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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

COMUNICAÇÕES ORAIS

 

CO-14

Hormona de crescimento nas crianças pequenas para a idade gestacional – a experiência do Centro Hospitalar do Porto

 

 

Filipa RaposoI; Maria João OliveiraI; Helena CardosoI; Teresa BorgesI

IUnidade de Endocrinologia Pediátrica, Centro Hospitalar do Porto

 

 

Introdução: São classificados de pequenos para a idade gestacional (PIG) as crianças que nascem com peso e /ou comprimento <-2 SDS para a idade gestacional. Cerca de 10 a 15% das crianças nascidas PIG, não fazem recuperação do crescimento, permanecendo abaixo de -2,0 SDS da sua estatura alvo. O tratamento destas crianças com hormona de crescimento (HC) está consensualmente estabelecido e é benéfico. Em Portugal a sua comparticipação foi aprovada em 2010. O objetivo deste trabalho é caracterizar a população de crianças e adolescentes PIG a realizar tratamento com hormona de crescimento, em seguimento na Unidade de Endocrinologia Pediátrica do CHP, bem como avaliar a resposta à terapêutica.

Metodologia: Foi realizado um estudo retrospectivo e descritivo através da análise de processos clínicos das crianças PIG, que iniciaram tratamento com HC entre 2010 e 2014. Foram analisados os seguintes parâmetros: género, antecedentes pré e neonatais, scores de desvio-padrão de peso e comprimento ao nascimento, idade cronológica no início do tratamento, altura, peso e velocidade de crescimento pré e pós HC, duração do tratamento e os efeitos laterais do tratamento.

Resultados: População constituída por 9 doentes, 88,9% do sexo masculino. A idade gestacional média foi 36,2 ± 5,2 semanas (26-41), sendo 3 dos doentes prematuros. Foi identificada disfunção placentar em 2 (22,2%), alteração do estudo genético em 4 (44,4%) e houve necessidade de internamento no período neonatal em 3 dos doentes. O SDS do peso ao nascimento foi -1,92 ± 1,23 e o SDS comprimento ao nascimento foi de -3,18 ± 1,05cm. A idade média de início da terapêutica foi de 10,3± 3,7anos (5,2-18,6). Da população estudada 8 doentes apresentavam uma duração de tratamento superior a um ano e nestes a duração média de tratamento foi de 2,67 ± 1,14 anos (1,3 – 4,02),sendo a média do SDS da estatura no início da terapêutica de -2,98 ± 0,54, o que correspondia a um SDS da estatura alvo de -0,86± 1,02. Atualmente o SDS da estatura é de -2,14 ± 1,02. Não se registou nenhum efeito lateral com o tratamento.

Conclusão: Tal como descrito na bibliografia, na maioria dos casos foi identificada uma causa pré/peri-natal e/ou genética que pode justificar o nascimento da criança PIG. No grupo de doentes com duração de tratamento superior a um ano verificou-se uma boa resposta à terapêutica, com recuperação de 0,84 do SDS da estatura, apesar de duração média do tratamento ser apenas de 2,7 anos. É de extrema importância a referenciação atempada destas crianças de forma a iniciar a terapêutica o mais precocemente possível, e assim beneficiarem ao máximo do tratamento.

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