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GE-Portuguese Journal of Gastroenterology

versão impressa ISSN 2341-4545

Resumo

FERNANDES, Dália et al. Tratamento Agudo da Oclusão Colorrectal Maligna: Prática na Vida Real. GE Port J Gastroenterol [online]. 2016, vol.23, n.2, pp.66-75. ISSN 2341-4545.  http://dx.doi.org/10.1016/j.jpge.2015.10.005.

Introdução: O cancro colorrectal manifesta-se como oclusão intestinal aguda em 10-40% dos doentes. Existem duas abordagens terapêuticas principais: cirurgia de urgência e prótese endoluminal. Objectivo e Métodos: Este estudo teve como objetivo clarificar o risco/benefício das abordagens mencionadas. Foi realizado um estudo multicêntrico, retrospetivo longitudinal, que incluiu 189 doentes com oclusão colorrectal maligna aguda, diagnosticados entre janeiro de 2005 e março de 2013. Resultados: Globalmente (85 pacientes - 35 como ponte para cirurgia e 50 como paliação) a colocação de prótese teve sucesso técnico de 94%. As próteses paliativas apresentaram sucesso clínico limitado (60%) e associaram-se a 40% de complicações. A oclusão tumoral da prótese (19%) foi a complicação mais frequente, seguindo-se a migração (9%) e a perfuração intestinal (7%). A cirurgia eletiva após colocação de prótese associou-se a maior frequência de anastomoses primárias (94% vs 76%; p = 0.038) e a menores taxas de colostomia (26% vs 55%; p = 0.004) e mortalidade (31% vs 57%; p = 0.02). Contudo, não houve diferenças significativas nas complicações pós-cirúrgicas. No tratamento paliativo, a prótese e a colostomia/ileostomia descompressiva não apresentaram diferenças significativas nas complicações ou mortalidade. Neste subgrupo de próteses, observou-se elevada taxa de reintervenção (40% vs 5%; p = 0.004) e de tempo de internamento (14,9 vs 7,3 dias; p = 0.004). Conclusão: A colocação de prótese como ponte para a cirurgia deve ser considerada no tratamento agudo da oclusão maligna colorrectal, pois apresenta vantagens nas taxas de anastomoses primárias, colostomias e mortalidade. Em contraste, neste estudo as próteses paliativas não apresentaram vantagem clínica significativa em comparação à colostomia descompressiva.

Palavras-chave : Neoplasias Colorrectais; Obstrução Intestinal; Stents.

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