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Revista de Enfermagem Referência

versão impressa ISSN 0874-0283

Rev. Enf. Ref. vol.serIV no.12 Coimbra mar. 2017

http://dx.doi.org/10.12707/RIV16032 

ARTIGO DE INVESTIGAÇÃO (ORIGINAL)

 

A dependência de tabaco em estudantes de enfermagem

Tobacco dependence in nursing students

La dependencia al tabaco en estudiantes de enfermería

 

Ana Gabriela da Silva Saraiva*; Cláudia Margarida Correia Balula Chaves**; João Carvalho Duarte***; Maria Odete Pereira Amaral****

* MsC., Enfermagem Comunitária. Enfermeira Especializada em Enfermagem Comunitária. Unidade de Cuidados na Comunidade de Cantanhede, Centro de Saúde de Cantanhede, 3060-123 Cantanhede, Portugal. [agsaraiv@gmail.com]. Contribuição no artigo: pesquisa bibliográfica, recolha de dados, tratamento dos dados, análise e discussão dos dados, escrita do artigo

** Ph.D., Ciências da Educação. Professor Adjunto, Instituto Politécnico de Viseu, 3500-843, Viseu, Portugal [claudiachaves21@gmail.com]. Morada para correspondência: R. D. João Crisóstomo Gomes de Almeida, n.º 102, 3500-843, Viseu, Portugal. Contribuição no artigo: pesquisa bibliográfica, discussão dos dados, escrita do artigo, revisão do conteúdo.

*** Ph.D., Saúde Mental. Professor Coordenador, Instituto Politécnico de Viseu, 3500-843, Viseu, Portugal [duarte.johnny@gmail.com]. Contribuição no artigo: tratamento dos dados, análise e discussão dos dados, revisão do conteúdo.

**** Ph.D., Saúde Pública. Professor Adjunto Instituto Politécnico de Viseu, 3500-843, Viseu, Portugal [mopamaral@gmail.com]. Contribuição no artigo: pesquisa bibliográfica, tratamento dos dados, análise e discussão dos dados, revisão do conteúdo.

 

RESUMO

Enquadramento: Os estudantes de enfermagem, pelos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, devem estar conscientes dos malefícios do tabagismo.

Objetivos: Estimar a prevalência de consumo de tabaco e identificar as variáveis sociodemográficas, académicas e psicológicas, associadas à dependência de nicotina, em estudantes de enfermagem.

Metodologia: Estudo transversal analítico. Amostra de 404 estudantes de enfermagem, 86,1% género feminino (M=23,60±6,67 anos). Questionário constituído por variáveis sociodemográficas e académicas, Escala de Ansiedade, Depressão e Stresse, Escala de Afeto Positivo e Negativo, o Teste Fagerström da Dependência à Nicotina e o Inventário de Personalidade de Eysenck.

Resultados: Prevalência de consumo de tabaco de 25,2%, género masculino com uma percentagem maior (32,1% vs. 24,1%). Os estudantes começaram a fumar aos 16,8 anos. Dos estudantes que começaram a fumar antes dos 15 anos, 44,4% apresentam um nível de dependência elevado.O consumo de tabaco associou-se à extroversão e ao stresse.

Conclusão: Um quarto dos estudantes fumam e o consumo associou-se com variáveis psicológicas. Há necessidade da criação e implementação de intervenções de dissuasão do consumo de substâncias psicoativas.

Palavras-chave: estudantes de enfermagem; tabagismo; personalidade; stresse psicológico

 

ABSTRACT

Background: Nursing students should be aware of the harmful effects of smoking as a result of the knowledge acquired throughout their degree.

Objectives: To estimate the prevalence of tobacco consumption and identify the sociodemographic, academic, and psychological variables associated with tobacco dependence in nursing students.

Methodology: Analytical cross-sectional study. Sample of 404 nursing students, 86.1% of female students (M=23.60±6.67 years). Questionnaire composed of sociodemographic and academic variables, the Portuguese versions of the Depression, Anxiety and Stress Scale and the Positive and Negative Affect Scale, the Fagerström Test for Nicotine Dependence, and the Eysenck Personality Inventory.

