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Toxicodependências

versão impressa ISSN 0874-4890

Toxicodependências v.17 n.1 Lisboa  2011

 

Abertura

Quando há 17 anos iniciámos a publicação de Toxicodependências a situação não era fácil. E poucas pessoas imaginariam, na altura, que em 2011 a revista continuaria a publicar-se, mantendo-se como uma revista científica da área das toxicodependências. Infelizmente muitas publicações científicas tiveram, no nosso país, uma vida efémera. É bom recordar que nesse tempo os serviços de tratamento de toxicodependentes enfrentavam um número de pedidos de tratamento impensável que, embora propiciasse um material de estudo imenso, tornavam muito difícil a realização pelos técnicos de terreno da investigação desejável.

E a toxicodependência permanecia como um tema pouco atractivo para a maior parte da investigação universitária. Se na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto se mantinha desde há anos o interesse institucional pelo tema, a verdade é que nos outros centros universitários a investigação era dispersa e muitas vezes dependente da iniciativa e apoio do SPTT.

Ao longo destes anos, o panorama foi mudando. A investigação apoiada pelo serviço institucionalizou-se. A colaboração com a Faculdade de Psicologia do Porto, o Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e com o Instituto de Ciências Sociais permitiu a realização de importantes estudos e investigações e aqui e ali, este ou aquele investigador universitário surgiam enriquecendo a reflexão com os seus estudos noutras áreas do saber.

Outro movimento importante que registamos com agrado foi o crescente interesse de muitos técnicos de saúde – enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, educadores – pelo tema e que se tem manifestado nomeadamente num grande número de monografias de licenciatura ou teses de mestrado sobre o tema das toxicodependências. Estamos assim hoje mais confiantes na possibilidade de manter a revista. O interesse pelo tema aumentou muito. Mas precisamos, agora, que o rigor e a qualidade dos trabalhos aumente. Demasiadas vezes somos confrontados com trabalhos que, abordando temas importantes e significando um interesse e esforço de louvar, não reúnem as condições científicas necessárias para serem publicados.

Por fim acresce reconhecer que os diferentes Conselhos de Administração (SPTT) e Conselhos Directivos (IDT) sempre asseguraram as condições necessárias para a viabilização do nosso Projecto Editorial.