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Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa

versão impressa ISSN 1646-5830

Acta Obstet Ginecol Port vol.13 no.1 Coimbra mar. 2019

 

ESTUDO ORIGINAL/ORIGINAL STUDY

Bacteriúria e patologia do pavimento pélvico

Bacteriuria and pathology of the pelvic floor

Sara Rodrigues Pereira*, Catarina Policiano*, Alexandra Henriques**, Ana Luisa Ribeirinho***, Alexandre Valentim Lourenço***

Centro Hospitalar Lisboa Norte/ Hospital Santa Maria

*Interna Ginecologia e Obstetrícia

**Assistente Hospitalar

***Assistente Hospitalar Graduado

Endereço para correspondência | Dirección para correspondencia | Correspondence


 

ABSTRACT

Overview and Aims: Pelvic floor dysfunction is associated with an increased risk of urinary tract infection (UTI). The correction surgery is a risk for UTI. The first objective was to evaluate and compare bacteriuria rates in patients with pathology of the pelvic floor (pelvic organ prolapse (POP) and/or urinary incontinence (UI)). The second objective was to evaluate bacteriuria rate after surgery.

Study Design, Population and Methods: retrospective study that included women proposed for surgery for POP and/or stress urinary incontinence (SUI) between January 2009 and May 2015, in a tertiary hospital. The patients who collected urine for urine culture (UC) before and after intervention were included.

Results: For assessment of the first objective 373 patients were included and divided into three groups: POP (168), SUI (117) and POP + SUI (88). The overall bacteriuria rate before surgery was 13.7% (51/373), with no statistically significant difference between the groups: POP (13,1%) vs IU (13,7%) vs POP+IU (14,8%) (p=0,933). To evaluate the second objective 228 patients undergoing surgical correction were included: POP (113) SUI (44) and POP and SUI (71). The overall bacteriuria rate in the postoperative period was 9.6% (22/228), with no statistically significant difference between the groups: POP (9,7%) vs SUI (13,6%) vs POP+SUI (7,0%) (p=0,507).

Conclusions: Global bacteriuria rates found are consistent with previous studies. There was no significant variation between bacteriuria rate and surgical intervention performed, namely to correct POP and/or SUI. For this sample, bacteriuria rate in patients with pathology of the pelvic floor (POP and/or SUI) does not vary with the identified condition or with the type of surgical correction.

Keywords: Bacteriuria; Pelvic Floor; Pelvic Organ Prolapse; Urinary Incontinence


 

Introdução

A infeção do trato urinário (ITU) é uma patologia comum na mulher, sendo que quase metade de todas as mulheres terão pelo menos uma ITU ao longo da sua vida1. Representa pelo menos 40% de todas as infeções hospitalares, e na maioria dos casos estão associadas a algaliação2.

A urina é habitualmente estéril mas é um óptimo meio de crescimento para as bactérias que atingem a bexiga. O isolamento de um agente específico, a partir de uma colheita apropriada de urina, de uma pessoa sem sintomatologia sugestiva de ITU é considerada como bacteriúria assintomática. Esta define-se clinicamente por duas uroculturas positivas (>10x5 cfu/mL), do mesmo agente, colhidas com 24 horas de intervalo3.

Estudos anteriores relatam a presença de bacteriúria significativa em mulheres pré-menopausa e não grávidas na ordem dos 0,8-5,2%. Nas mulheres em pós-menopausa (50-80 anos) são descrito valores entre os 2,6-16%4. O risco de bacteriúria por cada dia de algaliação varia entre os 5 e os 7%5,6. Nos doentes algaliados, o fator de risco mais importante para desenvolver bacteriúria é a duração da algaliação. A bacteriúria assintomática, provocada por um único agente associa-se a algaliação de curta duração. Outros microrganismos costumam ser adquiridos por doentes com períodos de algaliação superiores a 30 dias3.

A patologia do pavimento pélvico associa-se a mulheres numa faixa etária mais avançada, pelo que, nos últimos anos o número de intervenções cirúrgicas para correção de patologia do pavimento pélvico tem vindo a aumentar, refletindo o aumento da esperança média de vida.

