SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.10 número2Estudo da escala de depressão, ansiedade e stresse para crianças (EADS-C) índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Psicologia, Saúde & Doenças

versão impressa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças v.10 n.2 Lisboa  2009

 

Versão portuguesa do questionário de bem-estar espiritual (SWBQ): análise confirmatória da sua estrutura factorial

 

Maria J. Gouveia1, Marta Marques1 & José L. Pais Ribeiro1,2

1UIPES-Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa, Portugal

2Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, Porto, Portugal

 

 

RESUMO: A espiritualidade tem sido recentemente associada à saúde através do conceito de Bem estar espiritual (BEE). Este define-se como um estado dinâmico que se reflecte na qualidade das relações que o indivíduo estabelece consigo próprio, com os outros, com o ambiente e com algo que transcende o domínio humano. Apresentam-se os resultados psicométricos da adaptação portuguesa do Spiritual Well-being Questionnaire -SWBQp (SWBQ; Gomez & Fisher, 2003, 2005a,b). O SWBQp foi aplicado a uma amostra de 439 sujeitos adultos, com idade M=36.47, DP=10.77 (16-71 anos) e de ambos os sexos (F=61.6%; M=38.4%). O questionário inclui 20 itens que avaliam o grau em que o respondente sente estar a desenvolver cada um dos quatro domínios de BEE – pessoal, comunitário, ambiental e transcendental. O SWBQp apresenta globalmente uma estrutura factorial aceitável, congruente com a original e bons níveis de consistência interna. Os resultados são promissores e permitem prosseguir com a utilização deste instrumento para investigação, podendo, no entanto, ser melhorada.

Palavras-chave: Bem-estar espiritual, Espiritualidade, Adaptação de Questionário.

 

Portuguese version of the spiritual well-being questionnaire (SWBQ): confirmatory factor analysis

ABSTRACT: The assumption that spirituality is linked to health led to the development of the spiritual well-being (SWB) concept. SWB can be defined as a dynamic state of being reflecting positive feelings, behaviours, and cognitions of relationships with oneself, others, the transcendent and nature. The psychometric properties of a Portuguese version of the Spiritual Well-being Questionnaire -SWBQp (SWBQ; Gomez & Fisher, 2003, 2005a,b) are presented. The SWBQp was administered to 439 adults, between 1671 years old (M=36.47, SD=10.77), 61.6 % were female and 38.4% were male. The SWBQp is a 20 item self-report instrument in which participants are asked to rate in what extent they are developing each one of the items that compose the four SWB domains (personal, communal, environmental and transcendental). The structural model of the measure is satisfactory and similar to the original version. It presents good internal consistency scores. These results suggest that the SWBQp is a valid and reliable measure to use in research studies. Nevertheless, it can be further improved.

Keywords: Spiritual well-being, Spirituality, Scale adaptation.

 

 

O estudo do contributo da espiritualidade para a saúde conduziu à emergência do conceito de “Bem-estar Espiritual” (BEE) e espelha a importância crescente atribuída à dimensão espiritual para o bem-estar.

A noção de BEE ou saúde espiritual tem sido descrita em múltiplos termos por vários autores (Fisher, Francis e Johnson, 2000; Moberg, 2002, 2008; O’ Connell & Skevington, 2007; Westgate, 1996). Apesar das diferentes perspectivas na definição do conceito, a maioria aponta para a sua independência da dimensão religiosa e por vezes até da componente implícita ou explicitamente centrada no sagrado, presente nas mais actuais definições de espiritualidade (Chandler, Holden, & Kolander, 1992). Todas as definições de BEE sugerem igualmente a multi-dimensionalidade do construto. Já em 1975, numa das primeiras tentativas para gerar consenso relativamente a uma definição abrangente de espiritualidade, a National Interfaith Coalition on Aging (NICA; Moberg, 2002) propôs como definição de trabalho que “spiritual wellbeing is the affirmation of life in a relationship with God, self, community, and environment that nurtures and celebrates wholeness”(p. 48). A noção que o BEE deve assumir uma perspectiva relacional, evidente nesta definição, foi também assumida subsequentemente por vários autores que propuseram definições envolvendo pelo menos dimensões da relação com o próprio, com os outros e com o transcendente (Goodloe & Arreola, 1992; Hawks, 1994; Hood-Morris, 1996;Young, 1984).

