SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.9 número1Pediatric oncology quality of life scale – POQOLS: adaptação de um instrumento para a população portuguesaQualidade de vida em doentes submetidos a cirurgia vascular cardíaca índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Psicologia, Saúde & Doenças

versão impressa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças v.9 n.1 Lisboa  2008

 

Impacto do coping proactivo, do distress emocional e da auto-estima na funcionalidade e qualidade de vida de pessoas com esquizofrenia

 

Diana Salgado1, Nuno Rocha1,2 & António Marques1,2

1Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico do Porto; 2Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto

 

RESUMO: Este estudo teve como objectivos verificar a relação do coping proactivo, do distress emocional e da auto-estima com diferentes domínios de funcionalidade e qualidade de vida de pessoas com Esquizofrenia. Para tal, 23 pessoas com Esquizofrenia foram avaliadas nos domínios considerados fundamentais para a consecução do estudo com recurso à seguinte bateria de testes: Instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL-Bref), Life Skills Profile, Proactive Coping Inventory (PCI), Escalas de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS) e Escala de Auto-estima de Rosenberg. Verificou-se que os domínios de coping que mais se correlacionaram com as diferentes variáveis funcionais e de qualidade de vida foram o coping proactivo, o coping reflexivo, o planeamento estratégico e o coping preventivo. Não foi encontrada nenhuma correlação significativa com o coping de evitamento. Em geral não se encontraram correlações significativas no caso dos sintomas de distress emocional, com excepção da depressão que se encontrou correlacionada com as competências de comunicação e com a qualidade de vida no domínio das Relações Sociais, e do stress que se correlacionou significativamente com o domínio Psicológico de qualidade de vida. A auto-estima apresentou-se mais correlacionada com a percepção subjectiva de qualidade de vida do que os indicadores mais objectivos de funcionalidade.

Palavraschave: Coping proactivo, Funcionalidade, Qualidade de vida, Esquizofrenia, Distress emocional, Autoestima.

 

The impact of proactive coping skills, emotional distress and self-esteem on functioning and quality of life in schizophrenia

ABSTRACT: The aim of this study was to examine the relative associations between proactive coping skills, emotional distress, selfesteem, functioning and quality of life among persons diagnosed with schizophrenia. Twenty three persons diagnosed with Schizophrenia were assessed with the following instruments: Quality of Life Scale from the World Health Organization, Life Skills Profile, Proactive Coping Inventory, Anxiety, Depression and Stress Scale, and Rosenberg Self-Esteem Scale. Through correlative analysis we found that proactive coping, reflective coping, strategic planning and preventive coping correlated positively with different dimensions of functioning and quality of life. Avoidant coping wasn’t correlated with any functional outcome. We also didn’t found significant correlations between distress symptoms, functioning and quality of life, excepting depressive symptoms, which were correlated with communication skills and social relationships, and stress symptoms, which significantly correlated with the Psychological domain of quality of life. Self-esteem was positively associated with several domains of quality of life but not with objective dimensions of functioning.

Key words: Proactive coping, Functioning, Quality of life, Schizophrenia, Emotional distress, Self-esteem.

 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text only available in PDF format.

 

 

REFERÊNCIAS

Andres, K., Pfammatter, M., Fries, A., & Brenner, H. (2003). The significance of coping as a therapeutic variable for the outcome of psychological therapy in schizophrenia. European Psychiatry, 18, 149-154.         [ Links ]

Anthony, W., Cohen, M., Farkas, M., & Gagne, C. (2002). Psychiatric Rehabilitation (2nd ed.). Boston: Center for Psychiatric Rehabilitation, Boston University.

Cardoso, C. M. (2002). Os Caminhos da Esquizofrenia. (10ª ed.). Lisboa: Climepsi Editores.

Cohen, J. (1988). Statistical Power Analysis for the Behavioral Sciences (2nd ed.). Hillsdale: Lawrence Erlbaum Associates.