Results: Prevalence of tobacco consumption of 25.2%, higher percentage among male students (32.1% vs. 24.1%). Students started smoking at 16.8 years. A high level of dependence was found in 44.4% of the students who started smoking before the age of 15. Tobacco consumption was associated with extroversion and stress.

Conclusion: A quarter of the students smoke. Tobacco consumption was associated with psychological variables. Interventions to discourage the consumption of psychoactive substances should be created and implemented.

Keywords: students, nursing; smoking; personality; stress, psychological

 

RESUMEN

Marco contextual: Los estudiantes de enfermería, por los conocimientos adquiridos a lo largo del curso, deben ser conscientes de los perjuicios del tabaquismo.

Objetivos: Estimar la prevalencia del consumo de tabaco e identificar las variables sociodemográficas, académicas y psicológicas asociadas a la dependencia a la nicotina en estudiantes de enfermería.

Metodología: Estudio transversal analítico. La muestra estuvo formada por 404 estudiantes de enfermería, el 86,1 % del género femenino (M=23,60±6,67 años). El cuestionario estuvo constituido por variables sociodemográficas y académicas, la Escala de Ansiedad, Depresión y Estrés, la Escala de Afecto Positivo y Negativo, el Test de Fagerström de la Dependencia a la Nicotina y el Inventario de Personalidad de Eysenck.

Resultados: Prevalencia del consumo de tabaco del 25,2%, género masculino con un porcentaje mayor (32,1 % vs. 24,1 %). Los estudiantes comenzaron a fumar a los 16,8 años. De los estudiantes que comenzaron a fumar antes de los 15 años, el 44,4% presenta un nivel de dependencia elevado. El consumo de tabaco se asoció a la extroversión y al estrés.

Conclusión: Un cuarto de los estudiantes fuman, y el consumo se asoció con variables psicológicas. Es necesario crear e implementar intervenciones de disuasión del consumo de sustancias psicoactivas.

Palabras clave: estudiantes de enfermería; tabaquismo; personalidad; estrés psicológico

 

Introdução

O tabagismo é considerado, mundialmente, uma epidemia e é a primeira causa evitável de doença e de morte prematura nos países desenvolvidos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 100 mil jovens começam a fumar por dia e desses, 80% são de países em desenvolvimento. Atualmente, a idade média de início de consumo de tabaco é de 15 anos, o que permitiu à OMS considerar o tabagismo como uma doença pediátrica (Silva, Sales, França, & Siqueira, 2012). Dos fumadores portugueses, mais de 90% começaram o consumo antes dos 25 anos e de acordo com estudos recentes houve um aumento do consumo de tabaco entre os jovens escolarizados (Direção-Geral da Saúde [DGS], 2013).

O combate ao tabagismo deve ser uma preocupação central de todos os intervenientes da sociedade, no entanto e não obstante a necessidade de participação coletiva, os profissionais de saúde estão na primeira linha quando se trata de educar para a aquisição e manutenção de comportamentos salutares, tendo um papel primordial como educadores e modelos sociais. Refletindo sobre esta função essencial do profissional de saúde, questionámo-nos sobre os hábitos tabágicos dos estudantes de enfermagem enquanto futuros profissionais detentores de conhecimentos científicos na área da saúde e de compreender o que os influenciará na exposição a fatores de risco, situação que consideramos contraproducente com o seu papel de modelo em comportamentos de saúde (Bonito, 2010).

Assim, os objetivos deste estudo foram determinar a prevalência do consumo de tabaco em estudantes de enfermagem e identificar variáveis sociodemográficas, académicas e psicológicas associadas ao consumo de tabaco em estudantes de enfermagem.