A quase totalidade destas definições, no entanto, não parte de um modelo conceptual que tenha sido confirmado empiricamente. A maioria não chega sequer a ser operacionalizada. Procurando ultrapassar estas limitações, Fisher (1999) desenvolveu uma definição abrangente de BEE, que reúne os quatro sistemas de relação propostos pela definição consensual da NICA, tendo-a confirmado empiricamente através de um conjunto alargado de entrevistas com professores do ensino secundário. Este estudo conduziu ao desenvolvimento de um modelo conceptual de Bem-estar espiritual.

Como resultado desse trabalho empírico, Fisher (1999) conceptualiza o Bemestar espiritual como uma forma de estar dinâmica que se reflecte na qualidade das relações que o indivíduo estabelece em quatro domínios da existência humana, isto é, consigo próprio, com os outros, com o ambiente e com algo ou Alguém que transcende o domínio humano. O domínio pessoal (“personal”) diz respeito à forma como uma pessoa se relaciona consigo própria no que respeita ao significado, propósito e valores de vida. Pressupõe o desenvolvimento de auto-conhecimento e consciência sobre si mesmo, relacionados com a identidade e a auto-estima. O comunitário (“communal”), refere-se à qualidade e profundidade das relações inter-pessoais no que diz respeito à moralidade, cultura e religião. Inclui sentimentos de amor, justiça, esperança e fé na humanidade. O domínio ambiental (“environment”), consiste nas relações com o mundo físico e biológico (cuidar e proteger), expressando-se através da admiração e de sentimentos de união com a natureza. Por fim, o domínio transcendental (“transcendental other”), refere-se à relação do próprio com algo ou alguma coisa para além do que é humano, nomeadamente uma força cósmica, uma realidade transcendente, ou Deus, e expressa-se através do culto e adoração relativamente à fonte de mistério do universo.

De acordo com o modelo conceptual de Fisher, a qualidade das relações que o indivíduo estabelece em cada domínio, é indicador do seu BEE nessa dimensão. Por outro lado, a saúde espiritual é dinâmica e o desenvolvimento de BEE em cada um dos domínios -resultante do confronto com os desafios da existência humana -expressa-se pelo aprofundar das relações nesse domínio e pelo acrescentar de novas dimensões. Simultaneamente o desenvolvimento da qualidade das relações num domínio de BEE contribui para o aprofundamento das relações nos restantes. A interacção entre estas dimensões de relação permite o crescimento e complexificação recíprocas. Fisher sugere, por exemplo, que os valores, propósito e sentido para a vida desenvolvidos através do auto-conhecimento são pré-condições, e simultaneamente são aprofundados pelos valores morais, culturais ou espirituais construídos a partir do aprofundamento das relações interpessoais (Fisher, 1999, p.31). Assim, o bem-estar espiritual global de uma pessoa será resultante do efeito combinado do BEE em cada um dos domínios adoptados pelo indivíduo.

A partir desta definição e modelo conceptual e ainda com base numa revisão de medidas pré-existentes do conceito e num conjunto de estudos qualitativos prévios (Fisher, 1999; Fisher et al., 2000), Gomez e Fisher (2003) desenvolveram recentemente o “Spiritual Well-being Questionnaire – SWBQ”. Esta nova operacionalização para o construto, avalia as quatro dimensões referidas (pessoal, comunitária, ambiental e transcendental) e permite obter uma medida global de BEE resultante da adição dos diferentes domínios. Este instrumento foi validado através de quatro estudos realizados junto de estudantes do ensino secundário e universitário de países de língua inglesa (Gomez & Fisher, 2005a,b). Os resultados destes estudos de validação revelaram boas características métricas e também a existência de relação entre algumas dimensões do bem-estar espiritual (e.g., pessoal, comunal e ambiental) e características como a extroversão, o neuroticismo, o psicoticismo e também com a felicidade. Os dados suportam simultaneamente a independência do construto face à personalidade.

Existem diversos instrumentos de mensuração de bem-estar espiritual ou de uma dimensão espiritual da saúde (para uma revisão de medidas disposicionais e funcionais de espiritualidade ver Hill, 2005 ou ainda O’ Connell & Skevington, 2007, para instrumentos que medem espiritualidade enquanto componente da qualidade de vida). No entanto, o SWBQ é a única ferramenta que avalia discriminadamente as quatro dimensões identificadas no modelo de Fisher (1999), modelo este que foi posteriormente reconfirmado em outros estudos (Fisher 2006, 2007; Fisher, Francis, & Johnson, 2000, 2002). Uma adequada diferenciação e mensuração destas diferentes componentes do bem-estar espiritual parece relevante na medida em que estas dimensões poderão ter repercussões distintas nas medidas de bem-estar físico e/ou psicológico (e.g., Fehring, Brennan, & Keller, 1987; Gomez & Fisher, 2003;2005a, b; Gouveia, Ribeiro & Pinto, 2008).

