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Economia Global e Gestão

versão impressa ISSN 0873-7444

Economia Global e Gestão vol.17 no.1 Lisboa abr. 2012

 

Uma panóplia de desafios

An array of challenges

 

Paulo Bento

DIRETOR

director.gemr.ibs@iscte.pt

 

A globalização e diversos excessos, em particular os associados ao crédito, destaparam várias disfunções em grande parte do mundo dito desenvolvido, que a retórica, a propaganda e a euforia vinham ocultando.

Apesar da insistência inicial, por parte das autoridades dos países ou dos blocos mais atingidos, em fazerem crer que a crise era menos profunda e que depressa a aniquilariam ou acantonariam, eram muitos os sinais de que não seria assim. Na verdade, estávamos a entrar numa nova era, muito diferente daquela que começava a ficar para trás, e com ela apareceram novos desafios.

Assim, sem surpresa, apesar do «poder de fogo» das autoridades e do pronto resgate da banca autoflagelada, os esforços para restabelecer a «velha ordem» só podiam ter resultados limitados. Confirmou-se, mais uma vez, que as crises profundas são «monstros» de vários tentáculos, difíceis de domar.

Entretanto, com o decorrer do tempo, aumentou o número de países afetados. Com efeito, nem os pujantes BRIC ficaram a salvo, como revelam as recentes reduções das respetivas taxas de crescimento, mas também as tensões e contradições internas, cada vez mais indisfarçáveis e com presença crescente nos media internacionais.

O resultado final de tudo aquilo a que temos assistido produzirá mudanças significativas, com impactos diversos, fruto da materialização das alternativas que se colocam, como por exemplo aos seguintes níveis: i) da energia, com consequências nas alterações climáticas e na paisagem geopolítica; ii) da biotecnologia e da agroindústria, com efeitos ao nível da saúde e com reflexos nas respostas aos desafios populacionais; iii) da inovação, com frutos no desenvolvimento de produtos, serviços e organizações; iv) da governação, desafiando os formatos de democracia representativa; v) das cidades, com repercussões na coabitação e nas vidas individuais; vi) da ética (empresarial e política), com implicações na moralização e na confiança.