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Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher

versão impressa ISSN 0874-6885

Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher  no.Extra Lisboa out. 2019

 

Reflexão prévia II: Arte e Género como tema de investigação

Paulo Simões Rodrigues*

* CHAIA/Universidade de Évora


 

O conjunto de artigos que compõem o presente número de Faces de Eva é o resultado e a memória futura de uma conferência internacional decorrida nos dias 27 e 28 de Outubro de 2017, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, cuja organização contou com a participação do Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora, do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (CICS-NOVA) e do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.

Intitulada Género na Arte de Países Lusófonos: Corpo, Sexualidade, Identidade e Resistência, a conferência reuniu um largo conjunto de investigadores nacionais e internacionais (oriundos maioritariamente de países de língua portuguesa) com o objetivo de dar a conhecer e debater como a arte, na contemporaneidade, tem manifestado e interrogado a generalização da consciência da identidade de género enquanto construção social e política. A conferência foi também o ponto de partida para a constituição de um grupo de trabalho internacional especializado no estudo da interação entre a arte e os problemas de género, temática que no CHAIA tem vindo a ser inscrita no grupo de investigação em Artes Visuais e Design, na sub-linha temática de Arte e Género. Neste contexto, o CHAIA tem promovido o desenvolvimento de uma perspetiva crítica que aborda a arte (a sua produção, a sua teoria e a sua crítica) enquanto processo e discurso cultural de representação, enunciação e re-significação de identidades coletivas e individuais, isto é da sua performatividade. No caso específico das relações que estabelece entre Arte e Género, a primeira afirma-se como forma de conhecimento e prática reflexiva capaz de questionar discursos de autoridade e normativos acerca do corpo e da sexualidade, podendo ser, por isso, um instrumento de criação, recriação ou resistência de identidades, individuais ou coletivas. É das muitas dimensões que a arte pode assumir nesta ação de interrogar, reconfigurar ou construir identidades de género que este número da revista Faces de Eva trata.