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Psicologia

Print version ISSN 0874-2049

Psicologia vol.16 no.1 Lisboa Jan. 2002

http://dx.doi.org/10.17575/rpsicol.v16i1.475 

Estereótipos e percepção de variabilidade de grupo: O caso dos angolanos residentes em Portugal

Stereotypes and perception of group variability: the case of Angolans in Portugal

 

Ana Guinote*,C; Mafalda S. S. Aveiro**; Sandra C. da Mata**

*ISCTE/CIS

**Universidade Lusófona.

CAutor para correspondência

 


RESUMO

O presente artigo analisa, no contexto português, o conhecimento que membros de um grupo étnico maioritário e minoritário têm do seu endogrupo e do exogrupo. Estudantes angolanos e portugueses, residentes na região de Lisboa, participaram no estudo. De acordo com resultados anteriores, os estudantes portugueses perceberam maior variabilidade do endogrupo que do exogrupo (efeito de homogeneidade do exogrupo), enquanto que os estudantes angolanos percebem mais variabilidade do exogrupo que do endogrupo (efeito de diferenciação do exogrupo). A familiaridade com os membros dos grupos não explica estes resultados. São discutidas outras explicações possíveis.

Palavras-chave Percepção de variabilidade de grupo, minorias, efeito de diferenciação do exogrupo.


ABSTRACT

The current article addresses ethnic perceptions of ingroup and outgroup variability in the Portuguese context. Angolan and Portuguese students living in Portugal participated in the study. Portuguese students perceived more ingroup than outgroup variability (the outgroup homogeneity effect) and Angolan students perceived more outgroup than ingroup variability (outgroup differentiation). Familiarity did not explain these results. Further explanations are discussed.


 

A posição que os grupos sociais ocupam na sociedade em termos de dimensão, estatuto e poder afecta grandemente o comportamento e as percepções sociais dos seus membros. Estudos recentes indicam que, comparativamente às maiorias, as minorias dominadas se identificam mais com o seu grupo (Brewer & Lui, 1984; Guinote, 2001; Simon & Brown, 1997; Simon & Pettigrew, 1990), favorecem mais o seu grupo e discriminam mais o grupo do outro (Sachdev & Bouhris, 1984),2 percebem mais variabilidade no exogrupo que no endogrupo (Guinote, 2001; Simon & Brown, 1987; Simon & Pettigrew, 1990), revelam um processamento de informação mais elaborado (Guinote, 2001; Guinote, Brown, & Fiske, 2000) e têm um conceito de self mais colectivo e menos individual (Simon, 1998).

Estes resultados demonstram o interesse crescente na psicologia social pela compreensão das minorias. Nos últimos anos, os investigadores têm vindo a reconhecer que, para compreender as relações intergrupais, o preconceito e a discriminação, é necessário conhecer não só os mecanismos cognitivos da maioria que discrimina, mas também os da minoria. Neste sentido, Patricia Devine e colaboradores consideram que tem sido dada uma ênfase exagerada às percepções da maioria. Estes autores defendem que, pelo contrário, é necessário considerar a perspectiva das minorias no estudo do preconceito e da discriminação (Devine, Evett & Vasquez-Suson, 1996).

O presente artigo tem como objectivo contribuir para o conhecimento das minorias, analisando as percepções de grupo de uma minoria negra e da maioria branca no contexto social português. Mais precisamente, pretendemos estudar a percepção de variabilidade de grupo por parte de estudantes adultos portugueses e angolanos (para estudos sobre a percepção de variabilidade em crianças negras e brancas veja Guinote, Mouro, Pereira, & Monteiro, 2001).

A percepção de variabilidade de um grupo diz respeito ao grau de diferenciação e à complexidade com que o grupo é percebido (veja Linville, 1982, para uma definição detalhada de complexidade de grupo). A percepção de variabilidade de grupo é afectada pela pertença grupai. Normalmente temos percepções mais diferenciadas de grupos aos quais pertencemos do que de grupos aos quais não pertencemos (efeito de homogeneidade do exogrupo).

Várias são as explicações para o efeito de homogeneidade do exogrupo. Para alguns autores, a percepção de variabilidade deriva da familiaridade que se tem com os membros do grupo (Linville, Fischer, & Salovey, 1989), enquanto outros autores defendem a existência de diferentes mecanismos de representação para o endogrupo e o exogrupo (Judd & Park, 1988; Ostrom et al., 1993). O leitor interessado pode encontrar revisões de literatura nos artigos de Devos, Comby e Deschamps (19%), Guinote (1999), Park e Judd, (1990) e Quattrone (1986).

