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Psicologia, Saúde & Doenças

versión impresa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças vol.21 no.1 Lisboa abr. 2020

http://dx.doi.org/10.15309/20psd210131 

Hipertermia e intervenção nos estados emocionais: revisão da literatura

Hypertermia and intervention in emotional states: literature review

Cristina Queirós1, Simão Oliveira1, Catarina Sá2, & António José Marques2

1Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto, Portugal, cqueiros@fpce.up.pt

2Escola Superior de Saúde, Politécnico do Porto, Portugal


 

RESUMO

O tratamento de algumas doenças (ex. sífilis, delírios, estados maníacos com agitação motora) foi já efetuado pela Medicina/Psiquiatria com recurso à hipertermia, através de agentes indutores de febre ou banhos de imersão. Atualmente, através de equipamentos sofisticados como a hipertermia de corpo inteiro por infravermelhos, têm sido utilizados na área da dor, em patologias como a fibromialgia, na área oncológica (tumores), verificando-se paralelamente uma melhoria dos sintomas depressivos. Pretende-se apresentar uma revisão da literatura sobre a utilização da hipertermia na depressão e estados emocionais. Método: Pesquisa nas bases Ebsco/Medline/Pubmed, em Setembro/Outubro 2019, com estudos em língua inglesa, analisados em função da amostra, intervenção e principais resultados. Resultados: Encontraram-se 12 estudos elegíveis, publicados entre 2011 e 2019 (embora um em 1992), sendo um com animais, um de descrição histórica do tratamento, um de revisão teórica na aplicação à depressão e três de comentários. Assim, seis estudos analisaram pacientes com sintomas depressivos, encontrando melhorias no estado emocional após a intervenção, nomeadamente com o aumento da temperatura corporal de um grau. Discussão: Os resultados sugerem que a hipertermia parece constituir uma intervenção promissora na melhoria dos estados emocionais e da saúde psicológica, sobretudo nos sintomas depressivos, podendo ser combinada com intervenções farmacológicas ou de outro tipo.

Palavras-Chave: Hipertermia, Estados emocionais, Revisão da Literatura


 

ABSTRACT

In the field of medicine/psychiatry, some diseases (e.g., syphilis, delusions, manic states with motor agitation) were treated with hyperthermia through fever-inducing agents or immersion baths. Currently, sophisticated equipment as infrared full body hyperthermia have been used in pain, pathologies such as fibromyalgia and in oncology (tumors), and results show a parallel improvement in depressive symptoms. This study aims to present a literature review about the use of hyperthermia in depression and emotional states. Method: Ebsco/Medline/Pubmed databases were explored in September/October 2019 and studies in English were analyzed according to sample, intervention and main results. Results: We found 12 eligible studies, published between 2011 and 2019 (although one in 1992), being one with animals, one of historical description of treatment, one of theoretical review in the application to depression and three comments. Thus, six studies analyzed patients with depressive symptoms and found improvements in emotional state after intervention, namely with increased body temperature of one degree. Discussion: Results suggest that hyperthermia seems to be a promising intervention in improving emotional states and psychological health, especially for depressive symptoms. Moreover, hyperthermia can be combined with pharmacological or other interventions.

Keywords: Hyperthermia, Emotional States, Literature Review


 

O tratamento de algumas doenças (ex.: sífilis, delírios, estados maníacos com agitação motora) foi já efetuado pela Medicina e Psiquiatria com recurso à hipertermia através de agentes indutores de febre ou banhos de imersão como hidroterapia (Woesner, 2019). Posteriormente, na área da oncologia, no tratamento de tumores, a hipertermia tem sido utilizada em concomitância com a radioterapia e quimioterapia, enquanto modalidade médica que através dos efeitos biológicos de febre artificialmente induzida potencia as respostas imunológicas (Skitzki, Repasky, & Evans, 2009; Yagawa, Tanigawa, Kobayashi, & Yamamoto, 2017).

Atualmente, através de equipamentos sofisticados, nomeadamente a hipertermia de corpo inteiro por infravermelhos (Hanusch & Janssen, 2019), nas intervenções mais simples, a aplicação consiste numa indução artificial de calor, estando o utilizador monitorizado em termos de sinais vitais e com a medição da temperatura através de uma sonda sublingual. O equipamento faz subir a temperatura corporal até cerca dos 38.5 graus, o que variando em função das características do utilizador (ex.: pele, gordura abdominal) pode demorar cerca de uma hora. Atingida esta temperatura, é interrompido o aquecimento artificial, procedendo-se a uma etapa de manutenção desta temperatura durante cerca de uma hora. A intervenção termina quando após esta hora de plateau a temperatura desce para os 37 graus. As intervenções na área da oncologia apresentam outras características em função do tumor, sendo utilizadas temperaturas mais elevadas (entre 38,5 e 40,5 graus, ou com sedação acima dos 40,5 graus segundo SOMS, 2019).

Em Portugal, na área da oncologia já em 1987 Patrício defendeu, na Universidade Nova de Lisboa, uma tese de doutoramento sobre “Efeitos da hipertermia na radioterapia (estudos vasculares)”. Mais recentemente, na área da oncologia vários trabalhos têm sido apresentados descrevendo os efeitos positivos do tratamento com recurso à hipertermia de corpo inteiro ou hipertermia localizada (Costa et al., 2019; Moreira-Pinto et al., 2017, 2018a, 2018b).