O objectivo deste estudo é então apresentar os resultados psicométricos de uma versão portuguesa deste questionário adaptado para a população geral, referindo-se mais concretamente às propriedades estruturais do SWBQp (versão portuguesa).

 

MÉTODO

Participantes

Participaram neste estudo 439 sujeitos, seleccionados por conveniência, com idades compreendidas entre os 16 e os 71 anos (M=36,47, DP=10,77), de ambos os sexos, ainda que ligeiramente enviesada para o feminino (F=61,6%, M=38,4%) e com escolaridade entre os4eos23 anos (M=15,13, DP=3,52). Dos 439 sujeitos que compõem esta amostra, 54,5% são casados, 15,7% são solteiros, 8,9% são divorciados e apenas 0,7% são viúvos (as).

 

Instrumento

O SWBQ é um questionário de auto-preenchimento, constituído por 20 itens, distribuídos de igual forma (5 itens) para avaliarem cada uma das quatro sub-escalas de BEE: Pessoal (e.g., “meaning in life”), comunitária (e.g., “kindness towards other people”), ambiental (e.g., “oneness with nature”) e transcendental (e.g., “personal relationship with the Divine/God” ou “worship of the Creator”). Aos respondentes é pedido que indiquem em que medida sentem que cada afirmação reflecte a sua experiência pessoal actual. Os itens são avaliados numa escala 5 pontos [variando de 1=muito pouco a 5=totalmente]. Todos os itens são formulados positivamente e o resultado é obtido pela média das respostas atribuídas aos itens de cada sub-escala. É possível igualmente obter uma medida global de BEE resultante da adição dos diferentes domínios.

Os autores originais apresentam bons resultados de fiabilidade e validade para todas as sub-escalas, com valores de consistência interna para diferentes sub-amostras variando entre α=0,76 e α=0,95 (Gomez & Fisher, 2003, 2005a,b).

Os resultados preliminares da versão portuguesa deste instrumento (Gouveia, Pais-Ribeiro & Marques, 2008), apresentam também bons indicadores de consistência interna global (α=0,89) oscilando os valores das diferentes dimensões entre α= 0,72 (dimensão pessoal) e α= 0,88 (dimensão transcendental). A análise factorial confirmatória realizada revelou igualmente valores de ajustamento aceitáveis para um modelo de 4 factores correlacionados de acordo com o proposto pelos autores originais (Qui2/df=1,96 p<0,00; CFI=0,91; RMSEA=0,06 p=0,02).

 

Procedimento

O processo de adaptação baseou-se no método “Traduz-Retraduz” (Hill & Hill, 2002), que consiste em 3 etapas: 1ª) tradução por 3 pessoas com conhecimentos sólidos da língua inglesa e com experiência na tradução de questionários; 2ª) verificação da tradução através de retroversão e comparação com o original, bem como análise final da validade de conteúdo dos itens por 2 especialistas em psicologia; 3ª) estudo piloto com uma amostra de 30 sujeitos, para verificação da clareza e compreensão dos itens. A recolha de dados foi realizada em organizações empresariais e contextos de formação profissional e de lazer (ex. jardins e esplanadas), no distrito de Lisboa. Os questionários foram preenchidos no momento e na presença do experimentador. Dos 452 questionários aplicados, 13 foram eliminados por não terem sido correctamente preenchidos. Os dados foram recolhidos entre 2007 e 2008. A análise de dados foi realizada com recurso aos softwares estatísticos SPSS v. 17 e AMOS v.17.

 

RESULTADOS

Análise descritiva e consistência interna do SWBQp

No Quadro 1 apresentam-se os resultados obtidos relativos às médias, desvios padrão, correlações dos itens com a escala a que pertencem, valores de consistência interna dos itens e factores (Alpha de Cronbach) e ainda os pesos de regressão obtidos na Análise Factorial Confirmatória (AFC) que testou a adequação dos dados ao modelo proposto pelos autores da versão original.

 

Quadro 1

Características psicométricas do SWBQp

 

Os valores obtidos são globalmente favoráveis à consistência interna dos itens e factores, apresentando a escala total (α=0,88) a escala ambiental 0,84, a transcendental 0,89, a comunitária 0,74 e a pessoal 0,75.

No quadro 1, apresentam-se ainda os pesos de regressão obtidos na AFC que testou a adequação dos dados ao modelo original do SWBQ (Figura 1). Todos os itens se encontram moderada a fortemente saturados nas escalas, variando entre 0,40 e 0,90.

