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Tékhne - Revista de Estudos Politécnicos

versão impressa ISSN 1645-9911

Tékhne  n.14 Barcelos dez. 2010

 

Ilha de Porto Belo / SC Um destino turístico de excelência

 

Doris van de Meene Ruschmann[1]; Rafaela Gonçalves Rosa[2]

Universidade do Vale do Itajaí

doris@ruschmannconsultores.com.br

 

Resumo

O presente trabalho trata de um estudo realizado na Ilha de Porto Belo/SC e que estabelece o comparativo entre as temporadas de verão, (desde 1996), tendo como objetivo a análise e avaliação da sustentabilidade turística-recreativa do local, a partir dos aspectos ambientais e do monitoramento da sua visitação como uma estratégia administrativa. Com o estudo, pretende-se proporcionar condições que auxiliem a tomada de decisões adequadas ao incremento favorável do empreendimento. O método utilizado foi a observação direta, tendo como complemento o registro fotográfico e a medição da poluição sonora, bem como o auxílio da pesquisa de demanda. Os resultados dos estudos realizados, demonstram aspectos favoráveis e outros críticos para a administração sustentável do local, que dependem tanto de fatores internos como externos ao empreendimento.

Palavras-chave: Turismo, sustentabilidade, estratégia, desenvolvimento, empreendimentos.

 

1. Introdução

O turismo contemporâneo é um grande "consumidor" da natureza e sua evolução, nas últimas décadas, ocorreu como conseqüência da "busca do verde" e da "fuga" dos tumultos dos grandes conglomerados urbanos por pessoas que tentam recuperar o equilíbrio psicofísico em contato com ambientes naturais durante o seu tempo de lazer.

A atividade turística está diretamente ligada ao produto turístico, que se compõe de elementos tangíveis e intangíveis, tais como as atrações naturais, artificiais e os serviços de uma localidade. A cada ano podem-se notar as mudanças que ocorrem nos destinos turísticos, seja na infra-estrutura básica, melhorando a vida dos moradores locais, até a infra-estrutura turística, atendendo as necessidades dos visitantes.

O desenvolvimento sustentável vem sendo discutido em inúmeros eventos em todo mundo, e a consciência ambiental tem sido difundida de maneira a tornar-se um dos assuntos deste século. Cuidar, preservar e usufruir com cautela a natureza, para que as gerações futuras tenham o prazer de conhecer um meio-ambiente protegido, constituem-se, atualmente, em verbos cada vez mais praticados, seja por parte dos empreendedores e também pelos turistas, ao ponto de se considerar a proteção e a operação sustentável de um empreendimento turístico, como um meio para a sua sobrevivência natural, que interferirá também na vitalidade econômica do local e do empreendimento.

Os conceitos do desenvolvimento sustentável e do turismo sustentável estão intimamente ligados à proteção do meio ambiente. Entretanto, encontrar o equilíbrio entre os interesses econômicos que o turismo estimula, e um desenvolvimento da atividade que proteja o meio ambiente não é tarefa fácil, principalmente porque o seu controle depende de critérios e valores subjetivos e de uma política ambiental e turística adequada que, lamentavelmente, ainda não se encontrou plenamente no Brasil e em outros países (RUSCHMANN, 2009, p. 44).

Contudo, a sustentabilidade de um meio turístico depende, necessariamente do tipo de turismo que ocorre na área e que poderá ser um instrumento de sustentação do modelo de desenvolvimento ecológico, exigido pelas grandes transformações no modo de vida em todo globo terrestre.

O planejamento das ações de desenvolvimento de empreendimentos turísticos em meios naturais é entendido, atualmente, como essencial para o êxito das estratégias de competividade, em um mercado altamente dependente de meios naturais protegidos e de empreendedores com visão sustentável dos meios nos quais atua.

 

2. Turismo sustentável como estratégia de desenvolvimento

Segundo Robbins (2000, p. 123), nenhum empreendimento tem um nível de desempenho acima da média se não administrar uma estratégia que confira à sua organização uma vantagem competitiva, ou seja, uma capacidade ou circunstância que proporcione à empresa, uma vantagem relativa aos seus concorrentes. Para tanto, faz-se necessário o estudo e a implementação de uma estratégia de diferenciação, estratégia esta de caráter único em seu setor, que possui sentidos amplamente valorizados pelo seu público consumidor.

