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Psicologia, Saúde & Doenças

versión impresa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças vol.21 no.1 Lisboa abr. 2020

http://dx.doi.org/10.15309/20psd210133 

Fatores de riscos psicossociais em contextos de trabalho municipais: diagnosticar para intervir

Psychosocial risk factors in municipal work contexts: diagnose to intervene

Maria Luiza Schmidt1

1Departamento de Psicologia Experimental e do Trabalho, Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Assis, SP, mlschmidt@uol.com.br


 

RESUMO

A exposição ocupacional aos fatores de riscos psicossociais está associada aos aspectos das condições, organização e relações socioprofissionais de trabalho sendo fonte geradora de estressores impactantes à saúde dos trabalhadores. Este trabalho visa apresentar a prática de apoio técnico e científico do Curso de Graduação em Psicologia da Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis/SP na articulação com o Consórcio Intermunicipal do Vale Paranapanema (CIVAP) nas ações de diagnóstico e intervenção dos riscos psicossociais à saúde dos trabalhadores municipais. Método: Os participantes são trabalhadores de diferentes especialidades que atuam no âmbito municipal. Os procedimentos utilizados são: a Escala de Avaliação do Contexto de Trabalho (EACT), a entrevista individual e atividades grupais, amparados no viés teórico da abordagem da Psicodinâmica do Trabalho. Resultados: Os principais fatores de risco foram relacionados à impossibilidade de atingimento de metas, prazos e pressões devido à rigidez das normas e insuficiência de trabalhadores para atender as demandas. As três dimensões sofrem influência direta dos modos de gestão dos Prefeitos e dos Secretários Municipais. Conclusão: Os resultados favorecem a criação de estratégias em prol de melhorias dos espaços laborais. Esta prática desenvolvida fortalece o domínio da Psicologia da Saúde, no campo da Saúde Mental e Trabalho.

Palavras-chave: Fatores psicossociais de risco, Contexto de trabalho, Saúde do trabalhador


 

ABSTRACT

Occupational exposure to psychosocial risk factors is associated to aspects of work conditions, organization and socio-professional relations being a source of stressors that impact workers´ health. This work aims to present the practice of technical and scientific support of the Undergraduate Psychology Program from the São Paulo State University (UNESP), Assis Campus - SP in articulation with the Vale do Paranapanema Intermunicipal Consortium (CIVAP) for diagnosis and intervention actions of psychosocial risks to the health of municipal workers. Method: The participants are workers of different specialties who work in the municipal spheres. The procedures used are: the Assessment Scale of Work Context (ASWC), individual interview and group activities, based on the theoretical bias of the Psychodynamics of Work approach. Results: The main risk factors were related to the impossibility of achieving goals, deadlines and pressures, due to the rigidity of the rules and insufficiency of workers to meet the demands. The three dimensions are directly influenced by the management modes of Mayors and Municipal Secretaries. Conclusion: The results favor the creation of strategies to improve workspaces. This developed practice strengthens the domain of Health Psychology in the field of Mental Health and Work.

Keywords: Psychosocial risk facts, Work context, Worker’s health


 

Os estressores do ambiente de trabalho são apontados como desencadeantes de adoecimento entre trabalhadores. O estresse laboral, definido como “resultado do desequilíbrio entre as demandas do exercício profissional e a capacidade de enfrentamento do trabalhador, associa-se ao desgaste do profissional, articulando-se negativamente à saúde mental dos trabalhadores” (Gherardi-Donato, Cardoso, Teixeira, Pereira, & Reisdorfer, 2015, p. 734).Com relação à exposição ocupacional esses fatores são considerados fonte geradora de estressores (Baruki, 2015), sendo associados aos aspectos das condições, da organização e das as relações sociais de trabalho.

O Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em Psicologia da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Assis/SP, ao ser elaborado, passou a ter como um dos eixos a Ênfase: Trabalho, Subjetividade e Administração Social, no qual disciplinas e atividades de estágio são direcionadas para formação do aluno de psicologia atuar na área de Saúde do Trabalhador. Visando atender a demanda de alunos interessados nesta área, em 2017 foi estabelecido um convênio de estágio com o Consórcio Intermunicipal do Vale Paranapanema (CIVAP), no qual os estagiários têm como atividades realizar diagnósticos sobre os contextos de trabalho para identificar os riscos psicossociais.

Vale ressaltar que a Prefeitura se constitui numa organização pública, e como tal possui sistemas complexos, sendo assim, as condições e a organização do trabalho ficam muitas vezes dinamizadas por uma cultura organizacional com características peculiares representadas por aspectos como normativas externas à organização, excesso de burocracia, interferência político-partidária, centralização da tomada de decisões com pouca margem de ação para a administração local, interrupção de projetos devido à escassez de recursos, dentre outras questões. Domingues Júnior (2005) ao abordar sobre o atual mundo do trabalho, com relação ao trabalhador do serviço público, avalia: “possuímos hoje um Estado muito mais complexo, abrangendo um sem número de atividades econômicas, que oferecem uma ampla gama de riscos à saúde e à segurança do trabalhador no serviço público” (p. 55). Além disto, o Setor Público sofre da instabilidade e adversidades, situações que “mobilizam e desestabilizam os investimentos e interesses dos trabalhadores, incessantemente provocando e desafiando [...] mesclando-se perspectivas e saídas ‘criativas’, ‘inventivas’, e também desgastantes, geradoras de sofrimento” (Santos-Filho, 2007, p. 2).

Desse modo, “a importância do gerenciamento de pessoal no serviço público cresce à medida que as instituições são confrontadas com demandas por melhorias na qualidade dos serviços prestados em um contexto de escassez de recursos” (Palazzo, Carlotto, & Aerts, 2012, p. 1067). Esses aspectos podem se tornar fonte de estressores laborais caracterizando riscos psicossociais no ambiente de trabalho que podem colocar servidores em risco para a Síndrome de Burnout, como já observado nos estudos de Palazzo et al. (2012), Mallmann, Palazzo, Carlotto, e Aertz (2009) e Poletto et al. (2016). Embora a literatura aponte a Síndrome de Burnout como importante problema no campo da saúde do trabalhador, há poucos estudos populacionais com servidores públicos (Palazzo et al., 2012).

Vale destacar que a atuação do psicólogo no campo da saúde no trabalho, prima por diagnosticar como os trabalhadores avaliam o contexto de laboral onde estão inseridos, conhecendo assim aspectos das condições, organização relações socioprofissionais do trabalho. Além disto, conhecer a percepção dos trabalhadores sobre estes aspectos constitui uma abordagem promissora para propor intervenções visando à adoção de mudanças voltadas para prevenção de adoecimento e promoção da saúde.

Nesta perspectiva, no início de cada ano letivo, o CIVAP juntamente com a Coordenadora do projeto de estágio, convida os representantes dos municípios consorciados para uma reunião, na qual é apresentada a proposta de diagnóstico e forma de realização. Desse modo, a prática é realizada no município que aderir à proposta, sendo que os trabalhadores são convidados a participar de forma espontânea.

Mediante o exposto, este trabalho visa apresentar a prática de apoio técnico e científico do Curso de Graduação em Psicologia da Unesp, campus de Assis/SP, na articulação com o CIVAP, nas ações de diagnóstico e intervenção em prol da melhoria da dos contextos de trabalho e redução de riscos psicossociais à saúde dos trabalhadores municipais.

MÉTODO

Participantes

As atividades conjuntas tiveram início em 2017 e estão em continuidade. No ano de 2017, um total quatorze estagiários participaram da elaboração dos diagnósticos dos contextos de trabalho das Secretarias de Saúde dos municípios de Florínea, Pedrinhas Paulista e também de seis Unidades Básicas de Saúde do município de Assis. No ano de 2018, um total de 23 estagiários participaram das atividades, neste ano foram realizados o diagnóstico do contexto de trabalho das Secretarias de Saúde dos municípios de Cruzália e Maracaí e também das 13 Estratégias de Saúde da Família do município de Assis. Em continuidade, no ano de 2019 estão sendo concluídos os diagnósticos da Secretaria de Saúde do município de Lutécia e das Secretarias de Educação dos municípios de Maracaí e Palmital, que conta com a participação de treze estagiários.

Material

Para coleta de dados tem sido utilizada a Escala de Avaliação do Contexto de Trabalho (EACT) validada por Ferreira e Mendes (2008). Esta escala possibilita, segundo os autores, a análise de três dimensões:

a) Organização do Trabalho (OT): composta por 11 enunciados que expressam as concepções e as práticas de gestão de pessoas e de trabalho como, por exemplo: a divisão do trabalho, as regras institucionais, a estrutura temporal, as jornadas, formas de controle e disciplina, produtividade almejada, entre outros componentes;

b) Condições de Trabalho (CT): composta por elementos relacionados à infraestrutura institucional, especialmente no que diz respeito ao ambiente físico, equipamentos, matéria prima, suporte tecnológico, entre outros elementos estruturais;

c) Relações Socioprofissionais do Trabalho: constituída por elementos que expressam as características interacionais intra e intergrupos, membros de equipes, entre chefias e subordinados, com usuários, entre outras.

Neste instrumento, o tratamento dos dados é realizado mediante estatística descritiva (frequências, média e desvio padrão). Por ser uma escala do tipo Likert, apresenta as seguintes opções de respostas: 1 = nunca; 2 = raramente; 3 = às vezes; 4 = frequentemente; 5 = sempre.

