SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.28 número4O túmulo de D. Afonso de Portugal (séc. XV) - proteger para conservarBreve abordagem em relação a alguns procedimentos a ter em conta em intervenções arqueológicas índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Corrosão e Protecção de Materiais

versão impressa ISSN 0870-1164

Corros. Prot. Mater. v.28 n.4 Lisboa dez. 2009

 

Mecanismo de corrosão em numismas de época romana provenientes da Senhora do Castelo

C. M. B. Martinsa,b* e J. I. Martinsa

 

RESUMO

Os produtos de corrosão desenvolvidos em moedas romanas provenientes da Senhora do Castelo, datadas do séc. IV d.C., foram estudados por meio de microscopia óptica (MO), microscopia electrónica de varrimento (MEV), espectroscopia de energia dispersiva de raios-X (EDX), fluorescência de raios-X de energia dispersiva (FRXED), e difracção de raios-X (DRX).

Os resultados de EDX e XRD mostram que o chumbo tem uma elevada velocidade de corrosão o qual, por interacção com o meio, é mais tarde precipitado na forma de um composto complexo de cloro, fósforo e chumbo de tonalidade amarelo-esverdeada (piromorfite).

Palavras-Chave: Numismas Romanos, Corrosão, Artefactos Arqueológicos

 

 

Mechanism of corrosion of roman coins from Senhora do Castelo

ABSTRACT

The corrosion products on bronze roman coins of Cu-base alloys from Senhora do Castelo, dated of 4th century, have been characterized by means of optical microscopy (OM), scanning electron microscopy combined with energy dispersive spectrometry (SEM-EDS), energy dispersive X-ray fluorescence (EDXRF), and X-ray diffraction (XRD). Chemical composition of the coins was also examined.

The EDS and XRD data show that lead has a high rate of corrosion, which in interaction with the environment is later precipitated as a complex chlorine-phosphate of lead with a yellow-greenish hue (pyromorphite).

Keywords: Roman Coins, Corrosion, Archaeological Artefacts

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text only available in PDF format.

 

REFERÊNCIAS

[1] T. E. Graedel, Corros. Sci., 27, 721 (1987)        [ Links ]

[2] K. P. Fitzgerald, J. Nairn and A. Atrens, Corros. Sci., 40, 2029 (1998).         [ Links ]

[3] R. Baboian and E. B. Cliver, Mater. Performance, 25, 80 (1986).         [ Links ]

[4] P. Erikson, L. G. Johansson and H. Strandbergh, J. Electrochem. Soc., 140, 53 (1993).         [ Links ]

[5] G. D. , J. M. Stuart and A. R.Lee, Transactions of the American Institute of Mining and Metallurgical Engineers, 83, 29 (1929).        [ Links ]

[6] A. Krätschmer, O. Wallider and C. Leygraf, Corros. Sci., 44, 425 (2002).         [ Links ]

[7] G. Kear, B. D. Barker and F. C. Walsh, Corros. Sci., 46, 109 (2004).         [ Links ]

[8] M. Pourbaix (Atlas of electrochemical equilibria in aqueous solutions), NACE, Houston, (1974).

[9] A. F. Silva e M. L. Ribeiro, Notícia explicativa da folha 15 – A, Vila Nova de Foz Côa, Lisboa, Serviços Geológicos de Portugal (1991).

[10] J. Alarção (Portugal romano), 4ª ed., Editorial Verbo, Lisboa, (1987).

[11] A. Tranoy (La Galice romaine), Diffusion de Bocardé, Paris (1981).

[12] F. S. Lemos (Povoamento romano de Trás-Os-Montes Oriental), Tese de Doutoramento, Universidade do Minho, Braga, (1993).

[13] C. M. B. Martins (Proto-história e romanização no monte de Sª do Castelo, Urros, Torre de Moncorvo – análise de materiais) in Procedimentos do Congresso de Arqueologia de Trás-os-Montes, Alto Douro e Beira Interior, Vila Nova de Foz Côa: A.C.D.R.F.N., Vol. 3, p. 85-95, (2008).

[14] C. M. B. Martins (A exploração mineira romana e a metalurgia do ouro em Portugal), Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Cadernos de Arqueologia, Monografias, nº 14, Braga, (2008).        [ Links ]

[15] C. M. B. Martins (A exploração mineira de época romana no castro de Sª do Castelo, Urros) in Procedimentos do Congresso Internacional sobre Património Geológico e Mineiro, Museu do Instituto Geológico e Mineiro, p. 255-264, Lisboa, (2002).

[16] A. Butts (Copper, the science and technology of metal. Its alloys and compounds) in Am. Chem. Soc. Monograph Ser., 12, New York, (1954).

[17] G. M. Ingo, T. De Caro, C. Riccucci and S. Khosroff, Appl. Phys. A-Mater., 83, 581 (2006).

[18] C. Rémazeilles and E. Conforto, Stud. Conserv., 53, 110 (2008).

[19] D. A. Scott (Copper and Bronze) in Art, Corrosion, Colorants, Conservation, Paul Getty Conservation Institute, Malibou California, p. 224, USA, (2002).

[20] C. Mortimor, Medieval Archaeology, 35, 104 (1991).

 

a Departamento de Engenharia Química, Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto, Rua Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto

b Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, CITCEM

* A quem a correspondência deve ser dirigida, email: carlamariabrazmartins@gmail.com

 

Artigo submetido em Maio de 2009 e aceite em Julho de 2009