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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

POSTERS

 

PM-31

Hemangioma capilar tratado com Propanolol – a propósito de um caso clínico

 

 

Andreia SilvaI; Catarina PaivaI; Madalena MonteiroI; Rui CastelaI; Guilherme CastelaI

ICentro Hospitalar e Universitário de Coimbra

 

 

Introdução: O hemangioma capilar é o tumor benigno orbitário mais frequente na infância, sendo geralmente superficial e unilateral, podendo também apresentar localização retroorbitária.

Apresenta uma fase de crescimento rápido entre os 6 – 12 meses e uma fase de involução espontânea de cerca 50% até aos 5 anos e 70% até aos 7 anos. O sexo feminino é mais frequentemente afectado.

O diagnóstico é sobretudo clínico, efectuado nas primeiras semanas de vida e até aos 6 meses de idade, normalmente assintomático, apresenta-se na forma superficial como uma formação avermelhada “morango-like”, mole à palpação podendo manifestar-se na forma profunda sob a forma de proptose, alteração da conformação do globo ou anisometropia. A complicação oftalmológica mais devastadora relaciona-se com a sua capacidade de provocar ambliopia.

Até à data, várias modalidades de tratamento foram utilizadas: corticoesteróides tópicos, sistémicos ou intralesionais, radioterapia, interferão -2a e -2b, laser, excisão cirúrgica e actualmente propanolol sistémico.

Caso clínico: Os autores apresentam o caso clínico de uma criança do sexo feminino, enviada à consulta de Oftalmologia pediátrica do C.H.U.C. devido a lesão congénita na pálpebra inferior esquerda. Sem antecedentes patológicos relevantes e desenvolvimento psico-motor adequado à idade.

Exame físico sistemático sem outras alterações relevantes. Ao exame oftalmlógico apresentava lesão angiomatosa da pálpebra inferior esquerda de coloração vermelha viva. Realizou RM das órbitas e cranio-encefálica que revelou lesão vascular compatível com hemangioma. Efetuou tratamento com propanolol 2mg/kg/dia oral, apresentando diminuição progressiva do tamanho da lesão que foi posteriormente excisada cirurgicamente. O resultado foi satisfatório, subsistindo hemangioma residual, mantendo terapeutica com propanolol e seguimento regular em consultas de oncologia e oftalmologia.

Discussão/ Conclusão: Apesar da incidência dos hemangiomas, o estadiamento e o tratamento continuam a ser alvo de controvérsia. A RMN é a modalidade de diagnóstico mais eficiente.

O objectivo do tratamento é a prevenção das complicações oftalmológicas bem como resolução de deformidades estéticas importantes. Os bloqueantes orais demonstraram ser altamente eficazes neste caso.

Uma abordagem multidisciplinar e uma observação frequente dos doentes durante a fase de crescimento torna-se essencial para uma óptima gestão do tratamento.

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