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Psicologia, Saúde & Doenças

versión impresa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças vol.21 no.1 Lisboa abr. 2020

http://dx.doi.org/10.15309/20psd210114 

Estudo misto da influência das mudanças sexuais na satisfação sexual dos idosos

The influence of sexual changes on the sexual satisfaction of the erderly

Marta Torres1, Sofia von Humboldt2, & Isabel Leal2

1ISPA-Instituto Universitário, Lisboa, Portugal, martabdatorres@gmail.com

2William James Center for Research, Lisboa, Portugal, sofia.humboldt@gmail.com, isabelpereiraleal@gmail.com


 

RESUMO

A satisfação sexual é um fator chave na saúde sexual e no bem-estar geral dos indivíduos. Este estudo empírico de abordagem mista correlacional foi realizado em idosos não institucionalizados e teve como objetivo analisar a relação entre a satisfação sexual e as mudanças sexuais dos idosos. Método: Participaram 123 indivíduos idosos, 73 mulheres e 50 homens, com uma idade média de 75,8 anos (DP = 6,5 anos). Foram utilizados a) o Mini Exame do Estado Mental (MMSE) b) um questionário Sociodemográfico e da Saúde, c) a Nova Escala de Satisfação Sexual (NESS) e d) uma breve entrevista semiestruturada. Resultados: Foram geradas quatro categorias de Mudanças Sexuais (Comportamentais; Físicas/Biofisiológicas; Não Normativas e Psicossociais). Pode observar-se que os modelos de regressão linear simples da Satisfação Sexual em função do número de Mudanças Sexuais Negativas e Positivas, revelaram-se estatisticamente significativos. Discussão: As “Mudanças Sexuais” têm influência na “Satisfação Sexual” dos idosos, principalmente as de valência positiva (Psicossociais; Comportamentais). O presente estudo é um contributo para a perceção do trabalho fundamental dos psicólogos da saúde na compreensão e na implementação de intervenções na área da satisfação sexual e das mudanças sexuais nos idosos.

Palavras-chave: Idosos, Sexualidade, Satisfação Sexual, Mudanças Sexuais.


 

ABSTRACT

Sexual satisfaction is a key factor in the sexul health and overall well-being of individuals. This empirical study of correlational mixed approach was conducted in non-institutionalized older adults and aimed to analyze the relationship between sexual satisfaction and sexual changes. Method: 123 older adults individuals has participated, 73 women and 50 men, with an average age of 75.8 years (SD = 6.5 years). a) The Mini Mental State Examination (MMSE), b) a Sociodemographic and Health Questionnaire, c) the New Sexual Satisfaction Scale (NESS) and d) a brief semi-structured interview were used, where its narratives were subjected to content analysis. Results: Four categories of Sexual Changes were generated (Behavioral; Physical/Biophysiological; Non-Normative and Psychosocial). It can be observed that the simple linear regression models of "Sexual Satisfaction" proved to be statistically significant. Discussion: The “Sexual Changes” influence the “Sexual Satisfaction” of the older adults, namely those of positive valence (Psychosocial; Behavioral). This study contributes to the perception of the fundamental work of health psychlogists in understanding and implementing interventions in the area of sexual satisfaction and sexual changes in older adults.

Keywords: Older Adults, Sexuality, Sexual Satisfaction, Sexual Changes.


 

A literatura tem vindo a indicar que existe uma proporção de homens e mulheres que se apresentam sexualmente ativos até ao final das suas vidas (Lochlainn & Kenny, 2013), pelo que é pertinente estudar a sexualidade dos idosos.