 

Enquadramento

A Comunidade Europeia apresentou, em 2014, novas diretivas relativas ao tabaco, que constituem um passo importante para a política de saúde pública europeia e que se espera contribuírem para reduzir, em 2% até 2020, o número de novos fumadores na União Europeia, principalmente nos mais jovens (Borg, 2014). Existem alguns fatores que predispõem a população mais jovem a este tipo de condutas, contribuindo para a sua dependência tabágica, mas que variam de pessoa para pessoa, tornando mais complexa a abordagem deste problema. Do ponto de vista comportamental, o ato de fumar é regulado pelas suas consequências imediatas e a sua repetição resulta de processos de aprendizagem e de reforços (positivos e negativos), que ao longo do tempo se apreendem e se tornam automáticos, num padrão de comportamento duradouro, que conduz à dependência (Martins, 2012).

Vários fatores podem condicionar as escolhas individuais no que diz respeito a comportamentos menos assertivos - como a influência da personalidade. Historicamente, o termo personalidade advém do latim persona, que se refere às máscaras que eram usadas pelos atores de teatro na antiguidade e através das quais exprimiam as diversas emoções. Foram reconhecidas por Eysenck e Eysenck (1968) duas dimensões primárias da personalidade: a Extroversão e o Neuroticismo. Estes autores consideram que estas dimensões representam a atividade nervosa e identificam a Extroversão como um contínuo entre Extroversão e Introversão e o Neuroticismo como um contínuo entre Neuroticismo e Estabilidade Emocional. Assim, a personalidade seria enquadrada em quatro dimensões: Introversão-Extroversão e Estabilidade-Neuroticismo. A Extroversão seria constituída por fatores como a sociabilidade, a assertividade, as emoções positivas, a vivacidade e o nível de atividade. A dimensão do Neuroticismo seria composta por um conjunto de características de personalidade, abrangendo a ansiedade, a depressão, a vulnerabilidade psicológica e a hostilidade. Traços de neuroticismo podem tornar o fumador mais vulnerável ou sensível às propriedades da nicotina, contribuindo para sua adoção e manutenção do hábito.

Outros estudos científicos têm referido o stresse como fator associado ao consumo de tabaco, identificando os estudantes dos cursos da área da saúde com valores de ansiedade e de depressão acima dos níveis normais e mencionando como fatores determinantes o stresse, a sobrecarga curricular, o ambiente institucional, a perda de controlo sobre a disponibilidade de tempo e as dificuldades na gestão de tempo de lazer. O consumo de tabaco pode ser percebido como um recurso eficaz, no sentido de lidar com o stresse e ansiedade. Estas alterações psicológicas desencadeiam modificações nos estilos de vida destes estudantes, nomeadamente no que se refere a hábitos alimentares, consumo de álcool e de tabaco. Neste sentido, quando os fumadores enfrentam situações mais stressantes e em que o consumo de tabaco é restringido, a sua perceção de controlo e de reação fica diminuída. Estas consequências podem explicar, como os sintomas de abstinência, após a cessação do consumo, trazem dificuldades em lidar com situações socialmente stressantes e podem explicar o porquê de o stresse aumentar a obsessão por cigarros e as recaídas após tratamentos para abandono do hábito (Rondina, Martins, Manzato, & Terra, 2013).

Considerado o tabagismo uma calamitosa epidemia para a saúde do ser humano e percebendo as suas particularidades no indivíduo de acordo com a sua personalidade, refletimos agora sobre a sua presença nas populações mais jovens, nomeadamente em estudantes do ensino superior. A indústria tabaqueira tem recorrido nos últimos tempos a técnicas de marketing e de publicidade cada vez mais subtis e engenhosas para aumentar as suas vendas e margens de lucro, direcionando-as para os grupos-alvo mais vulneráveis, como é o caso dos jovens, principalmente do sexo feminino, que têm sido os principais destinatários de campanhas dissimuladas, como a criação dos cigarros light, dos cigarros com forma de batom, com a adição de aromas à base de frutos ou de mentol, entre outras. Por outro lado, o jovem adulto, a frequentar o ensino superior, vivencia sérias mudanças que circundam várias faces da sua existência, nomeadamente, a escolha de uma carreira profissional, um processo de socialização muito diferenciado (que pode incluir o afastamento da família, uma forte sensação de liberdade e de autonomia), o começo da construção de um futuro de acordo com as perspetivas planeadas, e ainda outros fatores, como o facto de já não ser visto pela sociedade como um adolescente mas sim como um adulto, com responsabilidades financeiras e sociais. O consumo de tabaco e de álcool nestes estudantes pode ocorrer num contexto académico de maior vulnerabilidade pela particular envolvência, ritualizada e institucionalizada (Pimentel, Mata, & Anes, 2013).

