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Revista Lusófona de Educação

versão impressa ISSN 1645-7250

Rev. Lusófona de Educação  n.5 Lisboa  2005

 

Neli Faccin (2004)

Escola – Relações de prazer e desconforto. Função pedagógica do afeto nas relações educativas

Orientação:

Prof. Doutor André Marmilicz

 

O objetivo desta investigação, tendo como base a teoria da “Relação educativa” de Herbert Franta e colaboradores (1995), Marmilicz (2000), Saltino (1999), Snvders (1996), Almeida (2001) e outros, foi a de identificar a função do afeto nas relações pedagógicas e comunicações educativas, assim como, a importância do papel do professor para a criação de um clima humano positivo, e analisar a “Escola, enquanto espaço de prazer e desconforto”. Este trabalho refere-se somente à dimensão relacional da comunicação educativa, tendo como base a já referida teoria de Herbert Franta e colaboradores (1995), sublinhando a importância dos relacionamentos educativos e construindo toda urna plataforma comunicativa tendo em vista a inter-relação das atitudes do educador, a comunicação interpessoal, a arte do encorajamento e as relações sociais na escola corno promotores de um clima humano positivo no processo pedagógico.

Utilizou-se o estudo de caso, aplicado a duas turmas de uma unidade educacional do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, e educadores da mesma, para levantar dados com relação ao processo pedagógico e às relações educativas, a fim de pontuar onde e quais as relações geram desprazer ou desconforto e porquê.

A presente pesquisa indicou que o problema não é, e nem está na Escola e nas relações que se dão em seus espaços; mas o desconforto refere-se mais à sala de aula, quando as relações envolvem os processos pedagógicos e uma relação, algumas vezes, mais vertical. Tanto os alunos, quanto os educadores entrevistados revelaram-se satisfeitos com as relações na escola. Ao tratar, porém, das relações pedagógicas, a situação parece ser diferente. É possível, pois, reconhecer muitos limites nesta pesquisa, deixando-a portanto, em aberto, para que se façam outras mais abrangentes quanto a esta problemática.

 

 

The School – Relationships of pleasure and constraint. The pedagogical function of affectivity in educational relationships

The purpose of this study, based on the theory of “educational relationship” of Herbert Franta and his associates (1995), Marmilicz (1980), Saltini (1999), Snyders (1996), Almeida (2001), and others, is to identify the function of affectivity in the pedagogical relations and educational communication, as well as the importance of the teacher’s performance for the construction of the positive human atmosphere, and also to analyze the “school” as a space of pleasure and distress.

This research used a study case, applied to two classrooms of the Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus and to the teachers of these classes, to find data regarding the pedagogical process and educational relations, to identify where and what pedagogical relations produce displeasure, distress. This study refers only to the dimension of the relationship of educational communication, having as source the theory of Herbert Franta and his associates, accentuating the importance of educational relations. They constitute a communicative educational platform having in perspective an inter-relation of attitudes of the educator, an interpersonal communication, the art of encouraging and the social relations in school, as the promoters of a positive human feeling for the pedagogical process.

This research indicates that the problem is not the school and nor is the problem in the educational relations in this space, but the distress is in the classroom, where the relationship is more vertical. Those inter-viewed, students and educators, seemed happy with the relations in school. However, regarding the pedagogical relationship they are not too happy. It is possible to recognize some Iimitations in this research that opens doors for another study on this theme.