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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

POSTERS

 

PM-7

Enurese noturna

 

 

Mónica BagueixaI

IUnidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Santa Maria 2, Centro de Saúde de Bragança – Unidade Local de Saúde do Nordeste

 

 

Introdução: A enurese é o problema urológico pediátrico mais comum nos Cuidados de Saúde Primários.

Objetivo principal deste trabalho é uma revisão bibliográfi sobre a abordagem da enurese nos Cuidados de Saúde Primários.

Define-se como a enurese noturna a perda involuntária de urina durante a noite após a idade de 5 anos, quando se espera que as crianças tenham conseguido atingir o controlo da bexiga cheia durante a noite.

A prevalência de enurese (pelo menos 1 noite por semana) tem sido relatada a ser de 1,6% a 13,7%, dependendo da idade do paciente e as características étnicas e culturais.

Apesar de frequente e de fácil diagnóstico, pode muitas vezes passar despercebida ao médico.

A forma mais comum é a monossintomática primária e pode facilmente ser gerida pelo Médico de Família.

Metodologia: Realizou-se uma pesquisa na base de dados Medline/Pubmed e em Índice de Revistas Médicas Portuguesas procurando artigos publicados entre 2006 e 2014.

Resultados: A terapêutica deve ser ofericida a todas as crianças e famílias que manifestem vontade em ser tratadas. Não existe nenhum tratamento universalmente eficaz para a enurese. As principais medidas terapêuticas são educacionais, comportamentais, medidas farmacológicas e utilização de alarmes. A desmopressina é o fármaco mais usado no tratamento da enurese.

As crianças com enurese sofrem de baixa auto-estima, reduzida coordenação motora fina e visomotor, perturbação de hiperatividade com défice de atenção, dificuldades de leitura e pode haver uma associação com enxaqueca. Além disso, o risco de comorbidade psicossocial é maior em terapia enurese-resistente.

Conclusão: A enurese é o problema urológico mais comum nos Cuidados de Sa úde Primários, sendo a enurese monossintom ática prim ária facilmente gerida pelo Médico de Família.

O diagnóstico e tratamento precoces desta situação são primordiais para evitar uma disfunção social e psicológica da criança e da família.

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