Não obstante a robustez do efeito de homogeneidade do exogrupo, a literatura mais recente tem demonstrado que este efeito não é universal. A percepção de variabilidade relativa dos grupos depende dos atributos em questão (Kelly, 1989) e é grandemente afectada por diferenças individuais relativas ã necessidade de estrutura e capacidade para estruturar (Bar-Tal & Guinote, 1999). São, no entanto, as minorias que representam o maior desafio na compreensão da percepção relativa de variabilidade do endogrupo e do exogrupo. Enquanto maiorias percebem o seu grupo como mais heterogéneo que o exogrupo (efeito de homogeneidade do exogrupo), membros de grupos minoritários tendem a perceber o exogrupo como mais heterogéneo que o grupo do próprio (efeito de diferenciação do exogrupo).

Várias são as explicações propostas para este fenómeno de diferenciação do exogrupo. Simon e colaboradores propõem que os membros de grupos minoritários vêem a sua auto-estima ameaçada e tendem, por isso, a aumentar a solidariedade no seio do seu grupo e a acentuar as semelhanças do endogrupo (Simon & Brown, 1987). Este autor defende ainda que a saliência do grupo minoritário é outro factor na origem de uma acentuação das semelhanças do endogrupo (Simon & Hamilton, 1994). Outro tipo de explicação, que surgiu no estudo do efeito do estatuto na percepção de variabilidade, defende a existência de uma norma social segundo a qual membros de grupos de elevado estatuto são percebidos como tendo uma individualidade própria e por isso os seus grupos são percebidos como heterogéneos, enquanto membros de grupos de baixo estatuto são percebidos de forma mais indiferenciada (para uma revisão desta perspectiva veja Lorenzi-Cioldi, 1998).

O facto de as minorias diferenciarem mais o exogrupo que o endogrupo pode derivar de uma maior atenção face às características do exogrupo, como forma de aumentar a sua predictabilidade e controlo (Guinote, 2001; Guinote et al, 2000; Guinote & Fiske, 1999). Este tipo de explicação é uma extensão, para o domínio das representações intergrupais, da investigação sobre os efeitos de privação de controlo (Weary et al, 1993) e de interdependência na formação de impressões (Erber & Fiske, 1984; Ruscher & Fiske, 1990).

Recentemente foi ainda proposta uma explicação para as assimetrias na variabilidade percebida de grupos que ocupam diferentes posições na estrutura soicial, baseada em diferenças na vanabilidade objectiva dos mesmos (Guinote, Judd, & Brauer, no prelo). Segundo esta explicação, grupos maioritários, grupos com estatuto elevado ou com poder são percebidos como mais variáveis porque sào objectivamente mais variáveis que grupos minoritários, grupos com baixo estatuto ou sem poder. Esta hipótese baseia-se em estudos que demonstram que o poder tem um efeito desinibitório do comportamento enquanto a falta de controlo sobre os seus resultados inibe o comportamento (Ebenbach & Keltner, 1998).

Guinote, Judd e Brauer (no pelo) efecturam dois estudos para testar esta hipótese. Nestes estudos, participantes que pertenciam a um grupo dominado ou dominante foram filmados enquanto efectuavam uma tarefa de grupo e se apresentavam aos membros do grupo. Posteriormente, observadores viram os vídeos e fizeram estimativas quanto à variabilidade dos grupos. Metade dos observadores tinha sido previamente informada acerca das relações de poder entre os grupos e a outra metade não tinha sido informada. A este último grupo de observadores foi simplesmente dito que os grupos tinham sido constituídos aleatoriamente. Os resultados destes estudos apoiam as hipóteses: independentemente de saberem quais eram as relações de poder entre os grupos, os observadores perceberam os grupos dominantes como mais variáveis que os grupos dominados.

Esta hipótese foi ainda apoiada em estudos que se debruçaram sobre a variabilidade do comportamento ao longo de diferentes situações (Guinote & Trope, 2001). Neste estudos, membros de grupos maioritários mudaram mais o seu comportamento de uma situação para a outra que membros de grupos minoritários. Este resultado deve-se ao facto de membros de grupos minoritários serem mais vigilantes e contrariarem a tendência natural para responder a indicadores do ambiente de forma automática (veja Dijksterhuis, Bargh, & Miedema, 2000). Diferenças na variabilidade objectiva dentro de situações e ao longo de situações são duas fontes independentes de variabilidade que contribuem para as diferenças na variabilidade percebida de grupos dominados e dominantes.

É objectivo do presente artigo estudar a percepção de variabilidade do endogrupo e do exogrupo na população estudantil angolana e portuguesa. Escolhemos a comunidade angolana por ser uma das comunidades estudantis estrangeiras mais repesentadas em Portugal. De acordo com os estudos anteriores nesta área, prevemos que os estudantes portugueses percebem o exogrupo de uma forma mais homogénea que o endogrupo e que os estudantes angolanos têm uma percepção oposta.