A sustentabilidade como ação de desenvolvimento no setor turístico é uma forma de estratégia de diferenciação da oferta capaz de imobilizar uma determinada fatia do mercado que preza os valores ambientais, haja vista que o desenvolvimento sustentável "atende às necessidades dos turistas atuais, sem comprometer a possibilidade do usufruto dos recursos pelas gerações futuras" (World Comission of Environment and Development, 1987, apud RUSCHMANN, 2009).

A sustentabilidade, quando relacionada ao desenvolvimento, significa a racionalização do uso, a conservação e a proteção adequada dos recursos do patrimônio natural, ambiental e cultural, em harmonia com a sobrevivência humana e o bem-estar social, não apenas na atualidade, mas principalmente, visando às gerações futuras. Assim, o turismo sustentável é praticado fundamentalmente, “para garantir e assegurar os componentes dos diferenciais turísticos, o processo racional de exploração dos recursos ambientais naturais, histórico-culturais e temático-artificiais” (Turismo: Visão e Ação, 2000). 

Um documento significativo para o setor e que contempla os Princípios do Turismo Sustentável foi elaborado pelo World Wildlife Fund – WWF, juntamente com o Tourism Concern, e contempla os seguintes princípios: uso sustentável dos recursos; redução do consumo abusivo e desperdícios; manutenção da diversidade (natural, social e cultural); integração do turismo no planejamento; apoio à economia social; compromisso com as comunidades locais; consulta a profissionais e ao público; capacitação de pessoas; marketing turístico responsável; e pesquisa (KANNI in: RUSCHMANN, 2004, p. 102)

A responsabilidade social exercida em harmonia com a ética, causa impactos positivos para a divulgação de uma empresa. Giacomini (2000, p.64) conceitua responsabilidade social como sendo o “conjunto de atribuições que a sociedade estipula para as instituições. A sociedade espera que a organização, por exemplo, cumpra as leis, respeite o meio ambiente, preserve os direitos de minorias e atenda aos princípios éticos.”

De acordo com Ruschmann (2005, p.09), a finalidade do planejamento turístico consiste em ordenar as ações do homem sobre o território e ocupa-se em direcionar a construção de equipamentos e facilidades de forma adequada evitando assim, os efeitos negativos nos recursos, que os destroem ou reduzem sua atratividade.

O uso turístico de áreas naturais, em meios insulares ou não, e a implantação de equipamentos específicos, devem considerar os impactos que a visitação pode ocasionar, tanto ao meio natural, quanto às características socioculturais da área e do setor econômico da região em que ocorrem.

Assim, a sustentabilidade turística de um meio depende do respeito ao meio ambiente natural, da harmonia entre a cultura e os espaços sociais da comunidade receptora, da distribuição eqüitativa dos benefícios da atividade para esta comunidade, os visitantes e os empresários do setor e, de um turista ou visitante mais responsável, receptivo às questões da conservação ambiental, sensível às interações com o meio natural visitado e com as comunidades receptoras, educado para ser menos consumista e adotar uma postura orientada para o entendimento e a compreensão dos povos e locais visitados.

Somente assim, considera-se possível desenvolver a atividade turística ou turístico-recreativa de forma sustentável, isto é, favorecendo a utilização e a apreciação dos recursos pelos visitantes atuais, protegendo a sua originalidade e atratividade para as gerações futuras.

A sustentabilidade como estratégia de desenvolvimento envolve a busca pela qualidade total. Esta vem sendo uma meta mundial, e abrange a atividade turística, pela busca da satisfação do turista, pela necessidade de sobrevivência no mercado e pelo anseio de preservação.

A qualidade no turismo tende a ser conquistada na manutenção de cada cliente e na satisfação gerada ao turista-cidadão. Esse é o grande desafio para as organizações do setor ao navegar num ambiente cada vez mais competitivo e guiado pela sociedade da informação (Giacomini, 2000, p.67).

A natureza constitui o único fator do produto turístico que não pode ser ampliado, apesar de, geralmente, ser a base da sua existência, da sua atratividade e do seu destaque no mercado (RUSCHMANN, 2009, p. 115). Portanto, para garantir a sustentabilidade, de um local ambientalmente frágil, este deve ter o número de visitantes restringido ou controlado. 

