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Portuguese Journal of Nephrology & Hypertension

versão impressa ISSN 0872-0169

Resumo

LIMA, Bruno A; MENDES, Miguel  e  ALVES, Helena. Transplante renal no norte de Portugal: tipo de dador e tempo de diálise dos receptores. Port J Nephrol Hypert [online]. 2013, vol.27, n.1, pp.23-30. ISSN 0872-0169.

O transplante de rim de doentes com insuficiência renal crónica está associado a um risco reduzido de mortalidade quando comparado com doentes que se mantêm em lista de espera. Períodos de tempo em diálise longos são responsáveis por piores estados de saúde e maior sensibilização destes doentes a antigénios leucocitários humanos no momento dum transplante renal. O objectivo deste trabalho é o de analisar tempos de diálise e tempos de espera de receptores de primeiro transplante de rim de dador vivo e de dador cadáver no Norte de Portugal. Foram incluídos neste estudo um total de 549 receptores de primeiro transplante renal das unidades de transplante do Porto (Hospital de Santo António e Hospital São João), entre 2008 e 2011. Foram comparadas as características dos receptores de primeiro transplante renal de dador vivo e de dador cadáver à data do respectivo transplante. Proporções foram comparadas com recurso ao teste de Qui-Quadradro e as medianas dos tempos analisados foram testadas com o teste de Wilcoxon ou o teste de Kruskall-Wallis. Entre os anos de 2008 e 2011, o Hospital de Santo António (HSA) realizou a maioria dos transplantes de dador vivo (85.1%) no Norte de Portugal quando comparado com o Hospital de São João (HSJ) (14.9%). Ambas as unidades realizaram um número semelhante de transplantes de rim de dador cadáver (49.5% realizados no HSA e 50.5% no HSJ). Nestas unidades de transplante (HSA e HSJ) as medianas dos tempos de diálise dos receptores de rim de dador vivo foram mais curtas (11 e 13 meses, respectivamente) do que as medianas dos receptores de rim de dador cadáver (59.5 e 53 meses, respectivamente, p<0.001). Entre 2008 e 2011, as distribuições das medianas dos tempos em lista de espera das duas unidades de transplante foram muito parecidas para os receptores de rim de dador cadáver (35 meses para o HSA e 36 meses para o HSJ). Tanto quanto podemos saber, este é o primeiro estudo em Portugal que apresenta tempos de espera de doentes transplantados de rim, desde a implementação das novas normas para a selecção do par dadorreceptor em homotransplantação com rim de cadáver de Agosto de 2007 altura em que entraram em vigor.

Palavras-chave : Dador cadáver; dador vivo.

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