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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

POSTERS

 

PM-21

Referenciação à pediatria pelo sistema Alert: o que nos pedem os cuidados de saúde primários

 

 

Ana Luís PereiraI; Sílvia SantosII; Benedita Bianchi AguiarIII; Ana Maria FerreiraIII; Virgínia MonteiroIII; Miguel CostaIII; Lúcia GomesIII; Prof. Doutor MRG CarrapatoIII

IUSF Salvador Machado
IIUSF Nordeste
IIIServiço de Pediatria do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga II

 

 

Introdução: Os cuidados de saúde primários (CSP) são idealmente o primeiro ponto de contacto dos utentes com o Sistema Nacional de Saúde (SNS). A sinergia de cuidados entre os CSP e os cuidados de saúde secundários permite desenvolver um atendimento integrado e centrado no utente. Os sistemas informáticos introduzidos há mais de uma década no SNS pretendem integrar a informação, no entanto, muito pouco se conhece sobre os motivos de referenciação em geral e, especialmente, em idade pediátrica. Este estudo tem como objetivo conhecer os motivos de referenciação à consulta de pediatria do CHEDV, pelas unidades de saúde da sua área de referência.

Método: Foram retirados os dados de todas as referenciações ao serviço de Pediatria do CHEDV, via Alert P1, entre Junho e Dezembro de 2013, pertencentes às unidades de saúde da sua área de referência. Para avaliação dos motivos de envio foi utilizada a codificação ICPC-2. As váriavéis foram recolhidas e analisadas em SPSS®.

Resultados: Dos 445 Alert P1 selecionados, excluímos 30 por “indiferimento”, resultando num total de 415 registos analisados. Os 3 principais motivos de referenciação foram: perturbação hipercinética, obesidade e dificuldades específicas de aprendizagem. As questões relacionadas com o neurodesenvolvimento constituíram o principal motivo de envio na população abaixo dos 15 anos e a partir dessa idade a obesidade foi o mais frequente. Quando agrupámos os diferentes pedidos por áreas, as temáticas relacionadas com o “Psicológico” e “Endocrino, metabólico e nutricional” foram as que tiveram maior número de casos, seguindo-se “Pele” e “Aparelho respiratório”. As consultas mais pedidas foram Desenvolvimento e Pediatria Geral. O tempo médio de espera por consulta variou entre cerca de 1 mês até pouco menos de 4 meses nas consultas de maior procura. Em relação às informações e codificação dos pedidos, cerca de 17% preenchiam os critérios sugeridos na plataforma de referenciação Alert P1.

Conclusão: Constatou-se que os principais motivos de envio relacionaram-se com áreas nas quais os aspetos sociofamiliares e comportamentais têm um impacto muito significativo. No geral, houve uma boa resposta às solicitações dos Cuidados de Saúde Primários, com um taxa de indeferimento de apenas 6.8%. Melhorar a codificação dos pedidos poderia ajudar a clarificar a situação clínica e a agilizar as marcações, no entanto o sistema Alert P1 revela-se complexo e pouco navegável, dificultando todo este processo.

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