Para tanto, consideram-se como necessários estudos e avaliações que, aliados às singularidades do local, sua fragilidade ambiental, o tipo de visitação, as características dos equipamentos instalados, etc, que direcionarão a determinação do número máximo de pessoas que o local pode suportar, antes que ocorram danos irreversíveis ao meio ambiente.

Atualmente, já não se concebe mais a implantação de equipamentos de lazer e de turismo de forma empírica e, por isso, desordenada. A consciência ambiental crescente das pessoas e a sua necessidade de usufruir o seu tempo livre em locais que permitam o contato direto com a natureza, fazem com que a proteção ambiental se constitua o elemento chave do desenvolvimento sustentável de áreas para o uso turístico e/ou recreativo. Quanto mais autêntica e ambientalmente protegida for a área, maior será seu posicionamento no mercado – fazendo com que estes aspectos se constituam um diferencial mercadológico para os empreendimentos ou áreas.

No caso da Ilha de Porto Belo, os empreendedores dos equipamentos e atividades – implantados e por ser implantados – optaram por um modelo ambientalmente correto, tanto no que se refere aos materiais de construção utilizados (matéria prima natural), como na forma gradual da construção e abertura dos equipamentos para o uso turístico-recreativo.

 

3. Caracterização do empreendimento: a Ilha de Porto Belo

A Ilha de Porto Belo, nome fantasia atribuído à Ilha João da Cunha, localiza-se no município de Porto Belo, a 55 km da capital do Estado de Santa Catarina – Florianópolis. Trata-se de uma ilha oceânica de 40 hectares, com 1.400 m de extensão, localizada na Baía de Porto Belo, a cerca de 900 metros do continente; apresentando vegetação caracterizada pela Mata Subtropical Atlântica.

O empreendimento conta atualmente, com uma infra-estrutura de lazer desenvolvida de acordo com os aspectos da sustentabilidade turística uma vez que, seu design arquitetônico está em harmonia com o ambiente natural no qual foi construído.

Os equipamentos foram implantados aos poucos de modo que, atualmente, registram-se os seguintes: 

Trapiche / Portal de Acesso                 Restaurante Ilha de Pirão;

Quiosque de Informações                    Passarela Elevada;

Trilha Ecológica                                   Loja de Presentes;

Quiosque Náutico                                Playground;

Eco Museu UNIVALI                         Sanitários;

Quiosque de Sucos                              Reservatórios de Água;

Quiosque Natural                                Gerador / Casa de Máquinas; e

Petiscaria Ilha de Porto Belo                Escritório Administrativo

Em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí, o empreendimento Ilha de Porto Belo, desenvolveu um plano de exploração turística sustentada, que vem sendo monitorada anualmente (desde 1996). O projeto especificou ações relacionadas à capacidade de carga, meio ambiente e infra-estrutura. Durante as temporadas de verão, três projetos são desenvolvidos.

O primeiro é o de "Análise e Avaliação da Sustentabilidade Turístico-Recreativa da Ilha de Porto Belo", que consiste em um estudo comparativo, desenvolvido periodicamente pelo Núcleo de Coordenação de Pesquisas e Projetos em Turismo e Hotelaria da UNIVALI, no qual se avalia o desenvolvimento turístico-recreativo e a sustentabilidade ambiental, a partir da utilização dos equipamentos e os serviços oferecidos na Ilha.

O segundo é denominado de "Gentis Orientadores", desenvolvido também desde 1996, com cerca de 15 estagiários do Curso de Graduação em Turismo e Hotelaria, da UNIVALI, permanecem no período do Natal ao Carnaval de cada ano, com a finalidade de, atender os visitantes desde a sua chegada até o momento da sua partida no final do dia.

 O terceiro projeto referente-se à pesquisa da demanda que ocorre por 28 dias distribuídos em 04 semanas alternadas. Durante o dia, devem ser realizadas 32 entrevistas, subdivididas em 04 delas em 1 hora, sendo que devem ser entrevistados: 01 pessoa idosa, 01 adolescente, 01 homem adulto e 01 mulher adulta. O questionário vem sendo reestruturado periodicamente, de acordo com as necessidades apontadas pelos envolvidos no processo.

