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Análise Social

Print version ISSN 0003-2573

Anál. Social  no.230 Lisboa Mar. 2019

http://dx.doi.org/10.31447/AS00032573.2019230.10 

RECENSÃO

Diogo, Maria Paula, Laak, Dirk van

Europeans Globalizing: Mapping, Exploiting, Exchanging,

Nova Iorque, Ed. Plagrave Macmillan, 2016, 452 pp.

ISBN 9780230279636

Maria de Fátima Nunes*

* Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, pólo da Universidade de Évora, Palácio do Vimioso Largo Marquês de Marialva, Apart. 94, Évora, Portugal, mfn@uevora.pt.


 

Europeans Globalizing é um livro que traz uma grande inovação de abordagem ao tempo oitocentista e novecentista. Os europeus são os protagonistas em contracena com diferentes categorias de atores do processo de circulação e de trocas tecnológicas. Atores individuais, atores coletivos, materialidades de coleções de objetos de museus de ciência e da técnica, infraestruturas construídas vs. destruídas pela tecnologia de guerra, nas guerras mundiais e regionais. Os europeus são os grandes promotores nesta obra resultante de um projeto internacional e colaborativo de investigação transnacional enquadrado pela Foundation for the History of Technology (SHT), constituindo o sexto volume de uma coleção ampla de estudos centrados na agenda de Making Europe: Technology and Transformations, 1500-2000. Dois historiadores da tecnologia, de perfil transnacional, Maria Paula Diogo (portuguesa) e Dirk van Laak (alemão) são os autores do livro, a todos os níveis entusiasmante, sedutor no consumo de leitura e revolucionário sob o ponto de vista historiográfico. Europeans Globalizing desconstrói a visão tradicional de narrativa temporal de 1850-2000 eurocêntrica, abrindo caminhos para um público entendimento da globalização contemporânea, usando como instrumento conceptual de análise o papel que a tecnologia, dos séculos XIX e XX a partir da Europa, e fora da Europa, teve nas diferentes interações de trocas, de circulação e de difusão de conhecimento tecnológico para construir a globalização a partir de uma janela de observação europeia.

O arco cronológico assenta nos séculos XIX e XX, o tempo das revoluções tecnológicas (e de outras, como as revoluções sociais e políticas de vários carimbos nacionalistas), o tempo de práticas de colonização e de imperialismo nos cinco continentes. Todos os espaços do mundo são sabiamente aqui convocados para um diálogo cruzado e de histórias factuais originais, ou pelo menos pouco utilizadas por historiadores da Ciência & Tecnologia. Deste modo o uso público da História, com a análise da tecnologia em diferentes modalidades - caminhos-de-ferro, mapas, armas, telégrafos, automóveis, aviões, navios e portos, tecnologia de guerra, é um dos travejamentos metodológicos do livro que os dois historiadores, academicamente experientes e experimentados, sabem utilizar, combinando com a noção interiorizada de um tempo longo, vindo das ciências sociais, mediada pela referência de Fernand Braudel. Maria Paula Diogo e Dirk van Laak não escamoteiam esta opção. Usam temporalidades mais recuadas para encontrar encadeamentos lógicos de narrativas com o objetivo de evidenciar a aceleração do tempo trazido pela tecnologia na globalização para a Europa e para os outros espaços não europeus, numa dinâmica que ousamos apelidar de novos technological cross cultural studies, na medida em que colocam em diálogo dinâmico e em perspetiva histórica a circulação da tecnologia europeia no âmbito pelo “scrambling for EuroAfrica” (pp. 139-169), reconstruindo o imaginário de um “yellow peril” (pp. 171-199) ou a proposta de conceptualização para as “start-up nations” (p. 269). Propostas transnacionais, elementos de originalidade que contribuem para (re)pensar o que já se conhecia sobre a Europa e o mundo entre 1850--2000. Este é outro dos grandes desafios deste livro. Obriga-nos a pensar, a enquadrar nas nossas leituras adquiridas e nas novas agendas de pós-modernidade esta materialidade de uma história da tecnologia, invasiva, imperialista, circulante, que se instala, que molda mentalidades, ideologias, poderes de Estado, que permanece e que pode ser o motor da transformação em start ups de novos nacionalismos do século XX! A marca temporal que este livro lança para projetar no leitor uma cidadania globalizante, mas sem esquecer que transporta o leitor para um tempo de “The conventional story of Europeans and mapping focuses on the so-called Age of Discoverites - usually dated between 1400 and 1750) (p. 27, destaque nosso). A componente de materialidade e originalidade de fontes para este itinerário de “oficina de história” transporta-nos para as infraestruturas de modernidade tecnológica com que se construiu o processo globalizante com uma clara noção conceptual que a Europa ia para além do Bósforo.

