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Jornal Português de Gastrenterologia

versão impressa ISSN 0872-8178

J Port Gastrenterol. vol.21 no.4 Lisboa ago. 2014

http://dx.doi.org/10.1016/j.jpg.2014.02.005 

ARTIGO ORIGINAL

 

TRÂNSITO GASTROINTESTINAL DE Rattus norvegicus (Berkenhout, 1769) (Rodentia:Muridae) APÓS ADMINISTRAÇÃO DE TEGASERODE

GASTROINTESTINAL TRANSIT OF Rattus norvegicus (Berkenhout, 1769) (Rodentia:Muridae) AFTER TEGASEROD ADMINISTRATION

 

João Vicente Linhares Rodriguesa, Luiz C. Bertgesb, Carolina F.M.G. Pimentelc, Priscilla O. Nevesc, Renata L. Bormannc, José Ricci Júniorc, Pedro R. Nardellic e Gabriela C. Toledod,∗

a Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil

b Departamento de Fisiologia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil

c Programa de Iniciação Científica e Acadêmicos de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil

d Hospital Therezinha de Jesus (HTJ), Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora (SUPREMA), Juiz de Fora, MG, Brasil

*Autor para correspondência

 

RESUMO

Quarenta ratos wistar foram divididos em 2 grupos e submetidos à administração de solução salina e tegaserode por gavagem, na dose de 1,0 ml por animal, durante 15 dias, no laboratório de fisiologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Trinta e quatro animais, 17 de cada grupo, chegaram ao final do experimento. A dose do tegaserode foi de 0,09 mg/kg de peso. O objetivo do estudo foi observar o efeito do tegaserode sobre a velocidade do trânsito gastrointestinal de ratos Wistar. Para avaliar a velocidade de trânsito foi utilizada leitura cintilográfica do tubo digestivo dissecado dos animais, após eutanásia, desde o esôfago inferior até o reto. A avaliação cintilográfica da distância do marcador radioativo percorrido no tubo digestivo dissecado de todos os animais não mostrou diferença estatística significante (p = 0,1). Concluímos em nosso estudo que o tegaserode na dose 0,09 mg/kg não acelerou o trânsito intestinal dos ratos Wistar.

Palavras-Chave: Trânsito intestinal; Tegaserod; Ratos

 

ABSTRACT

In a study conducted at the physiology laboratory of the Federal University of Juiz de Fora (UFJF), forty wistar rats were divided into two groups, one receiving saline, and the other gavage-administered tegaserod, 1.0 ml/animal, for 15 days. Thirty-four animals, seventeen in each group, reached the end of the experiment. Tegaserod dose was 0.09 mg/kg. The study aimed to assess the effects of tegaserod on the speed of gastrointestinal transit of wistar rats. Scintigraphic reading of the dissected digestive tracts (from the lower esophagus to the rectum) being used to assess intestinal transit. The scintigraphic assessment of the distance covered by the radiotracer in the dissected digestive tract of all animals did not show any statistically significant difference (p = 0.1). We conclude that tegaserod, in the 0.09 mg/kg dose, did not accelerate the intestinal transit of Wistar rats.

Keywords: Intestinal transit; Tegaserod; Rats

 

Introdução

O sistema digestivo é composto por vários órgãos, cada qual desempenhando funções específicas, tais como passagem do alimento (esôfago), armazenamento (estômago), digestão e absorção (intestino delgado) e eliminação de resíduos (intestino grosso)1. A alteração da função pode gerar distúrbio de motilidade do trato gastrointestinal, através de uma maneira mais acelerada, traduzida clinicamente por diarréia, ou ao contrário, de uma maneira mais lenta, chamada obstipação. Conceitos clínicos atuais definem diarréia como aumento no número de evacuações (acima de 3 vezes ao dia) e obstipação intestinal como ausência de evacuação em intervalos maiores que 3 dias2. A obstipação intestinal tem despertado interesse em pesquisadores de países desenvolvidos, como Estados Unidos e Inglaterra, visando uma melhor forma de tratamento. Nestes países são realizados estudos epidemiológicos frequentes, demonstrando gastos significativos em assistência médica com os pacientes portadores de obstipação intestinal, seja através de tratamento com medicação ou por intermédio de internação hospitalar3-5.