Existem poucos estudos que tenham analisado os fatores de risco para ITU associados à intervenção cirúrgica, apesar de sabermos que cerca de um terço das mulheres submetidas a cirurgia para correção de incontinência urinária de esforço (IUE) irá desenvolver ITU7-9.

A incontinência urinária (IU) e a ITU estão comprovadamente associadas sendo que mulheres com ITU sofrem frequentemente de IU e as mulheres com IU têm maior risco de desenvolver ITU10,11.

A ITU recorrente é geralmente definida pela existência de três ou mais episódios num período de um ano. As mulheres com ITU de repetição apresentam um risco cinco vezes superior de sofrerem concomitantemente de IU12,13.

A correção cirúrgica de patologia do pavimento pélvico pode modificar o risco de ITU recorrente. A correção de alguns fatores de risco como o prolapso de órgão pélvico (POP) ou a IU podem vir a reduzir o risco de ITU. Porém, alguns atos ou complicações, como a retenção urinária, a cistoscopia ou a instrumentação vesical, podem potenciar o risco de ITU.

A ITU é ainda um importante fator de morbilidade após cirurgia uroginecológica, sendo comum em mulheres algaliadas mesmo após profilaxia antibiótica7,12.

O estudo SISTEr que comparou a colpossuspensão de Burch com os slings autólogos para o tratamento da IUE, relatou uma taxa de 48% de ITU nos slings vs 32% no grupo da correção de Burch ao fim de 24 meses de seguimento7.

No estudo realizado por Anger (2007) em 1356 slings colocados, 33,6% das mulheres desenvolveram ITU até três meses após a cirurgia14.

A presença de ITU aumenta em cerca de três vezes o risco de mortalidade após controlo de outras co-morbilidade15. Para conseguir diminuir a taxa de ITU pós-operatória é fundamental que sejam identificados os fatores de risco modificáveis.

Dado o papel pouco estudado da intervenção cirúrgica na modificação do risco de ITU, o primeiro objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a taxa de bacteriúria global em mulheres com patologia do pavimento pélvico (POP e/ou IUE), propostas para intervenção cirúrgica. O segundo objetivo foi avaliar a taxa de ITU após cirurgia por POP e/ou IUE.

Material e métodos

Estudo retrospetivo que incluiu 399 mulheres que foram propostas e submetidas a cirurgia por POP e/ou IUE entre Janeiro de 2009 a Maio de 2015, num centro hospitalar terciário.

Para avaliar o primeiro objetivo foram incluídas as doentes propostas para cirurgia que colheram urina para UC prévia à intervenção. Excluíram-se as doentes com UC contaminada antes da cirurgia.

Para avaliar o segundo objetivo foram incluídas as doentes que colheram urina para UC prévia à cirurgia (até dois meses) e para UC na manhã seguinte à cirurgia. Foram excluídas as doentes com UC prévia à cirurgia com isolamento de agente infeccioso ou UC contaminada..

A escolha da técnica cirúrgica para correção de POP e/ou IUE resultou da preferência do cirurgião, tendo em conta a idade da doente, o grau de prolapso, as condições anatómicas, os achados no exame urodinâmico e a presença de recidiva. Para correção do POP as doentes foram submetidas a correções anteriores e/ou posteriores clássicas ou a correções com próteses anterior e/ou posterior de polipropileno (Prolift® ou Elevate®) com ou sem histerectomia vaginal concomitante de acordo com a indicação clínica; os prolapsos da cúpula foram submetidos a sacrocolpopexia (abdominal ou laparoscópica com rede de polipropileno em Y). A IUE foi corrigida através da colocação de mini-slings de incisão única (Ajust®) ou através de colocação de um sling (tension-free vaginal tape) por via trans-obturadora (in-side-out TVT-O®/TVT-A®) ou retro-púbica (TVT® Exact).

Todas as intervenções cirúrgicas consideradas no estudo foram realizadas no período da manhã. Todas as doentes receberam 2 g de cefoxitina endovenosa, como profilaxia antibiótica, nos 30 minutos que antecederam o início da cirurgia.

