SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.24 número1Revisão: As bactérias do ácido lático do vinho- Parte IIComparação de sistemas alternativos para o envelhecimento de aguardente vínica. Efeito da oxigenação e da forma da madeira índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Ciência e Técnica Vitivinícola

versão impressa ISSN 0254-0223

Ciência Téc. Vitiv. v.24 n.1 Dois Portos  2009

 

Seleção fenotípica de porta-enxertos de videira para tolerância ao alumínio, cultivados em solução nutritiva

 

Fabíola Villa 1; Ângelo Albérico Alvarenga 2; Moacir Pasqual 1; Geraldo Magela de Almeida Cançado 4; Franscinely Aparecida de Assis 3; Gleice Aparecida de Assis 1

 

1Departamento de Agricultura (DAG), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG, Brasil. Caixa Postal: 3037, CEP: 37200-000. E-mail: fvilla2003@libero.it

2 Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Lavras, MG, Brasil. Caixa Postal 3037, CEP: 37200-000.

3 Departamento de Entomologia (DEN), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG, Brasil. Caixa Postal 3037, CEP: 37200-000.

4 Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Caldas, MG, Brasil. Caixa Postal 33, CEP: 37800-000.

(Manuscrito recebido em 15.05.08 . Aceite para publicação em 20.01.09)

 

RESUMO

O Brasil tem 20% do seu território ocupado com solo de cerrado no quaL a elevada acidez e a toxicidade pelo alumínio dificultam a sua utilização para cultivo. Objetivou-se, com a realização deste trabalho, avaliar oito porta-enxertos de videira quando submetidos a diferentes níveis de alumínio em solução nutritiva, com a finalidade de selecionar os genótipos mais tolerantes ao alumínio. As estacas dos porta-enxertos de videira, com comprimento de 30cm, foram mantidas por 30 dias em câmara fria. Após esse período, foram hidratadas com água + AIB, por 24 horas na concentração de 2000 mg L-1, sendo colocadas posteriormente para enraizar em vermiculita + areia (1:1), durante 60 dias e, a seguir, transferidas para os vasos com volume de 3,5 L, nos quais estava a solução nutritiva. As estacas dos genótipos: ‘Gravesac’, ‘IAC766’, ‘420A’, ‘IAC572’, ‘RR101-14’, ‘Kobber 5BB’, ‘1045P’ e ‘1103P’ foram submetidas aos seguintes tratamentos de alumínio (0, 10, 20 e 40 mg L-1 de Al). Após 40 dias de cultivo, foram avaliados comprimento da parte aérea, peso seco da parte aérea, comprimento do sistema radicular, peso seco do sistema radicular e peso seco da estaca. O delineamento experimental utilizado foi o DIC, em esquema fatorial 8x4 com 5 repetições, perfazendo um total de 160 parcelas experimentais. Maior comprimento da parte aérea é obtido pelo genótipo ‘IAC766’, na ausência de alumínio e pelo genótipo ‘420A’, com a dosagem de 40 mg L-1. Maior comprimento do sistema radicular é obtido pelo genótipo Gravesac, na dosagem de 10 mg L-1;. Quanto ao peso da matéria seca do sistema radicular, o ‘1045P’ mostra-se pouco sensível na dosagem de 10 mg L-1 . As cultivares IAC572, IAC766 e 1103P apresentam crescimento do sistema radicular semelhante na ausência ou na presença do alumínio, o que faz supor uma boa resistência à toxicidade deste elemento.

Palavras-chave: Vitis spp., toxicidade, sistema radicular.