Muitas pesquisas têm sido realizadas para tentar descobrir uma droga ideal para o tratamento definitivo da obstipação intestinal. Os medicamentos utilizados até hoje (laxativos e procinéticos) necessitam altas doses para atingir o resultado terapêutico, podendo desencadear efeitos colaterais significativos6.

A função do sistema digestivo é regulada pelo sistema nervoso simpático, parassimpático e pelo sistema nervoso entérico, além de outros hormônios com ação no trato gastrointestinal7. A inervação se dá por 5 diferentes classes de neurônios: entéricos intrínsecos, vagais aferentes, espinhais aferentes, parassimpáticos eferentes e simpáticos eferentes8.

A serotonina, também denominada 5-hidroxitriptamina ou 5-HT, é uma amina biogênica e foi originalmente descoberta por Rapport (1948), durante pesquisa de substância vasoconstritora no soro de boi. O trato digestivo contém 95% do suprimento corpóreo de serotonina, principalmente nas células enterocromafins9. O restante de 5-HT é encontrado no sistema nervoso central e nos vasos sanguíneos. A serotonina desempenha várias funções no organismo: controle do humor, da ansiedade, do sono, do apetite, da memória e aprendizado, da hemostasia e do comportamento sexual10. Muitos receptores serotoninérgicos com efeitos diferentes têm sido identificados em várias regiões do organismo11. Estes receptores começaram a ganhar um esquema unificado de classificação com Bradley12. Atualmente, utilizando critérios de biologia molecular, os receptores da serotonina são divididos em 7 classes distintas (5-HT1, 5-HT2, 5-HT3, 5-HT4, 5-ht5, 5-ht6 e 5-ht7)10,13. Os receptores mais estudados são: 5-HT1, 5-HT2, 5-HT3 e 5-HT4.

Os receptores 5-HT3 localizam-se na área postrema (importante região desencadeadora do vómito) e nos terminais nervosos sensitivos. Quando estimulados provocam aumento da motilidade e secreção14 e excitação de neurónios desencadeadores do vómito10.

Os 5-HT4 estão presentes no sistema nervoso central e nas terminações nervosas colinérgicos do tubo digestivo. Foram nomeados e localizados na periferia15, durante estudo de íleo de porcos-da-índia16. A ativação desse receptor libera acetilcolina e estimula o peristaltismo intestinal10,17.

O peristaltismo é um movimento propulsivo básico do trato gastrointestinal ocorrendo em resposta à distensão da musculatura da parede do tubo digestivo ou a estímulos mecânicos ou químicos da mucosa18. A propulsão gastrointestinal é dependente de um reflexo entérico local denominado reflexo peristáltico19. O reflexo peristáltico apresenta uma fase oral e outra caudal. A fase oral é caracterizada pela contração da musculatura circular e relaxamento da musculatura longitudinal. Esta fase é mediada por neurotransmissores excitatórios como acetilcolina e substância P. Na fase caudal, são observados o relaxamento da musculatura circular e a contração da musculatura longitudinal. Os neurotransmissores inibitórios como o peptídeo intestinal vasoativo (VIP) e o óxido nítrico são exemplos de mediadores da fase caudal20,21.

Após uma melhor compreensão da fisiologia intestinal, da descoberta dos receptores da serotonina e dos recentes avanços da biologia molecular, pesquisadores criaram novas drogas como a cisaprida, a prucaloprida e o tegaserode, capazes de se ligarem aos receptores 5-HT4 e promoverem peristalse, consequentemente aumentando a velocidade de trânsito intestinal19.

