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Psicologia, Saúde & Doenças

versão impressa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças vol.18 no.1 Lisboa abr. 2017

http://dx.doi.org/10.15309/17psd180106 

Diagnóstico de pesquisas internacionais em psicodinâmica do trabalho no Brasil

Overview of international research in psychodynamics of work in Brazil

Lúcio de Souza Machado1, Kátia Barbosa Macêdo2, & Michele Rílany Rodrigues Machado3

 

1Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE), Goiânia, Estado de Goiás, Brasil. CEP 74.210-060. E-mail: lucio@florestaauditores.com.br/luciosouzamachado@gmail.com;

2Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Campus I, Goiânia (Goiás) / CEP 74.810-210. E-mail: katiabarbosamacedo@gmail.com;

3Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE). E-mail:michelerilany@gmail.com

 

Endereço para Correspondência

 

RESUMO

Neste artigo foram investigadas as pesquisas internacionais, em idiomas inglês e francês, disponíveis no Portal Brasileiro de Periódicos CAPES/MEC que utilizaram a abordagem psicodinâmica do trabalho de Dejours. Para o mapeamento das produções, foi realizada uma bibliometria, que é uma técnica bastante utilizada para se determinar características de uma determinada área de estudo. Os resultados mostraram que o número de artigos no período da pesquisa, 2000 a 2014, é bem reduzido; 50 artigos no total. O período de concentração dos estudos foi de 2006 a 2014, com 80% do total produzido. Em relação aos periódicos, foi possível notar que a maioria só teve um artigo publicado, e que a revista Sociologia du Travail foi a que mais publicou, 7 artigos no total. A análise da qualidade dos trabalhos permitiu verificar que a produção internacional em PDT não está classificada em periódicos com boa pontuação acadêmica, visto que 78% dos artigos foram publicados em periódicos que não é pontuado pelo Qualis. Internacionalmente, predominam-se artigos com apenas um autor. Os autores são em sua maior parte do sexo feminino, sendo os mais prolíferos Marie Alderson, Christophe Dejours e Pascale Molinier. Identificaram-se apenas duas redes mais representativas de cooperação cientifica e várias pequenas redes com dois ou três integrantes apenas.

Palavras-chave: Psicodinâmica do trabalho, Saúde mental, Bibliometria, Portal de Periódicos CAPES/MEC

 

ABSTRACT

In this paper the international research were investigated, in English and French languages, available in CAPES/MEC Periodicals Portal who used the Dejours's psychodynamic of work approach work. A bibliometric study was performed to mapp the production, this is a technique widely used for determining characteristics of a specific study area. The findings showed that the number of articles during the study period, 2000a 2014, is greatly reduced; 50 papers in total. The period of concentration of the studies was 2006 to 2014, with 80% of total production. Regarding the journals, it was noticeable that most had only one published article, and that Sociologia du Travail journal was the most published, seven articles in total. Analysis of the quality of the articles has shown that the international production PDT is not classified in journals with good academic scores, whereas 78% of articles were published in journals that are not ranking by the Qualis. Internationally, it predominate articles with only one author. The authors are mostly female, the most prolific are Marie Alderson, Christophe Dejours and Pascale Molinier. Identified only two most representative scientific cooperation networks and a varied number of small networks with two or three members only.

Key-words: Psychodynamics of Work, Mental Health, Bibliometrics, CAPES/MEC Periodicals Portal.

 

A saúde mental é um importante motor dos resultados do mercado de trabalho e, portanto, afeta o crescimento econômico e o desenvolvimento futuro (Organization for Economic Co-operation And Development [OECD], 2015). A preocupação com a saúde mental dos trabalhadores é tema analisado por organizações de renome mundial, como a OECD - Organization for Economic Co-operation and Development, WHO – World Health Organization e ILO – International Labor Organization, conforme pode-se perceber nos documentos (Houtman & Kompier, 2011; International Labor Organization [ILO], 2000; OECD, 2012; 2015; World Health Organization [WHO], 2000) e planos de ação (WHO, 2013a; 2013b) emitidos por esses órgãos.

Segundo informações da WHO (2000), o impacto de problemas de saúde mental no local de trabalho tem consequências graves não só para o indivíduo, mas, também, para a produtividade da empresa, em que se pese o impacto no desempenho do empregado, nas taxas de doença, no absenteísmo, acidentes e rotatividade do pessoal.

A magnitude dos problemas de saúde mental na população em geral e da população ativa tende a ser altamente subestimada. Os percentuais da população que admitiu ter tido qualquer transtorno psiquiátrico durante sua vida foram: Brasil (36,3%), Canadá (37,5%), Países Baixos (40,9%), EUA (48,6%), México (22,2%) e da Turquia (12,2 %) (WHO, 2000). Ainda, segundo essa organização, as maiores taxas de ocorrência foram do grupo etário mais jovem e com menor nível socioeconômico.