Salienta-se que os valores de correlação item-factor (0,33), o alfa da escala sem o item (0,77) e o peso de regressão (0,40) do item 9 sugerem a necessidade de reformulação do seu conteúdo.

Uma apreciação comparativa entre as dimensões, sugere que a dimensão transcendental do BEE será a mais sólida e as escalas pessoal e comunitária as menos consistentes.

 

Validade Factorial (AFC) do SWBQp

O modelo de 4 factores correlacionados, proposto pelos autores, foi testado através de uma análise factorial confirmatória (Arbuckle, 2005). Verificando-se a normalidade da distribuição, utilizou-se o método da Máxima Verosimilhança. Para a análise da qualidade do modelo, utilizaram-se os índices de ajustamento Comparative Fit Index (CFI) e Root Mean Square Error of Approximation (RMSEA). O CFI avalia a adequação do modelo hipotético em comparação com o pior (independente) modelo. Valores próximos de zero indicam que o modelo proposto não significa uma melhoria em relação ao pior modelo (Byrne, 2001). Segundo Bentler e Bonett (1980), índices de ajustamento CFI superiores a 0,90 indicam que a solução extraída é boa e valores de RMSEA inferiores a 0,10 indicam uma solução adequada. A solução encontrada apresenta qualidades de ajustamento aceitáveis com Qui2/df=2,803 (< 5 ajustamento aceitável; Marsh & Hocevar, 1985), p<0.0001, CFI=0.92 e RMSEA=0.06 (p=0.001). Estes resultados permitem confirmar globalmente o modelo sugerido por Gomez e Fisher (2003).

 

Inter-correlações entre as escalas do SWBQp

A análise das inter-correlações entre as escalas (Quadro 2) revelou que se encontram todas significativamente correlacionadas (p<0.01), com valores de correlação oscilando entre R=0,29 (comunitária e transcendental) e R=0,67 (pessoal e comunitário).

 

Quadro 2

Matriz de inter-correlações das dimensões do SWBQp

 

 

DISCUSSÃO

Os objectivos deste trabalho consistiram no desenvolvimento de uma versão portuguesa do Spiritual Well-being Questionnaire (SWBQ; Gomez & Fisher, 2003) e num primeiro estudo da sua validação.

No seu conjunto, os resultados obtidos permitiram verificar que esta versão portuguesa do Questionário de Bem-estar Espiritual (SWBQp) apresenta características psicométricas bastante satisfatórias, quer em termos da confirmação da sua estrutura factorial, quer relativamente aos bons índices de consistência interna das escalas e da grande maioria dos itens que as constituem.

Os resultados das análises da consistência interna dos itens e dos pesos de regressão na análise confirmatória sugerem, no entanto, a vantagem em se realizarem alterações à formulação do item 9 “auto-consciência” (item 9-pessoal). Outros dois itens, “admiração e respeito pela criação ou origem do universo” (item 6–trans-cendental) e “confiar nos outros” (item 8-comunitária), poderão ainda ganhar com a reformulação do seu conteúdo de forma a torná-los melhores contributos para a solidez factorial da escala. Do ponto de vista desta análise da qualidade dos itens, estes nossos resultados corroboram aliás algumas das conclusões extraídas pelos próprios autores nos estudos originais (Gomez & Fisher, 2005a). Tal facto reforça a nossa sugestão para a sua alteração também na versão portuguesa, em posteriores estudos a desenvolver para a melhoria das qualidades psicométricas deste questionário.

Uma apreciação comparativa entre os domínios, sugere que a dimensão transcendental do BEE será a mais sólida e as escalas pessoal e comunitária as menos consistentes.

 

REFERÊNCIAS

Arbuckle, J. (2005). Amos 6.0 User’s guide. Chicago, IL: SPSS, Inc.

Bentler, P. M. & Bonett, D. G. (1980). Significance tests and goodness-of-fit in the analysis of covariance structures. Psychological Bulletin, 88, 588-606.

Byrne, B. M. (2001). Structural equation modeling with AMOS. Basic concepts, applications, and programming. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers.

Chandler, C. K., Holden, J. M., & Kolander, C. A. (1992). Counseling for spiritual wellness: Theory and practice. Journal of Counseling and Development, 71, 168–175.

Ellison, C. W. (1983). Spiritual well-being: Conceptualization and measurement. Journal of Psychology and Theology, 11(4), 330–340.         [ Links ]

Fehring, R. J., Brennan, P. F., & Keller, M. L. (1987). Psychological and spiritual well-being in college students. Research in Nursing and Health, 10, 391–398.