A colheita de urina para UC foi realizada na manhã seguinte, ainda com as doentes algaliadas. A maioria das doentes foram desalgaliadas após a colheita. As doentes com lesão iatrogénica da bexiga ou outra intercorrência que implicasse administração de antibioterapia após a intervenção cirúrgica foram excluídas da avaliação.

As variáveis categóricas foram apresentadas em percentagens. Para a análise estatística foi utilizado o software SPSS v.21. Foi utilizado o teste estatístico ANOVA para a análise de variâncias entre os grupos. O odds ratio (OR) corresponde a intervalos de confiança de 95% e foi considerado o valor de p estatisticamente significativo se inferior a 0,05.

Resultados

Para avaliação do primeiro objetivo, das 399 doentes elegíveis, 26 foram excluídas por UC contaminada. Foram incluídas 373 doentes divididas em três grupos: doentes com POP (168), com IUE (117) e doentes com POP e IUE concomitante (88) - (Figura 1). Verificou-se que a média da idade das doentes foi de 61 anos (intervalo dos 27 aos 84 anos), não se tendo registado diferença estatisticamente significativa na média da idade entre os grupos POP, IU e POP+IU (p=0,396).

 

 

A taxa global de bacteriúria foi de 13,7% (51/373), não se verificando diferença estatisticamente significativa entre os grupos: POP (22/168) vs IU (16/117) vs POP+IU (13/88) (p=0,933). O agente bacteriano mais frequentemente encontrado foi a Escherichia Coli (28/51), seguida pela Klebsiella pneumonia (10/51) - (Quadro 1).

 

 

Das 399 doentes elegíveis para avaliação do segundo objetivo foram excluídas 51 doentes por UC prévia positiva e 34 por UC contaminada, foram ainda excluídas 86 por não terem UC pré e pós cirurgia. Foram incluídas 228 doentes divididas em três grupos: cirurgia para correção de POP (113), cirurgia para correção de IUE (44) e cirurgia para correção concomitante de POP e IUE (71) - (Figura 2). A média da idade foi de 62 anos (intervalo dos 34 aos 84 anos), não se tendo registado diferença estatisticamente significativa na média da idade entre os grupos POP, IUE e POP+IUE (p=0,449).

 

 

A taxa de bacteriúria de novo após cirurgia foi de 9,6% (22/228), não se verificando diferença estatisticamente significativa entre os grupos: POP (11/113) vs IU (6/44) vs POP+IU (5/71) (p=0,507). Após a intervenção cirúrgica, os agentes bacterianos isolados com maior frequência foram a Klebsiella pneumonia (8/22), o Enterococcus spp (5/22) seguido pela Escherichia Coli (4/22) - (Quadro 1).

Discussão

A taxa de bacteriúria em mulheres com patologia do pavimento pélvico encontrada no nosso centro (13,7%) está de acordo com estudos anteriores que apontam para uma taxa de bacteriúria entre os 10-15%16,17 em mulheres com patologia do pavimento pélvico.

No que toca ao segundo objetivo, o estudo demonstrou que a taxa de bacteriúria após cirurgia no nosso centro (9,6%) é menor que a taxa descrita em doentes com cateterização uretral de curta duração (máximo 3 semanas) (31%)5. Este facto pode justificar-se pela administração de antibioterapia profilática intra-operatoriamente, que poderá diminuir a colonização no período pós-operatório. A taxa de bacteriúria após cirurgia uroginecológica é sobreponível à taxa de bacteriúria encontrada noutros trabalhos (9,7%) em que a colheita de urina também foi realizada num intervalo de tempo inferior a 48 horas após a intervenção18. A taxa de bacteriuria é ainda sobreponível à taxa de ITU no pós-operatório, encontrada entre 4 a 8 semanas após cirurgia uroginecológica com UC positiva (10,4%)9. O agente isolado com maior frequência após a intervenção cirúrgica foi a Klebsiella pneumoniae (8/22) que embora não corresponda ao agente mais frequentemente isolado após intervenção uroginecológica (E.Coli) é um dos agentes mais comum19. Esta variação pode relacionar-se com o número relativamente reduzido de uroculturas positivas (n= 22).