A revisão da literatura efetuada por Sánchez-Fuentes, Santos-Iglesias, e Sierra (2014), indicou que a satisfação sexual é um fator chave na saúde sexual e no bem-estar geral dos indivíduos. Estudos realizados por Anderson (2013) constataram que a satisfação sexual e os aspetos positivos da sexualidade preveem um maior bem-estar geral e uma melhor qualidade de vida nos indivíduos. A satisfação sexual é considerada, pela OMS como uma componente importante da saúde sexual, um direito sexual e um resultado do bem-estar sexual (World Health Organization, 2010). A satisfação sexual pode ainda ser entendida como um conceito vasto que inclui aspetos fisiológicos, psicológicos e emocionais positivos da experiência sexual (Anderson, 2013). Aspetos de qualidade e satisfação dos relacionamentos, saúde psicológica, sensação geral de bem-estar, felicidade e qualidade de vida têm sido associados à satisfação sexual (Wang et al., 2014). Vários estudos quantitativos evidenciam que a satisfação sexual está relacionada com o funcionamento sexual (Heiman et al., 2011; Pascoal, Narciso, & Pereira, 2013), a frequência sexual (Smith et al., 2011), a comunicação sexual (Byers, 2011), a satisfação no relacionamento (Sprecher, Christopher, & Cate, 2006), a intimidade física não sexual (Heiman et al., 2011) e a intimidade emocional (Pascoal et al., 2013).

DeLamater e Karraker (2009) defendem que o relacionamento sexual dos indivíduos pode sofrer mudanças com o decorrer da idade, tais como alterações biológicas, psicológicas, sociais e culturais. Essas mudanças podem influenciar a satisfação sexual. No entanto, a importância autopercebida ligada à sexualidade na idade avançada permanece elevada e significativa (DeLamater & Karraker, 2009).

Neste contexto, este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a satisfação sexual e as mudanças sexuais.

Método

O presente estudo é de abordagem metodológica mista, isto é, engloba tanto a abordagem de exploração qualitativa como também a abordagem de exploração quantitativa. É um estudo transversal. Correlacionaram-se e verificaram-se as relações existentes entre os construtos satisfação sexual e mudanças sexuais.

Participantes

A amostragem é não probabilística, objetiva ou intencional. É constituída por 123 indivíduos idosos, com idades compreendidas entre os 65 e os 90 anos (M = 75,8; DP = 6,5), sendo 41,2 % do sexo masculino e os restantes 58,8 % do sexo feminino.

Material

A condição de ausência de défice cognitivo foi controlada através da aplicação do questionário MMSE de Folstein, Folstein, & McHugh (1975). Este exame apresenta um valor moderado de fiabilidade, medido através do Alpha de Cronbach, de 0,464 (Morgado, Rocha, Maruta, Guerreiro, & Martins, 2009). A amostra foi caracterizada com recurso a um questionário sociodemográfico e da saúde. A NESS de `tulhofer e colaboradores (2010) foi utilizada para avaliar a satisfação sexual nos idosos. A NESS não apresenta ponto de corte, sendo que, valores mais elevados na pontuação correspondem a níveis mais elevados de satisfação sexual, tendo demonstrado possuir boas qualidades psicométricas ao nível de validade e fiabilidade (Pechorro, Almeida, Figueiredo, Pascoal, & Vieira, 2014). No que se refere à fiabilidade medida pelo Alpha de Cronbach, esta apresentou valores idênticos aos enunciados pelos autores da escala original, sempre superiores a 0.94 (Pechorro et al., 2014). Por último, com o objetivo de explorar as mudanças sexuais que ocorreram na vida dos participantes, foi realizada uma entrevista semiestruturada que teve como questão principal “Quais foram as mudanças sexuais que ocorreram na sua vida?”.

Procedimento

Os dados foram recolhidos em Centros de Dia e Universidades Seniores de cinco concelhos de Lisboa. Antes do início da participação dos intervenientes, foi-lhes entregue um consentimento informado com o intuito de garantir a confidencialidade e o anonimato dos dados recolhidos. A recolha de dados foi realizada individualmente com cada participante. Após a finalização da recolha de dados procedeu-se à análise de dados qualitativa e quantitativa. As 123 entrevistas foram analisadas através de análise de conteúdo, com recurso ao software MAXQDA 2018 (v.18.2.0) para categorizar todas as categorias e subcategorias.

