SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.21 número1A classificação diagnóstica das perturbações da saúde mental da primeira infância: uma experiência clínicaPrograma clínico para o tratamento das perturbações da relação e da comunicação, baseado no Modelo D.I.R. índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Análise Psicológica

versão impressa ISSN 0870-8231

Aná. Psicológica v.21 n.1 Lisboa jan. 2003

 

Aumentar a resiliência das crianças vítimas de violência

 

MARIA JOSÉ GONÇALVES (*)

 

 

RESUMO

A violência é um fenómeno social cada vez mais generalizado num número cada vez maior de crianças, cada vez mais jovens. O impacto directo do traumatismo, a sua influência sobre o desenvolvimento psicoafectivo da criança e as estratégias de adaptação utilizadas são áreas nas quais se fazem sentir as consequências dos traumatismos. A resiliência é descrita como sendo um factor muito importante que determina a forma como a criança e a família reagem ao traumatismo. A autora analisa de uma forma mais sistemática os maus-tratos que se exercem sobre as crianças pequenas, no seio da família. Baseada na experiência clínica da Unidade da Primeira Infância, descreve alguns aspectos clínicos que vão desde as dificuldades do diagnóstico destas situações, até à sua transmissão transgeracional e finalmente as intervenções terapêuticas que protegem a criança e a ajudam a desenvolver os seus mecanismos de resiliência, face à violência.

Palavras-chave: Violência, resiliência, intervenção terapêutica.

 

 

ABSTRACT

Violence is spread all over the world and the number of children, which are victims increase every day. The direct impact of the trauma, its influence on development and the coping mechanisms are different levels of the consequences of the violence upon children. Resilience is described as a very important factor that determines how children and families react to traumas. Based on her clinical experience in Unidade da Primeira Infância, the author analyses more systematically the maltreatment inside the family. She describes some of diagnostic difficulties, the transgerational character of the situation and the therapeutic interventions that protect children and help them to develop their mechanisms of resiliency.

Key words: Violence, resilience, therapeutic interventions.

 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text only available in PDF format.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Almeida, A. N., André, I. M., & Almeida, H. N. (1995). Os maus-tratos à criança em Portugal. Relatório final. Lisboa: Centro de Estudos Judiciários.         [ Links ]

Bowlby, J. (1988). A secure base. Clinical applications of attachment theory. London: Routledge.         [ Links ]

Bretherton, I. (1990). Communication patterns, internal working models, and the intergenerational transmission of attachment relationships. Infant Mental Health Journal, 11, 237-252.         [ Links ]

Demos, E. V. (1989). Resiliency in infancy. In T. F. Dugan, & R. Coles (Eds.), The child in our times. Studies in development resiliency (pp. 3-22). New York: Bruner/Mazel.         [ Links ]

Erickson, M. F., Sroufe, A. L., & Egeland, B. (1985). The relationship between the quality of attachment and behavior problems in pre-school in a high-risk sample. In I. Bretherton, & E. Waters (Eds.), Growing points of attachment theory and research. Monographs of the Society for Research in Child Development, 50, 147-166.         [ Links ]

Fonagy, P., Steele, M., Steele H., Moran, G. S., & Higgitt, A. C. (1991). The capacity for understanding mental states: the reflective self in parent and child and its significance for security of attachment. Infant Mental Health Journal, 12, 201-218.         [ Links ]

Fonagy, P. (1998). Prevention, The appropriate target of infant psychotherapy. Infant Mental Health Journal, 19, 124-150.         [ Links ]

Gabarino, J. (1993). Children's response to community violence. What do we know? Infant Mental Health Journal, 14, 103-115.         [ Links ]

Garmezy, N. (1994). Reflections and commentary on risk, resilience and development. In R. J. Haggerty, J. Robert, L. R. Sherrod, N. Garmezy, & M. Rutter(Eds.), Stress, risk, and resilience in children and adolescents (pp. 354-385). New York: Cambridge University Press.         [ Links ]

Levy-Schiff, R., Hoffman, M. A., & Rosenthal, M. K. (1993). Innocent Bystanders: young children in war. Infant Mental Health Journal, 14, 116-130.         [ Links ]

Perry, B., Pollard, R., Blakley, T. I., Baker, L., & Vigilante, D. (1995). Childhood trauma, the neurobiology of adaptation and «use-dependent» development of the brain: how «states» become «traits». Infant Mental Health Journal, 16, 271-291.         [ Links ]

Main, M., Kaplan, N., & Cassidy, J. (1985). Security in infancy, childhood and adulthood: A move to the level of representation. In I. Bretherton, & E. Waters (Eds.), Growing points of attachment theory and research. Monographs of the Society for Research in Child Development, 50, 66-72.         [ Links ]

Sheering, M. S., & Zeanoh, C. (1995). Symptom expression and trauma variables in children under 48 months of age. Infant Mental Health Journal 16, 259-270.         [ Links ]

World Federation for Infant Mental Health (WHOM) (2002). Relatório do Dia Mundial da Saúde Mental 2002.         [ Links ]

 

 

(*)Pedopsiquiatra.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons