfermeiros considera que «tendo em conta a realidade nacional, as áreas de investigação recomendadas incluem as funções e contributos dos enfermeiros na redução do risco e prevenção de comportamentos suicidários; instrumentos de avaliação de risco e de intervenção; estratégias para melhoria das práticas nos contextos de internamento e comunitários e, principalmente, dar prioridade ao estudo da efectividade das intervenções realizadas por enfermeiros de Saúde Mental» (Ordem dos Enfermeiros, 2012, p. 75), indo de encontro àquelas que parecem ser, efetivamente, as tendências de investigação atuais em Enfermagem de Saúde Mental.

Salienta-se, igualmente, a importância da família e do prestador de cuidados informal como objeto de estudo: «o diagnóstico de «risco de sobrecarga» ou de «sobrecarga do cuidador» possibilita a implementação de intervenções em estádios mais precoces, o que terá como consequências a diminuição das repercussões negativas para a pessoa dependente e o prestador de cuidados, bem como a redução dos custos globais, individuais e familiares que lhe estão associados» (Sequeira, 2010, p. 62). Estes aspetos são muito relevantes, uma vez que “fazer investigação em saúde e em enfermagem implica, muitas vezes, estudar uma população constituída por indivíduos fragilizados física ou psicologicamente, de uma forma temporária ou permanente: por isso, devem ser alvo de cuidados redobrados atendendo ao dever de protecção daqueles que estão mais fragilizados e vulneráveis” (Nunes, 2013, p. 9). Mendes apresentou alguns dados, em 2012, sobre o estado da arte, com referência aos trabalhos referenciados na RPESM, destacando os trabalhos com os cuidadores (30,4%) e com o doente adulto (26%) (Mendes, 2012).

 

Conclusões

Recentemente, a investigação em Enfermagem de Saúde Mental tem-se centrado, cada vez mais, na implementação e avaliação da efetividade de intervenções de âmbito psicoterapêutico. Este facto deve ser realçado, uma vez reflete a iniciativa e o interesse por parte dos enfermeiros de Saúde Mental em divulgar as suas práticas e que que contribui para o crescimento da profissão e do seu reconhecimento. A emergência de novas temáticas de investigação, como a Enfermagem transcultural, parece traduzir o interesse dos enfermeiros em acompanhar as mudanças sociais (e.g., imigração).

O incremento de qualidade da Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, ao longo dos anos, particularmente pela sua recente integração na SciELO Portugal®, traduziu-se também por uma maior procura da revista por parte de autores / investigadores interessados em publicar e, consequentemente, numa tendência para o aumento da qualidade dos trabalhos de investigação publicados.

Este é o caminho, mas existe ainda um grande percurso a ser feito. Como refere Mendes, é necessário mais investigação e de melhor qualidade, equipas de investigação com peritos tanto em área clínica como no ensino, e por último maior ligação entre a academia e prática (Mendes, 2012). Por outro lado, como salientam Zauszniewski e Suresky (2004), alcançar a prática baseada em evidências nesta área de especialização de Enfermagem deverá exigir que os investigadores sejam qualificados e que façam estudos relevantes para a prática, e não menos importante, que façam a divulgação das suas investigações e dos seus resultados.

O presente estudo centrou-se unicamente nos estudos empíricos publicados na RPESM entre 2009 e 2013, portanto, num horizonte temporal demasiado curto para se realizar uma análise da evolução das tendências de investigação em Enfermagem de Saúde Mental ao longo do tempo. Porém, a análise dessa evolução constitui um objetivo  pertinente e com prováveis implicações para a Enfermagem enquanto disciplina científica e, em particular, para a Enfermagem de Saúde Mental. Assim, em estudos futuros recomenda-se a realização de trabalhos centrados neste tipo de análise, dada a importância, a nível académico e profissional, que a ela poderá estar associada.

 

Referências Bibliográficas

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Recebido em 30 de novembro de 2013

Aceite para publicação em 10 de fevereiro de 2014