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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

POSTERS

 

PM-41

Alergia alimentar – a propósito de um relato de caso

 

 

Joana LourençoI; António SerranoI; Lúcia TorresII; Diogo CostaIII; Olga OliveiraIII; Rui Tiago CardosoIV; André MoreiraIV

IUSF Pedras Rubras
IIUSF Rebordosa
IIIUSF Viver Mais
IVUCSP Carvalhosa

 

 

Introdução: As reações alérgicas afetam mais de 22% de crianças em toda a Europa, tendo se verificado um aumento das reações alérgicas graves, primariamente causadas por alergias a alimentos. A prevalência da anafilaxia triplicou entre 1997 e 2008, o que atendendo à sua gravidade, tem motivado campanhas de educação, à escala mundial, junto dos utentes e de divulgação a nível dos profissionais de saúde. O objetivo é uma abordagem precoce e efetiva, na orientação de diagnóstico e tratamento, entre as diferentes especialidades médicas, Médicos de Família, Pediatras e Imunoalergologistas. A DGS publicou em 2011 uma norma sobre prescrição dos exames laboratoriais na Avaliação da Doença Alérgica e em 2012 publicou uma norma sobre abordagem da anafilaxia, assim como um documento relativo ao procedimento de notificação das reações adversas-Catálogo Português de Alergias e outras Reações Adversas (CPARA). Disponibilizou igualmente um manual para a educação do doente alérgico relativamente às medidas de evicção alimentar.

Caso clínico: Lactente de 4 meses, sexo masculino, gestação de 40 semanas vigiada e período neonatal sem intercorrências, sem antecedentes patológicos pessoais ou familiares de relevo, a fazer aleitamento materno com boa tolerância.

Iniciou leite adaptado aos 3 meses tendo, imediatamente após a primeira ingestão, desenvolvido eritema peribucal, que evoluiu para estridor e urticária generalizada.

Á entrada no SU do Hospital de referência, apresentava-se com dificuldade respiratória, palidez e cianose facial, portanto, clinicamente uma reação de tipo anafilático.

Estabilizado após administração de adrenalina IM, corticoterapia ev, anti-histamínico ev e O2 suplementar, foi posteriormente encaminhado para consulta de Imunoalergologia Pediátrica, onde mantém seguimento.

Discussão: O Médico Assistente assume um papel fundamental no diagnóstico precoce, prevenção e tratamento destes quadros clínicos, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos doentes.

Uma história clínica detalhada, a identificação de possíveis causas de alergia, realização criteriosa de exames complementares de diagnóstico e a referenciação atempada para a especialidade de Imunoalergologia, constituem a base da abordagem das doenças do foro imunoalérgico.

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