Não se verificou maior taxa de bacteriúria nas doentes submetidas a correção de IUE em relação às submetidas a cirurgia de POP, apesar das primeiras serem submetidas a desalgaliação intra-operatória para ajuste da tensão da fita sub-uretral e posterior re-algaliação, o que teoricamente poderia aumentar a taxa de bacteriúria no pós-operatório. Não foi encontrada evidência cientifica em estudos anteriores que confirme esta hipótese em relação ao período pós-operatório.

Foi administrado antibiótico profilático a todas as doentes submetidas a correção cirúrgica por patologia do pavimento pélvico, cerca de 30 minutos antes do início da cirurgia. Esta medida associa-se a uma diminuição de taxa de ITU pós-operatória como já foi demonstrado noutros estudos20.

Um dos pontos fortes do estudo reside no facto de se terem efetuado colheitas a todas as doentes, independentemente das queixas urinárias, obtendo-se o que se considera uma prevalência representativa. Algumas queixas relacionadas com possível traumatismo uretral durante a algaliação podem mimetizar queixas urinárias sugestivas de ITU, pelo que o recurso à UC atribui uma maior fiabilidade ao estudo5.

Uma das limitações do nosso estudo consiste no facto de não terem sido avaliadas separadamente as doentes com POP do compartimento anterior vs compartimento posterior. Sabe-se que as mulheres com POP anterior sofrem com maior frequência de IU por alteração da função vesical e esfincteriana1. Em relação à bacteriúria pós-cirurgia, as mulheres submetidas a correções anteriores são sempre submetidas a stress test intra-operatoriamente para pesquisa de incontinência urinária oculta. Se este teste se revelar positivo é realizada a correção para IUE no mesmo tempo operatório. Neste contexto, é mais provável que as mulheres com alterações do compartimento anterior sejam submetidas mais vezes a cateterismo uretral, aumentando o risco de ITU.

Outros fatores confudentes podem ter, de alguma forma, condicionado os resultados, nomeadamente diabetes mal controlada, imunodepressão, obesidade, estado pré ou pós-menopausa e história de ITU de repetição.

O facto de ter sido colhida urina para UC a todas as doentes na manhã seguinte à cirurgia poderá associar-se a uma taxa inferior de bacteriuria. É possível que a colheita de urina para UC na manhã seguinte à cirurgia se possa associar a uma possível cobertura antibacteriana residual ou a uma janela curta para proliferação microbiana, condicionando a taxa de bacteriúria.

O modo de colheita de urina também variou entre as duas UC. A colheita no pré-operatório é realizada pela doente, podendo associar-se a erros, como por exemplo, colheita sem desperdício do jacto inicial ou sem as condições de assepsia básicas. A colheita no pós-operatório é colhida com técnica asséptica antes da desalgaliação da doente.

São necessários mais estudos de modo a esclarecer se existem estratégias preventivas como a administração de antibiótico profilático pós-operatório ou se o método e/ou o material de cateterização uretral podem influenciar a taxa de ITU pós-operatória.

Um aspeto interessante, a avaliar em estudos posteriores, seria tentar perceber se a taxa de ITU de repetição (mais de três episódios/ano) pré-operatória diminui, tendo em conta o sucesso cirúrgico, uma vez que um dos factores de risco para ITU de repetição foi modificado.

Na prática clínica, não é recomendado o tratamento de bacteriúria assintomática uma vez que como demonstrados em trabalhos anteriores esta resolve espontaneamente em 80% dos casos21, neste sentido a sua pesquisa sistemática também não é preconizada.

A taxa de bacteriúria encontrada em doentes com patologia do pavimento pélvico (POP e/ou IU) foi 13,7%, sendo concordante com os valores descritos em estudos anteriores. Não se verificou variação estatisticamente significativa em relação à patologia pélvica (POP, IUE e POP+IU).

A taxa de bacteriuria pós-operatória foi 9,6%, também compatível com o descrito na literatura. Não se estabeleceu relação significativa com a patologia pélvica para a qual as doentes foram submetidas a correção cirúrgica.

 

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Endereço para correspondência | Dirección para correspondencia | Correspondence

Sara Rodrigues Pereira

E-Mail: sara.pereira59@gmail.com

 

Recebido em: 20/05/2018

Aceite para publicação: 27/10/2018

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