SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.26 número2Questionário de Avaliação da Qualidade de Vida para adolescentes com Diabetes Tipo 1: Estudo de validação do DQOLEscrita terapêutica em contexto de saúde: Uma breve revisão índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Análise Psicológica

versão impressa ISSN 0870-8231

Aná. Psicológica v.26 n.2 Lisboa abr. 2008

 

Significações de doença, confronto sintomático e adaptação em pacientes de Reumatologia e Ortopedia: Uma abordagem desenvolvimentista e dialéctica

 

Ana Pires (*)

L. Joyce-Moniz (**)

 

RESUMO

O estudo das significações, representações ou crenças dos doentes sobre as suas doenças tem constituído um domínio prevalecente na Psicologia da Saúde e da Doença. Numa perspectiva desenvolvimentista, estas significações podem ser categorizadas em termos de níveis de progressiva abstracção e complexidade, e as acções a que estão ligadas em termos de operações dialécticas de descentração e compensação. Para ilustrar um enquadramento metodológico desta concepção, os autores apresentam os primeiros resultados de uma investigação com doentes de Ortopedia e Reumatologia, sobre a ligação desses níveis e operações a uma metodologia de auto-monitorização do sintoma principal, geralmente a dor física, e do controlo percebido sobre o mesmo.

Palavras-chave: Significações da doença, níveis de significação, operações dialécticas, Ortopedia, Reumatologia, auto-monitorização.

 

ABSTRACT

The study of the patients’ significations, representations or beliefs about their illnesses has been a prevailing domain in Health and Illness Psychology. From a developmental perspective, these significations may be characterized in terms of levels of progressive abstratraction and complexity, and the actions to which they are associated in terms of dialectic operations of decentration and compensation. In order to illustrate a methodological orientation of this conception, the authors introduce the first results of an investigation addressed to patients of Orthopaedics and Rheumatology, about the connection of those levels and operations to a methodology of self-monitoring of the main symptom, in most cases the physical pain, and of the perceived control of that symptom.

Key words: Illness significations, levels of significations, dialectic operations, Orthopaedics, Rheumatology, self-monitoring.

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text only available in PDF format.

 

REFERÊNCIAS

Ahmet, I., & Mermi, A. (2007). Anxiety and depression in patients with rheumatoid arthritis. Clinical Rheumatology, 26, 872-878.         [ Links ]

Barros, L. (1996). Contribuição do estudo das significações sobre saúde e doença para as intervenções em psicologia pediátrica. Análise Psicológica, 14 (2-3), 215-230.

Barros, L. (2002). Intervenção desenvolvimentista com mães de bebés em risco. Dissertação de doutoramento em Psicologia. Universidade Clássica de Lisboa.

Beck, A., & Freeman, A. (1990). Cognitive Therapy of Personality Disorders. New York: Guilford.

Bishop, G., & Converse, S. (1986). Illness representations: A prototype approach. Health Psychology, 5, 95-114.

Blackwell, B., & Gutmann, M. (1986). The Management of Chronic Illness Behaviour. In S. McHugh, & M. Vallis (Eds.), Illness Behavior: A multidisciplinary model. New York: Plenum.

Dickens, C., & Creed, F. (2001). The burden of depression in patients with rheumatoid arthritis. Rheumatology, 40, 1327-1330.

Eberhardt, K., Larsson, B., & Nived, K. (1993). Psychological reactions in patients with early rheumatoid arthritis. Patient Education and Counseling, 20, 93-100.

Fitzpatrick, R., Newman, S., Lamb, R., & Shipley, M. (1988). Social relationships and psychological wellbeing in rheumatoid arthritis. Social Science and Medicine, 27, 399-403.

Fradique, F. (1993). Programa desenvolvimentista preventivo da depressão pós-parto. Dissertação de doutoramento em Psicologia. Universidade Clássica de Lisboa.

Friedman, H., & DiMatteo, M. (1989). Health Psychology. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall.

Gaião, L. (2002). Doenças reumáticas periarticulares ou das partes moles. In M. V. Queiroz (Ed.), Reumatologia (vol. 3, 215-232). Lisboa: Lidel.

Jarvinen, K. (1955). Can ward rounds be dangerous to patients with myocardial infarction? British Medical Journal, 1, 318-320.

Joyce-Moniz, L. (1993). Psicopatologia do desenvolvimento do adolescente e do adulto. Lisboa: McGraw-Hill.

Joyce-Moniz, L. & Barros, L. (2005). Psicologia da doença para cuidados de saúde: desenvolvimento e intervenção. Porto: ASA.