Esta fase da vida, com a pressão dos novos amigos e a procura da independência, pode colocar o jovem em situação de risco no que se refere ao consumo de substâncias nocivas à saúde. A maior parte dos jovens têm consciência desse risco, mas preferem ignorá-lo por atribuírem maior valor às consequências psicossociais relacionadas a esses comportamentos (Pimentel et al., 2013).

A escola deveria representar um espaço de ensino-aprendizagem, com obrigação de desenvolver atividades para promover e proteger a saúde de toda a comunidade educativa, concebendo formas salutares de trabalhar, estudar e viver, protegendo o ambiente, a sua sustentabilidade e ainda fomentando a promoção da saúde no ensino, na investigação e na comunidade (Pedroso et al., 2012). Será este, sem dúvida, um dos objetivos principais das escolas promotoras de saúde. “Os contextos promotores de saúde são o modelo atualmente mais recomendado para promover a saúde dos cidadãos, sendo a escola um contexto formal privilegiado em que a educação para a saúde dos estudantes pode ser potenciada”, esta ideia é-nos partilhada por Martins (2012, p. 57). A formação universitária deve estar preparada para agir na redução da procura de substâncias psicoativas, convertendo a educação num modelo pedagógico para promover a saúde. As crenças e as atitudes relacionadas com este problema são importantes para a enfermagem, uma vez que esta presta um papel fundamental nos cuidados da saúde quer a nível individual, familiar e comunitário. Esses cuidados visam a aquisição ou a manutenção de estilos de vida saudáveis e devem ser congruentes com os ensinamentos que lhes foram ministrados durante o curso e durante a sua vida profissional (Montalvo-Prieto & Castillo-Ávila, 2013).

Os estudantes de enfermagem, de acordo com os conhecimentos adquiridos ao longo do curso e pelas campanhas frequentes apresentadas relacionadas com o tabaco, estão conscientes dos malefícios do tabagismo. No entanto, a este respeito, Montalvo-Prieto e Castillo-Ávila (2013) referem que o conhecimento dos estudantes sobre o assunto não é suficiente, ainda que apresentem algumas atitudes benéficas para a prevenção e controlo do consumo destas substâncias. Afirmam ainda que, o consumo de substâncias psicoativas pelos estudantes de enfermagem, ainda que não seja de grande magnitude, é um problema que merece resolução pelos organismos responsáveis pelos programas de bem-estar universitário, devendo fortalecer-se os conteúdos curriculares sobre o fenómeno. Outro estudo realizado por Bonito (2010) com estudantes de enfermagem, percebeu que os resultados apontavam para uma experiência com o fumar na ordem dos 84,6%, com maior incidência no sexo feminino, e que cerca de 34,6% dos alunos tinha fumado durante o último mês, ainda que 50% tivesse estado exposto ao fumo. Estes dados são contraproducentes com a imagem atribuída aos profissionais de saúde, relacionada com o seu papel de promotores de saúde e com todo o seu saber. Estes agentes da saúde que continuam a fumar enviam uma mensagem inconsistente de não parar de fumar aos seus clientes, uma vez que num processo de mudança de atitudes a conduta do mensageiro é decisiva para o valor da mensagem que ele transmite (Bonito, 2010).

 

Questões de investigação

Desta forma pretendemos responder às seguintes questões: Qual a prevalência de consumo do tabaco em estudantes de Enfermagem? E quais os fatores sociodemográficos, académicos e psicológicos que influenciam o consumo de tabaco em estudantes de enfermagem?