O campo da saúde mental estuda as inter-relações entre o trabalho, os processos de adoecimento psíquico e o impacto do trabalho na saúde mental dos indivíduos. A aproximação entre campos tão diferentes, como os do trabalho e o da saúde mental, implica relacionar disciplinas, na incorporação de contribuições advindas das ciências sociais, economia, medicina, psicologia, psicanálise, epidemiologia e ergonomia (Uchida, Lancman, & Sznelwar, 2014).

Em seus estudos que envolvem a saúde mental e o trabalho, Dejours constatou que os trabalhadores, mesmo em situações precárias e patogênicas de labor, nem sempre desenvolviam doenças mentais e, mais ainda, constatou que as pessoas que trabalhavam tendiam a estar em melhores condições psíquicas do que aquelas que não trabalhavam.

Neste sentido, segundo Uchida et al., (2014, p. 192):

“Dejours se questionou se essa normalidade poderia não ser aparente, mas fruto de uma relação dialética entre o sofrimento e o prazer no trabalho. Isto o leva a sugerir uma perspectiva mais rica e, principalmente, mais condizente com o conhecimento já acumulado; esse autor propõe, então, a denominação psicodinâmica do trabalho (PDT).”

Para Lhuilier (2011), foi em 1993 que a psicopatologia do trabalho foi substituída por uma nova denominação para as pesquisas desenvolvidas na área, que é psicodinâmica do trabalho. Esta, tendo como objetivo de estudo a normalidade, continua a interessar-se pelo sofrimento no trabalho, porém, incorpora no seu campo de análise o prazer no trabalho.

Segundo Karam (2012, p. 58): “[...] o foco deixa de ser a doença e passa a ser a saúde”. A partir de tal pressuposto, a PDT abre perspectivas mais amplas e que não se referem apenas a estudar o sofrimento, mas também ao prazer e o desenvolvimento emocional e psicológico no trabalho.

Tal fato significa que a relação entre a organização do trabalho, de um lado, e o ser humano (trabalhadores), do outro, não é um bloco rígido, mas se encontra em um constante movimento (Uchida et al., 2014).

Mendes, Araújo, e Merlo (2011) entendem que o objeto da clínica PDT é o trabalho como eixo central da estruturação do sujeito, não se desvinculando o trabalhar do trabalho. O trabalho como estruturante do sujeito, possibilita a enunciação e emancipação e/ou alienação e servidão. Para eles, o foco da análise é a organização do trabalho e, a partir do seu estudo, compreender como são produzidos os processos de subjetivação, as patologias e a saúde.

Nessa linha de raciocínio, é possível perceber que o trabalho, para a PDT, é um elemento central na constituição da saúde, da identidade e o principal elo entre o indivíduo e sociedade.

Em outras palavras, compreender a importância do trabalho e seus efeitos sobre a psiquê significa dar visibilidade aos aspectos subjetivos mobilizados no ato de trabalhar (Uchida et al., 2014). Tal comentário é sustentado também por Bendassolli e Soboll (2011), para os quais a PDT pressupõe o trabalho como constituinte do sujeito e, por esse motivo, central nos processos de subjetivação. Entende o trabalho na sua dimensão real e prescrita, conforme proposição da ergonomia.

O percurso da produção brasileira em psicodinâmica do trabalho teve início na década de 1980 e tem acompanhado o desenvolvimento da própria teoria, preconizada por Christophe Dejours, estando envolvidas nessa rede de construção todas as tensões necessárias para o avanço científico de uma teoria e de sua aplicação (Merlo & Mendes, 2009).

Segundo Mendes, Merlo, Duarte e Araújo (2014) a psicodinâmica do trabalho expandiu-se no Brasil na última década, particularmente em função de um grande número de pesquisadores que vêm usando sistematicamente os conceitos desde os anos de 1990, ao se dedicar à produção do conhecimento, por meio de pesquisas empíricas e discussões teóricas e investindo na formação de doutores, mestres e especialistas, transformando o Brasil em um dos países com a maior produção científica nessa abordagem clínica.

Martins et al., (2013) asseveram que a PDT, enquanto método de pesquisa e intervenção, tem se mostrado inovadora, permitindo detectar, por exemplo, manifestações de sofrimento psíquico ligado ao trabalho e o estudo das agressões à saúde em uma etapa pré-patológica.

