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Psicologia, Saúde & Doenças

versão impressa ISSN 1645-0086

Resumo

ALVES, Joana  e  MAIA, Ângela. Experiências adversas durante a infância e comportamentos de risco para a saúde em mulheres reclusas. Psic., Saúde & Doenças [online]. 2010, vol.11, n.1, pp.151-171. ISSN 1645-0086.

A adversidade durante a infância tem sido um dos temas alvo de numerosos estudos no âmbito da Psicologia, devido à sua prevalência e ao forte impacto no desenvolvimento do indivíduo. Os resultados mais prevalentes vão de encontro ao facto das experiências adversas durante a infância aumentarem o risco de perturbações físicas e psicológicas na idade adulta. Utilizando o Questionário Sócio-demográfico e História de Vida e o Brief Symptons Inventory procuramos caracterizar as experiências adversas durante a infância e relacionar a adversidade com comportamentos de risco para a saúde e com sintomas de psicopatologia, em 42 mulheres reclusas num estabelecimento prisional do norte do país. A maioria das mulheres relata um quadro complexo de diversas experiências adversas durante a sua infância. Num total possível de dez categorias de adversidade, verificamos uma média de adversidade total de 5.05 (DP=2.63), assim como uma elevada prevalência de comportamentos de risco para a saúde e de sintomatologia psicopatológica. Os resultados indicam uma forte relação entre adversidade e sintomas psicopatológicos, e várias relações entre adversidade e comportamentos de risco para a saúde. As mulheres detidas viveram um elevado número de experiências adversas durante a infância e, na idade adulta, apresentam muitos sintomas de psicopatologia e, paralelamente, um elevado número de comportamentos de risco que podem comprometer o seu estado de saúde e perpetuar o ciclo de violência. É evidente a importância de considerar as experiências adversas nos planos de intervenção junto desta população, no sentido de minimizar os seus efeitos.

Palavras-chave : Adversidade; Comportamentos de risco para a Saúde; Infância; Reclusas.

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