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Revista Portuguesa de Cirurgia

versão impressa ISSN 1646-6918

Resumo

COSTA, Beatriz Pinto et al. Evolução do estado nutricional e da composição corporal após cirurgia electiva major. Rev. Port. Cir. [online]. 2012, n.22, pp.15-28. ISSN 1646-6918.

Introdução: Apesar do reconhecimento da sua elevada prevalência e seu adverso impacto clínico, a desnutrição permanece subvalorizada no contexto hospitalar e agrava-se frequentemente no decurso do internamento. Objectivos: Caracterizar a progressão do estado nutricional e da composição corporal no período pós-operatório imediato de cirurgia electiva major e correlacioná-la com a evolução clínica. Material e métodos: Estudo prospectivo envolvendo 71 doentes operados com avaliação do estado nutricional por parâmetros antropométricos, analíticos e funcionais (dinamometria manual) e da composição corporal por impedância bioeléctrica, na véspera da intervenção, no primeiro e quinto dias pós-operatórios e no momento da alta hospitalar. Resultados: A idade média dos doentes estudados foi de 60,4±12,8 (30-91) anos, o índice de comorbilidade de Charlson de 3,1±2,8 (0-9) e o Índice de Risco Cirúrgico de 8,3±1,1 (6-11). As taxas de mortalidade e de morbilidade operatórias foram de 7 e 31%, respectivamente e a duração do internamento pós-operatório de 12,4±10,5 (1-61) dias. A perda ponderal referida na véspera da intervenção foi de 3,6±7,4% (-12,8-31,1); 5,6% dos doentes apresentavam um índice de massa corporal inferior a 20 kg/m2 e 72% um índice superior a 25 kg/m2. Foi realizado suporte nutricional artificial em 20% dos casos. No período pós-operatório, verificou-se uma significativa deterioração dos parâmetros nutricionais e de composição corporal, com uma redução de 5,9% no peso, 3,4% na prega cutânea tricipital, 2,6% no perímetro braquial, 32,2% na pré-albuminémia, 16,8% na transferrinémia, 18,3% na albuminémia, 13,1% na percentagem de linfócitos, 12,4% na força muscular, 4,3% no índice de massa gorda e 4,2% no índice de massa “não gorda”. A referida degradação foi proporcional à duração do internamento pós-operatório, excepto nos parâmetros analíticos e na massa gorda. A mortalidade relacionou-se significativamente com maiores reduções percentuais de massa “não gorda” (20,5 versus 3,7%; p=0,033) e de água (22,2 versus 2,9%, p=0,013) e a morbilidade com maiores reduções relativas de peso (7,7 versus 5%, p=0,035) e de força muscular (16,8 versus 10%, p=0,014). Conclusões: Estes resultados corroboram a necessidade de uma vigilância sistemática do estado nutricional no decurso do internamento hospitalar peri-operatório que possibilite e oriente uma atempada intervenção terapêutica.

Palavras-chave : Estado nutricional; composição corporal; cirurgia electiva; desnutrição.

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