Corrigan, P., & Buican, B. (1995). The Construct Validity of Subjective Quality of Life for the Severely Mentally Ill. The Journal of Nervous and Mental Disease, 183(5), 281-285.

Greenglass, E., Schwarzer, R., Jakubiec, D., Fiksenbaum, L., & Taubert, S. (1999). The Proactive Coping Inventory (PCI): A Multidimensional Research Instrument. Paper presented at the 20th International Conference of the Stress and Anxiety Research Society, Cracow, Poland.

Hansson, L., Middelboe, T., Merinder, L., Bjarnason, O., BengtssonTops, A., Nilsson, L., et al. (1999). Predictors of Subjective Quality of Life in Schizophrenic Patients Living in the Community. a Nordic Multicentre Study. International Journal of Social Psychiatry, 45(4), 247-258.

Hatfield, A., & Lefley, H. (1993). Surviving Mental Illness: Stress, Coping and Adaptation. New York: The Guilford Press.

Hiroko, K., Yoshio, M., & Kazuo, N. (2005). Quality of life of schizophrenic patients living in the community: The relationships with personal characteristics, objective indicators and selfesteem. Psychiatry and Clinical Neurosciences, 59(2), 163-169.

Hultman, C., Wieselgren, I., & Ohman, A. (1997). Relationships between social support, social coping, and life events in the relapse of schizophrenia patients. Scandinavian Journal of Psychology, 38, 3-13.

Lawrie, S., & Johnstone, E. (2004). Schizophrenia and Related Disorders. In E. Johnstone, S. Lawrie, D. Owens, M. Sharpe & C. Freeman (Eds.), Companion to Psychiatric Studies (7th ed., pp. 390-420). Edinburgh: Churchill Livingstone.

Lazarus, R., & Folkman, S. (1984). Stress, Appraisal and Coping. New York: Springer.

Lecomte, T., Cyr, M., Lesage, A., Wilde, J., Leclerc, C., & Ricard, N. (1999). Efficacy of a selfesteem module in the empowerment of individuals with schizophrenia. Journal of Nervous & Mental Disease, 187(7), 406-413.

Lysaker, P., Davis, L., Lightfoot, J., Hunter, N., & Stasburger, A. (2005). Association of Neurocognition, Anxiety, Positive and Negative Symptoms with Coping Preference in Schizophrenia Spectrum Disorders. Schizophrenia Research, 80(23), 163-171.

MacDonald, E., Pica, S., McDonald, S., Hayes, R., & Baglioni, A. (1998). Stress and Coping in Early Psychosis: Role of Symptoms, Selfefficacy, and Social Support in Coping with Stress. British Journal of Psychiatry, Supplement, 172(33), 122-127.

Marques, A., Queirós, C., & Rocha, N. (2007). Programa de desenvolvimento de estratégias de autocontrolo e gestão do stress em pessoas com Esquizofrenia. Saúde Mental, 9(2), 12-24.

Marques, S., Lemos, J., & Greenglass, E. (2004). Proactive Coping Inventory (PCI), Portuguese Translation. Acedido a 12 Janeiro de 2007 de http://userpage.fuberlin.de/~health/pci_porto.htm

Meyer, B. (2001). Coping With Severe Mental Illness: Relations of the Brief COPE With Symptoms, Functioning, and WellBeing. Journal of Psychopathology and Behavioral Assessment, 23(4), 265-277.

Middleboe, T., & Mortensen, E. (1997). Coping strategies among long term mentally ill: categorization and clinical determinants. Acta Psychiatrica Scandanavica, 96, 188-194.

MyinGermeys, I., van Os, J., Schwartz, J., Stone, A., & Delespaul, P. (2001). Emotional Reactivity to Daily Life Stress in Psychosis. Archives of General Psychiatry, 58, 1137-1144.

Norman, R., & Malla, A. (1991). Subjective Stress in Schizophrenic Patients. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, 26, 212-216.