Faz parte da componente de inovação deste livro estabelecer novas interpretações de análise histórica, críticas alheias à história oficial de uma literatura de mainstream sobre a (tradicional) história da Europa nos séculos XIX e XX, e as suas relações com os espaços extraeuropeus - América (do Norte e do Sul), Ásia, África. Estamos, pois, perante uma proposta de “new colonial cross cultural studies” onde se faz uma nova leitura de mitos da História de Portugal - o Mapa-Cor-de-Rosa vs. Ultimato-Inglês - em contexto de finitude de século XIX, um cenário globalizante e complexo para a janela do nacionalismo/patriotismo republicano. Escrito de forma clara, cativante quer para o público académico quer para um público mais alargado, no pensar da construção do mundo contemporâneo, os autores tiveram a “arte e engenho” de encontrar como ponto de partida para abertura de vários capítulos, e para a sustentabilidade e coerência do plano da obra, fontes originais (e com grande originalidade) de relatos europeus/extra-europeus que ganharam várias leituras interpretativas quando se juntam à iconografia excecional do livro e à cartografia que várias páginas oferecem ao leitor; primeiro estranha-se, depois entranha-se, e por fim saboreia-se!

O signo tecnologia é a chave de abertura para repensar os contornos do mundo contemporâneo - sem que os autores se deixem enredar em debates historiográficos sobre a primeira globalização, a segunda globalização, ou o ponto de partida de uma história da Europa e do mundo no século XX, mas deixando nas linhas introdutórios (e nas notas em jeito de epílogo) sinais claros das suas opções. Pelo papel da tecnologia no fazer global do mundo entre 1850-2000 estabelecem-se os sete pilares estruturantes do livro, começando pela dúvida existencial sobre em que pode consistir caldear a Europa numa história da tecnologia em atividade crescente, de trocas e de circulação intensa, no preciso momento em que os nacionalismos europeus estão em fase de progressiva construção e afirmação. As Exposições Universais como montras de vaidades nacionais e de modernidades tecnológicas que simbolizam, de certa forma, a ideia-chave desta parceria luso-alemã sobre a construção da Europa globalizante assente na necessidade de cartografar (para conhecer e controlar), na exploração de recursos e na permanente circulação de trocas, protagonizada pelo crescente papel da tecnologia europeia no mundo contemporâneo.

Estamos, pois, perante um livro de síntese, usando fontes inovadoras, e não usuais, em torno da Europa e de diferentes vozes que protagonizam a sua história globalizante, sabendo ultrapassar sabiamente o registo de narrativas oficiais de historiografias nacionalistas, europeias e não europeias. A dupla Maria Paula Diogo e Dick Van Kaak têm a força internacional de um agenciamento de investigação transnacional que permite responder às várias questões colocadas sobre o papel estruturante da tecnologia nos territórios europeus e não europeus, nos diferentes Estados, nas diferentes nações no século xx, depois da I Grande Guerra, após a II Grande Guerra, na Guerra Fria, na construção da Europa da Comunidade Económica Europeia.

É tempo de deixar o registo dos diferentes encadeamentos da narrativa construída, numa clara e luminosa visão de história transnacional e comparada da tecnologia, a partir do papel que os europeus tiveram na modelação do mundo entre 1850-2000. Os sete capítulos estruturantes -que já apelidámos de sete pilares - desenvolvem-se dentro do espírito de uma história conectada. Assim, o primeiro intitula-se “Europeans mapping and being mapped” (pp. 27-57). Entre 1850-2000 os europeus com posse de poder tecnológico precisam de conhecer os vazios ainda existentes no mapa-mundo. A tecnologia foi o instrumento para ir ocupar e explorar sítios que não eram ainda lugares, e.g. Port Said em 1880 (p. 51), que nos remete para a força de uma imagem que simbolicamente preencheu os vazios de tecnologicamente poder vir a controlar e dominar espaços além da linha de uma fronteira mental de Europa.

O segundo capítulo, “Europeans significant others” (pp. 59-99) é fortemente polarizado pela imagem de contraste entre máquinas disformes em ação, um território parecendo indomável, e um jovem casal soviético que contribui para a perceção e a importância de trocas de conhecimento tecnológico para poder construir (novos) sítios (p. 77). Neste capítulo encontramos os atores da tecnologia, não apenas os engenheiros, mas também os jornalistas, os fotógrafos, os cartógrafos, as coleções de objetos para museus. Todos constituem peças-chave para o embasamento do público entendimento da globalização com força tecnológica dos atores da Europa dos Estados Nações até à II Grande Guerra. A passagem pelo território da América Latina (p. 86 e seguintes) e a fina ironia do desafio de nos colocar, a todos nós leitores, a pensar como a “Europe [has been] colonized” (p. 95), de forma a ressaltar o papel de hegemonia tecnológica - o triunfo dos engenheiros - dos Estados Unidos da América, cujo sonho americano tecnológico teve o epicentro, na opinião de Paula Diogo e Dirk van Laak na Exposição Internacional de Chicago, em 1893, no âmbito das comemorações de Colombo, relembrando o género historiográfico da fase da chamada primeira globalização. Nesta mesma direção de escrita para nos criar novas ideias interpretativas encontra-se a alegoria caricatural intitulada “the gap in the bridge” (p. 98). A partir deste excerto de imprensa os autores centram-se em renovar o conceito de “americanização da Europa” (p. 99), reorganizando novos fios de entre tecnologia - sociedade - Estado(s), construindo uma nova paleta de ideias, elementos vitais para novas pistas de interpretação que apresentam para o período entre guerras, nomeadamente o papel que a ciência aplicada e o desenvolvimento da tecnologia tiveram no pós I Grande Guerra e a emergência de tecnologias inovadoras na II Grande Guerra, o papel da tecnologia na Guerra Fria. Não queremos deixar de frisar que estas “ligações perigosas” de suportes informativos de história da tecnologia ligados a história de relações internacionais, história cultural e civilizacional globalizante são dos contributos mais importantes e inovadores e fecundos para a literatura de história da ciência e da tecnologia na segunda metade do século xx quer a nível internacional, quer a nível nacional, patente na literatura cinzenta académica da especialidade que tem, depois, o seu tempo de brilho como artigos de revista internacional.

O capítulo três intitulado “Wars and Peace: at home and abroad” (pp. 101-137) conduz-nos para o palco da história da Guerra, também um território estratégico para os historiadores da tecnologia, e para os historiadores não militares. A proximidade e complementaridade de interações entre o sector civil e o setor militar - ligados pela troca, circulação e desenvolvimentos de instrumentação tecnológica. O papel da ciência e da tecnologia militarizadas - modelo que já vinha de uma história da ciência e da tecnologia na Europa dos séculos XVII, XVIII e XIX - tem, aqui, uma importância vital para se entender o papel da tecnologia militar nas infraestruturas - comunicações, pontes, portos, caminhos-de-ferro, criação e renovação de polos urbanos, redes de saneamento público e privado, infraestruturas de saúde pública quer na Europa, quer sobretudo em espaços coloniais ou fazendo circular para outros impérios, euro-asiáticos e asiáticos. Neste efeito de circularidade a que os autores designam como “the alchemy of war” (p. 103) encontramos a figura mítica de Florence Nightingale, reforçando também uma ligação entre guerra - tecnologia e papel das mulheres neste quadro existencial de dialogar com os europeus globalizantes! E secundada pelo exemplo da figura da histórica companhia aérea holandesa KLM (p. 128), como uma das peças de um puzzle temático que este pilar do livro permite ao cruzar coordenadas cronológicas de tempo curto com agendas e espaços em fase de globalização por ação europeia.

Prosseguimos com o capítulo quatro, “Scrambling for Euroafrica: resources and axes of infrastructure” (pp. 139-169), o que mais impacto tem nos leitores, sobretudo historiadores, portugueses. Um capítulo apetrechado de novas interpretações (serão talvez provocações?) para o contexto de historiografias transnacionais, a partir da realidade portuguesa, uma vez que o caso de Portugal é um recorte temático de importância estratégica na arquitetura interna deste tema dentro de todo o livro, como tivemos oportunidade de já referir. A alegoria do “Rhodes Colossus” da tecnologia de 1890 na Europa (p. 140) centrada no Reino Unido, carreia um corolário de novas aberturas, que traz à luz do dia muitas histórias mascaradas, fazendo o reforço da ligação necessária entre tecnologia, política, diplomacia, crescimento económico, controlo e vivências da sociedade dentro de Estados-Nações, uns fortalecidos, outros lutando para construir narrativas de fortalecimento nacionalista e patriótico. E, o grande mapa está incluído nas imagens “the pink map” (pp. 151-156) com um pertinente parágrafo sobre o deliberado e factual esquecimento da “World History” sobre o esquecimento que os europeus têm feito sobre o pequeno país retangular que fecha pelo perfil do Atlântico, podendo ser o “rosto da Europa”!

No capítulo cinco, rasgamos e atravessamos fronteiras para o intervalo de tempo compreendido From the Raj to the Yellow Peril (pp. 171-199). Do “perigo amarelo”, ou como as civilizações milenares da Índia, da China e do Japão são peças estratégicas da globalização para atores europeus. E como as trocas tecnológicas são tão materiais e percetíveis nesta metodologia de ler novas fontes, de enquadrar contextos em visão comparadas que surge como corolário a palavra-chave caminho-de-ferro; tudo se estrutura e se explica em função desta enorme e pesada infraestrutura que atravessa tempos e territórios, imperialismos e nacionalismos, sabiamente narrado num caso bem estudando e discutido: “India: from the imperialism to the national railroad (plasmado, pedagogicamente, nas páginas 173 e seguintes). Sem dúvida uma parte de leitura vital neste livro. A que se junta o despertar da China, o emergir do Japão para o modelo de sociedade tecnológica ocidental, cujo epicentro foi determinado pelos atores europeus, uma vez que “[t]he assimilation of Western industrial values was celebrated as the first National Industrial Exhibitions, held ate Kanei-ji-Temple main hall in 1877” (p. 199).