Descrevendo o desenvolvimento da PDT no Brasil, citam-se o I Simpósio Brasileiro de psicodinâmica do trabalho, que reuniu em Brasília, em 2007, pesquisadores e especialistas na área e que contou com a participação de Christophe Dejours (criador da PDT) durante todo evento e a realização do primeiro Congresso Brasileiro de Psicodinâmica do Trabalho e Clínica do Trabalho concomitantemente com o II Simpósio Brasileiro de Psicodinâmica do Trabalho, acontecidos em julho de 2009.

Um dos primeiros estudos a utilizar o método proposto por Dejours foi desenvolvido no Brasil por Mendes e Abrahão, em 1996. Teve por objetivo, investigar o processo de construção da intersubjetividade nas situações de labor a partir da análise da relação dinâmica entre a organização do trabalho e o prazer-sofrimento neste de engenheiros eletrônicos (Merlo & Mendes, 2009).

No campo da produção científica, de acordo com Martins et al. (2013),surgiram dissertações de mestrado e teses de doutoramento dentro da abordagem da PDT a partir de 2001. Ainda, a começar de 2007, surgiram laboratórios de pesquisa associados à universidades nas regiões Norte, Sul, Centro-Oeste e Sudeste específicos da abordagem da PDT. Diante desse enunciado, fica claro que o método Dejouriano no Brasil ainda é bem recente e está em pleno desenvolvimento.

Portanto, conhecer o cenário da pesquisa em PDT é salutar e necessário, especialmente para possibilitar aos estudiosos do tema no Brasil e de outros lugares conhecer o cenário internacional da pesquisa em PDT apresentada pelo Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)/Ministério da Educação (MEC), doravante, chamado de Portal de Periódicos CAPES/MEC. Este, é um importante veículo científico do país porque traz inúmeros trabalhos que qualidade publicados em periódicos internacionais, funcionando com uma biblioteca eletrônica.

Pretende-se, por intermédio deste artigo, elucidar o seguinte problema de pesquisa: qual o quadro da pesquisa com a utilização teórica e prática da PDT publicada em língua estrangeira, inglês e francês, disponíveis à comunidade científica e a própria sociedade no Portal Nacional de Periódicos CAPES/MEC? O objetivo do estudo é apresentar características dos artigos científicos do Portal no que tange aos aspectos quantitativos e qualitativos.

Assim sendo, este paper aborda os seguintes itens extraídos das análises dos artigos: quantidade de artigos; periódicos onde os artigos foram publicados; qualidade dos artigos medida por sistemas como o Qualis1, JCR- Journal Citation Report ou SJR SCOPUS; perfil dos autores; filiação dos autores; e, por último, construção de rede de relacionamentos entre esses autores.

A história do portal remonta ao ano de 1990 quando, com o objetivo de fortalecer a pós-graduação no Brasil, o Ministério da Educação (MEC) criou o programa para bibliotecas de Instituições de Ensino Superior (IES). Foi a partir desta iniciativa que, cinco anos mais tarde, foi criado o Programa de Apoio à Aquisição de Periódicos (PAAP); o qual, está na origem do atual serviço de periódicos eletrônicos oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) à comunidade acadêmica brasileira.

O Portal de Periódicos foi oficialmente lançado em 11 de novembro de 2000, na mesma época em que começavam a serem criadas as bibliotecas virtuais e quando as editoras iniciavam o processo de digitalização dos seus acervos.

Com o Portal, a CAPES passou a centralizar e otimizar a aquisição desse tipo de conteúdo, por meio da negociação direta com editores internacionais. O conteúdo inicial do Portal, consoante matéria divulgada no seu sítio contava com um acervo de 1.419 periódicos e mais nove bases referenciais em todas as áreas do conhecimento, quais sejam: Biological Abstracts; CAB Abstracts; Compendex; Econlit; Food Science and Technology Abstracts (FSTA); Georef; MLA International Bibliography; Sociological Abstracts; Web Of Science (WoS).

Após alguns anos de sua existência, o Portal se consolidou como uma importante ferramenta para as atividades de ensino e pesquisa no Brasil. Dentre as principais vantagens oferecidas ao público, destacam-se às seguintes (Portal de Periódicos CAPES/MEC, 2015):

•Facilidade de acesso à informação científica: o Portal de Periódicos reúne em um único espaço virtual as melhores publicações do mundo;

•Acesso a conhecimento atualizado: os artigos, livros e patentes que acabaram de ser publicados nos Estados Unidos, Ásia e Europa podem ser recuperados em tempo real, por meio do Portal de Periódicos;

•Inserção internacional do conhecimento científico: ao utilizar o Portal, o pesquisador tem acesso direto à produção dos autores, periódicos e sociedades internacionais mais conceituados da sua área.

