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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

POSTERS

 

PM-16

Erros alimentares mais comuns em idade pediátrica

 

 

Benedita B AguiarI; Ana C CoelhoII; Eduarda RochaIII; Nádia CorreiaIV; Elizabeth MarquesII; Lúcia GomesI; Miguel CostaI

IServiço de Pediatria, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga
IIServiço de Nutrição, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga
IIIUSF Egas Moniz, ACES Entre Douro e Vouga I
IVUSF Famílias, ACES Entre Douro e Vouga I

 

 

Introdução: Em idade pediátrica, a família e a escola constituem pilares fundamentais na adoção de comportamentos saudáveis, particularmente os hábitos alimentares. No entanto, sabe-se que os principais erros nutricionais praticados pelas crianças ocorrem maioritariamente no seio familiar. Esses erros refletem-se negativamente na saúde das crianças, originando inúmeras consequências, entre elas, o excesso de peso cada vez mais precoce e, com ele, todas as complicações associadas. Constitui objetivo deste trabalho determinar os erros alimentares mais comuns em diferentes fases da infância e adolescência, para uma melhor abordagem preventiva nas consultas de Promoção de Saúde Infantil.

Metodologia: Estudo transversal, descritivo, desenvolvido no período de 03/07/2014 a 23/10/2014. Foram consultados os processos de crianças entre os 2 e os 18 anos de idade, seguidas na Consulta Externa de Pediatria/Nutrição por obesidade ou excesso de peso. Foram pesquisados os principais erros alimentares, tendo por base os dados do protocolo da primeira consulta. Os dados obtidos foram analisados através do programa Excel.

Resultados: Das 138 crianças/adolescentes avaliados, com uma idade média de 12 anos, 80 (57,9%) eram do sexo feminino e foram divididos em 3 grupos: menores do que 6 anos (5,8%), entre os 6 e os 10 anos (21,0%) e maiores de 10 anos (73,2%). Em relação ao IMC, 11,6% tinham excesso de peso e 88,4% obesidade.

Os erros mais comuns verificados foram: até aos 6 anos, “Ingestão de bebidas açucaradas ou refrigerantes” e “Ingestão de doces e pastelaria”; entre os 6 e os 10 anos, o “Baixo consumo de fruta (<3/dia)” e “Ingestão de bebidas açucaradas ou refrigerantes”; após os 10 anos, “Não incluem sopa a uma das refeições” e “Baixo consumo de fruta (<3/dia)”.

Conclusão: Os autores concluem que é fundamental investir na educação alimentar não só junto das crianças, como também junto das famílias, associando diferentes estratégias de prevenção, nomeadamente o tratamento comportamental estruturado, organizado e apoiado, baseado na redução dos erros alimentares mais comuns para estas faixas etárias.

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