SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.3 número1A ginástica artística masculina (GAM) de alto rendimiento: observando a cultura de treinamento desde dentro índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Motricidade

versão impressa ISSN 1646-107X

Motri. v.3 n.1 Santa Maria da Feira jan. 2007

 

Mitos e verdades sobre flexibilidade: reflexoes sobre o treinamento de flexibilidade na saúde dos seres humanos.

 

Tathiane Tavares de Almeida;

Marcelo Nogueira Jabur

Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) – Ribeirao Preto- São Paulo- Brasil.

 

RESUMO

Este artigo procura observar o posicionamento da comunidade científica sobre o tema flexibilidade e alongamento, no que diz respeito às questões de eficiência na preparação para executar exercícios físicos, no processo de recuperação após treinos intensos e, a discussão sobre a interferência do treinamento desta capacidade na reabilitação ósteo-músculo-articular. Inúmeros são os estudos realizados que afirmam diversos benefícios e prejuízos dos exercícios de alongamento e ganhos de flexibilidade. Quanto à prevenção de lesões, muitos são os autores que defendem a idéia de que o alongamento tem uma importante ação preventiva. Porém, podemos observar que a maioria dos que são a favor desta idéia, destacam o alongamento como parte importante do treinamento e não como sendo apenas alguns exercícios preparatórios antes do treino. Em se tratando de exercícios de alongamento após esforços físicos, parece que o ideal são exercícios moderados de alongamento para evitar um encurtamento muscular, não devendo, portanto, serem utilizados exercícios visando ganhos de flexibilidade, pois o músculo fatigado não pode responder prontamente ao reflexo de proteção. No tratamento das lesões do tecido conjuntivo, o alongamento está indicado para recuperação do comprimento normal do tecido, não sendo mencionada nenhuma vantagem em grandes ganhos de flexibilidade.

Palavras-chave: alongamento, flexibilidade, hipomobilidade, hipermobilidade

 

Myths and trues about flexibility: reflections about the stretch training in the health of human being

ABSTRACT

This article aims to address the views of the scientific community in regard to flexibility and stretching concerning the efficiency of preparation to perform physical exercises, the recovery process after intense training activities, and the analysis of the influence of training such skills on osteomuscular and articulatory rehabilitation. Innumerable studies have been conducted which demonstrate the benefits and harms of stretching and flexibility-gain exercises. In regard to the prevention of lesions, a number of authors maintain that stretching plays an important preventive role. However, it can be noticed that most of those who support this idea highlight stretching as an important part of training, instead of just a few preparation exercises prior to training.  As far as stretching following physical strain is concerned, it seems that moderate stretching is ideal in order to prevent adaptive muscle shrinking. Therefore, stretching strained muscles with a view to gaining flexibility should not occur because fatigued muscles cannot promptly respond to the protective reflex. In treating lesions of the connective tissue, stretching is recommended for recovery of its normal length, whereas no advantages to flexibility gains are reported.

Key words: stretching, flexibility, hipomobility, hipermobility

 

 

Texto Completo disponível apenas em PDF

Full text only available in PDF

 

 

REFERÊNCIAS

1 Achour Júnior A. (1996) Bases para Exercícios de Alongamento Relacionado com a Saúde e no Desempenho Atlético. Londrina: Midiograf.        [ Links ]

2 Marchand EAA.(2002) Condicionamento de flexibilidade. Disponível em: http://www.efdeportes.com/ Revista Digital – Buenos Aires. 8(53). Octubre. Acesso em: 3 mar. 2004.

3 Primo D. (2004) Relação entre o treinamento de força e treinamento de flexibilidade. Disponível em: http://www.cdof.com.br/along7.htm. Acesso em: 3 mar. 2004. 

4 Alter MJ. (1999) Ciência da Flexibilidade. Porto Alegre: Artmed.

5 Farinatti PTV. (2000) Flexibilidade e esporte: uma revisão de literatura. Rev Paul Ed Fís. 14(1):85-96.

6 Wilson GJ. (2004) Muscle: Stiffness and Flexibility: Implications for Performance Enhancement and Injury Prevention. Disponível em: http://www.sportsci.org. Acesso em: 3 mar. 2004.

7 Cunha FA. (2004) Características, importância e treinamento da flexibilidade no futebol. Disponível em: http://www.cdof.com.br/futebol5.htm. Acesso em 10 mar. 2004.

8 Geoffroy C. (2001) Alongamento para todos. São Paulo: Manole.

9 Achour Jr A. (2004) Flexibilidade e Alongamento: Saúde  e Bem-estar, São Paulo : Manole.

10 Hall CM; Brody LT. (2001) Exercício Terapêutico na Busca da Função. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan .

11 Gomes AC; Monteiro GA; Vianna PM. (1997) Alongamento. Treinamento Desportivo. 2:91-94.

12 (2004). Study finds no evidence that stretching prevents injuries. Medical Letter on the CDC & FDA 25:24.

13 Deardorff J. (2004) When Stretching, Take It Easy, Don’t Simple Let’er Rip. Knight Ridder / Tribune News Service. April 16.

14 Amako M; Oda T; Masuoka K; Yokoi H; Campisi P. (2003). Effect of Static Stretching on Prevention of Injuries for Military Recruits. Mil. Med. 168.

15 Dantas EHM. (2003) A Prática da Preparação Física. Rio de Janeiro: Shape.

16 Achour Júnior A. (1997) Avaliando a flexibilidade: manual de instruções. Londrina: Midiograf.

17 Kisner C; Colby LA. (1998) Execícios Terapêuticos. São Paulo: Manole.

18 Bradford M. (2004) Lifestyle: The benefits of stretching. Europe Intelligence Wire 5.

19 Yessis M. (2004) Getting Spine – Specific With Stretching And Strengthening. Run & FitNews. 5(1):22.

20 Tribastone F. (2001) Tratado de Exercícios Corretivos Aplicados à Reeducação Postural. São Paulo: Manole.

21 Gashu BM; Marques AP; Ferreira EAG; Matsutani LA. (2001) Eficácia da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) e dos exercícios de alongamento no alívio da dor e na melhora da qualidade de vida de pacientes com fibromialgia. Rev. Fisioter. Univ. São Paulo. 8:57-64.

22 Marques AP; Mendonça LLF; Cossermelli W. (1994) Alongamento muscular em pacientes com fibromialgia à partir de um trabalho de reeducação postural global (RPG). Rev .Bras. Reumatol. 34:232-4.

23 Valim V. (2004) Estudo dos efeitos do condicionamento aeróbio e do alongamento na fibromialgia. Disponível em: http://bases.bireme.Br/cgibin/wxislind.exe/iah/online. Acesso em:10 mar. 2004.

24 Andrews JR; Harrelson G L; Wilk KE. (2000) Reabilitação Física nas Lesões Desportivas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

 

Data de submissão: Setembro 2005

Data de Aceite: Dezembro 2006

 

Correspondência

Tathiane Tavares de Almeida

Rua Arnaldo Victaliano n.1800 apto.11

Iguatemi – Ribeirão Preto

14.091-220

tathianealmeida@hotmail.com

 

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons