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Jornal Português de Gastrenterologia

versão impressa ISSN 0872-8178

Resumo

ELISEU, Liliana et al. Sépsis em gastrenterologia: uma entidade subvalorizada?. J Port Gastrenterol. [online]. 2014, vol.21, n.4, pp.131-137. ISSN 0872-8178.  http://dx.doi.org/10.1016/j.jpg.2013.01.003.

Introdução: A sépsis é um problema comum em todas as áreas da medicina, nomeadamente na gastrenterologia. A sua elevada mortalidade pode ser minimizada através da abordagem precoce adequada, conforme as normas de orientação internacionais. Objetivos: Avaliar o impacto da sépsis num serviço de gastrenterologia e a adequação da abordagem inicial adotada. Doentes e métodos: Estudo retrospetivo, com base na consulta de registos clínicos. Selecionados todos os doentes internados num serviço de gastrenterologia apresentando sinais de sépsis na admissão hospitalar, num período de um ano. Registadas características demográficas e variáveis que permitissem avaliar a adequação da abordagem instituída - realização de exames complementares para identificação do foco infecioso/microrganismos envolvidos, pesquisa de sinais de falência orgânica, instituição de medidas de suporte prioritárias e antibioterapia. Realizada análise estatística com SPSS® versão 17 e comparação de grupos com o teste de Qui quadrado (nível de significância de 0,05). Resultados: Identificados 55 doentes, em 56 internamentos (3,9% do total de internamentos do serviço). Todos apresentavam infeção e 2 ou mais critérios de síndrome de resposta inflamatória sistémica (SIRS), sendo os mais frequentes taquicardia (71,4%) e leucocitose (66,1%). As vias biliares constituíram o foco de infeção em 64,3% dos casos. Cumpriam critérios de sépsis grave ou choque séptico 48,2%. Não foram efetuados registo de pressão arterial em 14,3%, gasometria arterial com lactatos em 37,5%, algaliação em 67,9% e colocação de cateter venoso central em 94,6%. Foram realizados estudos microbiológicos nas primeiras 24 horas em 66,1% dos casos; o tempo mediano para início da antibioterapia foi de 8,8 horas. Apenas 10,7% dos internamentos ocorreram em unidade de cuidados intensivos. O diagnóstico de sépsis constou nos registos clínicos em somente 6 casos. A taxa de mortalidade nestes doentes foi superior à mortalidade global do serviço (30,4 vs. 8,6%, p < 0,0001). Conclusão: Neste estudo verificou-se que, em gastrenterologia, a sépsis é uma entidade com mortalidade significativa, mas raramente reconhecida e nem sempre abordada de uma forma completamente adequada, expressa pela deficiente avaliação de sinais de gravidade, atraso no início de antibioterapia e internamento limitado em cuidados intensivos. Sobressai assim necessidade de atualizar competências nesta área e implementar protocolos de atuação a nível local.

Palavras-chave : Sépsis; Gastrenterologia; Cuidados intensivos.

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