Diante desse fato, a principal justifica para a realização deste estudo decorre da falta de artigos com essa característica apurada no levantamento bibliográfico exploratório sobre a PDT no Brasil e fora dele. Isto, de certa forma, é confirmado por Mendes, Araújo e Merlo (2011), para os quais, são poucos os estudos em clínica do trabalho na perspectiva da psicodinâmica, no Brasil, como campo de intervenção e conhecimento.

Tiveram-se contato com os seguintes trabalhos de natureza semelhantes a este paper, a saber: Oleto, Melo e Lopes (2013); Barros e Honório (2012); e Machado, Mesquita, Ramos e Macêdo (2015). Este último mapeou os artigos em PDT no mesmo portal em língua portuguesa num período e 11 anos, de 2004 a 2014.

Então, esta pesquisa visa, de certa forma, completar à realizada por eles, porque estudará somente artigos publicados em outros idiomas que não o português para um período de 15 anos (2000 a 2014). Apresentar o panorama dos artigos, periódicos, pesquisadores internacionais, filiação acadêmica dos autores e redes de colaboração, certamente, preencherá uma lacuna importante no desenvolvimento da PDT no Brasil e noutras partes, pois permitirá os interessados pela abordagem conhecer um pouco mais sobre as publicações realizadas em outros idiomas, sobre os autores e perfis desses estudos.

 

MÉTODO

Com o objetivo de traçar um diagnóstico das pesquisas internacionais em psicodinâmica do trabalho, publicadas no Portal de Periódicos CAPES/MEC, procedeu-se a uma pesquisa de cunho descritivo e bibliométrico.

Segundo Sampieri, Collado, e Lucio (2013) estudos descritivos buscam especificar as propriedades, as características e os perfis de pessoas, grupos, comunidades, processos, objetos ou qualquer outro fenômeno que se submeta a uma análise. Para tal, nestes estudos, utilizam-se de técnicas de estatística descritiva, como o levantamento de frequências, medidas de tendência central e dispersão, como médias e desvios-padrões, e também pode-se empregar gráficos para a visualização dos resultados.

Já a bibliometria é um conjunto de leis e princípios empíricos que contribuem para estabelecer os fundamentos teóricos da Ciência da Informação (Guedes & Borschiver, 2015). Segundo Santos e Kabashi (2009), a bibliometria foi caracterizada por Pritchard (1969) como conjunto de métodos e técnicas quantitativos para a gestão de bibliotecas e instituições envolvidas com o tratamento de informação.

A bibliometria é uma técnica bastante utilizada para se determinar características de uma determinada área de estudo. Esta é caracterizada como o estudo de aspectos quantitativos da produção, disseminação e uso de informações registradas, em que se busca, entre outras coisas, analisar as características dos autores e das fontes de publicação, o crescimento ou obsolescência de literaturas; base de dados e outras fontes de informação, bem como analisa tendências de utilização dessas informações (Tague-Sutcliffe, 1992).

Dessa forma, com a metodologia estabelecida, delimitou-se o período de pesquisa entre os anos de 2000 a 2014, para o qual foram empregadas as seguintes palavras-chaves em língua inglesa ou francesa: “Psychodynamique du Travail”, “Clinique du Travail”, “Psychodynamics of Work”, “Psychopathologia du Travail”, “Clinique Psychodynamique du Travail”, “Souffrance et Plaisir Dans le Travail”, “Reconnaissanie du Travail”, “Psychodynamies of Work”.

Inicialmente, foram coletados 90 artigos, durante o período delimitando. Estes foram submetidos a uma rígida avaliação de seu conteúdo no intuito de se verificar se os mesmos continham relação com a clínica psicodinâmica do trabalho. Assim, foram coletados e analisados 50 artigos internacionais sobre PDT. Destes artigos, coletaram-se informações que permitiram identificar:

•As características das publicações: ano de publicação; periódico de publicação; qualificação do periódico segundo o sistema Qualis/CAPES, JCR, e SJR-Scopus;

•O perfil dos autores: autores principais mais prolíficos, gênero e filiação dos autores principais, quantidade de autores, redes de cooperação entre os autores.

Destaca-se que para a análise da qualidade dos periódicos em que os artigos foram publicados, em primeiro plano, buscou-se enquadrá-los no Sistema Qualis/CAPES. No entanto, alguns periódicos não possuíam o Qualis; assim, utilizou-se de um processo análogo ao empregado na avaliação de área – Psicologia – pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

No triênio de 2010-2012, como forma de buscar evidências suplementares da qualidade dos periódicos foram utilizados os indicadores de impacto: JCR-ISI, H-ISI do Journal Citation Reports da Thompson e Reuters; SJR_SCOPUS da SCImago Journal Rank indicator; e H-PorP, índice H do Google Acadêmico.