Resultados

De forma a testar a relação das principais variáveis (“Satisfação Sexual” e o número de “Mudanças Sexuais”) foram realizadas regressões lineares simples. O modelo de regressão linear simples da variável “Satisfação Sexual” em função do número de “Mudanças Sexuais Negativas”, revelou-se estatisticamente significativo (F(1,117) = 4,593; R2 = 0,38; p = ,034). A análise dos coeficientes de regressão e da sua significância estatística revelou que existe uma relação negativa significativa entre o número de “Mudanças Sexuais Negativas” e a “Satisfação Sexual” (β = -,19; t(117) = -2,143; p = ,034). O modelo de regressão linear simples da variável “Satisfação Sexual” em função do número de “Mudanças Sexuais Positivas”, revelou-se estatisticamente significativo (F(1,117) = 17,801; R2 = 0,13; p = ,000). A análise dos coeficientes de regressão e da sua significância estatística revelou que existe uma relação positiva significativa entre o número de “Mudanças Sexuais Positivas” e a “Satisfação Sexual” (β = ,36; t(117) = 4,219; p = ,000).

Posteriormente, foram analisadas as relações entre a variável “Satisfação Sexual” em função do número de cada Mudança Sexual (Comportamental; Física/Biofisiológica; Não Normativa e Psicossocial). O modelo de regressão linear simples da variável “Satisfação Sexual” em função do número de “Mudanças Sexuais Psicossociais Positivas”, revelou-se estatisticamente significativo (F(1,117) = 4,155; R2 = 0,03; p = ,044). A análise dos coeficientes de regressão e da sua significância estatística revelou que existe uma relação positiva significativa entre o número de “Mudanças Sexuais Psicossociais Positivas” e a Satisfação Sexual (β = ,185; t(117) = 2,038; p = ,044). De igual modo, o modelo de regressão linear simples da variável “Satisfação Sexual” em função do número de “Mudanças Sexuais Comportamentais Positivas”, também, se revelou estatisticamente significativo (F(1,117) = 16,385; R2 = 0,12; p = ,000). A análise dos coeficientes de regressão e da sua significância estatística revelou que existe uma relação positiva significativa entre o número de “Mudanças Sexuais Comportamentais Positivas” e a Satisfação Sexual (β = ,350; t(117) = 4,048; p = ,000).

Discussão

Foi possível concluir que existe uma relação negativa significativa entre o número de “Mudanças Sexuais Negativas” e a variável “Satisfação Sexual”. Estes resultados indicam que quanto mais mudanças sexuais negativas apresentam os participantes, menor é a sua satisfação sexual. Alguns fatores negativos que influenciam a satisfação sexual são o estado de saúde geral e os problemas de saúde mental e sexual do indivíduo (Scott, Sandberg, Harper, & Miller, 2012), a frequência sexual (Heiman et al., 2011; Woloski-Wruble, Oliel, Leefsma, & Hochner-Celnikier, 2010), a disponibilidade do parceiro causada pela debilitada saúde do mesmo (Syme, Klonoff, MacEra, & Brodine, 2013), a falta de interesse do parceiro no sexo (DeLamater, Hyde, & Fong, 2008) e o relacionamento ou qualidade conjugal (Dundon & Rellini, 2010; Kim & Jeon, 2013).

Existe uma relação positiva significativa entre o número de “Mudanças Sexuais Positivas” e a variável “Satisfação Sexual”. Estes resultados indicam que quanto mais mudanças sexuais positivas apresentam os participantes, maior é a sua satisfação sexual. O que pode ser comparado a estudos que apontam que os níveis elevados de satisfação sexual estão positivamente relacionados com a proximidade emocional, comunicação íntima, satisfação conjugal e de relacionamento (Rosen, Heiman, Long, Fisher, & Sand, 2015).

Existe uma relação positiva significativa entre o número de “Mudanças Sexuais Psicossociais Positivas” e a variável “Satisfação Sexual”. Estes resultados indicam que quanto mais mudanças sexuais psicossociais positivas apresentam os participantes, maior é a sua satisfação sexual. Uma das “Mudanças Sexuais Psicossociais Positivas” relatadas pelos participantes foi a subcategoria “Aquisição de experiências”. Segundo Forbes e colaboradores (2016), o envelhecimento pode estar associado à aquisição de conhecimentos, competências, estratégias e preferências, que podem diminuir os declínios nos aspetos sexuais da vida do idoso relacionados com a idade. Estes declínios estão fortemente relacionados com fatores possíveis de modificação, tais como, a quantidade de pensamento e esforço investido nos aspetos sexuais da vida e a frequência sexual (Forbes et al., 2016).