 

Metodologia

Realizámos uma investigação quantitativa, descritiva-correlacional. Recorremos a uma amostra não probabilística por conveniência constituída por 404 estudantes de enfermagem, 86,1% eram do género feminino e 13,9% do masculino, a frequentarem algumas escolas públicas de enfermagem do país, que se disponibilizaram a participar voluntariamente no estudo. As idades dos participantes variaram entre os 18 e os 54 anos (M = 23,60 ± 6,674 anos), na sua maioria solteiros, a residir em zona urbana e a frequentar o 4º ano do curso de enfermagem.

Os dados foram recolhidos através de um questionário respondido online. Iniciou-se com uma pequena introdução (a qual apresentava o estudo, os objetivos e as orientações básicas de preenchimento do mesmo); seguidamente foi constituído por questões de natureza sociodemográfica e académica, pela Escala de Ansiedade, Depressão e Stresse (Apóstolo, Tanner, & Arfken, 2012), pela Escala de Afetos Positivos e Negativos (Galinha, Pereira, & Esteves, 2013), pelo Inventário de Personalidade de Eysenck que permitiu estudar o Neuroticismo e a Extroversão e pelo Teste de Dependência à Nicotina de Fagerström (Ferreira, Quintal, Lopes, & Taveira, 2009). Este instrumento tinha um tempo previsto de resposta de 25 minutos e os dados foram colhidos entre os meses de fevereiro e junho de 2014. Foi obtido parecer positivo da Comissão de Ética da Escola Superior de Saúde de Viseu (parecer nº 1/2014) e as respetivas autorizações favoráveis das escolas de enfermagem que aceitaram participar na investigação. Foi assegurado o anonimato e a confidencialidade dos dados, respeitada a autonomia, a voluntariedade e a liberdade na participação no estudo.

Posteriormente os dados foram analisados com recurso ao Statistical Package for the Social Sciences, versão 22.0 para Windows. Quanto ao tipo de análise estatística foi usada a estatística paramétrica como o t de student ou ANOVA e a estatística não paramétrica como o teste de U Mann Whitney e Kruskall Wallis, como ainda o teste de qui quadrado. Com intervalo de confiança calculado a 95% na estatística paramétrica.

 

Resultados

Encontrámos uma prevalência de consumo de tabaco de 25,2%, sendo 24,1% do género feminino e 32,1% do género masculino.

Um quarto dos estudantes (25,2%) é fumador, com uma percentagem superior no género masculino (32,1% vs. 24,1%); com uma idade média de início do consumo de tabaco de 16,8 anos (idade mínima de 12 anos e máxima aos 23 anos). Em média, foi o género feminino que manifestou uma idade de início de consumo de tabaco mais baixa, ou seja, iniciou mais cedo o consumo (M = 16,6 ± 2,06 vs. M = 17,6 ± 2.97 anos).

Mais de metade dos estudantes (58,8%) mencionou que não se considera dependente do tabaco, (61,1% do género masculino e 58,3% do género feminino).

Importante referir que 63,4% da população feminina apresentava um Índice de Massa Corporal (IMC) normal e apenas 16,3% apresentava índices de Pré Obesidade e de Obesidade. Assim, quando as inquirimos quanto à preocupação com o ganho de peso que possa existir ao deixar de fumar, 67,6% responderam que não a têm.

 

Tabela 1

 

Os estudantes não associaram o consumo de tabaco a momentos de tristeza (71,6%), aquando falam ao telefone (90,2%), quando se encontram a trabalhar (77,5%) e em momentos de maior alegria (86,3%). Por outro lado, associaram o consumo de tabaco ao consumo de bebidas alcoólicas (55,9%), após as refeições (57,8%), após o consumo de café (65,7%) e em situações de ansiedade/stresse (72,5%), com uma maior percentagem em mulheres. A maior percentagem dos participantes referiram já ter tentado deixar de fumar; 43,1% tentou deixar de fumar entre uma a três vezes e 39,2% mais de três vezes. Noventa e um por cento dos estudantes recorreram à consulta de cessação tabágica; sendo 74,2% raparigas e 16,9% rapazes. Apenas 4,5% das raparigas já recorreu a medicamentos para deixar de fumar. Mais de metade dos estudantes (54,9%) convive com fumadores em casa, sendo a maior percentagem do género masculino (55,6% vs. 54,8%); 67,6% dos participantes responderam que não tinham preocupação em ganhar peso ao deixar de fumar, principalmente os homens (83,3%).