 

ABSTRACT

Fenotipical selection of grapevine rootstock grapevine for aluminum tolerance cultivated in nutrition solution

Brazil presents 20% of this territory occupied with savannah soil, that due to your high acidity and toxicicity for the aluminum hinder your use for cultivation. It was aimed at with this work to evaluate eight grapevine rootstock when submitted at different levels of aluminum in nutrition solution, with the purpose of selecting the most tolerant genotype to the aluminum. The grapevine rootstock with 30cm length were maintained by 30 days in cold camera. After this period they were moisturized with water + AIB for 24 hours in the concentration of 2000 mg L-1, being placed later to take root in vermiculite + sands (1:1) for 60 days and to proceed transferred for the vases with 3.5L of volume where the nutrition solution was contained. The genotype ‘Gravesac’, ‘IAC766’, ‘420A’, ‘IAC572’, ‘RR101-14’, ‘Kobber 5BB’, ‘1045 P’ and ‘1103P’ were submitted to the following treatments of aluminum (0, 10, 20 and 40 mg LA-1). After 40 days of cultivation were appraised the lengths of the aerial part, dry weight of the aerial part, length of the radicular system, dry weight of the radicular system and dry weight of the rootstock. The experimental designed was DIC in factorial 8x4 with 5 repetitions with 160 experimental portions. The largest length of the aerial part is obtained by the genotype ‘IAC766’ in the absence of aluminum, and for the genotype ‘420A’ with the 40 mg L-1. Larger dry weight of the aerial part and weigh dry of the rootstock ‘IAC572’ is obtained with 40 mg L-1. The largest length of the radicular system was obtained by the ‘Gravesac’ with 10 mg L-1. With relationship to the dry weight of the radicular system of the ‘1045 P’ shown a little sensitive in the concentration of 10 mg L-1. The cvs. ‘IAC572’’, ‘IAC766’ and ‘1103P’ presente a similar growth of the radicular system in the absence or presence of aluminum, the one that does suppose a good resistance to the toxicicity of this element.

Key-words: Vitis spp., toxicicity, radicular system.

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text only available in PDF format.

 

Referências Bibliográficas

Alvarenga A. A., 2001. Avaliação de cultivares porta-enxertos e produtoras de videira (Vitis spp.) em condições de solos ácidos e alumínio.. 153p. Tese (Doutorado em Agronomia. Fitotecnia) -Universidade Federal de Lavras, Lavras, MG.

Adams F., Pearson R. W., 1967. Crop response to line in the Southern United States and Puerto Rico. In: PEARSON, R. W.; ADAMS, F. Soil acidity and liming. Madison: American Society of Agronomy,. p. 161-206.

Camargo U. A., 1998. Cultivares para a viticultura tropical no Brasil. Informe Agropecuário, 19 (194): 15-19.         [ Links ]

Cambraia J., Silva M. A., Cano M. A. O., SANTANA R., 1991. Método simples para avaliação de cultivares de sorgo quanto à tolerância ao alumínio. Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, 3, (2): 87-96.

Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais. , 1999. Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais: 5ª aproximação. MG:. 359p.

Costa M. C. R., 1995. Comparação de seis cultivares de milho submetidos a níveis de alumínio em solução nutritiva.. 165 p.

Dissertação (Mestrado em Agronomia, Solos e Nutrição de Plantas) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz, Piracicaba, SP.

Dantas A. C. M., Fortes G. L. R., Silva J. B., Nezi A. N., Rodrigues A. C., 2001. Tolerância ao alumínio em porta-enxertos somaclonais de macieira cultivados em solução nutritiva. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, 36 (4): 615-623.

Fageria N. K., 1999. Adubação e calagem. In: Vieria N. R. A., Santos A. B., Sant’ana, E. P. (Ed.). A cultura do arroz no Brasil, EMBRAPA-CNPAF: 329-353.

Ferreira D. F., 2000. Análises estatísticas por meio do Sisvar para Windows versão 4.0. In: Reunião Anual da Região Brasileira da Sociedade Internacional de Biometria, 45. Anais: 255-258.

Finatto T., Silva J. A. G., Carvalho F. I. F., Oliveira A. C., Valério I. P., Reis C. E. S., Ribeiro G., Silveira G., Fonseca D. A. R., 2007. Reação da tolerância de genótipos de aveia branca a concentração de alumínio em solução nutritiva. Magistra, 19 (1) :7-15.

