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Revista Lusófona de Educação

versão impressa ISSN 1645-7250

Rev. Lusófona de Educação  n.15 Lisboa  2010

 

Congresso Internacional Iberoamericano

 

José Brás, Bento Cavadas, Dulce Franco e Maria Neves Gonçalves

 

Tiveram lugar nos dias 15, 16 e 17 de Outubro, em Salamanca, as IV Conversações Pedagógicas, subordinas ao tema Influências alemãs na educação Espanhola e Iberoamericana (18092009), cujo presidente do Comité Organizador foi o Prof. Doutor José María Hernández Díaz .

Foi objectivo deste Congresso analisar a influência da Alemanha na pedagogia e na educação dos dois últimos séculos nos países iberoamericanos, bem como proporcionar aos historiadores de educação espaços de encontro e de partilha das investigações efectuadas em torno do impacte da pedagogia alemã em países como Brasil, Colômbia,Argentina, México, Chile, Espanha e Portugal.

Neste sentido, o Núcleo de Investigação Memórias da Educação no Espaço Lusófono, integra-do na UID- OPECE, participou neste evento com a apresentação de comunicações subordinadas ao tema em epígrafe.

José Brás e Maria Neves Gonçalves, na comunicação intitulada O fazer ver o ensino em Portugal com o olhar alemão, centraram o seu estudo na abordagem da revista Froëbel, para mostrar a influência alemã no horizonte educativo português. Apoiaram-se em contribuições de um campo de investigação histórica e comparada em educação - que vem objectivando a compreensão da construção do discurso educacional moderno, com base nas transferências educacionais (Nóvoa, & Jungen, 2000; Schriewer, 2001) - procurando, deste modo, analisar a circulação física de pessoas e de ideias pedagógicas, recorrente, aliás, em finais de Oitocentos.

O Núcleo de Investigação sobre Manuais Escolares, representado pelos investigadores Bento Cavadas e Dulce Franco, apresentou a comunicação A teoria da deriva dos continentes de Alfred Wegener nos manuais escolares de Ciências Naturais portugueses.

A Teoria da Deriva dos Continentes, do alemão Alfred Wegener, revolucionou as Ciências da Terra no início do séc. XX. Esta comunicação, integrada num projecto de investigação mais vasto sobre manuais escolares, mostra como os autores de dois manuais de Ciências Naturais do 3.º Ciclo do Ensino Básico apresentaram essa teoria. Para tal, analisou-se a exploração dos argumentos usados para a validar, assim como, a iconografia, as fontes de História da Ciência e as relações entre a Ciência, a Tecnologia e a Sociedade utilizadas em seu suporte. A análise dos resultados mostrou que o percurso exploratório da Deriva dos Continentes foi semelhante, embora se tenham aferido algumas diferenças nas estratégias pedagógicas usadas para a explicar. Para suster a análise dos argumentos paleontológicos, paleoclimáticos, litológicos e morfológicos da Deriva dos Continentes, os autores utilizaram essencialmente ilustrações esquemáticas e explicativas da teoria. Os investigadores ainda aferiram que o recurso à História da Ciência foi intensivo, tendo sido ainda apresentadas algumas relações entre a Ciência, a Tecnologia e a Sociedade durante a exploração da teoria, num enquadramento pós-positivista da natureza da ciência.