O tegaserode foi desenvolvido no início da década de 90, sendo liberado para uso nos Estados Unidos a partir de 200214,22,23. É um agonista parcial e seletivo dos receptores 5-HT4, portanto com menor probabilidade de promover dessensibilização no receptor, causando taquifilaxia ou tolerância24. Tem sido usado na prática clínica, principalmente em pacientes do sexo feminino, como opção terapêutica na síndrome do intestino irritável associada à obstipação10.

Experimentos com agonistas dos receptores 5-HT4 demonstraram que estímulos nestes receptores promovem aceleração de trânsito colônico25, iniciam o reflexo peristáltico26 e aumentam a velocidade de propulsão ao longo do cólon27.

Este trabalho foi realizado durante 15 dias consecutivos no laboratório de fisiologia da Universidade Federal de Juiz de Fora. O objetivo desse estudo foi mostrar através da avaliação cintilográfica, a distância percorrida pelo traçador radioativo ao longo do intestino delgado, a partir de administração gástrica (gavagem).

Estudos experimentais em ratos

Amemiya et al.28 revelaram, em estudos in vitro, a presença do receptor 5-HT4 nos nervos colinérgicos em faixas de musculatura do fundo do estômago de ratos.

Coelho et al.29 estudaram em ratos o limiar da dor durante distensão colorretal e concluiram que o tegaserode possui propriedade antinociceptiva ao ativar o receptor 5-HT4.

Hicks et al.30 mostraram os efeitos do tegaserode no receptor agonista 5-HT4 estimulando o trânsito do intestino delgado de ratos, mas não observaram ação antinociceptiva visceral.

James et al.31 estudaram segmentos de estômago de camundongos normais e diabéticos sob ação de serotonina e tegaserode e mediram a tensão da contração muscular do antro, fundo e piloro nestes 2 grupos experimentais. Observaram que a contração no fundo e no piloro, em ambos os grupos, foi maior com o efeito da serotonina. No antro dos camundongos normais a contração dos que usaram serotonina foi maior. O contrário ocorreu no antro dos camundongos diabéticos, onde a contração muscular com o tegaserode foi mais intensa.

Jiao et al.32 estudaram os efeitos do tegaserode na distensão retal e expressão c-Fos no sistema límbico em 2 grupos de ratos (48 animais com hipersensibilidade colónica obtida pela injeção via anal de ácido acético e 24 animais do grupo controle recebendo apenas administração via anal de solução salina). A estimulação do cólon foi feita por balões inflados no reto. A contagem de células Fos imunorreativas foi realizada através de programação por computador. Mostraram que o tegaserode inibe resposta à distensão nociva, sendo que o efeito foi mais evidente no grupo hipersensível, e atenua a expressão Fos no sistema límbico, podendo ser usado para o alívio de dores viscerais.

Sun et al.33 investigaram os mecanismos do tegaserode na redução da sensibilidade visceral por meio de observação de Fos, da substância P e da expressão do peptídeo relacionado ao gene calcitonina (CGRP) na medula espinhal lombo-sacral induzida por inflamação colônica por instilação intraluminal de ácido trinitrobenzenosulfônico (TNBS) em 24 ratos, durante 7 dias. Fos serve como um marcador quantificável para identificar populações neuronais ativadas por estímulos nocivos somático e visceral. A estimulação de víscera oca induz um padrão específico de expressão Fos na medula espinhal, refletindo a intensidade do estímulo. A contagem de células Fos imunorreativas e medidas de densidade da substância P e do CGRP foram feitas por programa de computador. Concluíram que o tegaserode diminuiu a expressão Fos e substância P no corno dorsal da medula espinhal, podendo, portanto, exercer efeito antidoloroso.

Liang et al.34 induziram hipersensibilidade visceral em ratos neonatos através de distensão retal diária. Administraram tegaserode aos animais na fase adulta e observaram um aumento no limiar da dor ao estímulo nocivo, sugerindo uma propriedade antidolorosa do medicamento na hipersensibilidade visceral.

Métodos de medida de trânsito intestinal

As técnicas cintilográficas podem medir sequencialmente o esvaziamento gástrico, o trânsito do intestino delgado e o trânsito colônico em humanos, e métodos comparáveis em estudos experimentais em animais são de grande utilidade35.

Hinton et al.36 desenvolveram um novo método de estudo de tempo de trânsito intestinal utilizando marcadores radioopacos.

Iwanaga et al.37 efetuaram medida cintilográfica do trânsito gastrointestinal regional em cães e examinaram os efeitos de drogas procinéticas. Foram dados 2 isótopos para cães em jejum. Partículas marcadas com 99mTc foram misturadas ao alimento canino e partículas marcadas com 111In foram fornecidas em uma cápsula de gelatina revestida com um polímero pH-sensível, projetado para se dissolver no intestino distal. Foram obtidas imagens por gama-câmara por até 24 horas. As drogas procinéticas foram injetadas por via intravenosa e mostraram acelerar o trânsito. A cintilografia com uso de 2 isótopos foi considerada uma técnica simples e prática para o estudo do trânsito gastrointestinal em cães.

Viramontes et al.38 estudaram 2 parâmetros clinicamente úteis que são o meio tempo de esvaziamento gástrico (t 1/2) e as proporções esvaziadas em 2-4 horas. Atualmente, a melhor ferramenta para medição para os valores t 1/2 é a cintilografia. Testes respiratórios com isótopos estáveis foram introduzidos recentemente para medir o esvaziamento gástrico devido às vantagens em potencial, tais como realização do teste no próprio quarto, análise automatizada de laboratório, aplicação em locais onde as facilidades da gama-câmara não estão disponíveis, além de evitar efeito da radiação, facilitando estudos de pesquisa em crianças e gestantes.

Cremonini et al.39 afirmaram que vários estudos têm relatado considerável variabilidade nas taxas de trânsito gastrointestinal em indivíduos saudáveis. A medida cintilográfica do esvaziamento gástrico é amplamente aceita por clínicos e pesquisadores e tem sido utilizada em vários centros com grandes variações na execução dos testes, consistindo basicamente na injeção de isótopo através de um tubo oro-cecal.

Material e métodos

Experimento

Foram utilizados 40 ratos wistar, Rattus norvegicus (Berkenhout, 1769), adultos, machos, com 60 dias de vida, obtidos no Centro de Biologia da Reprodução, no Campus Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).

O trabalho foi iniciado somente após consentimento do Comitê de Ética Animal e procurou-se utilizar técnicas menos agressivas objetivando preservar o bem-estar animal.

Os animais foram sorteados por amostragem aleatória simples e designados para o grupo controle (grupo C) ou para o grupo experimental (grupo E). Estavam acondicionados em gaiolas individuais de polipropileno (49×34×16 cm, modelo GC-112, Beiramar), com proteção de grade na região superior e maravalha no fundo mantidos em local arejado (Laboratório de Fisiologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Juiz de Fora), com iluminação natural e artificial (12 horas) e escuridão (12 horas) à temperatura ambiente. As gaiolas eram separadas 10 cm uma das outras e receberam numeração de 1C até 20C no grupo controle e de 1E a 20E no grupo experimental de acordo com o sorteio, permanecendo sempre no mesmo local até o final do experimento. Duas estantes, uma para o grupo controle e outra para o experimental, foram usadas para a disponibilização das gaiolas. As estantes possuíam barras de metal, dispostas de modo horizontal, dividindo o móvel em andares. O andar superior distava 146 cm do chão, enquanto o andar mais inferior estava a apenas 22 cm do solo.