Por último, existe uma relação positiva significativa entre o número de “Mudanças Sexuais Comportamentais Positivas” e a “Satisfação Sexual”. Estes resultados indicam que quanto mais mudanças sexuais comportamentais positivas apresentam os participantes, maior é a sua satisfação sexual. As “Mudanças Sexuais Comportamentais Positivas” foi a categoria de valência positiva mais identificada pelos participantes. Estes fizeram referência a várias subcategorias, entre as quais a “Tranquilidade em relação aos filhos e à profissão”. De acordo com Burgess (2004), existe um maior envolvimento em atividades sexuais promovido pelos longos momentos de solidão e privacidade que os indivíduos solteiros e os casais experienciam durante as fases de reforma e do “ninho vazio” (DeLamater, 2012).

Verificou-se que o número de mudanças sexuais de valência negativa são amplamente superiores às mudanças sexuais de valência positiva, estes resultados poderão dever-se aos desafios sociais e psicológicos resultantes do processo de envelhecimento, tais como, a deterioração da saúde em geral do próprio indivíduo e/ou do seu parceiro e a redução da independência e mobilidade que podem provocar ou intensificar situações de stress, depressão ou solidão (Atlantis & Sullivan, 2012; Martin et al., 2012). Numa análise futura, poderá ser significativo verificar o impacto que cada uma das subcategorias de mudanças sexuais teria na satisfação sexual dos idosos.

Assim sendo, as “Mudanças Sexuais” têm influência na “Satisfação Sexual” dos idosos, principalmente as de valência positiva (Psicossociais; Comportamentais).

No que se refere às limitações da investigação apresentada, pode-se ressaltar o processo de recolha de dados, visto que a amostra utilizada foi não probabilística. A discrepância entre a amostra masculina (50 homens) em comparação com a amostra feminina (73 mulheres) não possibilitou uma comparação de género, no entanto, esta limitação é congruente com amostras de estudos em idosos. A necessidade de auxílio no preenchimento dos instrumentos por parte de alguns participantes, poderá ter contribuindo para um enviesamento dos resultados. O facto da NESS não ter sido especificamente adaptada para a população idosa, poderá ser uma limitação para o estudo, podendo ser necessário validá-la em estudos futuros, para populações distintas. A mesma foi traduzida e validada para a população portuguesa no geral, tendo sido desenvolvida a partir de amostras comunitárias, amostras clínicas e amostras de estudantes universitários (Pechorro et al., 2014). A NESS não inclui uma opção de resposta do formato “ausência de satisfação sexual” para que os participantes que não apresentassem qualquer tipo de satisfação sexual pudessem responder de forma fidedigna.

O presente estudo contribuiu não só para a consciencialização do trabalho essencial dos psicogerontologos na melhoria dos cuidados de saúde sexual dos idosos (Syme, Cordes, Cameron, & Mona, 2015; Træen et al., 2016). Assim como, contribuiu para o esclarecimento do conceito de satisfação sexual e para a compreensão de como é que esta dimensão é vivenciada pelos indivíduos de idade avançada, fornecendo dados iniciais e relevantes para investigações futuras nesta área. O facto deste estudo ter uma metodologia mista através de entrevistas semiestruturadas e questionários fechados, permitiu uma abordagem mais abrangente desta temática.

Não foi encontrado nenhum estudo na literatura que abordasse as mudanças sexuais existentes na idade avançada e o impacto que estas têm na satisfação sexual dos idosos. Desta forma, dada à diversidade e riqueza dos conteúdos apresentados, este estudo revelou-se um contributo na área da psicologia da saúde, podendo resultar em intervenções e políticas de saúde que incidam nas mudanças sexuais dos idosos e na sua influência na satisfação sexual.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 15 de Novembro de 2019

Aceite em 29 de Janeiro de 2020

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