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Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher

versão impressa ISSN 0874-6885

Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher  no.Extra Lisboa out. 2019

 

ESTUDOS

Estereótipos de gênero na Indústria Audiovisual: Mulheres cineastas engendram novos papéis modelo

Gender stereotypes in the Audiovisual Industry: Women filmmakers engender new role models

Sandra de Souza Machado*

* Universidade de Brasília, 70910-900, Brasília, Brasil, sandramachado@unb.br


 

RESUMO

Recentes estudos de mídia, com estatísticas e por meio de crítica audiovisual, revelam as características fundamentais nas produções Eurocêntricas - em especial, as norte-americanas, hegemônicas no panorama mundial - que instigam e enraízam estereótipos arcaicos (interseccionais) de gênero que permeiam as diversas culturas e sociedades globais. As produções audiovisuais realizadas pelas novas gerações de cineastas mulheres - diretoras, roteiristas, produtoras e atrizes - têm marcado transformações necessárias e urgentes nas representações femininas e nos papeis modelo para as crianças e jovens mulheres.

Palavras-Chave: gênero; estereótipos; audiovisual; mulheres; representações.


 

ABSTRACT

Recent media studies, through statistics and audiovisual criticism, reveal fundamental characteristics in Eurocentric audiovisualproduction - especially those made in USA, hegemonic worldwide -, which instigate and root archaic (intersectional) gender stereotypes that permeate diverse cultures and global societies. Audiovisual productions made by new generations of female filmmakers - directors, screenwriters, producers and actresses - have marked necessary and urgent transformations on female representations and role models for children and young women.

Keywords: gender; stereotypes; audiovisual production; representations.


 

INTRODUÇÃO

A(s) História(s) das Mulheres, cara e necessária em escala global, vem sendo resgatada há décadas, apesar de a passos pequenos. Como formiguinhas, historiadoras e arqueólogas, ao mesmo tempo, escavam pistas aqui e ali, juntam pedaços de documentos, artefatos, livros, peças de quebra-cabeças que emergem acolá, nos quatro cantos do mundo.

Aprendemos hoje que algumas civilizações pré-colombianas (como a Inca([1])) eram matriarcais ou chefiadas por mulheres e homens. Ou que existiram (muitas) guerreiras respeitadíssimas e líderes em civilizações tidas como “másculas” e supostamente patriarcais, como os povos Vikings ou os Celtas (Bretanha)([2]). Ou mesmo que na Guerra Civil norte-americana, no séc. XIX, em torno de 600 mulheres disfarçaram-se de homens para lutar contra os escravocratas do Sul dos Estados Unidos. E também sobre as heroínas das guerras pelas independências dos países latino-americanos.

São muitas histórias que foram silenciadas, apagadas ou omitidas, por historiadores que transformaram feitos, descobertas ou heroísmos, femininos em meros “detalhes”, ao sobrepor os homens a elas. Ou ajudaram na apropriação pelos homens do que na verdade seria fruto do trabalho de mulheres.

Isso tudo tem sido revelado, pesquisado e comprovado, em nossa contemporaneidade, por historiadoras, antropólogas, arqueólogas, sociólogas, enfim, mulheres das diversidades e de várias áreas do conhecimento. Fazem um trabalho importantíssimo de resgate da História das Mulheres, um campo que se abre dentro dos estudos das civilizações, que hoje algumas pesquisadoras, brasileiras e mundo afora, denominam História do Possível. Em contrapartida, na área de Comunicação Social, há um boom de produções audiovisuais - nos cinemas e nas séries para a TV ou das plataformas digitais como Netflix e Hulu - que contam tais histórias, em filmes de ficção ou não, mas visivelmente baseadas em personagens reais ou mitológicas, que foram “esquecidas” nas narrativas historiográficas.