Segundo o relatório de área, constatou-se uma forte correlação positiva entre os diferentes níveis de classificação dos periódicos e os quatro indicadores de impacto (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior [CAPES], 2015a). Para essa pesquisa, optou-se pelos indicadores JCR e SJR_SCOPUS, além do Qualis/CAPES.

Para análise e interpretação dos dados bibliométricos, foram utilizadas técnicas de estatística descritiva, com o uso do software PASW Statistics 21. Além da análise estatística descritiva, optou-se por analisar a existência de parcerias de publicação entre os autores, por intermédio da identificação de redes de pesquisa, para tal, foi utilizado o software Unicete 6.

Parcerias de publicação, ou colaboração científica, é definida como a associação entre dois ou mais cientistas que trabalham juntos em um projeto de pesquisa, compartilhando recursos intelectuais, econômicos e/ou físicos (Vanz, 2009).

Logo, segundo Balancieri, Bovo, Kern, Pacheco, e Barcia (2005), as redes de pesquisa, impulsionam a criação do conhecimento e o processo de inovação resultantes do intercâmbio de informações e, sobretudo, da junção de competências de grupos que unem esforços na busca de metas comuns.

 

RESULTADOS

Os resultados foram subdivididos em dois itens, características das publicações e perfil dos autores. Este procedimento teve por objetivo permitir uma melhor visualização e análise dos resultados.

Características das publicações

As características das publicações, conforme mencionado nos procedimentos metodológicos da pesquisa, foram segregadas em ano de publicação, periódico e qualificação dos periódicos. Com esses dados, foi possível traçar um perfil de como as pesquisas em psicodinâmica do trabalho vem sendo divulgadas, como também demonstrar o caminho a ser seguido para a publicação de novos artigos nessa área. O Quadro 1 apresenta a frequência dos artigos obtidos, no total de 50, por ano de publicação.

 

 

Os resultados evidenciam que os anos com maior frequência de publicação de artigos sobre psicodinâmica do trabalho foram 2006 (12%), 2008 (10%) 2009 (16%), e 2010 (12%). Embora com menor número de publicação, os anos de 2011 a 2014, não apresentaram quedas significantes quanto ao número de publicação, variando em termos percentuais de 4 a 8%.

O Quadro 2 demonstra a segregação dos artigos analisados em função dos periódicos que os publicaram. Destaca-se que os artigos analisados foram publicados em 24 periódicos distintos como seguem:

 

 

Ao se dividir a quantidade de artigos pelo número de periódicos, chega-se a um total de 2,08 artigos por periódico, em termos gerais. Segundo os resultados do Quadro 2, o periódico com maior número de publicações na área de PDT foi o Sociologie du Travail, com 7 artigos, ou 14% do total. Em segundo lugar, o Archives des Maladies Professionnelles et de l'Environnement, evidencia 6 artigos, correspondendo a 12% do total. Em terceiro lugar, encontram-se os periódicos L'Evolution Psychiatrique, e Relations Industrielles/Industrial Relations com 5 artigos cada, representando um percentual de 10%, para cada, do total de artigos analisados.

Observam-se, ainda, no Quadro 2, que embora fossem encontrados alguns periódicos que se destacaram sobre os demais, a publicação em PDT pode ser considerada com um alto grau de dispersão, tendo em vista o representativo número de periódicos com apenas uma publicação sobre o assunto, o que representa 28% do total. Para uma melhor visualização dos dados, optou-se por apresentar o Gráfico 1 que contempla a representatividade, em termos percentuais, de cada periódico que publicou artigos sobre PDT.

 

 

Para analisar a qualificação dos periódicos nos quais os artigos foram publicados, elaborou-se o Quadro 3.

 

 

Destaca-se que, dos 24 periódicos em que os autores publicaram os artigos, apenas quatro continham estratificação Qualis/CAPES, são eles: História, Ciências, Saúde-Manguinhos, Pratiques Psychologiques, Revista de Saúde Pública, e European Psychiatry. Logo, tendo em vista o número reduzido de periódicos com essa estratificação, verificou-se a necessidade de uma análise suplementar, na adoção de critérios complementares para a qualificação dos periódicos. Assim, optou-se por utilizar os fatores de impacto do JCR e SJR-SCOPUS, processo análogo ao utilizado pela CAPES em seu último relatório de área para buscar evidências suplementares de qualidade dos periódicos, como demonstrado na seção de procedimentos metodológicos.