Atualmente, para além da área da oncologia, estudos têm sido realizados na fibromialgia (Borckow, Wagner, Franke, Offenbacher, & Resch, 2007; Hauser et al., 2012; Romeyke & Stummer, 2014), reforçando a ideia de alterações biológicas que estimulam a resposta imunitária (Manjili et al., 2002; Puri, Ijej, & Monro, 2019). Paralelamente, nas investigações em oncologia e fibromialgia começou a ser referida a melhoria de sintomas depressivos, surgindo estudos sobre a aplicação da hipertermia de corpo inteiro no âmbito da depressão (Hanusch & Janssen, 2019).

Pretende-se apresentar uma revisão da literatura sobre a utilização da hipertermia na depressão e sua influência nos estados emocionais.

Método

Entre Setembro e Outubro 2019 foi realizada uma pesquisa nas bases Ebsco/Medline/Pubmed, utilizando como equação de pesquisa “depression or depressive (or) mood (or) emotional sates (and) hyperthermia” com estudos em língua inglesa, posteriormente analisados em função do tipo de estudo e amostra, características da intervenção e principais resultados obtidos.

Resultados

Encontraram-se 12 estudos elegíveis, publicados entre 1992 e 2019 (Figura 1), com 4 estudos em 2016 e 2 em 2017 e 2019, sugerindo um interesse crescente sobre o tema.

 

 

Verificou-se (Quadro 1) que um estudo foi realizado com animais (Hale et al., 2017) e implicou a administração de um inibidor da captação de serotonina, um de descrição histórica da hipertermia (Woesner, 2019), um de revisão teórica na aplicação à depressão (Hanusch & Janssen, 2019) e 3 de comentários críticos ao estudo empírico de Janssen e colaboradores realizado em 2016 (Berk et al., 2016; Fink & Shorter, 2016; Raison et al., 2016). Verificou-se que 6 estudos analisaram pacientes com sintomas depressivos, encontrando melhorias no estado emocional após a intervenção, nomeadamente com o aumento da temperatura corporal de um grau. Contudo, apenas 4 foram centrados em pacientes com depressão, enquanto dois incluíram pacientes com fibromialgia (Romeyke & Stummer, 2014) ou cancro (Koltyn et al., 1992). Nos estudos de tipo empírico, existiu um número variável de sessões ou apenas uma sessão, bem como patamares diferentes de temperatura induzida, embora predominem os 38.5 graus, valor de referência para a hipertermia de baixa intensidade (Mild Whole Body Hyperthermia), tolerada mais facilmente pelo participante (Puchinger et al., 2009; SOMS, 2019). A duração da sessão parece aproximar-se das três horas no total, com cerca de uma hora na fase de retenção, enquanto a fase inicial do aumento da temperatura corporal pode variar entre 50 e 127 minutos.

 


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Discussão

Os estudos sobre o efeito benéfico na depressão foram desenvolvidos na Europa por Hanusch e Janssen, pois foi em 2012 que Kay Hanusch apresentou a sua tese de Mestrado sobre “Antidepressive effect through heat therapy - Influence of the psychical condition of depressive patients through passive whole-body hyperthermia: Literature survey and clinical study”. Contudo, a Universidade do Arizona (EUA) registou já em 2012 (atualizado em 2015) um ensaio clínico sobre hipertermia de corpo inteiro com aumento de temperatura até 38,5 graus e depressão major, com 34 participantes e um follow up 3 meses (https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01625546 ), bem como outro em 2014 aplicado à perturbação de stress pós-traumático (https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT02077972 ). Na Alemanha, em outubro/2018, o Centro Médico e de Investigação Charité, da Universidade de Berlim, registou o protocolo DRKS00015754 também para a utilização da hipertermia de corpo inteiro por infravermelhos com aumento de temperatura até 38,5 graus aplicada à depressão. Em abril 2019 e até 2021, a Universidade Duisburg-Essen registou um ensaio (https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03906175 ) para utilização do mesmo tipo de hipertermia em 46 participantes com depressão. Em Portugal, para além da hipertermia já estar a ser utilizada na área da oncologia desde 2017, a Escola Superior de Saúde (Politécnico do Porto) e a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (Universidade do Porto) estão desde novembro 2019 com um estudo piloto sobre o impacto da hipertermia nos estados emocionais, em participantes sem diagnóstico de patologia psiquiátrica/psicológica, aferindo procedimentos, para em 2020 efetuarem a sua aplicação à depressão e ao stress/burnout.

Apesar de serem ainda escassos os estudos, os resultados sugerem que a hipertermia parece constituir uma intervenção promissora na melhoria dos estados emocionais e da saúde psicológica, sobretudo nos sintomas depressivos, podendo ser combinada com intervenções farmacológicas ou de outro tipo. Contudo, são necessários mais estudos que analisem com detalhe este efeito benéfico e isolem o contributo da hipertermia na melhoria do humor, bem como possíveis efeitos adversos. A aplicação que já decorre na área da oncologia (Costa et al., 2019) revela alterações fisiológicas benéficas no tratamento de tumores, sendo necessário explorar o impacto da hipertermia a nível fisiológico e psicológico nas alterações do humor.

Em Portugal, o consumo de antidepressivos tem aumentado exponencialmente (OECD, 2019) e outras situações do foro patológico têm também aumentado e surgem associadas a sintomas depressivos, com destaque para a ansiedade, stress e burnout (recentemente definido pela Organização Mundial de Saúde como um fenómeno ocupacional a incluir na próxima versão da CID-11 segundo a WHO, 2019). Assim, novas formas de intervenção poderão ser desenvolvidas e utilizadas, como por exemplo a hipertermia de baixa intensidade e de corpo inteiro por infravermelhos, complementarmente a intervenções de tipo farmacológico ou psicoterapêutico (Hanusch & Janssen, 2019).

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 15 de Novembro de 2019

Aceite em 29 de Janeiro de 2020

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