Fisher, J. W. (1999). Helps to fostering students’ spiritual health. International Journal of Children’s Spirituality, 4(1), 29–49.

Fisher, J. W. (2006). Using secondary students’ views about influences on their spiritual well-being to inform pastoral care. International Journal of Children’s Spirituality, 11(3), 347– 356.

Fisher, J. W. (2007). It’s time to wake up and stem the decline in spiritual well-being in Victorian schools. International Journal of Children’s Spirituality, 12( 2), 165–177.

Fisher, J.W., Francis. L., & Johnson, P. (2000). Assessing Spiritual Health via Four Domains of Spiritual Well-being: The SH4DI. Pastoral Psychology, 49, (2), 133-145.

Fisher, J., Francis, L & Johnson, P. (2002). Personal and social correlates of spiritual wellbeing among primary school teachers. Pastoral Psychology, 51, (1), 3-11.

Gomez, R. & Fisher, J. W. (2003). Domains of spiritual well-being and development and validation of the spiritual well-being questionnaire. Personality and Individual Differences, 35, 1975-1991.

Gomez, R. & Fisher, J. W. (2005a). Item response theory analysis of the spiritual well-being questionnaire. Personality and Individual Differences, 38, 1107–1121.

Gomez, R. & Fisher, J. W. (2005b). The spiritual well-being questionnaire: testing for model applicability, measurement and structural equivalencies, and latent mean differences across gender. Personality and Individual Differences, 39, 1383-1393.

Goodloe, R., & Arreola, P. (1992). Spiritual health: Out of the closet. Health Education, 23(4),221–226.

Gouveia, M.J., Pais-Ribeiro, J.L., & Marques, M. (2008). Adaptação Portuguesa do Questionário de Bem Estar Espiritual: resultados psicométricos preliminares. In I. Leal, J. Pais-Ribeiro, (Eds.), Actas do 7º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde (pp.423-427) Lisboa: Ispa edições.

Gouveia, M.J., Pais-Ribeiro, J.L, & Pinto, L. (2008, February). “Bem estar espiritual e satisfação com a vida”, Paper presented at the 7º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde, University of Porto, Portugal.

Hawks, S. (1994). Spiritual health: Definition and theory. Wellness Perspectives, 10, 3–13.

Hood-Morris, L. E. (1996). A spiritual well-being model: Use with older women who experience depression. Issues in Mental health Nursing, 17, 439–455.

Hill, M.M. & Hill, A. (2008). Investigação por questionário (2nd ed.). Coimbra: Edições Sílabo.

Hill, P. C. (2005). Measurement in the psychology of religion and spirituality: Current status and evaluation. In Raymond F. Paloutzian, & Crystal. L. Park (Eds.), Handbook of the psychology of religion and spirituality (pp. 43-61). New York: The Guilford Press.

Koenig HG, McCullough M, Larson DB (2001). Handbook of Religion and Health. New York: Oxford University Press.

Marsh, H.W., & Hocevar, D. (1985). Application of confirmatory factor analysis to the study of self concept: First-and-higher-order factor models and their invariance across groups. Psychological Bulletin, 97, 562-582.

Moberg, D. O. (2002). Assessing and measuring spirituality: confronting dilemmas of universal and particular evaluative criteria. Journal of Adult Development, 9(1), 47-60.

Moberg, D. O. (2008). Spirituality and aging: Research and implications. Journal of Religion, Spirituality and Aging, 20 (1-2). 95-134.

O’Connell, K. A., & Skevington, S.M. (2007). To measure or not to measure? Reviewing the assessment of spirituality and religion in health-related quality of life. Chronic Ilness, 3, 77-87.

Paloutzian, R. F., & Park, C. L. (2005) (Eds.). Handbook of the psychology of religion and spirituality. New York: The Guilford Press.

Sawatzky, R., Ratner, P., & Chiu, L. (2005). A meta-analysis of the relationship between spirituality and quality of life. Social Indicators Research, 72, 153–188.

WHOQOL SRPB Group (2006). A cross-cultural study of spirituality, religion, and personal beliefs as components of quality of life. Social Science & Medicine 62, 1486–1497.

Westgate, C. E. (1996). Spiritual wellness and depression. Journal of Counseling and Development, 75, 26-35.

Young, E. (1984). Spiritual health: An essential element in optimum health. Journal of American College Health, 32, 273–276.

 

Recebido em 14 de Fevereiro de 2009 / Aceite em 26 de Julho de 2009

Contactar para E-mail: mjgouveia@ispa.pt