São produções com mulheres “kickasses” - que arrebentam, que “chutam bundas”, que são inteligentes, cientistas, valentes e destemidas - em papéis principais, com suas próprias falas, ideologias e pensamentos. Independem de homens e, em muitos casos, nem mesmo há personagens masculinos significativos. São filmes que passariam no Teste de Bechdel.([3]) Bons exemplos foram exibidos nos cinemas mainstream globais, ou podem ser vistos nas plataformas de filmes e séries. São produções estreladas, dirigidas, roteirizadas, editadas e/ou produzidas por mulheres (das diversidades interseccionais), como é o caso de Atômica (Atomic blonde, EUA, 2017), de Mulher-maravilha (Wonder woman, EUA, 2017), de Estrelas além do tempo (Hidden figures, EUA, 2016), e de Viagem das garotas (Girls trip, EUA, 2017). Ou ainda das guerreiras astutas e inteligentes do ultra tecnológico reino fabuloso de Wakanda, em Pantera negra (Black panther, EUA, 2018). E há as animações e as séries que são ou fizeram sucesso ao longo das últimas duas décadas.

São referências porque rompem com o que vinha sendo estereotipado e mal representado no audiovisual, desde a criação do cinema, em relação aos papeis modelo femininos. Não que essas más representações tenham desaparecido. As trágicas novelas brasileiras ou a maioria dos filmes da indústria cultural transnacional estão aí para lembrar-nos que o sexismo, o idadismo (questões geracionais), o racismo, a LGBTfobia, e o machismo misógino continuam vivos.

Entretanto, tais padrões passaram a ser desafiados em filmes recém-lançados como os mencionados acima, ou no passado recente, com animações e séries de TV, como Valente (Brave - EUA, 2012), vencedora do Oscar de Melhor Animação, Frozen (EUA, 2013), ou a série de TV neo-zelandesa Xena: Princesa guerreira (Xena: Warrior princess, exibida entre 1995 e 2001). Há também belos exemplos brasileiros e de outros países periféricos ao eurocentrismo, que são menos difundidos e distribuídos, mas emblemáticos([4]). São mudanças de foco necessárias ao desenvolvimento das novas gerações, em especial, das meninas, das adolescentes e jovens mulheres e suas diversidades, de forma positiva e afirmativa. Que estimulem suas auto-estima e autodeterminação.

REPRESENTAÇÕES INTERSECCIONAIS

Os vieses para as mudanças representacionais imagéticas, nesta era pós-colonial, são as relações entre os meios de comunicação, a cultura onde atuam e as formações identitárias em sua multidimensionalidade. É necessária a superação das visões tradicionais, simplificadas e estereotipadas das diversidades.

O debate é sobre a aprendizagem dos papeis de gênero em filmes (de ficção ou não) e programas de TV, e as consequências sobre as crianças/adolescentes/jovens. Há a tendência, nos últimos anos, dos filmes de ação produzidos para grandes audiências serem liderados por mulheres. Entretanto, permanecem deficitárias as representações femininas em suas rotinas e no que tange suas diversidades geracionais, raciais, étnicas, de orientação sexual ou de gênero. O desafio é produzir filmes, séries (streaming) ou vídeos (para TV ou no YouTube) que reflitam a pluralidade e a polifonia das mulheres. Pela desconstrução das velhas à construção das novas narrativas e a experiência coletiva no audiovisual; e pelo empoderamento técnico e estético.

O sucesso mundial dos filmes realizados entre 2016 e 2018, como Wonder woman, Hidden figures, Girls trip e Black panther, aliás, mostra como as sociedades globais, em especial, as mulheres e meninas, estão carentes em relação a melhores representações para suas (auto) imagens e estima. Grande parte das bilheterias de tais produções é o retorno delas, que foram em massa aos cinemas e “puxaram” os homens. Não é preciso lembrar que as mulheres somam mais de 51% da população mundial, na média dos países.

Girls trip é produção que merece destaque, ao encenar uma viagem de pura diversão e laços positivos entre garotas/mulheres negras norte-americanas que se reencontram em determinado momento de suas vidas. Várias cenas reafirmam a segurança e a alegria da amizade entre as quatro protagonistas. O filme comprova que quando há mulheres e/ou diversidades no “quarto de roteiristas”, os papeis modelo (interseccionais) de gênero também mudam de caráter e características. O roteiro foi escrito por um homem e uma mulher negros, Kenya Barris e Tracy Oliver, e o filme arrecadou mais de 110 milhões de dólares. Conquistou ótima classificação na Rotten Tomatoes, empresa agregadora das opiniões de espectadores/as e da crítica especializada.