Os animais tiveram 7 dias de adaptação ao novo ambiente e receberam água através de garrafas de vidro numeradas (numeração idêntica à da gaiola) e adaptadas a um bico de metal, conectado a uma rolha de borracha, lembrando o aspecto de uma mamadeira. O uso destes materiais procurava evitar o desperdício da água quando a garrafa era colocada de maneira inclinada sobre a grade de proteção da gaiola. A ração foi administrada à vontade durante os 7 dias de período adaptativo. A maravalha era trocada a cada 5 dias.

O experimento teve início no oitavo dia após a chegada dos ratos e seguiu sempre a mesma rotina diária.

Os ratos eram pesados e encaminhados para a administração intragástrica por sonda metálica (gavagem) de solução fisiológica (grupo controle) ou tegaserode (grupo experimental). A gavagem foi realizada sempre por 2 pessoas; a primeira introduzindo a sonda metálica até atingir o estômago e a segunda fixando as patas traseiras do animal com a finalidade de evitar que o mesmo se ferisse ao movimentá-las (fig. 1). O horário da realização do procedimento girava em torno de 11 horas da manhã.

 

 

Os ratos do grupo C receberam por 15 dias através de gavagem 1,0 ml de solução fisiológica 0,9% enquanto os ratos do grupo E receberam 1,0 ml de tegaserode na concentração 0,03 mg/ml.

A dosagem de 0,03 mg/ml de tegaserode foi obtida pela trituração e maceração do comprimido de 6,0 mg até atingir a forma de pó e diluição em 200 ml de solução salina, para conseguir a concentração desejada.

Foram usadas seringas plásticas (para a injeção da solução salina ou tegaserode), da marca Embramac, com 1,0 ml de capacidade, separadas para cada grupo e luvas descartáveis, tamanho médio, marca Embramac para a manipulação dos animais.

Avaliação do trânsito intestinal

A avaliação do trânsito intestinal aconteceu no décimo quinto dia do estudo.

Os 17 animais restantes de cada grupo (3 animais do grupo controle e 3 do grupo experimental morreram durante o estudo), após serem pesados pela manhã, foram deixados em jejum completo por 6 horas. Foi administrada uma substânciaradioativa (traçador), denominada fitato, inerte ao trato gastrointestinal (não é absorvida nem secretada pelo tubo digestivo). O traçador foi marcado com o pertecnetato de tecnécio, na quantidade de 37 mega bequeréus (01mCi), num volume de 1,0 ml por animal. O fitato utilizado no experimento é produzido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) através do Instituto de Pesquisa Energética e Nuclear (IPEN). Cada frasco é composto de 20 mg de fitato de sódio e 1,0 mg de cloreto de estanho.

Para a administração da substância radioativa foram utilizadas seringas próprias, em número de 34, identificadas e numeradas de 1-34, contendo a dosagem individual de cada animal, ou seja, 37 MBq (01 mCi) de atividade em 1,0 ml de volume por seringa. A atividade de cada seringa foi contada, antes e após a realização do experimento, em um calibrador de dose apropriado para monitorar a atividade residual.

Os primeiros ratos do grupo controle e do experimento receberam, simultaneamente, as dosagens pré-estabelecidas de substância radioativa. Em seguida, os outros ratos (segundo do grupo C e segundo do grupo E) receberam as substâncias 10 minutos após os primeiros, e assim sucessivamente, até atingir o décimo sétimo animal de cada grupo.

Todos os animais foram mortos por inalação de éter etílico exatamente uma hora após a administração da substância radioativa, obedecendo a numeração pré-estabelecida (1C, 1E, 2C, 2E até o último animal). O tubo digestivo foi retirado em toda a sua extensão, após dissecção cuidadosa, desde o esôfago terminal até o reto, evitando risco de perfuração da parede e, consequentemente, sem comprometer a avaliação cintilográfica. Ligaduras realizadas com fio cirúrgico (seda 3-0, Ethicon) na transição esôfago-gástrica, no piloro, na válvula íleo-cecal, 10 cm abaixo da válvula íleo-cecal e no reto, tinham finalidade de evitar a migração do conteúdo digestivo e do material radioativo durante a dissecção e transporte, impedindo, portanto, interferência na avaliação cintilográfica e nos resultados finais (fig. 2).

