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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

POSTERS

 

PM-27

Suplementação com vitamina D após o 1º ano de vida na idade pediátrica – qual a evidência

 

 

Rui CorreiaI; Sérgio MirandaII

IUSF Alpendorada
II
USF Freamunde

 

 

Introdução: Pesquisas recentes fizeram da Vitamina D uma das preferidas do momento. Esta Vitamina já descrita no início do século XX tem assumido um papel cada vez mais importante sendo atualmente considerada ao nível de hormona. A sua importância na regulação do metabolismo fosfo-cálcio está bem descrita e o seu défice associado a patologias ósseas nomeadamente o Raquitismo e a Osteomalácia sendo por isso recomendada a sua suplementação de 400 UI por dia, pelas diversas sociedades científicas unanimemente durante o 1º ano de vida. Cada vez mais se associa o défice desta vitamina a doenças degenerativas, neoplasias, alterações imunológicas entre as mais diversas patologias sendo por isso cada vez mais discutida a sua suplementação após o 1º ano de vida.

Objetivo: Reunir os dados disponíveis sobre a suplementação com vitamina D, discutir os benefícios para a saúde da sua suplementação e apresentar as diferentes recomendações das diferentes sociedades científicas pediátricas.

Metodologia: Resumir a informação recolhida nos artigos publicados na Pubmed, Index de revistas médicas Portuguesas, Cochrane, NHS evidence, Nacional Guideline clearinghouse e CMA infobase, artigos em Inglês, Espanhol e Português, desde Janeiro de 2004 a Fevereiro de 2014. Utilizamos os termos MESH: Adolescence; children; infants; vitamin D deficiency.

Resultados: Foram encontrados estudos associativos dos diferentes papéis fisiológicos da Vitamina D e a sua interação com as mais diversas patologias nomeadamente cardiovascular, imunológica, doenças degenerativas, endócrinas e ósseas. Para além disto também se verificou a definição de défice de Vitamina D sendo que, o estado nutricional da população é avaliado pela dosagem da concentração sérica de 25(OH)D. A European Society for Paediatric Gastroenterology Hepatology and Nutrition (ESPGHAN) considera o valor >50 nmol/L como sendo normal e como défice severo quando se encontra em valores <25 nmol/L. São também estabelecidos os grupos de risco para este mesmo défice. Apresentam-se também as recomendações das diferentes sociedades científicas pediátricas nomeadamente da ESPGHAN, Sociedade Francesa de Pediatria, Academia Americana de Pediatria, Sociedade de Endocrinologia Clinica e do National Institute of Health (NIH).

Conclusões: Verificou-se a importância da Vitamina D nas mais diversas funções orgânicas e a inequívoca importância da suplementação com Vitamina D no 1º ano de vida. Em relação às outras faixas etárias pediátricas os diversos estudos parecem demonstrar a import ância da sua suplementação, no entanto a falta de estudos prospetivos randomizados n ão permitem ainda á maioria das sociedades recomendarem a suplementa ção para além do 1º ano de vida excepto nos grupos de risco.

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