De acordo com a orientação dos autores do instrumento, por ser constituída de itens negativos, a escala deve ter sua análise feita por fator e com base em três níveis diferentes, considerando um desvio padrão em relação ao ponto médio. Como resultado para análise dessa escala considera-se os seguintes parâmetros.

· Acima de 3,7 = resultado negativo, grave. Indica que o contexto de trabalho possibilita de forma grave o adoecimento do profissional.

· Entre 2,3 e 3,69 = resultado moderado, crítico. Indica que o contexto de trabalho favorece moderadamente o adoecimento do profissional.

· Abaixo de 2,29 = resultado positivo, satisfatório. Indica que o contexto de trabalho favorece a saúde do profissional.

A escala é aplicada individualmente. Após os participantes responderem, os estagiários realizam uma entrevista na qual informações relevantes sobre os enunciados são verbalizadas, o que favorece a compreensão das pontuações dos enunciados. O tempo de aplicação varia de uma a duas horas. Após a coleta os dados são organizados em uma planilha eletrônica Excel, sendo então calculada a média das dimensões e a frequência dos apontamentos por enunciado.

Procedimento

Mediante os resultados dos diagnósticos, em 2019 iniciamos também atividades com grupos de trabalhadores denominadas “Oficinas Interventivas em Fatores de Riscos Psicossociais no Trabalho”. Estão participando das oficinas trabalhadores de diferentes especialidades de oito Estratégias de Saúde da Família do município de Assis/SP e das Unidades Municipais de Saúde do município de Maracaí/SP, perfazendo um total de 20 a 30 participantes por encontro. As atividades grupais ocorrem mensalmente numa das salas da faculdade, a cada encontro são mapeados os riscos e discutidas proposições, ocasião que discutidas coletivamente a elaboração de ações para melhorias das condições, organização e relações socioprofissionais dos contextos analisados.

Com base nestes procedimentos adotamos um delineamento metodológico híbrido (heterodoxo) de caráter complementar, para compreendermos os resultados obtidos com a EACT somada a coleta de dados baseada em entrevistas e oficinas, permitem uso do viés teórico na abordagem da Psicodinâmica do Trabalho (PDT), descrita por Dejours (2007).

Ressaltamos que o alinhamento da análise da EACT com a abordagem da PDT tem sido usado por pesquisadores em diferentes estudos, com obtenção de resultados expressivos como os encontrados por Campos e David (2011), Chagas (2017).

Este trabalho é realizado respeitando-se todos os aspectos éticos, estando em conformidade com a Resolução nº 510/2016 sobre a Ética na Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais.

Resultados

Observamos que os contextos das Secretarias de Saúde Municipais devem seguir normas do Ministério da Saúde para direcionar as ações cotidianas de atendimento à população nos diversos programas que nem sempre são possíveis de serem atingidas devido as intercorrências advindas da realidade do trabalho. Desse modo, os estressores muitas vezes surgem do confronto entre o trabalho prescrito (previsto) e o real (que precisa ser superado) conforme apontado por Dejours (2012). As pressões advindas deste confronto ocorrem, sobretudo, em relação ao cumprimento de prazos, resultados exigidos que estão fora da realidade, rigidez das normas e insuficiência de trabalhadores para atender as demandas.

Além disto, as três dimensões (condições, organização e relações socioprofissionais de trabalho) sofrem influência direta dos modos de gestão dos prefeitos e dos secretários municipais de saúde, implicando sobretudo, tanto no aumento com o na redução das frequências dos indicadores da Escala assim como nas médias dos fatores. Quando os modos de gestão são rígidos, que não possibilitam a autonomia por parte dos trabalhadores e participação nas tomadas de decisões os apontamentos os percentuais dos itens da escala são mais elevados.

No que tange às condições de trabalho, quando apontadas como mais precárias, as principais queixas foram relacionadas ao ambiente físico desconfortável, falta de equipamentos, instrumentos e material de consumo, sendo estes aspectos associados a estressores organizacionais decorrentes dos impeditivos de realizarem as atividades com a qualidade como gostariam.

Na dimensão relações socioprofissionais os fatores de risco que apresentaram apontamentos mais elevados foram os relacionados as dificuldades de comunicação com chefias e falta de integração da própria equipe.

Todavia, vale destacar que os fatores de risco são muito característicos de cada contexto, se diferenciando em grau de gravidade. Por exemplo, no diagnóstico de uma Secretaria observamos que a dimensão Organização do Trabalho apresentou média de 3,15. Essa média demonstra resultado moderado, sendo indicador de "situação-limite", potencializando o mal-estar no trabalho e o risco de adoecimento. Em comparação, na Secretaria de outro município, a média bruta desta dimensão foi de 2,8, sinalizando também resultado moderado, com riscos eminentes à saúde dos trabalhadores.