 

 

Foram usadas luvas descartáveis (tamanho médio, Embramac), que eram trocadas e desprezadas após cada dissecção, evitando contaminação radioativa de um animal para o outro.

O material cirúrgico foi composto por tesouras curvas delicadas, pinças anatômicas, pinças hemostáticas e cabo de bisturi número 4 com lâmina cortante número 23 para a secção das peças cirúrgicas. Todo o material cirúrgico utilizado, exceto as lâminas de bisturi que eram desprezadas após cada dissecção, foi lavado com soro fisiológico sempre após o término de cada procedimento.

Todo o trato digestivo retirado de cada animal foi identificado com numeração individual e colocado de maneira esticada em uma superfície de papel (fig. 3). Ao final do experimento, todas as 34 peças cirúrgicas foram encaminhadas do laboratório de fisiologia da Universidade Federal de Juiz de Fora até ao Hospital Monte Sinai, para a avaliação pela cintilografia no Serviço de Medicina Nuclear.

 

 

Os tubos digestivos dissecados colocados lado a lado, 4 por vez, na superfície de papel, correspondendo ao trato digestivo de 2 animais de cada grupo (controle e experimental), foram submetidos à avaliac¸ão cintilográfica. Marcações radioativas eram feitas nas porções proximal (transição esôfago-gástrica) e distal (reto) para facilitar a leitura do exame após a impressão em papel específico.

A superfície de papel, contendo o trato gastro-intestinal dissecado, foi colocada em uma gama-câmara digital tomográfica, de 2 cabeças, modelo Helix, fabricada pela Elscint-GE para quantificar a migração do fitato-99mTc ao longo do tubo digestivo.

O computador de aquisição de imagens é um sistema SP e as imagens foram processadas em uma estacão de trabalho (workstation) do tipo Entegra, todos também de fabricação Elscint-GE.

A aquisição das imagens foi feita em modo de aquisição estática, na projeção anterior, em matriz 256 x 256, com zoom de 2, até se obter 100.000 contagem por animal.

As imagens, já na estacão de trabalho Entegra, eram processadas e documentadas separadamente para cada animal em filme próprio. O filme mostrava o tamanho total do tubo digestivo de cada animal bem como a distância percorrida, em uma hora, pela substância radioativa (fig. 4).Com o tempo constante, foram consideradas mais rápidas as medidas radioativas que atingiram maior distância.

 

 

Para a representação resumida dos dados foram utilizadas técnicas de estatística descritiva e análise exploratória de dados, com representação gráfica através de diagramas do tipo «Box-Plot».

Para a análise comparativa dos grupos utilizou-se o teste não paramétrico de Mann-Whitney, já que não existia a garantia da normalidade dos dados. A hipótese nula assumida foi a de igualdade de médias e o nível de significância adotado foi p < 0,05.

Todos os dados foram submetidos à análise estatística.

Resultados

Animais

Dos 40 animais do início do experimento, 6 morreram durante o estudo, sendo 3 de cada grupo, restando ao final 34 ratos.

Os animais mortos do grupo experimental foram os ratos 8E (6.◦ dia do experimento por falsa via na gavagem), 16E (6.◦ dia com sangramento nasal e insuficiência respiratória) e 19E (12.◦ dia sem causa definida). Os animais mortos do grupo controle foram os ratos 9C (10.◦ dia do experimento por falsa via na gavagem), 10C (2.◦ dia com insuficiência respiratória) e 19C (7.◦ dia com apatia e insuficiência respiratória).

É importante salientar que os animais 19E, 9C, 10C e 19C eram os que estavam mais próximos do solo, no andar inferior das respectivas estantes utilizadas para acomodação das gaiolas.