Método

Pré-teste

Dezasseis estudantes portugueses e 15 estudantes angolanos, residentes há mais de um ano em Portugal, responderam a um questionário que tinha como objectivo identificar os atributos associados ao grupo dos portugueses e ao grupo dos angolanos. Este questionário incluiu a lista de adjectivos de Katz e Braly (1933). A tarefa dos participantes consistia em indicar, para cada traço apresentado, numa escala bipolar de sete pontos, em que medida esse traço é tipicamente português ou tipicamente angolano, indicando, de seguida, o grau em que esse traço é positivo ou negativo, também numa escala de sete pontos. Nenhum dos sujeitos do pré-teste participou no estudo subsequente.

Pretendendo-se seleccionar atributos socialmente divulgados, foram retidos seis atributos para os quais existia consenso nas duas amostras de juízes, seguindo o procedimento indicado por Park e Rothbart (1982). Estes atributos sâo: mal-humorados, materialistas e sofisticados (característicos dos portugueses), e alegres, desmazelados e maldosos (característicos dos angolanos).3

Participantes e desenho

Participaram neste estudo 87 estudantes universitários, dos quais 41 eram angolanos, residentes em Portugal há mais de um ano (o tempo médio de residência é de 1,5 anos), e 46 eram portugueses. As idades dos participantes situam-se entre 18 e 30 anos (M = 24,2). Os estudantes portugueses foram recrutados na Universidade Lusófona, em Lisboa. Os estudantes angolanos foram recrutados através do núcleo de apoio a estudantes angolanos da embaixada de Angola.

O estudo consite num desenho 2x2, com o factor intersujeitos estatuto numérico (maioria portuguesa vs. minoria angolana) e o factor intra-sujeitos grupo alvo (endogrupo vs. exogrupo).

Procedimento

Os participantes foram convidados a participar num estudo sobre as características de vários povos. As sessões foram individuais e decorreram na Universidade Lusófona (estudantes portugueses) e na embaixada de Angola (estudantes angolanos).

Medidas dependentes

Homogeneidade geral. Nesta tarefa, os participantes estimaram, numa escala de sete pontos, em que medida os membros do grupo alvo eram, em geral, semelhantes entre si (Quattrone & Jones, 1980).

Tarefa de distribuição. Foi pedido aos participantes que considerassem 100 estudantes angolanos (portugueses) escolhidos aleatoriamente e os distribuíssem ao longo de uma escala com sete caixas, que representavam níveis de uma dimensão (Linville et al, 1989). Esta tarefa foi feita separadamente para cada um dos seis atributos seleccionados no pré-teste.

Familiaridade. Os participantes indicaram quantos estudantes angolanos (portugueses) conheciam pessoalmente. Para cada um deles, indicaram ainda o grau de conhecimento, numa escala de sete pontos, que variava desde conheço muito mal até conheço muito bem.

Resultados

Percepção de variabilidade. Com base na tarefa de distribuição foi calculada a probabilidade de diferenciação dos membros do grupo que é uma medida de dispersão (Linville et al, 1989).4 Foi criado um índice único de dispersão correspondente à dispersão média nos seis atributos (alfa = 0,76). Foi então efectuada uma análise de variância 2x2x2, com os factores estatuto numérico (maioria vs. minoria), como variável intersujeitos, e grupo alvo (endogrupo vs. exogrupo) e tipicalidade dos atributos (típico do endogrupo vs. típico do exogrupo), como variáveis intrasujeitos. Esta análise revelou uma interacção significativa entre estatuto numérico e grupo alvo, F(1,3) = 19,50, p <0,001, e um efeito principal marginal do estatuto numérico, F(1,3) = 3,91, p <0,1 (figura 1). Análises subsequentes demonstram que membros do grupo maioritário (estudantes portugueses) percebem mais variabilidade no endogrupo (M = 0,66) que no exogrupo (M = 0,57), F( 133) = 12,44, p <0,001. Em contrapartida, membros do grupo minoritário (estudantes angolanos) percebem o exogrupo de forma mais diferenciada (M =0,56) que o endogrupo (M » 0,52), F(1,3) = 8,96, p <0,005. Análises de co-variância (ANCOVAS) indicam que a Interacção entre estatuto numérico e grupo alvo se mantem quando controlamos a familiaridade com os membros do grupo,5 assim como a valência dos atributos. O facto de não haver efeitos da tipicalidade dos atributos indica que os efeitos das nossas variáveis sobre a percepção de variabilidade se estendem tanto aos atributos estereotípicos como aos contra-estereotípicos.

Homogeneidade geral Verificou-se uma interacção marginal entre estatuto numérico e grupo alvo, F(1,3) = 2,3, p = 0,1. Os membros do grupo maioritário tendem a perceber o exogrupo como mais homogéneo (M = 4,9) que o endogrupo (M = 4,2), em contrapartida os membros do grupo minoritário percebem a mesma homogeneidade no endogrupo (M = 4,3) e no exogrupo (M = 4,3).