Enquanto a dimensão Condições de Trabalho apresentou média bruta numa das Secretarias com percentuais críticos, apontando para possíveis riscos à saúde dos trabalhadores, diferentemente em outra Secretaria a média bruta foi satisfatória, com indicadores mais favoráveis à saúde do contexto de trabalho.

Quando comparamos os resultados das médias da dimensão Relações Socioprofissionais de duas Secretarias, também observamos divergências. Numa, esta dimensão apresentou percentuais que correspondem ao limite moderado e crítico, indicando que o contexto de trabalho apresenta fontes de adoecimento aos trabalhadores. Na outra, os dados desta dimensão revelaram resultados satisfatórios.

De acordo com a Psicodinâmica do Trabalho (Dejours & Abdoucheli, 1993), a atividade laboral constitui um elemento fundamental da existência humana, contribuindo para o bem-estar ou, para a manifestação de sintomas que afetam a saúde do sujeito. A organização do trabalho apresenta um papel de mediadora do processo saúde-doença e o modo como ela é estabelecida podem trazer consequências no psiquismo dos trabalhadores. Na devolutiva do diagnóstico, os gestores municipais recebem diretrizes apoiadas em dados científicos para criar ações em prol da melhoria da saúde e segurança dos trabalhadores nos contextos laboriais.

Ao contribuir mediante as práticas de estágio, prestando apoio técnico e científico, os graduandos de psicologia, tiveram a oportunidade para entrar em contato com o campo da Saúde e Segurança no Trabalho, sendo para eles uma experiência promissora para atuarem como futuros profissionais nesta área.

Em 2018, ao final das atividades aplicamos uma avaliação de reação visando identificar a opinião dos estagiários sobre a prática realizada. De acordo com os resultados, podemos observar que esta oportunidade tem propiciado a ampliação do conhecimento sobre a área de saúde e segurança do trabalho e as articulações com o campo da psicologia, como também a possibilidade de compreensão da complexidade dos aspectos relativos ao processo saúde -doença no trabalho, conforme os exemplos de algumas opiniões registradas na avaliação de reação da prática de estágio. Os quais seguem subsequentemente:

“Foi muito interessante ouvir os trabalhadores, isso ajudou a compreender o trabalho deles”. “A metodologia é ótima e possibilita um suporte bem estruturado para estudar SST. As visitas, são imprescindíveis para a imersão no assunto, observando o contexto de trabalho e podendo propor intervenção”. “A parte prática foi uma grande oportunidade, da qual tirei muitos saberes, principalmente para vida profissional”. “A experiência do estágio foi importantíssima para minha formação”. “O estágio na UBS foi de muito aprendizado, com certeza o método mais efetivo para entender o conteúdo. Foi uma experiência muito boa”. “Acredito que a metodologia utilizada para a aprendizagem de conteúdo foi muito produtiva, no sentido que a prática favoreceu muito assimilação do conteúdo”. “Gostei muito da metodologia”. Acredito que o ponto mais alto do estágio foi a coleta de dados e a aplicação da escala”. “O conteúdo é imprescindível para formação”. “A metodologia foi muito benéfica para o meu amadurecimento, principalmente pelo fato de ter tido a teoria muito bem articulada com a prática”. “Trabalho em grupo e avaliações foram bons e contribuíram para aprendizagem. O mais enriquecedor foi a prática”. “A prática do estágio me possibilitou um novo olhar para atuação do psicólogo em SST”.

Discussão

Mediante a devolutiva dos resultados dos diagnósticos às instituições envolvidas, seus gestores passam a ter um panorama dos aspectos dos contextos de trabalho que nem sempre são evidenciados no cotidiano. Os resultados são relevantes à medida que favorecem a criação de estratégias em prol de melhorias dos espaços laborais.

Nas “Oficinas Interventivas” os trabalhadores participaram como agentes transformadores do contexto de trabalho, contribuindo para opinar para as mudanças necessárias nos aspectos da organização, condições e relações socioprofissionais em seus contextos de trabalho em prol de ambientes mais salutares. Por sua vez, esta prática desenvolvida no processo ensino/aprendizagem da psicologia reforça os fundamentos éticos desta profissão à medida que estas ações, contribuem para transformação de realidades sociais, neste caso, nos contextos de trabalho. Afirmando assim, o domínio da Psicologia da Saúde, sobretudo o papel da Psicologia, como ciência e como profissão, no campo da Saúde e Segurança do Trabalho.

 

REFERÊNCIAS

Baruki, L. V. (2015). Riscos psicossociais e saúde mental do trabalhador: por um regime jurídico preventivo. São Paulo: LTR.

Campos, J. F., & David, H. S. L. (2011). Avaliação do contexto de trabalho em terapia intensiva sob o olhar da psicodinâmica do trabalho. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 45(2), 363-368.         [ Links ]

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Recebido em 15 de Novembro de 2019

Aceite em 29 de Janeiro de 2020

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