Foy C. D., 1974. Effects of aluminum on plant growth. In: CARSON, E. W. (Ed.). The plant roof and its environment. Charlottesville: University of Virginia, p. 601-642.

Fráguas J. C., 1999. Tolerância de porta-enxerto de videira ao alumínio do solo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 34, (7): 1193-1200.

Fráguas J. C., Amaral F. A. L., Braga J. M., Cardoso A. A., 1989. Tolerância de porta-enxertos de videira (Vitis spp.) à saturação de alumínio. Revista Ceres, 36 (203): 13-26.

Furlani A. M. C., Furlani P. R., 1998. Composição e pH de soluções nutritivas para estudos fisiológicos e seleção de plantas em condições adversas. Boletim Técnico do Instituto Agronômico, 121: 21-26.

Hamel F., Breton C., Houde M., 1998. Isolation and characterization of wheat aluminum-regulated genes: possible involvement of aluminum as a pathogenesis response elicitor. Planta, 205: 531-38.

Helyar K. R., 1978. Effects of aluminum and manganese toxicity on legume growth. In: Andrew C. S., Kamprath E. J. (Ed.) Mineral nutrition of legumes in tropical and subtropical soils. CSIRO: 207-231.

Malavolta E., 2006. Manual de nutrição mineral de plantas. São Paulo. Ceres. 638 p.

Marschner H., 1986. Mineral nutrition of higher plants. London: Academic,. 674p.

Massot N., Poschenrieder C., Barcelò J., 1992. Differential response of three bean (Phaseolus vulgaris L.) cultivars to aluminum. Acta Botanica Neerlandica, Stuttgart, 41: 293-298.

Nascimento C. W. A., Souza JR. J. O., 1997. Martinez H. E. P., Teixeira P. R. G., Fontes P. C. R., Absorção de P e Al em cafeeiro (Coffea arabica) cultivado em solução nutritiva com sistema radicular parcialmente submetido à doses de alumínio. Revista Ceres, 44 (253):. 331-338.

Pegtel D. M. 1986. Responses of plants to Al, Mn and Fe, with particular reference to Succisa pratenses Moench. Plant and Soil, 43: 43-55.

Rengel Z., 1992. Role of calcium in aluminiumtoxicity. New Phytologist, 121:.499-513.

Sánchez-Chacón C. D., Federizzi L. C.; Milach S. C. K., Pacheco M. T., 2000. Variabilidade genética e herança da tolerância à toxicidade do alumínio em aveia. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 35: 1797-1808.

Santos C. H., 1998. Influência de diferentes níveis de alumínio no desenvolvimento de dois porta-enxertos cítricos em cultivo hidropônico.. 134p. Dissertação (Mestrado em Horticultura) -Universidade Estadual Paulista, Unesp, Botucatu, SP.

Silva J. A. G., Carvalho F. I. F., Oliveira A. C., Silva S. A., Marchioro V. S., Lorencetti C., Benin G., Schimdt D. A. M., Hartwig I., 2004. Trigos dihaplóides com potencial para tolerância a toxicidade ao alumínio e a sensibilidade ao ácido giberélico em cultivo hidropônico. Revista Brasileira de Agrociência, 10 (1): 37-41.

Sousa J. S. I., 1996. Uvas para o Brasil. Piracicaba: FEALQ.

Tecchio M. A., Pires E. J. P., Filho H. G., Brizola R. M. O., Vieira C. R. Y., Terra M. M., 2005. Avaliação de variáveis fisiológicas em porta-enxertos de videira cultivados em solução nutritiva com a adição de alumínio. Ciência e Agrotecnologia, 29 (2): 274 283.

Tennant D. 1975. A teste of modified line intersect method of estimating root lenght. Journal of Ecology, 63 (3): 995-1001.

Veloso C. A. C., Muraoka T., Malavolta E., Carvalho J. G., 1995. Efeitos do alumínio em pimenteiras do reino (Piper nigrum L.) cultivadas em solução nutritiva. Scientia Agricola, 52 (2): 368 375.