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Revista Lusófona de Educação

versão impressa ISSN 1645-7250

Rev. Lusófona de Educação  n.6 Lisboa  2005

 

Pedro Miguel Santos Jorge de Sá Viegas (2005)

Os surdos na escola secundária: as representações sociais dos colegas ouvintes

Orientação: Prof.ª Doutora Fernanda Paula Castro

Neste trabalho estudou-se, com base nos contributos teóricos da Teoria das Representações Sociais, as expressões da discriminação flagrante e da discriminação subtil dos alunos ouvintes, enquanto grupo maioritário, em relação a um exogrupo minoritário, constituído pelos alunos surdos a frequentar estabelecimentos de ensino secundário, ou um centro de formação profissional, regulares. Considerando a escola inclusiva como a mais recente conceitualização da educação de pessoas portadoras de deficiência, este estudo foi delineado perspectivando a educação como um campo de contradições e diferenciação. De contradições, como resultado dos diferentes mandatos que são dirigidos â escola, e que encontram a sua expressão máxima na visível diferença que vai do discurso formal integrativo à prática segregatória e transmissiva que se verifica no quotidiano escolar. De diferenciação, pois esta resulta da interacção, no espaço escolar, de diferentes indivíduos e grupos, cada um transportando um universo representacional que é, simultaneamente, individual e social. Esta interacção decorre, no entanto, num quadro de forte normatividade antidiscriminação, regra que se impôs nas sociedades ocidentais após a segunda guerra mundial, o que levou à emergência de formas modernas e indirectas de rejeição do outro.

 

In this work we used the theoretical contribution of Social Representation Theory to study the expressions of blatant and subtle discrimination towards hearing-impaired students attending regular high school. Considering inclusion the latest conceptual approach to the education of children with special education needs, this study was designed considering school as a place of contradiction and differentiation. Of contradiction, because the contradictory mandate addressed at school, which becomes clear in the distance between formal inclusive speech and non-inclusive everyday school practices. Of differentiation, because it is the result of school interaction between different individuals and groups, each of them carrying their own personal and social representational universe. That interaction occurs in specific non-discrimination setting, created by the establishment of an anti-discrimination rule all over western societies after the second World War, leading to the development of modem and covert ways of rejection towards other people or other groups.