Embora fossem utilizados três critérios diferentes de qualificação dos periódicos que publicaram artigos em psicodinâmica do trabalho, verifica-se no Quadro 3 uma predominância de periódicos sem estratificação Qualis, SJR-SCOPUS ou JRC, o que corresponde a 28 (56%) artigos.

Observa-se, ainda, que daqueles artigos com qualificação 14 (28%) possuem fator de impacto no SJR-SCOPUS, maior número de artigos alocados dentre os três tipos de qualificações pesquisados. E ainda que, em segundo lugar, aparece o critério Qualis/CAPES com 6 (12%) artigos.

Perfil dos autores

Para determinação do perfil dos pesquisadores internacionais em psicodinâmica do trabalho optou-se por analisa-los em função das características dos primeiros autores, destacando-se a identificação dos mais prolíferos, filiação e gênero; e ainda levantar a forma predominante na elaboração dos artigos, se individualmente ou em parcerias, para em seguida, mapear as principais redes de colaboração científicas porventura existentes entre os estudiosos.

O Quadro 4 evidencia quais são os autores principais–primeiros autores–mais produtivos em psicodinâmica do trabalho, segundo os resultados desta pesquisa.

 

 

Conforme o resultado apresentado no Quadro 4, examina-se que a autora principal com maior número de publicações é Marie Alderson, com 3 (6%), seguida por Christophe Dejours e Pascale Molinier, com 2 (4%) publicações cada. Estes pesquisadores contribuem muito com a disseminação de PDT no mundo, especialmente Dejours, criador da clínica, e Molinier. Com relação à Marie Alderson, a mais prolífera, trata-se de uma PhD da Universidade de Montréal, Canadá.

Salienta-se o grande número de autores principais com apenas uma publicação, 43 (86%) artigos de 50. Esse achado permite inferir que existe uma grande desconcentração de autores principais na temática de psicodinâmica do trabalho; o que pode indicar que estes autores pesquisam ocasionalmente sobre a temática.

Para um maior aprofundamento, dessa grande dispersão entre os autores principais, optou-se por realizar, mais adiante, uma análise da cooperação científica entre os autores dos artigos; o que permitirá identificar se os mesmos ora são principais ora são coautores, e, portanto, se apresentam uma continuidade de publicação na área de PDT ou não.

Para identificação das instituições de filiação dos primeiros autores foi elaborada o Quadro 5

 

 

Para a coleta desses dados, foram utilizadas as informações apresentadas nos próprios artigos, e quando ausentes, procurou-se outros meios de identificação como google, google acadêmico, currículos on-line. Observa-se que a maior frequência de autores foi alocada naqueles em que não se conseguiu obter informações sobre sua filiação, com 5 (10%) artigos.

Em segundo e terceiro lugares, estão a Université de Montréal e CNAM (Conservatoire National des Arts et Métiers), em cujas instituições trabalham os autores mais prolíferos encontrados nesta pesquisa (Dejours e Molinier no CNAM; e Marie Alderson na Université de Montréal). Pelos dados apresentados no Quadro 5, sobressai a quantidade de instituições com apenas um autor, 27 (54%) de 50 artigos analisados.

Salienta-se, na organização e coleta dessas informações, a existência de uma limitação qual seja a descrição das instituições dos autores, em que alguns se restringiam a citar a universidade a qual pertencia, sem destacar se estes participavam das atividades de laboratórios dentro dessas instituições, esse foi o caso da Université Laval; que possui o Centre de Recherche Interuniversitaire sur L'Éducation et la Vie au Travail, e Université Paris, que conta com o Laboratoire de Psychologie Clinique des Faits Culturels e Laboratoire IDHE, não permitindo, por conseguinte, identificar se o (a) pesquisador (a) vinculava-se, ou não, a estes centros ou laboratórios. Outro fato a salientar é que a maioria dessas instituições é de países de língua francesa.

Em relação ao gênero dos primeiros autores, foi elaborada o Quadro 6:

 

 

Outro ponto investigado na pesquisa foi a predominância ou não de parceiras na elaboração de artigos científicos publicados em revistas internacionais. O Quadro 7 reproduz o resultado alcançado para essa análise:

 

 

Segundo os resultados do Quadro 7, a maioria dos pesquisadores, 27 (54%) publicou isoladamente. Quando analisado a realizações de parcerias, verifica-se que estas variam de 2 a 7 autores; contudo, parcerias com um menor número de componentes são preferíveis, em função do número decrescente obtido de frequência em relação ao número de autores.

A partir desses dados, infere-se que os pesquisadores em sua maioria optam por elaborar e publicar trabalhos individuais, e/ou escolhem parcerias com um menor número de integrantes.

Para aprofundar a análise de como se dá o processo de colaboração científica entre os autores, foi elaborada a Figura 1.

