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Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental

versão impressa ISSN 1647-2160

Resumo

AMARAL-BASTOS, Manuela; ARAUJO, Beatriz  e  CASTRO-CALDAS, Alexandre. Adaptação e Validação da Escala Toulousiana de Coping a adolescentes. Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental [online]. 2015, n.14, pp.55-63. ISSN 1647-2160.  http://dx.doi.org/10.19131/rpesm.0106.

CONTEXTO: As estratégias de coping face a acontecimentos adversos são multidimensionais e articulam os campos comportamental, cognitivo e afetivo. O conhecimento das estratégias utilizadas pelos adolescentes proporciona informação para uma intervenção mais eficaz. OBJETIVO: Adaptar e avaliar as propriedades psicométricas da Escala Toulousiana de Coping numa amostra de 291 adolescentes portugueses que frequentam o 3º Ciclo dos Ensinos Básico e Secundário, em dois Agrupamentos de Escolas; e analisar a influência do género e idade no Coping. METODOLOGIA: Realizamos um estudo transversal, quantitativo. Para aferir as propriedades psicométricas do instrumento verificamos a confiabilidade e validade dos resultados, através duma análise fatorial de componentes principais com rotação Varimax dos itens da escala e do cálculo do coeficiente Alpha de Cronbach. Recorremos à análise estatística inferencial para estudar a relação entre variáveis. RESULTADOS: A Escala Toulousiana de Coping apresenta caraterísticas psicométricas adequadas para este grupo de adolescentes (α Cronbach .85). O estudo da dimensionalidade identificou cinco subescalas: Controlo; Suporte Social; Retraimento, Conversão e Aditividade; Distração Social e Recusa. O Coping Global é, em média, ligeiramente mais elevado nos rapazes. No entanto, as estratégias de controlo, suporte e distração social são utilizadas de forma idêntica por rapazes e raparigas. Por sua vez, as estratégias de retraimento, conversão e aditividade são tendencialmente mais utilizadas pelas raparigas e a recusa pelos rapazes. CONCLUSÕES:A Escala Toulousiana de Coping é um instrumento fiável e útil para os enfermeiros, com vista à implementação de cuidados preferencialmente proativos, personalizados e direcionados para os problemas detetados em adolescentes.

Palavras-chave : Adolescente; Estudos de validação; Adaptação psicológica.

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