A média de dependência à nicotina é mais elevada no género masculino (M = 1,944 ± 2,460) do que no género feminino (M = 1,392 ± 3,702); 85,0% apresentam um nível de dependência à nicotina muito baixo ou baixo, 3,9% uma dependência média e 8,8% referem um nível elevado de dependência.

 

Tabela 2

 

Dos estudantes que começaram a fumar depois dos 18 anos, 47,5% possuem um nível de dependência muito baixo e 44,4% dos estudantes que começaram a fumar em idades mais precoces (< 15 anos) o nível de dependência manifestou-se elevado. O nível de dependência apresenta percentuais mais elevados em estudantes com idades superiores a 23 anos (66,7%); em estudantes que residem em zona urbana. E os valores mais baixos de dependência verificam-se em estudantes que vivem sozinhos e com IMC normal.

Quanto às variáveis psicológicas, os estudantes apresentaram baixos índices de depressão, ansiedade e stresse, com valores médios inferiores à média esperada. Os homens apresentam índices mais elevados de depressão e de ansiedade do que as mulheres, mas menores índices de stresse; sendo as diferenças estatisticamente significativas para o stresse (p = 0,006). Quanto à idade, são os indivíduos entre os 21 e os 22 anos que manifestam o valor médio mais alto de stresse e o valor mais baixo foi referido pelos indivíduos com ≤ 20 anos na dimensão depressão. Na amostra geral, predominam os afetos positivos com valores médios mais elevados (M = 30,047±8,208 vs. os afetos negativos com M = 17,997±6,908). O género não influencia o bem-estar subjetivo; os estudantes mais jovens revelam mais afetos positivos, mas também índices mais elevados de afetos negativos; são os estudantes com idades ≥ 23 anos que apresentam menores índices de afetos negativos e melhor balanço afetivo. Os estudantes na sua globalidade tendem a ser extrovertidos (M = 14,128±3,281) e estáveis (M = 12,309±3,352); o género masculino revelou-se o mais extrovertido e o feminino mais neurótico, com diferenças significativas (p = 0,025).

 

Tabela 3

 

Em relação à idade, os estudantes com idade ≤ 20 anos revelam-se mais extrovertidos; os estudantes com idades ≥ 23 anos mostram-se mais introvertidos e mais neuróticos.

 

Tabela 4

 

Discussão

Os estudantes de enfermagem que participaram no estudo apresentaram uma prevalência de consumo de tabaco de 25,2%, superior nos rapazes. Estes valores são ligeiramente inferiores aos apresentados por Bonito (2010), com uma prevalência no último mês de 34,6%. Contudo, um estudo realizado por Silva et al. (2012) mostrou que dos estudantes de enfermagem apenas 14,7% eram fumadores e outro estudo realizado por Rondina et al. (2013) apresentou uma prevalência de tabagismo de 8,61%. Na República Democrática Popular do Lau verificaram que apenas 5,1% dos estudantes das áreas da saúde consumiam tabaco, sendo estes valores, segundo os próprios autores, inferiores aos que tinham sido apresentados num estudo nacional (Sychareun et al., 2013).

Segundo a caracterização sociodemográfica da amostra do presente estudo, é constituída na sua maioria por estudantes do género feminino (86,1%), comprovando o resultado de estudos já realizados com estudantes da área de ciências biológicas que refletem a cultura da profissão de enfermagem caracterizada pela supremacia do género feminino desde a sua origem. Silva et al. (2012), também obtiveram resultados semelhantes com 60,7% da sua amostra a corresponder ao género feminino (refletindo, desta forma a cultura da profissão de enfermagem).