O enredo é a aventura de quatro amigas que decidem viajar a Nova Orleans, para o festival anual Essence, e promover uma “reconexão” dos laços de amizade, de sororidade, de longa data. E o que era para ser uma “comédia de verão” nos Estados Unidos reafirma o empoderamento das mulheres negras, ao colocá-las como personagens principais de uma produção astuta e sagaz.

 

 

SHADOW-BEASTS/FRONTERAS

No Brasil de 2017, produções que destacam as diversidades étnicas femininas também ganharam prêmios e receberam significativas audiências em festivais, algo considerado façanha, até pelos poucos recursos financeiros disponíveis no país para os filmes independentes, de jovens (desconhecidas) cineastas. Vale mencionar as mulheres negras de diferentes gerações que protagonizam o longa-metragem Café com canela, dirigido por dois jovens do Recôncavo da Bahia, nordeste brasileiro: Glenda Nicácio e Ary Rosa. O filme ganhou o prêmio do Júri Popular no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Com foco nas questões raciais e geracionais, a narrativa mostra sensibilidade aos típicos (múltiplos) problemas enfrentados pelas mulheres negras (ou mestiças/pardas) nas sociedades patriarcais com histórico colonial.

São questões resultantes da “tirania cultural”, segundo a alcunha de Gloria Anzaldúa, ao descrever seu lugar de “desconforto” havendo chegado a uma consciência da New mestiza (nova mestiça), que vem das fronteiras entre os Estados Unidos e o México: é uma metonímia para o patriarcado - a maneira pela qual a cultura tradicional trabalha contra as mulheres.

 

 

Mas, a rebeldia feminista que a habita é sua Shadow-beast (algo como o lado besta-sombra): “(...) uma parte de mim que se recusa a acatar ordens de autoridades de fora” (Anzaldúa, 1999, p. 38).

Esta Shadow-beast, a inadaptação, emergiria como a parte das mulheres que assusta os homens e provoca neles a tentativa de controlar e desvalorizar a persona e a cultura femininas. Tal qual na maioria dos filmes dos cinemas feitos para as bilheterias, as mulheres, na frontera, são comumente ensinadas a temer a sexualidade e aprendem que os homens valorizam apenas os seus corpos.

A dominação patriarcal, que tanto favorece o chamado male bonding (laços subliminares que unem os homens), produz, ao longo da história, efeito adverso no que seria um paradigmático female bonding. Ou seja, mina as possibilidades da formação de laços fortes e de proteção instintiva entre as mulheres. Isso ocorre especialmente após o surgimento e desenvolvimento dos mass media (meios de comunicação de massa) e a subsequente difusão massiva da propaganda ideológica e psicossocial do patriarcado eurocêntrico.

A crítica feminista do cinema Molly Haskell afirma que as mulheres tornaram-se “super-fêmeas” em oposição ao que seriam “super-mulheres”. “Nós mentimos e manipulamos e fingimos ser frágeis, e sentimos a culpa de conspirar em nossa própria idealização - e em nossa própria opressão” (Haskell, 2016, p. xxxiv).

MUDANÇA DE PARADIGMAS

A indústria audiovisual ocidental, com efeito, parece ter entrado em nova fase, neste séc. XXI, finalmente dando maior atenção aos papéis interseccionais de gênero, raça e etnia, LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais), e às questões do empoderamento feminino, dos preconceitos geracionais (idadismo), ou das discriminações contra as pessoas com deficiência e contra as populações deslocadas (migratórias/refugiadas).

Segundo a mais recente pesquisa (Lauzen, 2017) do Center for the Study of Women in Television & Film, da San Diego State University (SDSU), nos Estados Unidos, entre 2016 e 2017, as mulheres tiveram ganhos “modestos mas penetrantes” à frente das telas de cinema e também nos bastidores da televisão. As percentagens de personagens femininas e os números de mulheres que trabalham em quadros (posições de destaque) dos bastidores aumentaram ligeiramente nos programas de transmissão de rede aberta, nos canais a cabo e no streaming nas plataformas digitais.

