SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.15 número3Internamento e mortalidade intra-hospitalar por asma em Portugal continental (2000-2007)Síndroma de apneia obstrutiva do sono como causa de acidentes de viação índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Revista Portuguesa de Pneumologia

versão impressa ISSN 0873-2159

Resumo

ZAMITH, Manuela; CARDOSO, Teresa; MATIAS, Isabel  e  GOMES, Maria João Marques. Telemonitorização domiciliária de insuficientes respiratórios crónicos graves e de doentes asmáticos. Rev Port Pneumol [online]. 2009, vol.15, n.3, pp.385-417. ISSN 0873-2159.

Durante nove meses avaliámos um dispositivo portátil para transferência de dados pela Internet entre doentes e profissionais de saúde: oximetria, ECG, respostas a questionários e mensagens. Foram incluídos 51 insuficientes respiratórios crónicos (IRC) graves acompanhados no Hospital de Pulido Valente (Lisboa) e no Hospital do Espírito Santo (Évora) e 21 asmáticos deste último hospital. A utilização e a aceitação deste dispositivo foram avaliadas através de questionários que registaram a opinião dos doentes e dos profissionais de saúde. Nos IRC de Lisboa avaliou -se a repercussão deste programa sobre internamentos hospitalares e qualidade de vida dos doentes. Aprender a utilizar o sistema foi mais difícil para os doentes IRC; a maioria (80%) teve problemas com o equipamento, qualificados como raros/ocasionais em 62% dos casos. Para 31 doentes IRC seguidos no hospital de Lisboa, a utilização do sistema foi classificada como correcta em12 doentes, incorrecta em 7 e razoável em12 doentes. Os primeiros tiveram redução do número e duração dos internamentos em relação a igual período anterior ao programa de telemonitorização e melhoria da qualidade de vida, em particular no domínio da actividade. Com este sistema de telemonitorização 80% dos doentes IRC sentiram -se mais/muito mais apoiados e 33 (75%) utilizariam este sistema no futuro, se ele estivesse disponível. No grupo de doentes asmáticos, 81% gostariam de manter este tipo de vigilância. O serviço foi considerado útil pelos investigadores. Concluímos que a telemonitorização domiciliária constitui uma contribuição positiva para a gestão dos doentes crónicos e a sua divulgação deverá ser considerada no futuro.

Palavras-chave : Asma; DPOC; cuidados ambulatórios; telemedicina.

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · Português ( pdf )