 

4. O monitoramento da sustentabilidade

O presente estudo de caso é referente ao relatório de implantação e operacionalização do empreendimento Ilha de Porto Belo, e fundamenta-se no relatório de "Análise e Avaliação da Sustentabilidade Turístico-Recreativa da Ilha de Porto Belo" com base nas temporadas de alto verão – de forma alternada e a observação direta no período pré-temporada 2009/2010 na Ilha de Porto Belo.

Este estudo específico, realizado no período de tempo citado, buscou respostas para o seguinte problema: a sustentabilidade turística do empreendimento Ilha de Porto Belo é uma estratégia de desenvolvimento que satisfaz os interesses dos empreendedores, bem como as necessidades do seu público-alvo?

Com esta situação-problema em mente, trabalhou-se com o objetivo de registrar, analisar e avaliar a sustentabilidade turístico-recreativa dos equipamentos instalados na Ilha de Porto Belo, visando ao seu desenvolvimento sustentável a partir dos aspectos ambientais e da sua visitação como estratégia de desenvolvimento.

A avaliação da administração sustentável ocorre por meio de estudos contínuos, que abrangem as diversas temporadas de verão, bem como pode ser associada a outros projetos. Para o desenvolvimento desta pesquisa, utilizou-se um Check List de sustentabilidade, que consiste em análises realizadas in loco, de determinados aspectos; observados, descritos e fotografados.

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que apresenta uma amostra não-probabilística e não-representativa, com uma abordagem aprofundada. As fontes de dados utilizadas foram as secundárias, nas quais se analisaram e compararam as condições da sustentabilidade turística-recreativa da Ilha de Porto Belo, identificadas por meio do relatório de implantação da Ilha, do relatório de "Análise e Avaliação da Sustentabilidade Turístico-Recreativa da Ilha de Porto Belo" e, primárias, partindo da observação direta durante os preparativos para as temporadas de alto verão no empreendimento.

 

5. Resultados do estudo

 

 

No que se refere à postura e atitudes ambientais dos visitantes durante sua permanência na ilha, constatou-se que as pessoas apreciaram as melhorias feitas na ilha, que a grande maioria demonstrou comportamento ambientalmente correto, utilizando-se das lixeiras do local, dos banheiros instalados no restaurante, além de demonstrar intensa integração social com o grupo de visitantes, etc, destacando-se que o estímulo a um posicionamento ambientalmente correto dos visitantes partiu das condições oferecidas pelo empreendimento, com equipamentos adequados e uma vigilância discreta. Além disso, considerou-se a influência da visitação à Ilha João da Cunha na geração de empregos e de renda para a comunidade de pescadores da cidade de Porto Belo. As melhorias na ilha e o conseqüente aumento do seu número de visitantes fizeram com que os pescadores que realizam o transporte entre o continente e a ilha tivessem seus rendimentos incrementados com o aumento do número de viagens/dia realizadas, se comparadas com aquela dos anos anteriores.

Os proprietários do empreendimento optaram por empregar mão-de-obra local nos serviços de transporte ilha-continente e de limpeza da área e de outros serviços gerais e, os responsáveis pela operação do restaurante e dos quiosques também optaram por empregar mão-de-obra local na prestação dos serviços de alimentação e de limpeza das instalações.

Contudo, percebe-se que os esforços voltados para a sustentabilidade turístico-recreativa do local vêm obtendo êxito, uma vez que o empreendimento zela pela proteção dos aspectos físicos da área e pela rentabilidade econômica dos equipamentos pela comunidade local, obtendo resultados que atendem às necessidades da demanda e também dos empreendedores.

 

6. Considerações finais

As pesquisas, realizadas todos os anos, ajudam na diminuição de impactos, reduzindo a interferência humana no meio. Assim, são identificados problemas ou possíveis danos futuros, que logo após serem diagnosticados são resolvidos.

Visto que os serviços são intangíveis, o sentimento de qualidade deve ser despertado no visitante, fazendo-o ter a percepção de tangibilidade. Agregar valor ao serviço, à infra-estrutura, ao atendimento, à higiene e ao produto é a melhor maneira de dar ao cliente a certeza de freqüentar um lugar preocupado com suas necessidades e com a qualidade.

A importância de investir na atividade turística, bem como em sua qualidade, é evidente quando vemos o crescimento do país diretamente ligado a este segmento da economia. Por esta razão, as pessoas que trabalham na Ilha de Porto Belo são capacitadas e recebem treinamentos especiais, enfatizando a consciência ambiental.

