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GE-Portuguese Journal of Gastroenterology

versão impressa ISSN 2341-4545

Resumo

COSTA, Rita Seara et al. Disseção endoscópica da submucosa no tratamento da neoplasia epitelial gástrica num centro Português. GE Port J Gastroenterol [online]. 2019, vol.26, n.2, pp.90-98. ISSN 2341-4545.  http://dx.doi.org/10.1159/000487820.

Introdução: O aparecimento da dissecção endoscópica da submucosa (ESD) tornou possível a resseção em bloco de lesões neoplásicas superficiais do estômago, independentemente da sua dimensão, com reduzidas taxas de complicações e recorrência. Esta técnica tem evoluído como método preferencial face à mucosectomia convencional e cirurgia, quando a metastização à distância tem risco negligenciável. No mundo ocidental a experiência nesta técnica tem evoluído de forma rápida surgindo um número crescente de séries na literatura. Este estudo tem como objetivo reportar os resultados a curto e longo prazo da ESD de lesões epiteliais gástricas realizadas por um único operador num centro Português. Metodologia: Análise retrospetiva unicêntrica dos casos de ESD de lesões epiteliais gástricas, realizadas durante um período de 5 anos, entre maio de 2012 e setembro de 2017. Resultados: Foram realizadas 114 ESDs de neoplasias epiteliais gástricas durante o período em estudo, com uma taxa de resseção em bloco de 96.5% e R0 de 87.6%. A resseção curativa confirmou-se em 83.2% dos casos. Ocorreram complicações em 13.2% dos procedimentos, incluindo hemorragia em 12 doentes (10.5%) e 1 perfuração (0.9%). Com uma mediana de follow-up de 12 meses (variação interquartil [IQR] 18), verificaram-se 6 casos de recorrência local: 4 lesões residuais e 2 recorrências em resseções R0 prévias. Observaram-se mais frequentemente lesões residuais de ESD de lesões de maiores dimensões (mediana = 40.0 mm, IQR = 26 vs. mediana = 20.0 mm, IQR = 15, p = 0.008) e com margens horizontais (HM) positivas após a resseção (50.0% vs. 0.0%, Teste exato de Fisher, p < 0.001). A incidência cumulativa de lesões gástricas metácronas aos 34 meses foi de 16.1%. Todas as novas lesões foram eficazmente tratadas por endoscopia. A sobrevivência específica aos 12 meses de follow-up foi de 100%. Conclusão: Este estudo mostra que a ESD gástrica é uma  técnica eficaz e segura para o tratamento de lesões neoplásicasprecoces confirmando a maioria das séries europeias. Embora a ESD permita geralmente uma resseção em bloco as HM positivas continuam a ser um problema em alguns doentes. A vigilância endoscópica pode detetar recorrência local e novas lesões, em estádios precoces, potencialmente tratáveis por endoscopia.

Palavras-chave : Resseção endoscópica; Disseção submucosa; Endoscopia digestiva alta; Neoplasia epitelial gástrica; Cancro gástrico precoce; Neoplasia intraepitelial de baixo grau; Neoplasia intraepitelial de alto grau.

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