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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

COMUNICAÇÕES ORAIS

 

CO-15

Síndrome de Noonan: revisão da casuística do Centro de Genética Médica Dr. Jacinto de Magalhães – CHP

 

 

Natália TkachenkoI; Teresa SaraivaI; Gabriela SoaresI; Ana Maria FortunaI

IUnidade da Consulta, Centro Genética Médica Dr. Jacinto de Magalhães, CHP

 

 

Introdução: o Síndrome de Noonan (SN, OMIM 163950) é uma doença genética autossómica dominante relativamente comum, clinicamente variável e molecularmente heterogénea. A prevalência é cerca de 1:1000-1:2500 nados vivos. Caracteriza-se por baixa estatura pós-natal, cardiopatia congénita e dismorfia facial distinta que varia com a idade. O envolvimento cardíaco está presente em até 90% dos portadores de SN. A estenose pulmonar e cardiopatia hipertrófica são as formas mais comuns da cardiopatia. Outras características associadas incluem anomalias esqueléticas e ectodérmicas, criptorquidia no sexo masculino, displasias linfáticas, alterações de coagulação e, raramente, predisposição para doenças hematológicas malignas em idade precoce e défice cognitivo ligeiro. Do ponto de vista genético, o Síndrome de Noonan é uma condição pouco compreendida. Recentemente foi estabelecido que este síndrome é causado por hiperativação da via de transdução de RAS-MAPK, envolvida no controlo do crescimento, diferenciação, migração e apoptose. Na sequência da descoberta em 2001 do PTPN11 como um importante gene responsável por esta doença, seis genes adicionais foram identificados. As mutações nestes genes representam cerca de 70% de todos os casos de Síndrome de Noonan, indicando que ainda há outros para serem descobertos.

O objetivo deste trabalho foi caracterizar os doentes com diagnóstico do Síndrome de Noonan seguidos na consulta de Genética do CGMJM.

Metodologia: foi realizada a análise retrospetiva dos processos clínicos dos doentes do CGMJM, avaliados motivo de consulta, antecedentes familiares e pessoais, crescimento, desenvolvimento, morbilidade e orientação.

Resultados: foram avaliados 30 doentes entre 1994 e 2014 com diagnóstico clínico e/ou molecular de SN. 83% apresentavam cardiopatia, mais frequentemente estenose pulmonar. 7 casos são familiares. Dos que fizeram estudo molecular, 43% têm mutação identificada no gene PTPN11.

Conclusão: várias publicações até ao momento têm documentado a grande variabilidade clínica do Síndrome de Noonan com alguma correlação genótipo-fenótipo. Os novos avanços em genética molecular, nomeadamente a sequenciação de nova geração, permitem atualmente uma maior taxa de confirmação do diagnóstico clínico, o que possibilita o aconselhamento genético preciso e um diagnóstico pré-natal específico.

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