SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.8 número2O conceito de cuidador analisado numa perspectiva autopoiética: do caos à autopoiéseContracepção: conhecimentos e atitudes em jovens universitários índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Psicologia, Saúde & Doenças

versão impressa ISSN 1645-0086

Psic., Saúde & Doenças v.8 n.2 Lisboa nov. 2007

 

Atitudes face ao tabagismo: Hábitos tabágicos e o papel dos profissionais de saúde

Esmeralda Barreira*1, Francisco Sampaio Gomes2, & Luís Miguel Cunha3

1Instituto Português de Oncologia, E.P.E. – Clínica do Pulmão; Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Fernando Pessoa, Porto

2Faculdade de Ciências Sociais, Universidade Fernando Pessoa, Porto

3Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade Fernando Pessoa, Porto

 

RESUMO: O presente estudo investiga as atitudes de utentes em ambulatório, estudante s finalistas (enfermagem e medicina) e profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) face aos hábitos tabágicos e ao papel dos profissionais de saúde. Foi administrado um questionário a 360 sujeitos (120 estudantes finalistas, 120 profissiona is de saúde e 120 utentes). O questionário foi administrado em instituições de ensino e em unidades hospitalares dos distritos do Porto e de Braga. Dos sujeitos avaliados 19% eram fumadores. Os resultados apontaram para as seguintes conclusões: os profissionais de saúde e os fumadores valorizam a exemplaridade médica mais do que os utentes, estudantes e os não fumadores; os fumadores têm atitudes mais permissi vas em relação ao tabagismo que os não fumadores.

Palavras chave: Exemplaridade, Hábitos tabágicos, Permissividade, Profissionais de saúde.

 

Attitudes towards smoking: Smoking habits and the role of health professionals

ABSTRACT: In the present work, we studied the attitudes of ambulatory patients, last year nursing and medical students and health professionals (physicians and nurses) relative to smoking habits and the role of health professionals. A adapted questionnaire was applied to 360 individuals (120 students, 120 health professionals and 120 patients), in health care units in the Porto and Braga districts. The results revealed a high number of smokers (19%), representing 15% of the women and 27% of men. Health professionals and smokers were found to value best the medical exemplarity than patients, students and non-smokers. Smokers showed more permissive attitudes relative to smoking than non-smokers.

Key words: Exemplarity, Health professionals, Permissivity, Smoking habits.

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text only available in PDF format.

 

REFERÊNCIAS

Altet, M.N., & Sánchez, M.T. (1998). Tabaquismo en el Adolescente. Anales Espanholes Pediatría; Supl. 110, 26-31.         [ Links ]

Coakley, A. & Ruston, A. (2002). A doença pulmonar e o tabaco: Um caso para a promoção da saúde. Nursing, 164, 44-48.

Cordeiro, R. (1986). Hábitos Tabágicos em Profissionais da Saúde. Estudos & Investigação, estudo nº 1. Lisboa: Conselho de Prevenção do Tabagismo, Instituto Nacional de Defesa do Consumidor.

Eagly, A.H., & Chaiken, S. (1993). The Psychology of Attitudes. Florida: Harcourt Brace Jovanovich College Publishers.

Ferreira, J.M. (2000). A Atitude do Pneumologista Português Face ao Tabaco. In J.M. Ferreira & M.C. Canteiro (Eds.), Tabagismo: Avaliação a Nível Institucional e Abordagem Terapêutica. XVI Congresso de Pneumologia da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Granate, M.C. (1995). Porque se Fuma e Porque se Deixa de Fumar. Lisboa: Conselho de Prevenção do Tabagismo, Instituto Nacional de Defesa do Consumidor.

Hill, M.M., & Hill, A. (2000). Investigação por Questionário. Lisboa: Edições Silabo.

Instituto Nacional de Estatística (1998-1999). Inquérito Nacional de Estatística.

Joossens, L., Naett, C., Howie, C., & Muldoon, A. (1994). Tabaco e Saúde na União Europeia- uma síntese. Lisboa: Conselho de Prevenção do Tabagismo.