Discussão

Foi objectivo do nosso estudo analisar a percepção de variabilidade do endogrupo e do exogrupo por parte de um grupo maioritário dominante (estudantes portugueses) e de um grupo minoritário dominado (estudantes angolanos), no contexto português. De acordo com a literatura nesta área, as nossas previsões indicavam que o grupo maioritário percebia o seu grupo de forma mais diferenciada que o exogrupo (efeito de homogeneidade do exogrupo) e que o contrário se verificaria para o grupo minoritário. As nossas hipóteses receberam apoio total no que diz respeito à percepção de dispersão dos membros do grupo e apoio parcial no que diz respeito à medida de homogeneidade geral.

Estes resultados permitem replicar, em contexto português, resultados encontrados noutros contextos (Guinote, 2001; Lorenzi-Cioldi, Eagly & Stewart, 1995; Simon & Brown, 1987). Eles sugerem que os estudantes adultos angolanos que residem em Portugal se comportam como uma minoria social em termos dos seus mecanismos de atenção e percepção social. Resultados semelhantes foram obtidos com a população infantil. Num estudo efectuado com crianças brancas e negras verificou-se que crianças brancas percebem mais variabilidade no seu grupo que no exogrupo e crianças negras fazem o oposto (Guinote et al, 2001).

Um outro estudo efectuado com medidas de memória também aponta para resultados semelhantes (Cabecinhas & Amâncio, 1999). Neste estudo, após lerem descrições de vários negros e vários brancos, os participantes tinham como tarefa reconhecer a quem é que correspondia cada descrição. Verificou-se que tanto os participantes brancos como os negros fizeram mais confusões intracategoriais no grupo de negros que no grupo dos brancos, indicando uma homogeneização dos negros por parte de ambos os grupos de participantes. As autoras interpretaram estes resultados enquanto produto de uma norma socialmente partilhada (Lorenzi-Cioldi et al., 1995), efeito também designado por efeito do conhecimento da posição do grupo alvo (Guinote et al., no prelo), segundo o qual o grupo de elevado estatuto (brancos) é percebido pela população como sendo mais heterogéneo que o grupo de baixo estatuto (negros).

Os resultados apresentados neste artigo podem igualmente ser devidos a efeitos ligados ao perceptor, de que é exemplo a procura motivada de informação. Esta hipótese afirma que os perceptores procuram informação em função das suas necessidades e que essa procura de informação afecta o conhecimento que formam dos grupos (Guinote, 2001). Assim, por exemplo, verificou-se que a percepção de variabilidade do grupo dominate variava em função do grau de dependência que os participantes tinham em relação a esse grupo (Guinote & Fiske, 1999).

Para além das hipóteses ligadas a efeitos do perceptor e do conhecimento da posição dos grupos alvo, podemos considerar ainda que os efeitos obtidos neste estudo derivam de diferenças objectivas na homogeneidade dos grupos (Guinote et al., no prelo). Isto é, é possível que, no contexto português, a minoria negra se comporte de forma mais homogénea que a maioria branca.

O estudo apresentado neste artigo não permite isolar efeitos ligados ao perceptor, ligados ao conhecimento da posição do grupo alvo ou ligados à homogeneidade real dos grupos. Saber em que medida estes factores podem contribuir para os resultados alcançados, é tarefa para futura investigação.

 

Referências

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CAutor para correspondência:

Correspondência relativa ao artigo deve ser enviada por e-mail para: ana_guinote@yahoo.com

 

Financiado por

A investigação apresentada neste artigo foi subsidiada pelo projecto PESH/C/PSI/0083/96 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

Notas

2Note-se, no entanto, que resultados opostos relativos à identificação social e ao favoritismo do grupo do próprio foram encontrados quando a variável manipulada é o estatuto. Neste caso, membros de baixo estatuto identificam-se menos com o seu grupo e tendem a favorecer o exogrupo (e.g.Sachdev & Bouhris, 1991; para uma meta-análise veja Mullen & Brown, 1992).

3Não foi possível encontrar atributos socialmente divulgados, aceites pelos juízes angolanos e pelos juízes portugueses, que tenham uma valência exactamente idêntica para os dois grupos. Na análise dos resultados controlaremos, no entanto, o efeito da valência dos atributos.

4A probabilidade de diferenciação (Pd) é dada por Pd= 1-Σi+1,m Pi2 em que pi representa a proporção de membros da categoria descritos pelo nível i da dimensão em questão. Esta medida indica-nos a probabilidade de distinguir membros de um grupo em termos de uma dada dimensão.

5Foi calculado um índice de familiaridade que corresponde à soma do número de membros do grupo conhecidos ponderada pelo grau de conhecimento desses membros.

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