Norman, R., & Malla, A. (1993). Stressful Life Events and Schizophrenia: a Review of the Research. British Journal of Psychiatry, 162, 161-166.

Nuechterlein, K., & Dawson, M. (1984). A heuristic vulnerability/stress model of schizophrenic episodes. Schizophrenia Bulletin, 10, 300-312.

Nuechterlein, K., Dawson, M., Ventura, J., Gitlin, M., Subotnik, K., Snyder, K., et al. (1994). The vulnerability/stress model of schizophrenic relapse: A longitudinal study. Acta Psychiatrica Scandinavica, Supplementum, 382, 58-64.

Pais-Ribeiro, J., Honrado, A., & Leal, I. (2004). Contribuição para o Estudo da Adaptação Portuguesa das Escalas de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS) de 21 itens de Lovibond e Lovibond. Psicologia, Saúde & Doenças, 5(2), 229-239.

Rocha, N., Queirós, C., Aguiar, S., & Marques, A. (2006). Life Skills Profile (LSP – 39): Versão Portuguesa Autorizada. Porto: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Roe, D., Yanos, P., & Lysaker, P. (2006). Coping with Psychosis: An Integrative Development Framework. Journal of Nervous & Mental Disease, 194(12), 917-924.

Ruggeri, M., Warner, R., Bisoffi, G., & Fontecedro, L. (2001). Subjective and objective dimensions of quality of life in psychiatric patients: a factor analytical approach. The British Journal of Psychiatry, 178, 268-275.

Santos, P., & Maia, J. (1999). Adaptação e análise factorial confirmatória da Rosenberg selfesteem scale com uma amostra de adolescentes: Resultados preliminares. In A. Soares, S. Araujo & S. Caires (Eds.), Avaliação psicológica: Formas e Contextos (Vol. 6, pp. 101-113). Braga: APPORT.

Schwarzer, R. (2001). Stress, resources, and proactive coping. Applied Psychology: An International Journal, 50, 400-407.

Schwarzer, R., & Taubert, S. (2002). Tenacious goal pursuits and striving toward personal growth: Proactive coping. In E. Frydenberg (Ed.), Beyond coping: Meeting goals, visions and challenges (pp. 1935). London: Oxford University Press.

Torrey, W., Mueser, K., McHugo, G., & Drake, R. (2000). SelfEsteem as an Outcome Measure in Studies of Vocational Rehabilitation for Adults With Severe Mental Illness. Psychiatric Services, 51(2), 229-233.

VazSerra, A. (2002). O Stress na Vida de Todos os Dias. Coimbra: Edição de Autor.

VazSerra, A., Canavarro, M., Simões, M., Pereira, M., Gameiro, S., Quartilho, M., et al. (2006). Estudos Psicométricos do Instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOLBref) para Português de Portugal. Psiquiatria Clínica, 27(1), 41-49.

Ventura, J., Nuechterlein, K., Subotnik, K., Green, M., & Gitlin, M. (2004). Self-efficacy and Neurocognition May be Related to Coping Responses in Recent-onset Schizophrenia. Schizophrenia Research, 69, 343-352.

Wiersma, D., Nienhuis, F., Slooff, C., & Giel, R. (1998). Natural course of schizophrenic disorders: A 15-year followup of a Dutch incidence cohort. Schizophrenia Bulletin, 24, 75-85.

Yanos, P., Primavera, L., & Knight, E. (2001). Consumer-run Service Participation, recovery of social functioning, and the mediating role of psychological factors. Psychiatric Services, 52(4), 493-500.

Zubin, J., & Spring, B. (1977). VulnerabilityA New View of Schizophrenia. Journal of Abnormal Psychology, 86(2), 103-126.

 

Recebido em 27 de Março de 2008 / aceite em 18 de Abril de 2008

 

1 Contactar para Email: nrocha@estsp.ipp.pt