Lima, L.P. (2002). Atitudes: Estrutura e Mudança. In J. Vala & M.B. Monteiro (Eds.), Psicologia Social (5ª ed., pp. 187-225). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Llamas, A.M. (1982). Manual de Patología Tabaquica. Madrid: Ministerio de Sanidad y Consumo, Dirección General de Salud Publica.

Lledó, P. (2002). Epidemiología del Tabaquismo. In S.S. Reina & C.A.J. Ruiz (Eds.), Manual de Tabaquismo (2ª ed., pp. 11-34). Barcelona: Masson.

López-Sáez, M. (2001). Cambio Actitudinal como Consecuencia de la Acción. In J.F. Morales & C. Huici (Eds.), Psicología Social (pp. 172-183). Madrid: McGraw-Hill.

Matias, D. (2003). Prevalência do Tabagismo em Portugal. In Y. Martinet & A. Bohadana (Eds.), O Tabagismo – Da Prevalência à Abstinência (pp. 23-30). Lisboa: Climepsi Editores.

Mendes, B. (2000).Técnicas de Cessação Tabágica – Iniciação de uma consulta de apoio ao fumador. In J.M. Ferreira & M.C. Canteiro (Eds.), Tabagismo: Avaliação a Nível Institucional e Abordagem Terapêutica. XVI Congresso de Pneumologia da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Morales, J.F. (2001). Relaciones entre Actitud y Conduta. In J.F. Morales & C. Huici (Eds.), Psicología Social (pp. 148-151). Madrid: McGraw-Hill.

Ochoa, M.G., Montañes, R., Pérez, F., & Pons, J. (1990) Actitudes hacia el propio Rol en Profesionales de la Salud y de la Docencia. III Congresso Nacional de Psicologia Social. Santiago de Compostela.

Orive, J., & Hernandez, T. (2002). Funcion del Professional de la Salud Frente al Tabaquismo. In S.S. Reina & C.A.J. Ruiz (Eds.), Manual de Tabaquismo (2ª ed., pp. 115-125). Barcelona: Masson.

Pardal, M., & Santos, M.B. (1999). O Melhor é não fumar – Guia Elementar para Formadores em Prevenção Tabágica. Lisboa: Conselho de Prevenção do Tabagismo.

Pereira, M.G., Araújo-Soares, V., & McIntyre, T. (2001). Satisfação do Utente e Atitudes face aos Médicos e Medicina: um estudo piloto. Psicologia, Saúde e Doenças, 2(2), 69-80.

Pestana, M., & Gagueiro, J. (1998). Análise de Dados para Ciências Sociais: A complementariedade do SPSS. Lisboa: Edições Síbalo.

Ribeiro, J.L. (1998). Psicologia e Saúde. Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

Simpson, D. (2000). O Grande Desafio da Medicina – Os Médicos e o Tabaco. Tobacco Control Resource Centre, Comissão Europeia. Londres: Chanterelle Translations.

Slama, K. (1998) Tobacco control and prevention. A guide for low income countries. Paris: International Union Against Tuberculosis and Lung Disease.

Smith, E., & Mackie, D. (2000). Social Psychology (2ª ed.). Philadelphia: Taylor & Francis.

Tessier, J.F., & Nejjari, C. (2003). Médicos e Enfermeiros em França e na Europa Face ao Tabagismo, o seu Papel Educativo. In Y. Martinet & A. Bohadana (Eds.), O Tabagismo – Da prevalência à abstinência (pp. 377-386). Lisboa: Climepsi Editores.

World Health Organization. (1998). Guidelines for controlling and monitoring the tobacco epidemic. Geneva: WHO.

World Health Organization (1999). Tabac et Sante: Les Faits. [Em linha]. Disponível em http://www.who.int/inf-fs/fr/am221.html (consultado em 24/6/2002).

World Health Organization. (2003) [Em linha]. Disponível em http://www.who.int/features/2003/08/ingl/print.html (consultado em 22/5/2003).

 

* Contactar para E-mail: merbp@clix.pt

 

Recebido em 14 de Março de 2007 / aceite em 14 de Outubro de 2007