Avaliação do trânsito intestinal

Os 17 animais de cada grupo, após serem pesados pela manhã, foram deixados em jejum completo por 6 horas. Após este período de jejum, receberam por gavagem, alternadamente, ou seja, ora rato do grupo controle ora do grupo experimental, uma substância radioativa na dose de 1,0 ml, até o último animal do estudo. Exatamente uma hora após a administração da substância, cada animal foi morto por inalação de éter com retirada subsequente do tubo digestivo para análise cintilográfica da distância percorrida pelo traçador no tubo digestivo.

Em nenhum dos 34 tubos digestivos dissecados foi evidenciada a presença da substância radioativa no ceco, ou seja, uma hora após a administração do traçador por gavagem, somente o intestino delgado dos animais foi alcançado pelo mesmo, conforme avaliação pela cintilografia. Nos 17 pares de animais avaliados simultaneamente (grupo controle e experimental) notou-se que o traçador percorreu uma distância maior no tubo digestivo, durante uma hora, em 12 animais do grupo controle contra 5 animais no grupo experimental. Ao limitar em 75% (3/4 do tubo digestivo) percorrido pelo traçador, nota-se que apenas 6 animais do grupo controle tiveram mais de 75% de seu trato digestivo percorrido pela substância radioativa (ratos 1E, 9E, 11E, 15E, 17E e 20E), enquanto no grupo controle o número de animais que tiveram mais de 75% do tubo digestivo percorrido pelo trac¸ador foi maior, ou seja, 11 animais (ratos 6C, 7C, 12C, 18C, 11C, 13C, 15C, 16C, 14C, 17C e 20C). A ordem dos animais citados anteriormente obedeceu ao esquema de injeção da substância, podendo ser acompanhada com mais detalhes nas tabelas 1 e 2.

 

 

 

As medidas do tubo digestivo de cada animal foram calculadas na processadora de imagens, assim como o percentual da distância percorrida pelo traçador.

O animal do grupo experimental com maior quantidade de migração pela substância radioativa no tubo digestivo foi o rato 1E, com 85,9% de migração, explicada da seguinte forma: 110,9 cm de tubo digestivo, sendo que 95,3 cm foram marcados pela substância. Por outro lado, o animal do grupo experimental com menor migração foi o rato 12E, com 52,5% de migração (125,5 cm de tubo digestivo, mas apenas 65,9 cm de marcação pelo traçador). O rato 10E apresentou o tubo digestivo mais longo com 132,2 cm enquanto o rato 3E revelou o tubo digestivo mais curto com 100,8 cm. Todos os dados são mostrados na tabela 1

O animal do grupo controle com maior quantidade de migração pela substância radioativa no tubo digestivo foi o rato 14C, com 86,9% de migração, explicada da seguinte forma: 126 cm de tubo digestivo, sendo que 109,5 cm foram marcados pela substância. Por outro lado, o animal do grupo controle de menor migração foi o rato 5C, com 67% de migração (107,8 cm de tubo digestivo, mas apenas 72,2 cm de marcação pelo traçador). O rato 4C apresentou o tubo digestivo mais longo com 131,5 cm enquanto o rato 5C revelou o tubo digestivo mais curto com 107,8 cm. Todos os dados são mostrados na tabela 2.

A distância percorrida pelo traçador após uma hora de administração por gavagem foi menor no grupo experimental (86,9 + 12,6 cm) em relação ao grupo controle (93,1 + 9,1 cm), porém não houve diferença significativa (p = 0,1) conforme demonstrado a seguir (tabela 3). Não foi objetivo avaliar o esvaziamento gástrico ou velocidade de trânsito colônico (fig. 5).

 

 

 

Discussão

Dos 40 animais iniciais, 34 chegaram ao final do experimento. Duas mortes, uma em cada grupo, foram causadas por falsa via na gavagem. Três animais morreram apresentando insuficiência respiratória prévia, complicação frequente devido à ação da amônia resultante da decomposição dos excrementos, conforme relatado por Ribeiro40. Em apenas um animal não encontramos causa explicável para sua morte.