O crescimento da demanda resulta em aumento da rentabilidade e, por conseqüência, pode ser motivo de degradação do meio ambiente. Neste ponto, é essencial a manutenção da qualidade do produto turístico, considerando que a qualidade é aquilo que satisfaz o cliente. Assim, o empreendimento deve dar importância ao desenvolvimento sustentável, reduzindo impactos negativos e ampliando o ciclo de vida da localidade. Por ter uma capacidade de carga, a Ilha de Porto Belo tem seus impactos controlados. Porém, mesmo assim, a sazonalidade da região, aumentando e diminuindo o número de visitantes periodicamente, poderia ser um empecilho para o seu desenvolvimento.

De uma forma geral, podemos dizer que a qualidade é essencial e indispensável para os empreendimentos, em todos os seus setores, e deve ser vista e sentida por todos os clientes e colaboradores, levada a sério e alcançada através de treinamentos e normas seguidas diariamente.

Economicamente, o turismo é visto como uma indústria lucrativa. Porém, esta visão não deve ser restrita. Lucro sim, mas com consciência de preservação. A Ilha de Porto Belo possui uma capacidade de carga definida a partir de estudos realizados sobre impactos ambientais, restringindo o número de visitantes diários. Mesmo assim, é uma história de sucesso, tendo sua vida útil ampliada e sendo economicamente bem sucedida. O macro e o micro ambiente analisados, considerando variáveis externas e ambiente interno, trouxeram ao empreendimento confiança para crescer sem comprometer a biodiversidade.

Assim, é importante destacar que o meio natural da Ilha de Porto Belo não sofreu grande impacto desde a sua criação, podendo ser exemplo de um desenvolvimento com responsabilidade social. Os cuidados com os recursos naturais garantem o aproveitamento futuro, reduzindo os efeitos negativos que o turismo pode causar.

A sustentabilidade de um empreendimento é a base fundamental para seu desenvolvimento, visto que, sem os cuidados necessários, não há uma vida útil prolongada, reduzindo sua lucratividade além da degradação do meio natural, necessário também para o desenvolvimento da comunidade nativa.

Desenvolvimento sustentável, responsabilidade social, ética, qualidade e respeito agregam valor, contribuindo para a consolidação de uma atividade turística voltada às preocupações com o futuro da humanidade e do seu meio natural.

A Ilha de Porto Belo é um exemplo a ser seguido, não só por empreendimentos em ilhas, mas por qualquer empresa que queira crescer e tornar-se motivo de orgulho por suas atitudes ao longo dos anos.

 

Bibliografia

CEBALLOS-LASCURÁIN, H. Tourism, ecotourism, and protected areas. Gland and Cambridge: IUCN/Commission of the European Communities, 2003

STODIECK, A. A Ilha João da Cunha. In: KOHL, D. H. B. Porto Belo: sua história sua gente. Blumenau, Odorizzi, 2001.

GIACOMINI, G. Atendimento e responsabilidade social como atributos da qualidade do turismo. In: LAGE, B. H. G.; MILONE, P. C.r (Orgs.). Turismo: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2000. cap. 4 , p. 63-67.

KANNI, F. Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental nas Empresas Turísticas: a certificação ambiental no segmento de hospedagem. In: RUSCHMANN, D. ; SOLHA, K. Turismo: uma visão empresarial. Barueri: Manole, 2004.         [ Links ]

RUSCHMANN, D. O desenvolvimento sustentável do turismo.  Turismo em Análise. São Paulo, v.3 , n.1 , p. 42-50,  maio  2002

RUSCHMANN, D. Turismo e planejamento sustentável: a proteção do meio ambiente.14ª. Ed. Campinas: Papirus, 2009

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ. Glossário. Turismo: visão e ação. Itajaí: UNIVALI, 2000.

 

[1] Graduada em Turismo pela Universidade Anhmebi/Morumbi, Mestre e Doutora em Turismo pela Universidade de São Paulo – Coordenadora do Programa de Mestrado em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI - SC

[2] Graduada em Turismo e Hotelaria, Especialista em Turismo: Planejamento, Gestão e Marketing e mestre do Curso de Pós Graduação Stricto Sensu em Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale do Itajaí.