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Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental

versión impresa ISSN 1647-2160

Resumen

NOGUEIRA, Maria José; BARROS, Luísa  y  SEQUEIRA, Carlos. A Saúde Mental em Estudantes do Ensino Superior: Relação com o género, nível socioeconómico e os comportamentos de saúde. Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental [online]. 2017, n.spe5, pp.51-56. ISSN 1647-2160.  http://dx.doi.org/10.19131/rpesm.0167.

CONTEXTO: O nível de saúde mental (SM) influência o bem-estar e o sucesso académico dos estudantes do ensino superior (Chow, 2010), contudo esta problematica tem sido pouco estudada em Portugal. A literatura existente é pouco clara e, por vezes, contraditória no que respeita às variáveis psicossociais associadas positiva e/ou negativamente à SM dos estudantes do ensino superior (Eisenberg, et al., 2009). OBJETIVO: (1) Caracterizar a SM dos estudantes do ensino superior; (2) explorar a relação entre a SM, variáveis sociodemográficas e comportamentos em saúde. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, transversal e correlacional, e de uma amostra não probabilística, composta por estudantes do ensino superior do Distrito de Lisboa do 1º e 2º ano inscritos no 1º ciclo de estudos. Os participantes deram consentimento informado escrito e completaram voluntariamente um inquérito online, que lhe foi enviado para o email do campus, durante outubro e novembro de 2014. Para recolher informação sociodemográfica, dos comportamentos de saúde e sobre a SM dos estudantes foram usados um questionário e o Inventário de Saúde Mental (ISM). RESULTADOS: Globalmente, os resultados indicam níveis satisfatórios de SM, quer na dimensão positiva - Bem-Estar Psicológico como na negativa-Distress Psicológico. Contudo 93 participantes encontram-se com nível baixo de SM. As analises correlacionais mostram que as mulheres apresentam níveis de SM mais baixos que os homens, que à medida que o nível socioeconómico (NSE) aumenta, os níveis de SM melhoram. Os resultados também indicam que a níveis mais elevados de SM estão significativamente associados a participantes que praticam exercício físico regular e que dormem mais horas, em tempo aulas. Nesta amostra não se encontraram associações significativas entre o consumo de álcool e outras drogas e a SM dos estudantes. CONCLUSÕES: Conclui-se que o género feminino e o NSE baixo são variáveis associadas negativamente à SM dos participantes. Enquanto a prática regular de exercício físico e dormir sete ou mais horas por dia se associaram positivamente à SM dos EES.

Palabras clave : Saúde mental; estudantes do ensino superior; género; comportamentos de saúde.

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