No geral, as mulheres compreendem, atualmente, 42% de todas as personagens com falas na televisão produzida nos EUA (cujos programas são retransmitidos mundo afora), com um aumento de três pontos percentuais em relação ao período de 2015-16. Nos bastidores, as mulheres representaram 28% do total do pessoal de criação, direção, roteiristas, produção e produção executiva, edição e direção de fotografia. Isso em programas veiculados nas várias plataformas, em 2016. O dado representa um aumento de 2 pontos percentuais sobre o biênio anterior.

Em 2017, Hollywood, a meca do cinema ocidental, lançou filmes no mercado mundial que privilegiam papeis principais com mulheres (em suas diversidades étnicas, geracionais e de orientação sexual) fortes, independentes, (auto)determinadas e com razoável estima por suas pares. Entretanto, ainda é cedo para afirmar que as mudanças serão duradouras ou que serão suficientes para alterar padrões de representações e/ou de comportamento, neste novo milênio.

Em concordância com a pesquisa do centro da SDSU, o último relatório da Common Sense Media - Organização Não-Governamental líder nos Estados Unidos pelo empoderamento de gênero e pela voz das famílias frente às novas tecnologias e mídias -, Watching gender: How stereotypes in movies and on TV impact kids’ development (Observando gênero: Como os estereótipos nos filmes e na TV impactam o desenvolvimento das crianças), analisou mais de 150 artigos, entrevistas, livros e outras pesquisas sociocientíficas. Nele, os estereótipos de gênero nos filmes e em programas de TV são mais que persistentes. Eles são incrivelmente eficazes em ensinar às crianças o que a cultura local/nacional/global espera de meninos e meninas (Common Sense Media, 2017).

Isso faz com que tais mensagens se mantenham, pois estão programadas para o momento preciso no desenvolvimento das crianças quando são mais receptivas à sua influência. A ONG atesta, por meio das pesquisas, que a mídia perpetua rígidos papeis e estereótipos de gênero. O que pode afetar o senso de autoestima, autodeterminação, os relacionamentos e as aspirações de futuras carreiras das crianças. Na pesquisa, a Common Sense Media explora os efeitos das mídias audiovisuais tendenciosas sobre o desenvolvimento das crianças, a fim de promover representações de gênero mais positivas e precisas, que proporcionem às crianças a liberdade de serem elas próprias.

Há que se mencionar também as séries das plataformas da internet, em especial a Hulu, com O conto da aia (The handmaid’s tale, EUA, 2017). Baseada no romance homônimo de 1985, da escritora canadense Margaret Atwood, a produção arrebatou os cinco principais prêmios Emmy, dos 11 que disputou: melhor série dramática, direção, roteiro, atriz (Elisabeth Moss) e atriz coadjuvante (Ann Dowd) (Helena, 2017). O sucesso torna o Hulu o primeiro serviço de streaming de vídeos a ganhar o Emmy de melhor série. Outro sucesso de premiação no Emmy 2017, com oito estatuetas (Helena, 2017), a minissérie da HBO, Big little lies, em tradução livre “Pequenas grandes mentiras”, também traz na trama central os problemas de gênero em muitas camadas - abusos, bullying escolar, violência doméstica e estupro -, e na necessária sororidade entre as mulheres para a superação das adversidades. É baseada em livro homônimo da escritora Liane Moriarty.

CONCLUSÃO

No cinema clássico feito para as bilheterias, a “mulher-imagem”, ou a imagem feminina, é tipicamente tornada fetiche. Isso pode ocorrer por meio dos fundamentos da linguagem audiovisual, como o uso de close-ups (primeiros planos) que se arrastam, ou permanecem por mais tempo que o normal para um plano aproximado, que seria entre dois a três segundos na tela, o que interrompe claramente a fluidez da narrativa e constitui a mulher como “espetáculo”. Também acontece pelo uso de figurinos glamorosos, maquiagem, locações, cenários, ou por meio de esquemas de iluminação especiais que cercam as personagens femininas.