Analisando a idade de início do consumo de tabaco, concluímos que a média de idades foi de 16,8 anos, apesar de 42,2% ter iniciado o consumo depois dos 18 anos, sendo 32,4% do género feminino. Estes dados são concordantes com Silva et al. (2012) que ostentaram uma maioria (60%) de estudantes de enfermagem com início de consumo de tabaco na faixa etária dos 16 aos 20 anos. Também noutro estudo efetuado com estudantes do ensino superior, Marques, Corte, Videira, e Bidarra (2011) mostraram que a idade de iniciação tabágica foi em média de 15 anos nos estudantes do género masculino e no género feminino foi de 16 anos. Estes dados corroboram o descrito no Programa Nacional de Prevenção e Controlo do tabagismo (DGS, 2012) em que, segundo o estudo do Eurobarómetro de 2012, cerca de 90% dos fumadores portugueses disseram ter iniciado o consumo regular de tabaco antes dos 25 anos; 22% antes dos 15 anos e 51%, entre os 15 e os 18 anos. Os autores Granville-Garcia et al. (2012) no seu estudo sobre tabagismo entre académicos da área da saúde na Universidade Estadual da Paraíba, encontraram 63,2% de estudantes que tinham iniciado o consumo entre os 13 e os 18 anos.

Relativamente à dependência à nicotina e à idade de início do consumo, dos estudantes que começaram a fumar depois dos 18 anos, 47,5% manifestaram um nível de dependência muito baixo e os fumadores que iniciaram antes dos 15 anos o nível de dependência foi muito elevado (44,4%). Estes dados são corroborados por Nunes, Vargas, Nunes, e Noto (2011), que afirmam que de entre os 70% de adolescentes que encetam fumar, 25% ficam rapidamente dependentes. Quanto mais tarde se inicia o consumo menor probabilidade de se tornar dependente. Da amostra total do presente estudo, 58,8% dos estudantes não se considera dependente do tabaco.

Quando inquirimos sobre as tentativas realizadas para deixar de fumar, percebemos que 43,1% já o tinham feito entre uma e três vezes e 91% já recorreram à consulta de cessação tabágica. Estes resultados são relevantes e são contraproducentes com os obtidos por Bonito (2010) no seu estudo com a primeira aplicação do Global Health Professional Survey no contexto português, com estudantes de enfermagem, que nos relatou que 62% nunca tinha recebido aconselhamento para deixar de fumar.

Em relação ao convívio com fumadores em casa, 54,9% respondeu afirmativamente, sendo destes 45,1% do género feminino. Este facto é consonante com a investigação de Silva et al. (2012) que mostrou que 58,5% dos inquiridos convive com fumadores, 53% declaram ter familiares e 32,4% amigos próximos que fumam.

Com os resultados obtidos através do Teste de Fageström para a Dependência à Nicotina, podemos caracterizar o consumo de tabaco nesta amostra quanto ao nível de dependência à nicotina. O nível de dependência a esta substância foi muito baixo (78,4%) e apenas 8,8% dos estudantes apresentaram um nível elevado. Estes dados são similares aos obtidos por Santos (2012) com 75% da sua amostra com nível de dependência muito baixo. Quando investigámos sobre as situações do dia com que o uso do cigarro está associado, 55,9% refere o consumo de bebidas alcoólicas e 72,5% apresenta as situações de maior ansiedade e stresse como estando relacionadas com este comportamento. Granville-Garcia et al. (2012), também comprovaram na sua investigação com estudantes da área da saúde que 75% fumavam mais quando bebiam álcool. Verificámos conjuntamente que algumas variáveis psicológicas influenciam o consumo de tabaco, sendo a Extroversão inversamente preditora do nível de dependência à nicotina, o que implica que quanto mais extrovertidos são os estudantes menos dependentes são da nicotina. Este hábito tornou-se indesejável em diversos países e muitos fumadores extrovertidos terão sido sancionados ou discriminados pelo consumo de tabaco na sua interação social, esta circunstância pode ter concorrido para diminuir o nível de associação entre tabagismo e esta característica da personalidade. Também o stresse é preditor do nível de dependência à nicotina, sendo que quanto mais stressados os participantes deste estudo, maior é o nível de dependência. Estes resultados vão ao encontro do estudo de Afonso e Pereira (2013, p. 24), que afirmam que “Os fumadores com mais sintomas relacionados com a morbilidade psicológica (e.g., mais stress psicológico ou ansiedade) tendem a ser mais dependentes da nicotina, consumindo mais tabaco. . .”.