A medição do tubo digestivo pela cintilografia mostrou que o marcador radioativo percorreu menos o trato gastrointestinal no grupo experimental (86,9±12,6 cm) em relação ao grupo controle (93,1±9,1 cm), não ocorrendo diferença significante (p = 0,1). Em nenhum dos 34 tubos digestivos submetidos à avaliação cintilográfica foi notada a presença do traçador no ceco. Outro detalhe que nos chamou atenção foi que em somente 6 animais do grupo experimental houve percurso de mais de 75% da extensão do tubo digestivo, contra 11 animais do grupo controle, no tempo de uma hora após a administração do marcador. Alguns autores, em experimentos com animais, mostraram a ação do tegaserode sobre a motilidade intestinal. Jin et al.27 observaram efeito propulsivo da droga em cólon de porcos-da-índia em doses menores que 1mM, mas em concentrações maiores não relataram tal efeito. Nguyen et al.25 estudaram motilidade colônica de cães, em 2 dias de experimento, administrando via endovenosa dosagens de 0,03, 0,1 e 0,3 mg/kg de tegaserode. Encontraram pouca alteração no trânsito gástrico e do intestino delgado, mas perceberam aceleração no trânsito do intestino grosso após uma hora de administração. Também neste estudo relataram que a menor dose apresentou melhor efeito nas contrações colônicas pós-prandiais. Nossos resultados apresentam algumas variações comparadas aos estudos anteriores. A administração do marcador radioativo foi realizada sem problemas, conforme discutido adiante, não tendo interferência direta no resultado. O nosso experimento teve duração maior do que os trabalhos citados. Podemos tentar justificar a falta de aceleração do trânsito por uma provável dessensibilização do receptor 5-HT4, diminuindo a ação do tegaserode no intestino, embora Camilleri5 em revisão de literatura tenha citado um estudo onde mais de 300 pacientes chegaram a utilizar a medicação por mais de 330 dias, sem relato de tolerância à droga. A dose utilizada em nosso trabalho foi 0,03 mg/ml ou 0,09 mg/kg, portanto em concentração ideal para produzir os efeitos no trato gastrointestinal. Em síntese, no presente estudo não evidenciamos aceleração do trânsito intestinal uma hora após a administração do marcador por gavagem, na dose de 0,09 mg/kg.

A contagem radioativa das seringas cheias e vazias no curiômetro e na gama-câmara em ambos os grupos não mostrou diferença significante, provando que a administração por gavagem foi bastante eficaz não interferindo nas demais análises do experimento. A maioria dos trabalhos de medida de trânsito utiliza marcadores radioativos em cápsulas ou adicionados à dieta37,38. Decidimos pela contagem do material antes e após a administração por gavagem para mostrar realmente se houve igualdade na distribuição do marcador entre os 2 grupos evitando interpretações e resultados errôneos.

Conclusão

O tegaserode na dosagem 0,09 mg/kg administrado por gavagem, em ratos wistar, durante 15 dias não demonstrou acelerar o trânsito gastrointestinal no intestino delgado.

 

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*Autor para correspondência

Correio eletrónico: gabrielacumani9@gmail.com (G.C. Toledo).

 

Responsabilidades éticas

Proteção dos seres humanos e animais. Os autores declaram que os procedimentos seguidos estavam de acordo com os regulamentos estabelecidos pelos responsáveis da Comissão de Investigação Clínica e Ética e de acordo com os da Associação Médica Mundial e da Declaração de Helsinki.

Confidencialidade dos dados. Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.

Direito à privacidade e consentimento escrito. Os autores declaram que não aparecem dados de pacientes neste artigo.

Conflito de interesses

Os autores declaram não haver conflito de interesses.

 

Recebido a 1 de agosto de 2013; aceite a 21 de fevereiro de 2014