A Figura 1 mostra a existência de cinco grandes redes de cooperação científica entre os autores em psicodinâmica do trabalho. Destas, destacam-se as redes compostas e lideradas por Jacques Rhéaume e Pascale Molinier. Tal fato, em função de que as três outras redes não apresentaram lideranças, pois os autores, segundo o grau de centralidade de redes (evidenciado pelo tamanho dos pontos), apresentam um mesmo grau de liderança nessas redes.

A rede liderada pelo autor Jacques Rhéaume foi a única a apresentar um grau maior de parcerias entre os autores Jacques Rhéaume e Micheleine St-Jean, e esta autora com Maire Alderson.

Ressalta-se que a autora Maire Alderson, conforme resultados anteriores, foi a mais produtiva em termos de números de artigos publicados como primeira autora. Frisa-se que a pesquisadora Pascale Molinier foi listada como um dos autores mais prolíficos; o que foi refletido por sua liderança em sua rede de cooperação científica.

Salienta-se, ainda, um número considerável de pequenas redes de pesquisa formadas por dois e três autores. Outro fato importante apurado é que entre os autores analisados, 19 (20%) de um total de 94, não utilizaram a cooperação científica como meio para elaborar seus artigos, preferindo, portanto, publicá-los de forma isolada.

 

DISCUSSÃO

Em termos quantitativos apurou-se um total de 3,33 artigos por ano analisado, que é bem inferior ao apurado por Merlo e Mendes (2009) em pesquisa sobre publicação em psicodinâmica do trabalho na base de dados da Scientific Electronic Library Online – Scielo Brasil e Periódicos Eletrônicos em Psicologia – PePSIC, de 1996 a 2009, que foi de 5,28 artigos publicados por ano.

Também, diverge significativamente do resultado conseguido por Machado et al. (2015) no mesmo portal e com a mesma temática de 2004 a 2014, que foi de 7,63 artigos por ano. Infere-se que a publicação existente no portal para consultas com o emprego da abordagem de Dejours é modesta se comparada aos outros estudos citados, com publicações no Brasil em língua portuguesa.

Talvez, uma das possíveis explicações para tal fenômeno decorra do fato de que o principal periódico internacional sobre clínica psicodinâmica do trabalho, a revista Travailler (Revue Internationale de Psychopathologie et de Psychodynamique du Travail), não teve nenhum artigo capturado nesta pesquisa, o que, de certa forma, comprova que este periódico não integra o rol das revistas existentes no Portal de Periódicos CAPES/MEC.

Ao analisar o percentual cumulativo, percebe-se que de 2006 a 2014 acumularam 80% das publicações em psicodinâmica do trabalho, implicando dizer que o tema vem se desenvolvendo ao longo deste período.

Este resultado condiz com o realizado por Machado et al. (2015), os quais identificaram que a maior concentração de artigos na temática se deu no período de 2009 a 2012 e notaram também que o interesse pelo assunto aumentou a partir de 2008, assim como refletido no Quadro 1.

Uma pequena discrepância observada entre os dois estudos foi em relação ao número de publicações no ano de 2014, vez que, nesta pesquisa, manteve-se um quantitativo razoável de artigos, comparando aos outros anos, enquanto no estudo de Machado et al. (2015), o ano de 2014 teve o menor número de artigos publicados no período estudado, que foi de 2004 a 2014.

Em relação ao ano de 2006, é importante mencionar que em pesquisa feita por Mendes e Morrone (2012) sobre as contribuições brasileiras a respeito do sofrimento psíquico no trabalho sob a ótica da PDT, foram levantados 123 estudos (não se restringindo a artigos) para o período de 1998 a 2007.

Os pesquisadores constataram que, destes trabalhos, 59,3% foram produzidos nos últimos três anos, isto é, de 2005 a 2007. Ao se levar em consideração os dados do quadro, percebe-se que 2006 foi um dos anos com maior número de publicações, indo ao encontro do estudo de Mendes e Morrone (2012).

Sobre o número de artigos por periódico, constatou-se que a quantidade apurada nesta pesquisa, de 2,08, é praticamente a mesma apurada por Machado et al. (2015) em 11 de publicação no mesmo portal, mas ao se considerar apenas os estudos publicados em língua portuguesa, que foi de 2,10 artigos por periódico.

Cabe destacar que Machado et al. (2015) levantaram quarenta periódicos com artigos em PDT de 2004 a 2014, enquanto esta pesquisa encontrou pouco mais da metade (24) de periódicos internacionais. Portanto, a publicação internacional, embora dispersa também, se dá em menos veículos do que a brasileira.