.Joyce-Moniz, L., & Reis, J. (1991). Desenvolvimento e dialéctica de significações de doença e confronto em Psicologia da Saúde. Psychologica, 6, 105-127.

Katz, P., & Yelin, H. (1995). The development of depressive symptoms among women with rheumatoid arthritis, with and without symptoms: the role of function. Arthritis and Rheumatism, 1, 49-56.

Lau, R., & Hartman, K. (1983). Common sense representations of common illnesses. Health Psychology, 2, 167-185.

LaGreca, A., & Hanna, N. (1983). Health beliefs of children and their mothers: implications for treatment. Diabetes, 32 (suppl.), 66.

Leventhal, H. (1982). Wrongheaded ideas about illness. Psychology Today, 16, 48-55.

Leventhal, H., Leventhal, E., & Cameron, L. (2001). Representations, procedures, and affect in illness self-regulation: a perceptual-cognitive model. In A. Baum, T. Revensin, & J. Singer (Eds.), Handbook of Health Psychology. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum.

Leventhal, H., Meyer, D., & Nerenz, D. (1980). The common sense representation of illness danger. In S. Rachman (Ed.), Contributions to Medical Psychology (vol 2, 7-30). New York: Pergamon.

Leventhal, H., Nerenz, D., & Steele, D. (1984). Illness representations and coping with health threats. In A. Baum, E. Taylor, & J. Singer (Eds.), Handbook of Psychology and Health. Hillsdale, NJ: Erlbaum.

Ley, P. (1988). Communicating with patients. London: Croom Helm.

Maini, R., & Zvaifler, N. (1998). Rheumatoid Arthritis. In J. H. Klippel, & P. A. Dieppe (Eds.), Rheumatology (vol. 2, 1-30). London: Mosby.

Monaghan, S., Sharpe, L., Denton, F., Levy, J., Schrieber, L., & Sensky, T. (2007). Relationship between appearance and psychological distress in rheumatic diseases. Arthritis & Rheumatism, 57, 303-309.

Newman, S., & Mulligan, K. (2000). The psychology of rheumatic diseases. Best Practice & Research in Clinical Rheumatology, 14, 773-786.

Parker, J., & Wright, G. (1995). The implications of depression for pain and disability in rheumatoid arthritis: the impact of arthritis. Arthritis Care and Research, 8, 279-281.

Piaget, J. (1968). Le strutucturalisme. Paris: Presses Universitaires de France

Queiroz, M. V. (Ed.) (1996). Reumatologia Clínica. Lisboa: Lidel.

Queiroz, M. V. (Ed.) (2002). Reumatologia (vol. 4). Lisboa: Lidel.

Reis, J. (1993). Metodologia construtivista e desenvolvimentista para prevenção de reacções emocionais excessivas em pacientes de cirurgia cardíaca. Psychologica, 10, 69-98.

Reis, J., & Fradique, J. (2002). Desenvolvimento sociocognitivo de significações leigas em adultos: causas e prevenção das doenças. Análise Psicológica, 20 (1), 5-26.

Reis, J., & Fradique, J. (2004). Significações leigas de saúde e de doença em adultos. Análise Psicológica, 20 (3), 475-485.

Revesin, T., & Singer, S. (Eds.) (1980). Handbook of Health Psychology. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum.

Roter, D., & Hall, J. (1987). Physicians’ interviewing styles and medical information obtained from patients. Journal of General Internal Medicine, 2, 325-329.

Silva, J. (2004). Reumatologia prática. Coimbra: Diagnóstico.

Teixeira, J. (1996). Aspectos psicossociais das doenças reumáticas. In M. V. Queiroz (Ed.), Reumatologia Clínica. Lisboa: Lidel.

Teixeira, J. (2002). Depressão e reumatismo. In M. V. Queiroz (Ed.), Reumatologia (vol. 1, 457-460). Lisboa:

Lidel. Vaz, A. (Ed.) (2000). Artrite Reumatóide. Lisboa: Lidel.

Yelin, E. (1998). The economic and functional impact of rheumatic disease in the US. In J. H. Klippel, & P. A. Dieppe (Eds.), Rheumatology (vol. 1, 51-54). London: Mosby.

Yelin, E., Henke, C., & Epstein, W. (1987). Work dynamics of the person with rheumatoid arthritis. Arthritis and Rheumatism, 30, 507-512.

 

(*) Doutoranda em Psicologia da Saúde, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa.

(**) Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons