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Nascer e Crescer

versão impressa ISSN 0872-0754

Nascer e Crescer vol.23  supl.3 Porto nov. 2014

 

COMUNICAÇÕES ORAIS

 

CO-5

Transplantação renal em idade pediátrica – experiência do Centro Hospitalar do Porto

 

 

João NascimentoI; Catarina MendesI; Liliana OliveiraII; Teresa CostaII; Maria Sameiro FariaII; Paula MatosII; Conceição MotaII,III; A Castro HenriquesIII

IServiço de Pediatria Médica do Centro Hospitalar do Porto
IIServiço de Nefrologia Pediátrica do Centro Hospitalar do Porto
IIIServiço de Nefrologia / Unidade de Transplante Renal do Centro Hospitalar do Porto

 

 

Introdução: O transplante representa a terapêutica de substituição renal de eleição conferindo aos doentes com insuficiência renal crónica terminal (IRCT) em idade pediátrica, benefícios consideráveis que incluem uma melhoria do crescimento e uma mais longa e melhor qualidade de vida. Objetivo: Estudo retrospetivo sobre a experiência em transplantação renal (TR) em idade pediátrica (<18 anos) do Centro Hospitalar do Porto (CHP).

Métodos: Análise estatística dos dados epidemiológicos e clínicos dos doentes transplantados em idade pediátrica desde Janeiro de 1984 a Agosto de 2014.

Calculou-se a sobrevida do enxerto renal não censurada para a morte e a sobrevida do doente no total da amostra. Apreciou-se a evolução temporal da atividade de transplantação analisando as curvas de sobrevida do enxerto por décadas. Foi comparada a sobrevida do enxerto nas crianças vs nos adolescentes (< 11 e ≥ 11 anos à data do TR). A sobrevida foi analisada pelo método de Kaplan-Meier e a comparação entre os grupos pelo Log rank test.

Resultados: Foram efetuados 147 TR em 139 doentes (58.3% ). Dez (6.8%) TR foram de dador vivo. As anomalias congénitas do rim e trato urinário (CAKUT) representaram 56.5% dos casos de IRCT nesta população. A idade mediana dos doentes no momento da cirurgia foi de 13 anos (mín 2.8 anos e máx 17.9 anos). A idade mediana dos dadores idade mediana dos dadores foi de 17 anos (mín 1.5anos e máx 58 anos). O tempo médio de internamento após TR foi de 17 dias, tendo o tempo médio de seguimento sido de 9.7 anos. A sobrevida do enxerto não censurada aos 5, 10, 15 e 20 anos foi respectivamente 84.7%, 71.1%, 60.0% e 51%. A sobrevida do doente aos 5, 10, 15 e 20 anos foi respectivamente 97.9%, 95.9%, 94.7% e 94.7%. O tempo de sobrevida do enxerto n ão foi significativamente diferente nas crianças e nos adolescentes à data do TR (p=0.697). A diferença de sobrevida do enxerto renal por d écadas foi estatisticamente significativa (p=0.004).

Conclusão: Os resultados do TR são encorajadores e comparáveis a outros centros de refer ência, tendo-se verificado uma melhoria da sobrevida ao longo das d écadas.

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