Sobre a criação de um novo referencial, o desenvolvimento de outros horizontes para o cinema, E. Ann Kaplan credita ao cinema das mulheres e às teorias feministas do cinema a abertura de caminhos entre as divisões e o fracasso no desenvolvimento de uma teoria do cinema relacionada com a vanguarda:

As razões para tanto não são difíceis de encontrar, dado o tipo de trabalho que as mulheres têm de fazer. As mulheres foram forçadas a desenvolverem uma semiótica do cinema que pudesse incluir uma teoria da referência, já que a opressão da formação social nos é impingida diariamente. Mas como nossa opressão nasce de nossa (falsa) representação na significação, como podemos evitar a tentativa de encontrar uma voz, um discurso, apesar das dificuldades envolvidas em tal busca dentro da cultura patriarcal que nos exclui? Além do mais, como poderíamos continuar a tolerar, primeiro, nossa exclusão do fluxo da história (quer dizer, a representação da presença da mulher na história) e, depois, a omissão dos ativistas de esquerda quanto às questões políticas da mulher? (...) para caracterizar os variados projetos do cinema feminista, as cineastas independentes cumprem sua tarefa de formas amplamente variadas (1995, p. 127).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Anzaldúa, G. (1999). Borderlands/La frontera. San Francisco: Aunt Lute.         [ Links ]

Common Sense Media (2017). Watching gender: How stereotypes in movies and on TV impact kids’ development. Disponível em https://www.commonsensemedia.org/research/watching-gender# Acesso em 10 de Agosto de 2017.         [ Links ]

Haskell, M. (2016). From reverence to rape: The treatment of women in the movies. Chicago: The University of Chicago Press.         [ Links ]

Helena, L. (2017). The handmaid’s tale: Motivos para ver a série vencedora do Emmy. M de Mulher. Disponível em https://mdemulher.abril.com.br/cultura/the-handmaids-tale-o-conto-da-aia-margaret-atwood/. Acesso em 7 de Outubro de 2017.         [ Links ]

Kaplan, E. A. (1995). A mulher e o cinema: Os dois lados da câmera. Rio de Janeiro: Editora Rocco.         [ Links ]

Lauzen, M. M. (2017). Boxed in 2016-17: Women on screen and behind the scenes in television. Center for the Study of Women in TV & Film. Disponível em: https://womenintvfilm.sdsu.edu/wp-content/uploads/2017/09/2016-17_Boxed_In_Report.pdf. Acesso em: 2 de Outubro de 2017.         [ Links ]

Oliveira, S. R. (2012). Por uma História do possível: Representações das mulheres Incas nas crônicas e na historiografia. São Paulo: Paco Editorial.         [ Links ]

Pécora, L. (2017). Brasil adota selo para filmes aprovados no Teste de Bechdel-Wallace. Mulher no Cinema. Disponível em: http://mulhernocinema.com/noticias/brasil-adota-selo-para-marcar-?lmes-aprovados-no-teste-de-bechdel-wallace/ Acesso em 8 de Outubro de 2017.         [ Links ]

 

[1] Ver em Oliveira (2012). Capítulo 6 - As representações do passado incaico e a problemática em torno dos conceitos de patriarcado e matriarcado. Quando os espanhóis chegaram aos domínios do Tawantinsuyo, por volta de 1532, se depararam com mulheres indígenas, cujos papéis e funções não se encaixavam nos padrões europeus, prescritos e naturalizados para o sexo feminino. Essas mulheres tinham participação ativa e importante na sociedade.

[2] Sobre as recentes descobertas arqueológicas de mulheres guerreiras nessas civilizações, há matérias nos principais jornais online, disponíveis em http://www.huffpostbrasil.com/entry/dna-test-reveals-powerful-viking-warrior-was-actually-a-woman_us_59b68b72e4b0b5e531078e5b e http://www.hypeness.com.br/2017/09/dna-mostra-que-lider-guerreiro-do-alto-escalao-viking-era-uma-mulher/.

[3] O Brasil é o primeiro país da América Latina a adotar o selo A-rate, dado a filmes que passam no teste de Bechdel-Wallace, ou seja, que têm ao menos duas personagens femininas conversando entre si sobre algum assunto que não seja um homem (Pécora, 2017).

[4] Há produções de animações infantis no Brasil que promovem a igualdade de gênero e raça. Ver https://www.geledes.org.br/10-desenhos-infantis-inteligentes-e-que-promovem-a-igualdade/ . Acesso em 10 de Dezembro de 2017.