Ao analisar os artigos publicados em periódicos com estratificação Qualis/CAPES, foram encontrados tão somente 6, sendo: 1 artigo alocado em um periódico B5, 3 como B1 e 2 como A2.

Dessa forma, observa-se que a maioria encontra-se com Qualis/CAPES igual ou superior a B1, indicando que os artigos foram publicados em periódicos de muito boa qualidade, já que o maior estrato Qualis/CAPES é o A1.

Essa predominância de artigos publicados em periódicos com boa qualidade corrobora com os achados de Machado et al. (2015); os quais verificaram que os artigos localizados com o emprego do método de Dejours foram em sua maior parte, publicados em estratos A2 e B1. Frisa-se apenas, que o número de artigos, encontrados nesta pesquisa, publicados em periódicos internacionais com pontuação no sistema de avaliação brasileiro, é bem reduzido.

Dentre os periódicos com classificação no SJR-SCOPUS, foram encontrados 10 com classificação Q4 e 4 com Q2. Este indicador classifica a pontuação do periódico em quartis, sendo o maior avaliado como Q1, com alta qualidade, e o menor em Q4, periódicos com baixa qualidade. Verifica-se que os artigos analisados em sua maioria foram publicados em periódicos com classificação Q4, o que apresenta evidências de uma menor qualidade dessas publicações.

Por último, houve dois artigos publicados em periódicos com classificação no JCR. Esses artigos foram publicados na revista Annales médico-psychologiques, o qual possui um indicador de 0,222.

A simples presença do periódico no JCR-ISI, conforme os critérios da CAPES para a área de Psicologia confere a este periódico, junto com outros atributos, como periodicidade mínima, atualização e presença em algumas bases como Scielo ou Scopus, dentre outros, uma estratificação de A1 ou A2.

Em síntese, quanto à qualificação dos artigos, percebe-se que em sua maioria, 39 de 50 estudos (78%), foram publicados em periódicos sem qualificação ou de média a baixa qualidade.

Segundo as informações do Quadro 6, o gênero dos primeiros autores, em sua maioria é feminino, com 32 (64%) dos 50 autores analisados. Já o gênero masculino possui um montante de 18 (36%) pesquisadores. Tal cenário, também, foi identificado nos estudos de Machado et al. (2015) e Borges-Andrade e Pagotto (2010).

Foi possível perceber que nas pesquisas internacionais predominam-se trabalhos com apenas um autor, correspondendo 27 artigos ou 54% do total. Esse resultado diverge integralmente dos achados de Machado et al. (2015) para as pesquisas brasileiras, em Língua Portuguesa, os quais identificaram que 84,52% dos artigos foram escritos em parcerias.

Esses autores constataram que a maioria das publicações brasileiras ocorreu em duplas de pesquisadores; o que é similar aos achados deste artigo se desconsiderar os artigos produzidos individualmente. Outro fato que chamou a atenção, no Quadro 7, foi a existência de dois artigos com 7 autores; situação essa não encontrada nos estudos com publicações genuinamente brasileiras.

Outro fato relevante apurado neste estudo é relativo às redes de colaboração acadêmica. Basicamente, observaram-se pelos artigos levantados apenas duas redes de cooperação, sendo elas lideradas por Jacques Rhéaume e Pascale Molinier.

Esta última desenvolveu vários estudos sobre a psicodinâmica do trabalho, alguns, inclusive, com o próprio professor Christophe Dejours. Chamou a atenção, também, a grande quantidade de pequenas redes apuradas, formadas por dois ou três pesquisadores apenas.

Ademais, essa pesquisa teve como limitação o fato de trazer para discussão dados de apenas uma base de dados, o Portal de Periódicos CAPES/MEC, e também o período de análise que abrangeu a quantidade de anos de existência do Portal. Em função destes pontos, sugerem-se como agenda de pesquisa ampliar o mapeamento para outras bases de dados e expandir, ainda mais, o período de análise, muito embora o termo psicodinâmica do trabalho apareceu pela primeira vez, em 1993, segundo Lhuilier (2011).

 

AGRADECIMENTOS

O autor agradece o apoio financeiro da Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG-GO).

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para Correspondência

Rua T-30, número 1.081, Residencial Verona, Apartamento 1.804, Setor Bueno, Goiânia, Estado de Goiás, Brasil. CEP 74.210-060. Telf.: 00 55 0XX 62 3285-4008. E-mail: lucio@florestaauditores.com.br / ou luciosouzamachado@gmail.com

 

Recebido em 09 de Novembro de 2015

Aceite em03 de Janeiro de 2017

 

Notas

1 Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. A classificação de periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por processo anual de atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos da qualidade - A1, o mais elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C - com peso zero (CAPES, 2015b).

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