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Revista Portuguesa de Cirurgia

versão impressa ISSN 1646-6918

Rev. Port. Cir.  no.22 Lisboa set. 2012

 

Página dos editores

Jorge Penedo

Editor Chefe

 

Em Março de 1993 é publicado o número 1 da Revista Portuguesa de Cirurgia. Em 2007 depois de alguns anos de intervalo volta a ser publicada a Revista Portuguesa de Cirurgia , enquanto órgão oficial da Sociedade Portuguesa de Cirurgia. Um esforço da Sociedade no sentido de poder contar com uma revista cientifica na qual todos os seus sócios se pudessem rever e que se pudesse constituir como um instrumento de divulgação e diálogo no que se refere à produção cientifica dos cirurgiões portugueses.

Esta II série foi um projeto que se iniciou com o número 0 em Março de 2007. Um projecto que nasceu sustentado no entusiasmo e saber de José Manuel Schiappa. Que o soube desenvolver e amadurecer. Numa perspetiva de exigência e rigor científico. Sabendo constituir e dinamizar uma equipa coesa e una em torno de um estatuto editorial assumido desde início. Durante 21 números vários foram os editores que fizeram parte da equipa editorial. Durante mais de 5 anos as várias Direcções da SPC acreditaram e apoiaram o projecto da Revista. A todos eles uma palavra de agradecimento porque foi graças a eles que posso hoje assumir o lugar de Editor Chefe de uma revista científica que, sem falsas modéstias, conseguiu ganhar um lugar de respeito no panorama das revistas médicas nacionais.

É fruto desse trabalho de mais de 5 anos que foi possível conseguir a indexação no sistema SciELO (Scientific Electronic Library Online). Uma indexação que se encontra em período de observação e consolidação de forma a possibilitar uma indexação definitiva.

Conseguir uma indexação de uma revista é um comprovativo da qualidade da mesma e resultante de um complexo e moroso processo de avaliação. A nossa ambição é consolidar a nossa indexação no SciELO e avançar para outros sistemas de indexação. É nesse sentido que já foram iniciados contactos com o sistema LATINDEX e com o Index das Revistas Médicas Portuguesas. E iniciamos desde já a avaliação das condições para os sistemas Scopus e Pubmed. Processos lentos e complexos mas nos quais haverá todo o empenho da presente equipa editorial.

Mas ao falarmos do processo de indexação importa referir e relembrar que este não é um simples processo burocrático ou administrativo. Os processos de indexação a que agora nos propomos aderir implicam a existência de uma revista com um conteúdo científico de elevado valor, de forma permanente e continua. Significa isto que conseguir a indexação nestes sistemas depende essencialmente da nossa produção científica e da nossa capacidade de verter em escrita toda aquela que é nossa imensa experiência. A existência de artigos originais de qualidade constitui a pedra de toque essencial em todo este processo. Sem ele não haverá indexação. E sem indexação dificilmente uma revista cientifica sobreviverá nos dias de hoje.

Este é um desafio para todos os cirurgiões portugueses. Dos internos mais novos aos chefes de serviço mais experientes. Dos mais simples casos clínicos aos mais relevantes artigos originais. Do mundo hospitalar e do mundo académico. Um papel importante caberá a todos os Directores de Serviços de Cirurgia ao assumir um papel de dinamização e estímulo à elaboração de artigos originais. Contrariando as actuais exigências em torno de uma actividade médica eminentemente assistencial. Importa que a actividade médica se volte a distribuir em torno dos seus três eixos principais e que de todos são conhecidos: o assistencial, o de investigação e o de ensino.

Assumindo que um médico e em especial um cirurgião é muito mais do que um operário altamente diferenciado em que alguns nos pretendem transformar. Ser cirurgião é muito do que um operador contratado para operar em pacotes ou para garantir simples ratios administrativos Ser cirurgião é saber operar, é pensar e reflectir sobre o doente e sobre o acto cirúrgico mas é também ensinar e inovar. E no mundo global em que vivemos o peso da publicação assume um papel importante naquilo que é a diferenciação dos serviços. Como alguém recentemente afirmava: “ Quem não publica não existe”

Com o avanço do processo de indexação esperamos igualmente poder captar artigos de outros países e ganhar o espaço de publicação nacional que até à data tem de procurar revistas estrangeiras para uma publicação mais reconhecida.

É também nossa intenção avançar a médio prazo com o processo de informatização da revista assumindo no entanto que ainda se deve manter a versão papel durante mais algum tempo. As mudanças que actualmente decorrem no site permitirão a curto prazo poder consultar a nossa revista com muita facilidade seja em casa ou no hospital, em computador ou em iPad.

A partir deste número publicamos uma versão mais actualizada de instruções para autores que encerra já algumas das exigências para o processo de indexação. Tambêm a partir deste número, e em nome da transparência passam a ser referidos em todos os artigos a data em que o mesmo nos foi enviado e a data de aceitação para publicação. Passamos também a limitar o tempo disponível aos revisores para efectuarem as revisões solicitadas de forma a evitar processos de revisão demasiado longos.

Reforçamos a possibilidade de publicar artigos em inglês, francês ou espanhol que pensamos poder constituir um aliciante a par com o facto da indexação da revista.

Igualmente importante é a disponibilidade da revista para divulgar iniciativas locais, regionais ou nacionais pelo que agradecemos o envio da informação respeitante em tempo oportuno.

Colegas, esta é a vossa revista. Esperamos, de todos, os vossos contributos que servirão certamente para fortalecer e consolidar aquela que é a força da cirurgia portuguesa.

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