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GE-Portuguese Journal of Gastroenterology

versão impressa ISSN 2341-4545

Resumo

SANTOS, Maria Pia Costa et al. Próteses Metálicas Auto-Expansíveis no Cancro Colo-Rectal: Das Guidelines para a Prática Clínica. GE Port J Gastroenterol [online]. 2016, vol.23, n.6, pp.293-299. ISSN 2341-4545.  http://dx.doi.org/10.1016/j.jpge.2016.06.003.

Introdução: A colocação de próteses metálicas autoexpansíveis é um procedimento endoscópico amplamente realizado como tratamento paliativo do cancro colo-rectal. As recomendações europeias para a colocação de prótese como ponte para a cirurgia na obstrução por cancro colo-rectal foram revistas recentemente. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia e segurança da colocação de próteses na obstrução maligna por cancro colo-rectal e discutir as últimas recomendações publicadas. Materiais e métodos: Análise retrospectiva das características demográficas, indicações, complicações e resultados da colocação de próteses metálicas autoexpansíveis em doentes com cancro colo-rectal obstrutivo entre janeiro de 2012 e junho de 2015. A análise estatística foi realizada com SPSS V22. Resultados: Foram incluídos 36 doentes, 20 (56%) do sexo feminino, com idade média de 70.6 ± 10.9 anos. As próteses foram colocadas como ponte para cirurgia em 75% (n = 27) dos casos e com intuito paliativo em 25% (n = 9). Em 94% (n = 34) dos procedimentos obteve-se sucesso técnico e clínico. No total registaram-se 11 (31%) complicações: 2 migrações e 9 perfurações. Não se registou mortalidade associada ao procedimento. Nos casos como ponte para a cirurgia, o tempo médio entre o procedimento endoscópico e a cirurgia foi de 11.7 ± 9.4 dias (excluídos três doentes submetidos a quimioterapia neoadjuvante). Observaram-se seis perfurações neste grupo de doentes: uma perfuração clínica e cinco silenciosas (três intra-operatoriamente e duas após avaliação anatomopatológica da peça operatória). Vinte e um doentes foram submetidos a quimioterapia adjuvante. Após um tempo médio de seguimento de 14.7 ± 10.9 meses, registaram-se cinco casos de recorrência. Nenhum dos casos de recorrência ocorreu no grupo de doentes com perfuração. Conclusões: Nesta amostra, a colocação de prótese revelou-se um procedimento endoscópico eficaz. Na maioria dos doentes foi utilizada como ponte para a cirurgia. No entanto, verificou-se uma taxa significativa de perfuração silenciosa que poderá comprometer o resultado oncológico de doentes tratados com intuito curativo. Estudos prospetivos da prática real podem ser úteis para uma melhor definição das recomendações atuais.

Palavras-chave : Cancro Colorectal; Cirurgia; Obstrução Intestinal; Guia de Prática Clínica; Ponte para Cirurgia; Prótese Metálica.

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