Como limitação metodológica podemos referir a realização de um estudo com enfoque transversal, com avaliações feitas num único momento, não existindo um período de acompanhamento dos participantes. Apesar desta limitação, os resultados conseguidos proporcionaram um conhecimento mais efetivo sobre o consumo de tabaco em estudantes de enfermagem, tendo em conta as variáveis sociodemográficas, académicas e psicológicas da amostra.

 

Conclusão

Podemos concluir com o presente estudo que a prevalência de consumo de tabaco foi de 25,2%, superior nos rapazes (32,1% vs. 24,1%). A idade média de início do consumo de tabaco foi de 16,8 anos, sendo que o género feminino iniciou o consumo mais cedo. Mais de metade dos estudantes respondeu que não se considera dependente do tabaco, superior no género masculino (61,1% vs. 58,3%). Mais de metade da amostra já tentou deixar de fumar e recorreu à consulta de cessação tabágica.

A maior percentagem de estudantes não associa o consumo de cigarros ao ato de falar ao telefone, a momentos de tristeza, ao facto de se encontrarem a trabalhar e a momentos de maior alegria. Contudo, associam ao consumo de bebidas alcoólicas, após as refeições, após o consumo de café e a situações de ansiedade/stresse.

Na presente amostra predominam os afetos positivos com valores médios mais elevados do que os afetos negativos; o género não influencia o bem-estar subjetivo. Os estudantes mais jovens revelam mais afetos positivos e são os estudantes com 23 anos ou mais que ostentam menores índices de afetos negativos e melhor balanço afetivo. Na sua maioria, os estudantes tendem a ser extrovertidos e estáveis. Averiguámos que o stresse e a Extroversão são as variáveis psicológicas que apresentam maior peso preditivo e consequentemente mostraram-se preditores para o consumo de tabaco; o stresse apresenta uma significância marginal variando em sentido direto e a Extroversão é significativa e estabelece uma relação inversa o que nos permite afirmar que os estudantes mais introvertidos e com maiores níveis de stresse são os que consomem mais tabaco.

O combate ao tabagismo é uma prioridade reconhecida por todos e tem como um dos principais atores os profissionais de saúde, através da promoção da saúde e do aumento da literacia em saúde. Os enfermeiros são um dos rostos mais marcantes nesta luta por um melhor nível de saúde relacionado com o consumo de substâncias psicoativas. Como modelos e conselheiros de comportamentos salutares, eles detêm uma preciosa carga positiva na mudança nos comportamentos de risco, pelo que o consumo de tabaco seja contraproducente com este papel. Desta forma, os estudantes de enfermagem, enquanto futuros profissionais de saúde, são um público importante para futuras intervenções e pesquisas na área da promoção da saúde e prevenção da doença.

É imprescindível que, diante dos resultados aqui expostos, todos se consciencializem de que são precisas medidas efetivas de prevenção e de controlo do tabagismo nestes futuros técnicos de saúde. Salientar também a importância do apoio psicológico e até da animação social nestas instituições, direcionados aos estudantes mais introvertidos e mais stressados identificados neste estudo como sendo os que consomem mais tabaco. Para estudos futuros, seria interessante relacionar o consumo de tabaco nestes estudantes com as saídas à noite, tentando perceber se se condicionam e em que grau. Seria também estimulante perspetivar se os resultados obtidos se apresentariam semelhantes em estudantes de outras áreas e sem os mesmos conhecimentos em saúde.

 

Agradecimentos

Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto UID/Multi/04016/2016. Agradecemos adicionalmente ao Instituto Politécnico de Viseu e ao CI& DETS pelo apoio prestado.

 

Referências Bibliográficas

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Recebido para publicação em: 24.11.16

Aceite para publicação em: 31.01.17

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