O final da II Grande Guerra dá forma ao capítulo seis: “A new world order and the collapse of colonialism” (pp. 201-245), ou uma breve síntese factual sobre as organizações internacionais e a métrica das organizações globalizantes, fundamentais para se entender no terreno as trocas e a circulação e implantação da tecnologia nos Estados filiados no processo de globalização. O papel do sistema métrico universal como elemento de coesão dos europeus globalizantes - à margem dos outros europeus, os da esfera de influência do Reino Unido -tornou-se um elemento de coesão e de mundo global a partir da assinatura por parte dos Estados da Convenção Internacional do Sistema Métrico Decimal de 1875 (p. 206). Da França para o mundo, mapeando num outro registo a outra parte do mundo dominada pela Inglaterra da Revolução Industrial e do desenvolvimento tecnológico, de trocas, de circulação, de domínio, de controlo político e territorial. Este é o capítulo adequado para rever e trazer para o palco da globalização as Convenções Internacionais, peças de encaixe no suporte tecnológico que os autores perseguem e acompanham. É o papel representado pelo “Chief Information Security Officer” (CISO) ou pelo “Internacional Standards Organizativos”, ou pela Liga das Nações/ Sociedade das Nações, a partir de 1919, ou pela ONU e pela Organização Mundial de Saúde (com um novo arsenal de tecnologia médica, preventiva e profilática) depois de 1946, quando o eixo de Genebra e da neutralidade Suíça é substituído pelos atores de uma dinâmica de globalização dos Estados Unidos da América, como nos é sugerido (pp. 214-216).

Finalmente o último pilar, “The reconstruction period” (pp. 247-269) propõe o tema das mobilidades. A mobilidade europeia - Europa como plataforma giratória de passagem de povos, de culturas, de tecnologias, de raças, de comunidades. A ponto de se falar de “start up” de nações, laboratórios tecnológicos que a queda do Muro de Berlim e o mítico Fim da História também teve impacto na Europa e nas suas relações com os vários espaços europeus e com o resto do mundo. Reconstrução de um período implica também perceber como a tecnologia é fundamental para se perceber as ondas massificadas de turismo, primeiro com o automóvel e o rompimento de estradas e túneis, depois o tempo de lazer exótico, privativo, único dos Clubs Med (p. 266) ou as novas trocas e circulação de tecnologia que cabe na bagagem de mão de um voo low cost de qualquer viagem turística continental, muitas vezes desdobramentos dos grandes voos transcontinentais que globalizam, por via do turismo, os cinco continentes, com férias para época de Verão e época de Inverno!

A encerrar a obra, encontramos o “Epilogue: Europeans globalizing” (pp. 275-284) com algum destaque para a agenda pós-colonial no que tange ao(s) usos tecnológicos de territórios coloniais. São tópicos que nestas páginas fazem pensar em cidadania de tempo de globalização pelo viés da tecnologia, e permitem voltar ao ponto inicial What is Europe (pp. 7-9) após um longo périplo pelo uso e circulação da tecnologia pelos diferentes espaços do planeta, em tempo de aceleração e desenvolvimento de usos de tecnologia. Não podemos deixar aqui de lembrar a exposição de fotografias de Cartier Bresson, Os Europeus, que visitou Lisboa, no CCB, em 2001. Também na exposição, respondendo à questão o que são os Europeus, o que é a Europa, o nó górdio era um europeu a olhar o estreito do Bósforo, na Turquia. O que este volume nos traz é uma exposição substantivada do papel que os europeus e a tecnologia tiveram no processo de construção de um tempo de “extremos”, de um tempo global e de mudanças muito aceleradas e transformadoras. Tal como os efeitos do uso e das trocas circulantes da tecnologia no mundo do século XXI. O volume constitui uma excelente reflexão para nos posicionarmos perante notícias e informações relativas ao domínio da tecnologia na esfera pública e na esfera privado dos Estados e das nações (algumas em fase start-ups) do nosso quotidiano. Terminamos, recordando a leitura das últimas linhas do livro: “As observers have rightly pointed out, Europe played both the role of the ‘Prometheus unbound’ and the ‘Scorcier’s apprentice’. Or referring once more to the satirical cartoon of the ‘civilizing steam engine’ that we started with: its blueprints are now more complex than ever, and it is less than ever being operated by Europeans alone” (p. 284). Um livro a ler em várias velocidades, para diferentes agendas, sempre com espírito crítico e dialogante para o alargamento de uma história cruzada.

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