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Corrosão e Protecção de Materiais

versão impressa ISSN 0870-1164

Corros. Prot. Mater. v.27 n.3 Lisboa set. 2008

 

O Escurecimento do Altar da Sé do Porto: Um Caso de Corrosão Atmosférica

 

Paula M. Homem(1), Inês T. E. Fonseca(2)(*) e José T. Cavalheiro(3)

 

 

 RESUMO

O objecto deste estudo, o Retábulo da Sé do Porto, foi caracterizado através da análise morfológica e microanalítica de amostras recolhidas em diferentes zonas do Retábulo, correspondentes às várias fases de construção.

Concluiu-se que as ligas usadas na construção do Retábulo são ligas de prata:cobre com percentagens em Ag entre 62,59% e 97,98%, esta correspondente ao elemento mais importante do conjunto, o primeiro a ser construído, o sacrário.

No que respeita aos produtos de corrosão, com base na análise feita por espectroscopia de difracção de raios-X (EDX), foi possível postular a existência de compostos de prata, tipo cloretos, e de cobre, tipo, óxidos e sulfatos. Foram ainda identificados sulfatos de sódio e de potássio e aluminosilicatos, além de vestígios dos produtos de limpeza.

Palavras Chave: Património Cultural, Retábulo da Sé do Porto, Ligas de Prata, Produtos de Corrosão

 

 

The Tarnishing of the Silver Altar of Porto’s Cathedral: An Atmospheric Corrosion Case

 

ABSTRACT

Samples taken from the different zones of the silver altar of Porto’s Cathedral were characterized by morphological and analytical techniques. It was concluded that the material used in the altar piece was Ag:Cu alloys with Ag ranging between 62.9 % and 97.8 %.

Concerning to the corrosion products it was possible to postulate the existence of silver compounds, as chlorides, and copper compounds, as oxides and sulphates. Other products identified related with the environment were the sodium and potassium sulphates and aluminosilicates, apart from some cleaning residues.

Keywords: Cultural Heritage; Altar Piece from Porto’s Cathedral, Silver Alloys, Corrosion Products

 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text only available in PDF format.

 

 

REFERÊNCIAS

 

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(1) Departamento de Ciências e Técnicas do Património, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Via Panorâmica, s/n, 4150-564 Porto

(2) Departamento de Química e Bioquímica, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Campo Grande, Edifício C8, 1749-016 Lisboa

(3) Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Rua do Dr. Roberto Frias, 4200-465 Porto

(*) A quem a correspondência deve ser dirigida, e-mail: ifonseca@fc.ul.pt

 

 

Artigo submetido em Outubro de 2007 e aceite em Janeiro de 2008